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Definição de Exegese:
Palavra de origem grega que
significa "explicação", "interpretação" (cf. Luc. 24:35; Atos 10:8;
15:12,14).
É o processo por meio do qual um
texto é sistematicamente explicado. Pressupõe uma tríade: remetente -
texto - receptor, em que o texto funciona como um meio de comunicação
entre um remetente ausente e um receptor.
Na teologia tem-se:
A situação do
exegeta é a de um receptor secundário do texto e, caso o texto tenha sido
alterado no processo de transmissão oral ou escrita, ele/a se encontra
muito mais distante da situação dos receptores originais
Definição de
Hermenêutica: É definida de forma variada. No entanto uma visão
tradicional vê a Hermenêutica como a ciência que tenta estabelecer os
princípios, métodos e regras de interpretação necessários à interpretação
de textos escritos.
Representação
Alegórica: é a apresentação de um conceito abstraio ou espiritual
em trajes de imagens ou eventos concretos.
Interpretação
Alegórica: é aquela em que se presume que o texto a ser
interpretado declara ou tenciona declarar algo diferente do que sua
fraseologia literal sugere. Acredita-se que o texto contenha um sentido
escondido, mais profundo e místico, não derivado explicitamente das
palavras nele contidas.
Tipologla: é o método de interpretação em que
pessoas, acontecimentos ou objetos são Interpretados como sendo prenúncios
ou protótipos de pessoas, acontecimentos ou objetos de um período
posterior. Ela difere da alegoria pelo fato de ela não vê significado
escondido no texto, mas sim uma conexão revelatória entre dois fatos
históricos distintos.
A História da Interpretação do NT Introdução
Abordagem será feita através de
uma análise das principais tendências, adicionando-se a referência a
alguns dos mais Influentes exegetas ao longo da história
da igreja. A preocupação estará voltada para abordar as condições
que levaram à adoção de um método particular em determinados
períodos da história da Igreja.
O motivo para esta análise
histórica se justifica pelo falo de que o exegeta responsável deve
habituar-se a observar os fatores condicionantes que
determinam a adoção de um método particular de Interpretação. A maior
parte das técnicas de exegese foram forjadas na bigorna de
Influências culturais e desafios de grupos heréticos.
A Exegese Cristã Primitiva
Os escritores do NT viveram e
pensaram dentro das categorias da tradição judaica. Logo, até a metade do
século II A.D., os esforços exegéticos estavam centralizados em uma
reinterpretação das Escrituras Judaicas.
Apesar do procedimento dos
exegetas cristãos se assemelhava ao do judaísmo da época, que dava ao
rabino uma grande autoridade na Interpretação das Escrituras, este
elemento foi substituído por uma perspectiva Cristocêntrica na
interpretação das Escrituras. C.F.D. Moule, em seu livro
The Birth of the New Testement,
observa que o modo original de Jesus reinterpretar o AT levou os primeiros
cristãos a empregar o AT e as lembranças e tradições das palavras de Jesus
com uma liberdade criativa.
A base da autoridade da
Interpretação diferia das escolas rabínicas no fato de que os registros de
Deus na história havia chegado ao seu cumprimento na pessoa de
Jesus. Os Evangelistas não Inventaram um novo método de Interpretação do
AT, eles simplesmente elaboram uma abordagem em cima do exemplo
deixado por Jesus. Consequentemente, Cristo se tornou a chave hermenêutica
da exegese cristã primitiva.
Tanto a pregação apostólica
quanto a correspondência literária deram continuidade a essa interpretação
Cristocêntrica do AT.
As citações do
AT encontradas no NT freqüentemente possuem uma alteração
na sua fraseologia. Isso ocorre devido:
a) À inúmeras versões em
hebraico, aramaico e grego estarem em circulação na época de Jesus;
b) À não haver uma preocupação
em citar o AT ipsis verbis (palavra por palavra), em razão de
estarem escrevendo em um idioma diferente e que exigia adaptações;
c) À Ideia predominante na
épocas de que a citação livre era sinal de que o autor possuía domínio do
assunto e se sentia na liberdade de mencionar muito mais o sentido do que
a fraseologia original.
No período dos Pais
Apostólicos (nome criado no século VII e dado a oito dos
escritores cristãos primitivos porque acreditou-se que eles tiveram
contato com os apóstolos.
São eles: Clemente de
Roma, o Didaquê, Inácio de
Antioquia, Policarpo de Esmirna, Papias
de Hierápolis, a Epístola de Barnabé, o
Pastor de Hermas e a Epistola de
Diogneto seguiram este padrão exegético do Novo
Testamento e se mantiveram Cristocêntricos, semelhantes ao
apóstolo Paulo.
Os cristãos primitivos se
mantiveram próximos á tradição Judaica no que tange á
Interpretação literal do AT, mas de vez em quando
apelavam para alegoria em razão da sua perspectiva
Cristocêntrica.
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