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Os guarani, contato moderado e preservação
dos costumes nativos
Os índios guarani preservam a língua guarani, a religião e a moradia em ocas e cabanas ao lado de algumas pequenas casas de alvenaria. As crianças estudam regularmente e as aulas são ministradas em Guarani e em Português. Entre si, os índios conversam em guarani e utilizam sua língua nativa para identificar os locais dentro da aldeia. Por preservarem a língua, os guarani de vários países conversam e se entendem. "Conversamos com os guarani da Bolívia e nos entendemos. Eles também falam castelhano, mas a língua guarani é uma só", afirma Aurora, ou Kerechu, mãe do cacique e do pajé da tribo Boa Esperança. Os guarani chegaram ao Estado em 1974 e permaneceram acampados na Praça Oito. Os índios vieram de vários Estados do país, entre eles, do Rio Grande do Sul, estado natal de Aurora, que conta porque vieram para o Espírito Santo. "Foi Deus que falou para procurar uma terra sem males". O professor José Geraldo Mill confirma: "ainda era estudante de Medicina quando os índios permaneceram acampados no centro de Vitória enquanto procuravam um lugar para ficar". Atualmente os guarani estão no Espírito Santo, nas aldeias de Boa Esperança, Três Palmeiras e Piraqueaçu, todas no município de Aracruz. "Aqui se adoece mais de gripe e dor de cabeça por causa da poluição", afirma o pajé da aldeia Boa Esperança, Jonas, ou Tupanquaral, o responsável pela medicina da tribo. O pajé conta que alguns índios têm pressão alta e o remédio que ele utiliza é o maracujá do mato. "Mas aqui se morre de velhice. Meu pai morreu aqui na aldeia com 120 anos." As atividades que os guarani desenvolvem também mantêm seus costumes. No inverno, trabalham na roça, e, no verão, vendem os trabalhos artesanais produzidos por eles. Durante o verão muitos visitantes vão até a aldeia e compram seus trabalhos. A Associação Indígena Tupiniquim Guarani faz compras e ajuda no sustento, mas não os índios não recebem nenhuma ajuda financeira do governo. "Eles poderiam ajudar pelo menos com a alimentação", conclui o Pajé. Leia também: Doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo Vitória é o primeiro município brasileiro a participar do 'Monica' Pioneirismo e particularidade entre os índios Os tupiniquim: "Igual peixe, criado em cativeiro para continuar vivo" |
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