Santa Maria, 29 de agosto de
1928.
Antero:
Santiago, 11 de janeiro de 1936
(3 da manhã).
Antero Marques:
Aureliano de Fiqueiredo Pinto
Santiago, 13 de julho de 1952.
Amigo velho Antero:
Santiago, 9 de junho de 1956.
Amigo velho Antero:
Aureliano de Figueiredo Pinto.
Outro pós-escrito:
Deves ir ver o "Não te assusta
Zacaria". Fui vê-lo e vivi a alta emoção da música
e dos ritmos de dança da antiga campanha - cujas deixas ainda verifiquei
na meninice. A peça, em si, deixa a desejar. O enredo, ficou no
pitoresco, com um pouco de transigência com a platéia. Falta,
a meu ver, um terceiro ato que fixasse o drama do campeiro na luta de constituir
família. Agora, o 2.º ato é puro Rio Grande. Aquelas
cousas da Ibéria - luso, hispânico e árabe - estão
na música e no ritmo. Ritmo e música que chegaram a Colônia
do Sacramento. E se foram esparramando por essas campanhas como um colorido
de arte na sociabilidade primitiva e vária dos povoadores. Por isso,
o trabalho do moço rio-grandense Barbosa Lessa é notável.
Aureliano
Santiago, 23 de novembro de
1956.
Amigo velho Antero Marques:
Aureliano
P.S. Perdoa o corago:
Hoje recebi telegrama de meu casalsito - Português 9,5 cada um. Belo
empate.
Santiago, 21 de setembro de 1956.
Amigo velho João Octavio:
Nossas recomendações muitas
atenciosas à tua esposa.
Gracias, amigo, gracias. Bem avaliaste
o que foi para mim a perda, em pungentes circunstâncias, do meu mais
antigo e querido amigo. Queria-o por, talvez, ser o Borba um homem inculto,
e ser como eu seria se não tivesse aberto livros. Só a dor
é grande, e eu me purifico na dolorosa emoção de o
ter perdido.
Mas deixa, amigo velho,
que te abrace pelas altas palavras que pronunciaste na Faculdade. De todas
as orações, a tua foi a de maior pensamento e mais verdade,
porque as bibliotecas não apagaram em ti a visão natural
das coisas e o tropel do sangue nutrido da terra do Rio Grande.
Com muitas lembranças nossas
aceita um forte abraço
do Amigo velho
Aureliano.
Reuni, afinal, ao fim de tantas
"reculutas" (que um douto chamará recolutas) quanto tinha escrito
em versos menos sofríveis, fixando flagrantes e imagens de seres
e de instantes do nosso meio rio-grandense.
Três cadernos de poemas
- "trois cahiérs de poèmes", como seria grato chamá-los
ao nosso João Pinto da Silva, de cuja dispepsia andaste tratando
antes de seres médico.
Estes três cadernos, nem
peno publicá-los. E, se o fizesse, passariam, creio, quase despercebidos.
Agora, para as gerações do motor e da asa, daqui a 20 ou
50 anos, serão como onças desenterradas.
Digo-o, sem empáfia, ou
vaidade, porque, quando tal se der, não serei mais que cinza e olvido.
E mais, eles vão valer pelo que vais escrever a propósito
e com o pretexto deles, a respeito das coisas destas querências.
A tua prosa e o teu pensamento
vão explicá-los àquelas gerações distantes
que vão pensar de nós, que decerto fomos uns sujeitos interessantes
de outro tempo, e já sem similares ou aceitáveis no ciclo
em que viverem.
Assim, mais que qualquer
desejo de publicidade, ou possível fama atual, é a vontade
de ler a tua prosa inédita sobre o que os três cadernos contém.
Não vais escrever para o público. Vais conversar contigo
mesmo, no teu estilo, sob as tuas árvores.
Daqui a dois ou três
decênios, então, aparecerá a "conversa" sobre esses
poemetos campeiros que a vida dos nossos campos escreveu por minha mão.
Isso se, depois da
leitura, achares que vale a pena gastar uma boa chumbada num bando de caturritas.
Para mim, essa prosa é
que seria o poema.
Com o abraço de sempre
do amigo mais velho que o chão.
Com dona Branca, aceitem
os nossos cumprimentos e votos de um feliz inverno nas comodidades da capital
de nossa querida Província.
Grato pelo teu cartão
com o endereço da residência.
Por aqui, inverno velho
no duro. E ainda médico-assistencial. Ontem uma octogenaria com
pneumonia. Uma criança com Köerning positivo. Uma epidemia
de varicela. E hoje uma peritonite fatal. O cirurgião, com um escafandro,
mergulhou abdome a dentro. Mas nem ele, nem Sua Majestade o Antibiótico
conseguiram salvar esta vida.
E chuva e barro. E
barro e chuva. Todo o dia. À noite sim, hoje, por exemplo, é
permitido ao forçado de hipócrates um pouco de lâmpada
e de rádio, do convívio em casa e da lembrança dos
amigos.
Em teu cartão,
te mostras surpreso no limiar dos 50 anos! Como eu também surpreso
de termos atingido esse marco de idade. Também nunca admiti essa
hipótese. E para tanto, não diligenciamos muito, ou melhor,
nada dispendemos de esforço para tal. Desde adolescentes, em
lances coletivos ou episódios individuais, estivemos sempre à
disposição da hora que mata. Última necat . . . Ela
passou por nós, inexorável e cega, de foice ao ombro para
a sua trágica vindima em outros inesperados setores. E nós,
sobramos amigo!
Para alguma cousa
há de ser. Não avalio bem para o que seja. Para continuar
a agir anônima e obscuramente, ou quem sabe se para escrever alguma
cousa. A mim me falta materialmente o tempo. Estou coagido ao estafetamento
de Monteiro Lobato, na variante da atividade clínica. Mas e tu,
compadre! Afia essa pena. E escreve! Escreve o teu depoimento sobre a vida
que te coube desempenhar. Para alguma coisa, por certo, nos foi dado atingir
o alto da montanha, na plenitude filosófica dos cinqüenta anos.
Dentro de dois anos, penso poder dispor de algum vagar para lidar com as
palavras. Se o conseguir, vais ver como debulho pena como pata de égua
chucra debulha trigo na eira. Se me increparem por tanta e tão má
abundância, me escusarei, dizendo que a culpa é a de ter chegado
aos cinqüenta anos. Aquele símbolo do Blau e a Teiniaguá
na porta da Salamanca, não adivinhaste? É pura sabedoria
cinqüentenária. Ainda, aliás, um pouco inferior à
oriental, que é milenária.
Assim, amigo Antero, que
temos que escrever alguma cousa. Vai abrindo cancha por aí. As aventuras
de nossa formação intelectual é um bom romance. O
heroísmo de 23, um belo ensaio.
Nossa recomendações a
Dona Branca e outro vasto abração para ti. Um abração
daqueles que te fez temer um enfarto, o que a mim foi, por certo, a causa
adjuvante e premonitória de uma trombose da retiniana direita. Não
faço por menos. Se a trombose não acontecesse na periferia,
talvez a esta hora eu estaria mateando no galpão do velho São
Pedro - um barbudo cavalheiraço que recebe todo o andante que chega
com o mesmo acolhedor sorriso sob a barba milenar. Por hora, a conseqüencia
mais grave é a abstinência da cabeça do matambre, da
fralda da costela, do trago de canha, da leitura madrugada a dentro. Enfim,
um regime de matungo de campo metido em "compusturas" para parelheiro.
No mais, tudo sem novidade. Cheguei
ontem de Santa Maria, onde fui pelo affaire ocular, e encontrei aqui a
tua carta.
Estou radiante por te dar serviço.
Andas de lombo mui liso, percisando serviço. Como os pingos de bom
sangue e ótimo estado que dão para correr só porque
um passarinho voa ou passa uma avestruz, a propósitos de umas pobres
rimas campeiras, vêm as admiráveis variações
sobre música e poema. Sobre Beethoven-Bilac e Schubert-Leoni.
Até me acanho,
eu, um pobre homem, como aquele de Portugal, de Entre-as-Pontas do Toropy
e Jaguary, dando pretexto a um rodeio morrucutudo, onde chegam berrando
com ecos de eternidade os músicos e poetas máximos à
nossa sensível vibratilidade. Compreendo, porém. Voou o passarinho
. . . E dele o parelheiro a correr pensamento à fora, fixando as
linhas superiores da raça e da estampa. E digo comigo: esse pingaço
precisa serviço! Se não, ainda se atira num alambrado.
Pois estão essas
toradas dos cadernos, para arrastar na cincha cerro acima.
Não foram datilografadas
na Globo. O Salgado levou um pedaço do manuscrito. Mandou o seu
datilógrafo bater. Dessa parte deu cópia ao Nogueira. Mas
corrigi muito e eliminei muita coisa. Pede essa cópia ao Nogueira
e mete no fogo. No Salgado ainda há uns originais de alguns dos
quais não possuo nada. Requesita e vê ali o que pode caber
nos cadernos. Creio que só esses dois amigos leram aí o tareco,
aqui, a não ser meus filhos, ninguém leu. Dos 2.º e
3.º cadernos, o Tulio Piva me bateu uns poeminhas e guardou cópia.
Mas hoje tudo está refundido aí nos cadernos. O Salgado falou-me
que a Globo queria publicá-los na Coleção Província,
sem ônus para o autor. Falaram-me de uma Livraria Sulina interessada
nesses assuntos. O menos interessado no best seller sou eu. O que
nos cadernos se contém são, a seu modo, um registro de instantes
e vida de campo. Flagrantes esses campeiros. Isso o que procurei traduzir,
A fama, a "glória" - estou com o grande Lobato - tudo é lata.
Assim é que esses pedaços de couro estão contigo.
Como bom guasqueiro, pega, olha-os, palpa-os revira-os. Laço . .
. laço mesmo . . . não dão! Talvez de um maniador,
tanoeiro, látegos . . . ou quem sabe de um soveo! Afinal, jovem
sempre serve, ao menos para corda de arrastar.
Zilah ficou encantada com dona
Branca, dona Alany e tua fazenda. Temos veraneado nas fazendas dos primos,
próximo a Tupanceretã. Mas a cidade está de mui alta
escrapecência. é (é maiuscúlo) se obrigado a
toilette à tarde sempre na iminência de uma visita para o
chá ou o churrasco. Gente que vem da cidade, dos vizinhos que passam
e chegam. Sofremos a visita de um velho amigo de infância e mocidade,
cuja a senhora nos apareceu de casaco de pele, salto alto, carteira, luvas
e jóias granditas como monte de sal em rodeio grande em manhã
de verão. A gente se dá para os diabos com esses requififes
quase diários. As Palmeiras são uma mansão na coxilha.
Tão à vontade. Tão tempo antigo. Tão natural.
Convite ao descanso e à prosa velha sem programa.
Laura Maria ficou radiante com
a gentileza de dona Branca. O Nuno diz que nunca viu o pai tão alegre.
Enfim, para nós, um domingo memorável.
Em tempo: Nos cadernos marcarás
o que deve ser eliminado. Com franqueza. Nos originais que estão
com o Salgado também procederás a rigoroso refugo.
Na minha, "carta-testamento",
que encontraste ( a indiscreta que caiu da pasta) não exijo um prefácio.
Gostaria de ver as tuas
reações em face do que ali se contém.
Vou dar uma busca na tua
carta-prefácio. Está no gavetão. Devo achá-la.
Creio que já estarás
instalado em novo apartamento e alguns metros de altitude acima do nível
da pensão Caçapava. Da tua janela, cada manhã, manda,
por nós dois, uma saudação ao Guaíba.
Penso que ainda havemos
de caminhar na rua Duque até a Praça da Matriz como antigamente,
numa serena e tranqüila volta ao ponto de partida. Mais ou menos como
aquela do navegador "al levante por el poniente . . ." Isto se o meu Polígono
de Wilis não virar o polígono de tiro para estourar.
Bem. Já charlamos
um rato. Aí vai um longo abraço do amigo velho
Já está em disco Danças
Gaúchas, fonte de infinitas sugestões sobre os grandes nadas
eternos da raça e dos pagos. O canto do Anu, por exemplo, com melopéia
de mar e lonjuras de pampa, é autêntica toada de ronda, o
que eu ouvi menino e moço, vindo das tropas rondando na chapada
acima do açude, e enchendo a noite com aqueles ais! que parece a
interjeição criada pelo gênio luso.
E a mensagem do General, evocando
o velho Honório, faz mossa na sensibilidade gaúcha. Temos
homens. O ganhamos no voto . . . ou voltaremos a São Paulo!
A gavilha do crédito
oficial é que não pode voltar para construir novas senzalas.
A atitude do Meneghetti
ultrapassa, em varonibilidade civil, o que não seria lícito
esperar de um calmo engenheiro. O velhito tem raça. Estamos em pleno
1929, com gente de outra classe no comando. Isto nos consola das lutas
e dos ostracismos a que nos forçou aquela gente que se apossou (pastou
e digeriu até o empantarramento final) da Revolução
de 30.
Bem outro dia, devo?
Um grande abraço
para ti e nossas recomendações a tua senhora, votos de saúde
e de alegria.
Recado do amigo velho
Nossas atenciosas recomendações
a dona Branca e mensagens de feliz chegada e feliz veraneio na tua mansão
de campanha.
Ontem chegou tua carta de
20. Comecei a ler. E, como potro clinudo correndo em volta, fui sentido
o aperto da argola do laço no fino do pescoço, apertando,
apertando entre o queixo e a garganta e obrigando quase a perder o fôlego.
Emoção velha de erguer basteira na alma, muito por mim muito
por ti. Pois cheguei a ver-te naquela torcida das bancas de exames quando,
a lidar com os velhos, escorria os olhos na assistência dos colegas
e encontrava o teu rosto contrafeito de contida e emoção,
a amadrinhar o amigo que quase sempre ia bem, mas que, também, às
vezes, ia indo meio pelas caronas.
Assim, te vi na livraria,
entre os líderes categorizados de nossas letras, quando o tema e
o motivo em jogo era ainda o velho companheiro que se submetia a essa necessária
prova de suficiência. Pelo que uns dizem, conseguiu nota plena o
amigo velho de tanto sonho, tanto chimarrão e tanta charla.
De fato, era uma defesa
de tese. E o Meyer comportou-se como aqueles bons lentes de que temos saudades
- compreensivo, otimista, encorajador e indulgente.
Como sempre afirmo, esses
poemazinhos não são criação do autor. Foram
garimpados na vida e na emoção esparsa de nosso povo.
O relance de vida surpreendido
num flagrante de alta intensidade emocional, passando depois na batéia
e no carumbé seletivo da forma. Estou contente pelo que eles possam
guardar de conteúdo coletivo e popular.
O que é verdade,
é que tiveram sorte. Sorte de encontrar esses amigos a quem um quarto
de século de existência teve o condão de unir cada
vez mais no respeito e na afetividade.
Quando o Salgado
levou o primeiro lote para datilografar, pensei comigo em termos de pecuarista:
- este tropeiro vai ser despedido do saladero por apartar tão desparelho
e tão magro.
Ele e o Nogueira,
bons campeiros, gostaram do aparte.
Então,
mergulhei a fundo nas gavetas a ver velhas notas e refazê-las desalinhadamente:
saíram os cadernos. Então, t'os fui entregar pessoalmente,
como os invernadores que levam os seus bois a balança.
Agora, tua carta
dá-me o resultado do debate e do negócio - a tese aprovada
e a tropa não abaixou da média exigida. Estou feliz da vida
e abençoando este retiro cerril de 24 anos, de contato diário
com esses motivos de sofrimento . . . e de poemas.
Fim da próxima
semana, 6 a 8, estarei ausente.
Vou busca minha
negrita em Santa Maria, onde termina o 2.º ano do 2.º ciclo.
O guri demorará mais uns dias.
De modo que, de 8
de dezembro em diante, estou ao teu dispor com enorme prazer - ou para
ir até aí, ou para recebê-los aqui. Ou para as duas
cousas sucessivamente. Faz-se uma madrugada, vai-se matear aí, voltando
à tardinha. E depois virás subindo a picada que subiu Aparício
Saraiva, com as facas de Firmino de Paula a degolar os cansados e exaustos
da retaguarda.
Em todo o caso tu
és quem mandas. Como achares melhor, assim se fará.
Ao prazer de prosearmos,
soma-se, desta feita, a alegria de rever o Meyer que volta a esses magníficos
pagos, certamente a reverdecer o coração. Quando ele for,
poderá vir por aqui. Se tiver caracu para 25 léguas de calcanha,
o ponho em Tupanciretã, em cujo solo de móveis areias ainda
persiste o rasto de Raul Bopp. E ele conhecerá um pouco do "Ruri
Nostrum" missioneiro, onde as arrastadas carretas, subindo e descendo
garupas de coxilhões, se aprazem em ir negaceando o horizonte .
. .
Afora esta próxima
opotunidade, queremos ter-te aqui com dona Branca para saborearem uns cachos
"del parral de mi patio". Estas parreiras que plantei fiapos de planta,
e que já dão rácimos de todas as vitaminas imagináveis.
O rancho é
pobretão, mas fiel ao estilo do João Barreiro, que fica alegre,
como bom gaúcho, mesmo depois que casou.
Bem, amigo velho:
ou lá, ou cá, depois de 8 de dezembro, como dizia o coronel
Hortêncio, "havemos de nos encontrarmos."
Forte abraço do
Aqui a tua carta - afetuosa mensagem
de um amigo que traz a este remoto ultramar as boas notícias da
metrópole.
Não te penentecies de retardatário
na resposta à correspondência. Sou grande pecador nesse gênero.
As nossas horas são como cordeiros mortos onde vêm bicar um
mundo de preocupações miúdas e impertinentes como
bicudos. Só sustentar o equilíbrio dos nervos já é
um problema do dia.
Quanto ao livro, o principal malgré
moi, era enquadrilhar e aquerenciar no rincão do caderno esses
redomões extraviados na distância e no tempo. Se o beriva
Globo não quiser ficar aí, entropilhaditos, que era o mais
difícil. Não se afobem, nem forcem a mão, nem se aborreçam.
Hão de convir que algum dia hão de valer como curiosidade
bibliográfica.
Gostei do teu último poema. E
se bem a corrigenda coubesse ao Spalding, vou metendo a mão, porque
é, creio, a segunda vez que incides no engano, nestes dois pontos
escuríssimos da nossa História - o Rio Negro e o Boi Preto.
Aquele se deu em 28 de novembro de 1893, o festim oribesco dos Tavares.
E, em revide, em 1894 a fera da Cruz Alta fazia soar as chairas de Facundo
Guiroga no Capão da Palmeira.
Só compreendi bem aquele
célebre telegrama do Gaspar ao Joca - brasileiro peço, rio-grandense
suplico, etc. - depois que melhor conheci o episódio Rio Negro.
O Gaspar conhecia por certo o coração peludo dos homens da
Estância do Barão de Cerro Alegre . . . Aliás, a crônica
farrapa não poupa elogios ao velho tronco legalista.
Junto vai uma cartinha ao Antero.
Peço-te que a faças chegar a ele. Duas que lhe mandei não
recebeu. Parece que não há boa acessibilidade ao carteiro
lá no cerrito do Thomé Loreto.
A saúde apertadita com
calma para não comer mio, mio . . .
Dá um forte abraço
ao Reverbel.
E outro a ti, do velho amigo
Aureliano.