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Tyrteu era tão míope que, para ler,
precisava encostar o nariz nas palavras. Fumante desesperado, tinha os dedos marrons devido ao excesso de fumo.
Era bêbado e excêntrico. Adorava o boxe, as caçadas
e os cães.
Que tal! Sábado lindo e princípio
de mês, cobres magros, porém: - Vamos aos Caçadores!
É uma bela aventura em busca de
alegria que ficou na querência. É um rápido
entremês
com barato charuto e modestos licores e que a imaginação
crê uma opulenta orgia. Aureliano
de Figueiredo Pinto no poema Ad Sodalibus.
Havia um sujeito que era o "saco de pancadas"
de Tyrteu. O excêntrico poeta costumava pagar para que o sujeito
rolasse cinematograficamente do alto das escadarias do prédio
da atual Secretaria da Fazenda do município, depois de levar
um soco no rosto. O soco era desferido por Tyrteu, claro.
O "saco de pancadas" também virava
capincho (capivara) e alvo no rio
Inhacundá. Tyrteu pagava para que o homem servisse de alvo:
tinha que mergulhar, e ao emergir para tomar fôlego era alvejado
por Tyrteu. O tiro, às vezes, passava a cerca de um palmo de sua
cabeça. Tyrteu recompensava seu "bobo da corte" por cada tiro que disparava.
Saco de Viagem - 1927
Em 5 de fevereiro de 1927, Tyrteu foi réu
em um processo presidido pelo delegado Ramão
Fioravanti Trois, que também era intendente (1924 a 1928).
No verão de 1927, Augusto Meyer, veraneou
na Estância
das Palmeiras, de Antero Marques,
depois seguiu para
São
Francisco. Teria Meyer encontrado Tyrteu na pequena cidade?