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Em 21 de setembro de 1963, Tyrteu morreu,
em Alegrete.
Cria cuervos
Das pesquisas realizadas inferi que a vida
de Tyrteu após o lançamento de Saco
de Viagem, em 1928, esteve associada a futricas locais carregadas
de ódios, vinganças, inimizades,
armações e injustiças que o levaram a um fim prosaico.
A chegada do sírio (turco) Vicente
Raide, logo após a morte da mãe de Tyrteu, em 1927, influenciou
de forma decisiva a vida do poeta. Aparentemente, nos poemas Purgante
e Duendes,
Tyrteu refere-se a Raide, e conta como eles teriam se conhecido e sobre
a "ajuda" do turco no esclarecimento de assombrações, provavelmente
referindo-se ao fato envolvendo um pedreiro espanhol, em 5 de fevereiro
de 1927.
Tyrteu era um mão-aberta, e Raide, um esperto
aproveitador. Contaram-me que Raide, vendo Tyrteu usando um anel de grande
diamante, interesseiramente, elogiou a jóia. Tirando o anel do dedo,
Tyrteu, disse: "Gostou? É teu", e entregou ao turco dando-lhe a
valiosa peça. Em outro causo, aparece um motorista chamado Cabelinho,
que estava sentado num banco da praça
quando Tyrteu passava pelo local. O excêntrico poeta parou e perguntou
o que Cabelinho fazia parado ali. "Sou chofer e não tenho carro
prá guiar", respondeu Cabelinho. Imediatamente, Tyrteu respondeu: "Então toma a chave do meu carro. Agora tens
como trabalhar".
Tyrteu cedeu a garagem de sua casa, defronte
à praça, para Raide instalar sua loja.