|
|
|
1919/20. Seus conterrâneos Antero Marques e Aureliano
de Figueiredo Pinto estudaram o primeiro ano do curso em 22, mas deixaram
o curso inconcluso devido à revolução de 1923.
Tyrteu concluiu o curso na UFRGS em novembro de
1922. Nesse mesmo ano, Bopp formou-se
em Direito no Rio de Janeiro, após passar pelas faculdades de Recife
e Belém, respectivamente, no terceiro e quarto anos do curso.
Nas conversas com Raul
Bopp sobre a Amazônia, Tyrteu ficou encantado com as lendas amazônicas.
Fez chegar Saco
de Viagem até Bopp,
que influenciado pela sua linguagem, escreveu
Cobra
Norato. Conforme
Donaldo
Schüler - O Brasil
que se desvenda em "Cobra
Norato" não é o Brasil
das cidades litorâneas, embriagadas de hábitos e modos de
pensar europeus, é o outro Brasil.
No Sul os olhos de Tyrteu assemelham-se ao da Cobra
Norato.
Schüller cautelosamente inferiu: ao produzir
"Trem da Serra". Ernani Fornari
se inscreve numa tradição épica que vai de "Antônio
Chimango" a "Cobra
Norato", para ficarmos apenas no espaço dos trinta anos deste
século. A viagem aproxima os três poemas.
Ernani
Fornari substitui a tropeada de Amaro
Juvenal pelo deslocamento do comboio. Raul
Bopp faz a paisagem amazônica desfilar aos olhos de um animal
mítico antropomorfizado. Não haverá raízes
rio-grandenses na mobilidade do poema de Bopp,
tão característica dos homens do Sul e também central
nos dois poemas mencionados?
Se esta hipótese for sustentável, não
determinará o único ponto de contato entre "Trem da Serra"
e