Sergio Batisteli - Jornalista
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Entrevistas
"A entrevista é a base para todo e qualquer texto jornalístico"
Por Sergio Batisteli
Programa Bastidores
O nosso entrevistado é quem podemos chamar de homem multimídia, ele é historiador, escritor e jornalista. Trabalha em rádio, TV, também escreve artigos para jornais, revistas e internet. Ainda tem tempo para meditar e já recebeu o título de monge budista. Confira a entrevista com Heródoto Barbeiro, nos estúdios da rádio CBN, em São Paulo para o Programa Bastidores. Um telejornal laboratório apresentado pela aluna Fernanda.
Abordamos questões como, por exemplo, o por quê da sua escolha pelo jornalismo, o papel da televisão na educação do povo brasileiro, a qualidade das TVs e a imparcialidade no meio jornalístico. Conversamos também sobre o futuro do jornal impresso, a velocidade do rádio, a influência de internet na TV, a credibilidade dos blogs de jornalismo etc. A entrevista é dividida em cinco partes por questões técnicas. Clique nas imagens e assista.
Parte 01
Parte 02
Parte 03
Parte 04
Parte 05
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Paixão, pesquisa e jornalismo
Nascido em uma família de jornalistas que trabalhavam no jornal Folha de S. Paulo, Alexandre Pollara, 33, cresceu no ambiente da comunicação e aprendeu desde cedo os deveres de sua futura profissão. “Quando era criança eu odiava ler, sempre me esforçava com autores como Monteiro Lobato, Maurício de Souza e o caderno infantil, a Folhinha”.
Na juventude, Alexandre descobriu o amor pela sétima arte, o cinema. Foi justamente nesse campo, que desenvolveu um trabalho de pesquisa e, com o tempo, adquiriu um vasto conhecimento sobre o tema.
Pollara teve sua primeira matéria publicada e assinada, de duas páginas e meia, no caderno de Turismo do jornal, Folha da Tarde. Ficou empolgado com a repercussão de seu trabalho e resolveu terminar a graduação de jornalismo, na Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo). “Tenho a convicção de que fiz a escolha certa”, afirma Alexandre.
O jornalista está desenvolvendo um site, que funcionará como um banco de dados, ou seja, uma espécie de biblioteca sobre cinema, o portal Bibliocine.
Enfoca: Qual é a idéia do Bibliocine?
Alexandre: É um portal de arquivo pela internet que, principalmente, tem o objetivo de priorizar o cinema nacional, com filmes difíceis de serem encontrados como obras da década de 50.
Enfoca: Como você vê a facilidade do uso da internet? Por ter tanta informação o profissional da pesquisa fica preguiçoso?
Alexandre: Certamente é massificado, você tem que filtrar as informações, o que você quer, o que é importante para ser utilizado. Inclusive, os jornais impressos estão caminhando para um formato parecido com o da internet, como o novo projeto gráfico da Folha.
Enfoca: O que representa a pesquisa para um jornal?
Alexandre: Pesquisa é a memória do jornal, é fundamental um bom banco de dados e quem cuide desse banco, para se fazer uma reportagem.
Enfoca: Você já sofreu algum tipo de censura em seu trabalho?
Alexandre: Quando era aluno da Uniban, o jornal laboratório Na Mira da Comunicação publicava uma reportagem que falava sobre o não reconhecimento do curso de Direito e não pode sair no dia de seu lançamento no campus. Foi vetado pela coordenadora do curso de jornalismo.
Enfoca: No mercado de trabalho, qual o peso do nome de uma faculdade?
Alexandre: Olha, tem que ser chato e não ter medo de pedir emprego. Certa vez eu estava ajudando a escolher currículos, lá na Folha e priorizamos aqueles alunos que estudam na USP e na Cásper Líbero.
Enfoca: Qual é o formato ideal para se fazer uma crítica de cinema?
Alexandre: Fazer referência a outras obras, ter conhecimento do assunto, ler e estudar muito. Assim você consegue ter um conhecimento de causa para tratar do assunto, como por exemplo, os elementos de linguagem usados por diretores etc.
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Sombra e liberdade de expressão
Jairo Máximo, 49, natural da cidade de Mogi das Cruzes, São Paulo, é jornalista e tradutor.
Os alunos do segundo ano de jornalismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo), tiveram a oportunidade de ouvir as experiências desse profissional, no campus Rudge.
Jairo é antenado e interessado na arte de se fazer uma boa entrevista.“No começo de carreira é preciso ter muita paciência e perseverança” disse ele, que prefere entrevistar personalidades que estão fora da mídia e ressalva: “Todos temos uma história para contar”. Em suas técnicas, ele ensina que dificilmente interrompe o entrevistado. Deixo ele falar bastante e expressar seus pensamentos, faço uma única pergunta que elimina uma série de outras.”Quando eu entrevisto alguém e me responde com ironia e deboche, publico tudo o que foi dito na íntegra, para que a pessoa tome consciência do valor das declarações de suas palavras para um repórter”. Com isso, ele cria impacto o que gera, mesmo inconscientemente, polêmicas valorizando o seu trabalho, Máximo sempre lê e pesquisa muito sobre o entrevistado.
De semblante tranqüilo, super articulado, esse brasileiro que reside na cidade de Madrid, Espanha, fala com paixão da cultura brasileira “A nossa música é maravilhosa, é a melhor do mundo!”, disse ele que já entrevistou artistas como: Lenine, Edu Lobo, Adriana Calcanhoto e os Tribalhistas.
Ele explicou que a diferença entre um político brasileiro e um europeu, está na impunidade. “Quantos ministros brasileiros você já viu preso? Na Espanha se um ministro agir fora da lei é preso. Lá as penalidades da lei são cumpridas, é uma terra onde o Estado funciona”. Anarquista assumido, Jairo transporta para o seu trabalho, sua posição política e ideológica com o fato dele ser o seu próprio patrão.
Por opção de vida, é jornalista freelancer, ou seja, faz suas reportagens e textos jornalísticos e vende para os meios de comunicação que escolher e melhor pagarem seu trabalho. Dessa forma, esse anarquista tem total liberdade de expressão nos seus projetos e filosofa: “A onça vai onde tem muita sombra”.
Máximo tem entre seus ídolos e gurus o polonês Ryszard Kapuscinsky .“Esse é o maior jornalista do mundo, as pessoas deveriam saber quem é esse cara!”. Também é admirador de Carlito Maia, fundador do PT (Partido dos Trabalhadores), jornalista da TV Globo e do poeta norte-americano Henry David Thoreau (1817 – 1862), que escreveu a obra, A Desobediência Civil. “O melhor governo é aquele que não governa”, citou Jairo.
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A jornalista que vive online
A jornalista Andrea Coelho, 25, formada em 2005, na Unisa(Universidade de Santo Amaro), está na área da comunicação social e trabalha em jornalismo online no site www.defato.com.br desde julho do ano passado, no setor de mídia, redação e edição. Andrea é uma pessoa que gosta de viver o presente. “Meu mundo é hoje e não existe o amanhã para mim. Eu sou assim, assim morrerei um dia”.
Para a jovem profissional, o caminho que a imprensa deve seguir, é noticiar os fatos sem distorcê-los, ter responsabilidade e tentar ser o mais imparcial possível. “As mudanças devem ser realizadas nos grandes grupos. Então, enquanto existir o monopólio de determinadas emissoras que detém o poder em diversos segmentos, sempre haverá abuso. Isto porque o jornalismo ficará em segundo plano, prevalecendo os interesses”, afirma a jornalista.
Enfoca: O que mais lhe atrai no jornalismo e o que lhe levou a escolher esse curso?
Andrea: Bom, na verdade é engraçado porque quando terminei o colegial tinha certeza que faria psicologia. Mas, foi na época do cursinho que optei pelo jornalismo.
Sempre gostei de ler sobre diversos assuntos (política, cultura, questões sociais etc), escrever, questionar e falar muito. Então, percebi que cursar Comunicação Social seria reunir tudo isso em um só curso. E é essa diversidade que me atrai no jornalismo: estar antenada em tudo que acontece, não ter rotina etc.
Mas tem algo que eu considero fundamental: convidar as pessoas a pensarem, questionar as coisas ao seu redor.
Enfoca: Quais foram as dificuldades que você enfrentou no mercado de trabalho, você já passou pelo “teste de QI”?
Andrea: São muitas as dificuldades, mas isso não é só no jornalismo. Quando iniciei o curso, estabeleci que iria estagiar na área, mas isso envolveria escolhas bem difíceis. Além de ter que batalhar por um estágio teria que optar entre sair de um emprego estável para ganhar menos, porém estaria na minha área. E hoje afirmo que isto é uma grande dificuldade. Tenho vários amigos que não trabalham como jornalistas por este motivo. Mas todos os trabalhos que realizei foram porque literalmente corri atrás, não tive a sorte de ter um "QI".
Enfoca: Como você vê as condições no mercado de trabalho para os jornalistas recém-formados e os que já estão na ativa? Tem trabalho para todo mundo?
Andrea: O mercado continua restrito, principalmente para quem acabou de se formar. Primeiro, porque se exige experiência, é pedido domínio de línguas, vários cursos etc. E por mais que exista um leque de opções para atuação na área, ainda não há vagas suficientes para comportar tantos profissionais.
Enfoca: O que você pensa da mulher jornalista? Como funciona esse mercado? Ele é machista e como você se enquadra nele?
Andrea: Pessoalmente não sofri nenhum tipo de preconceito por ser mulher. E acredito que não seja algo gritante no mercado. Mesmo porque temos exemplos de excelentes jornalistas atuando em diversas mídias. Mas sei que há determinadas editorias que são mais machistas sim, como por exemplo, futebol, economia e automobilismo.
Enfoca: Quais os caminhos que a imprensa deve tomar? Qual é a sua opinião sobre a cobertura dos veículos de comunicação, escândalos de corrupção, como por exemplo, o mais recente “escândalo do Dossiê Vedoin”?
Andrea: O caminho que a imprensa deve seguir sempre é noticiar os fatos sem distorcê-los, ter responsabilidade e tentar ser o mais imparcial possível. Hoje, acredito que houve uma pequena evolução das grandes mídias, principalmente quando falamos de política. Se compararmos a cobertura jornalística nas eleições de dez anos atrás com as de hoje, é visível que estas estão dando mais espaço aos partidos e candidatos. Porém, ainda há partidarismo. O caso dossiê Vedoin é um bom exemplo disto, na Revista Carta Capital (ed. 415 e 416), se fala do complô tramado pela Rede Globo. Já a Revista Veja, traz na reportagem de capa uma matéria sobre o filho do presidente Lula [que teria se beneficiado da posição do pai para benefícios próprios, atuando como lobista no governo]. Além de jornais com o Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo. Então, é algo extremamente complicado, porque alguns meios se dizem apartidários e outros revelam o seu partidarismo quando têm os seus interesses prejudicados.
Enfoca: O que você acha que deve ser mudado no jornalismo? Existem abusos cometidos pela mídia?
Andrea: Na verdade as mudanças devem ser realizadas nos grandes grupos. Então, enquanto existir o monopólio de determinadas emissoras que detém o poder em diversos segmentos. Isto porque o jornalismo ficará em segundo plano, prevalecendo os interesses, lucros e conseqüentemente sempre haverá abusos.
Enfoca: Hoje, depois de formada o que você mais gosta e o que mais odeia, no jornalismo? Mudou muita coisa no começo de faculdade até agora?
Andrea: O que mais gosto da profissão é a diversidade, a reviravolta de determinados fatos, do dinamismo que você deve ter para lidar com a informação e da responsabilidade de contar a história para as pessoas para que estas possam refletir. Sei que amadureci nestes cinco anos, mas ainda tenho muito que aprender e digerir, já que tem muita coisa errada por aí. Profissionais e empresas que não estão preocupados com o país, o mundo e muito menos com a ética.
Enfoca: De que forma ter cultura pode ajudar os profissionais de comunicação?
Andrea: Ter cultura é fundamental para o profissional de comunicação, seja na música, literatura, cinema, teatro etc. É um alicerce. Mas muita gente confunde o jornalismo cultural com o showbusiness e o mundo das celebridades. Ter cultura é também ter noção das características de uma determinada sociedade, região, país, o que tem um contexto bem amplo. E isto acaba refletido em diversas áreas do jornalismo.
Enfoca: Qual é o seu diferencial, aquilo que só você sabe usar, como cursos que fez, personalidade e a experiência de vida, que você adquiriu para se destacar no mercado?
Andrea: Acredito que determinadas características da minha personalidade podem me destacar mais do que os cursos que fiz, ou as experiências que tive até então, pois isto a gente adquire ao longo do caminho. Então, acredito que a minha determinação, entusiasmo pela vida, a minha autocrítica e respeito pelas pessoas prevalecem. Me considero humana porque tento equilibrar a razão com a emoção, sem sair atropelando ninguém.
Enfoca: Faça uma crítica jornalística de um filme que te chamou muito a atenção.
Acredito que o filme Boa Noite, Boa sorte, de George Clooney, foi um dos que mais me chamou a atenção. Apesar de retratar os anos 50, ele é atual com o que vivemos hoje, porque trata da clássica batalha entre uma emissora (CBS) contra a tirania de um político (Joseph McCarthy), que fere os direitos individuais em nome da segurança da nação norte-americana e aqueles que questionam este pretexto político para limitar os direitos dos civis.
Para mim, trata-se de uma direta ao governo Bush, que em nome da sua caça aos terroristas sacrifica não só a opinião dos americanos, como da maioria dos países, que são contra a sua política de invasão ao Iraque, por exemplo.
Mas também mostra um lado mais engajado da imprensa ao noticiar os fatos, indo contra os interesses dos poderosos.
São de sonhos e batalhas que se vive a vida
De origem pobre, nascido em Guarulhos, grande São Paulo, ele tinha tudo para ser mais um cidadão com, no máximo, o ensino médio completo. Filho de José Lopes, operário de uma indústria de molas e de Maria Lopes, doméstica, essa ovelha negra poderia ter escolhido a típica rotina do trabalhador brasileiro: entrar às 8h e sair às 18h, voltar para casa, ter janta pronta e feita pela esposa e seguir a sua vida.
Porém, Marcelo Eduardo Lopes, 31, não esqueceu, nem tão pouco abandonou o sonho e a vontade de ser um historiador. Casado há 10 anos com Shirley Lopes, pai de dois filhos está no ano de conclusão do curso de História na Universidade de São Paulo (USP). Trabalha como consultor de relacionamento na empresa Dedic que presta serviço ao cliente com linha pós-paga da operadora de celular Vivo.
Esse cabeludo com ar de Che Guevara relata, numa sala de aula, no campus da USP, como é conciliar suas atividades.
Apaixonado pelo estudo como forma de desenvolvimento do ser humano, preocupado com a educação e a alienação do povo brasileiro, pretende lecionar para crianças e jovens carentes. ”Se eu ganhasse na mega sena organizaria um grande projeto social, voltado para a educação. Penso nisso todos os dias”.
Conhecido também como Macarrão, diz que a conciliação entre o estudo, trabalho, casamento e filhos é extremamente conflitante. Em alguma parte fica uma lacuna a ser preenchida, esposa e filhos são sacrificados. No momento, sua prioridade é concluir o curso.
Para melhorar a educação no Brasil, ele afirma que é preciso urgentemente pensar na mudança da escola primária e secundária para o ensino de qualidade, de forma que aconteça uma transformação na consciência cultural e para o aluno chegar mais preparado à universidade acha que falta investimento do governo federal no ensino superior público, pois é esse o setor que garante a soberania nacional. Os acadêmicos são os responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia no Brasil e importantes pesquisas saem das universidades públicas.
“É preciso repensar como está atualmente a condição da educação, tendo em vista que a metodologia aplicada serve para reproduzir operários dóceis e submissos ao capitalismo”, diz o historiador.
Para ele, a proliferação de cursos técnicos e a expansão das universidades particulares limitam a busca do saber que procura questionar, criticar e compreender o mundo.
Marcelo declara que escolheu o curso de História porque teve bons professores no ensino médio, tendo esses profissionais como referência. A decisão se consolidou mesmo no 1°Cursinho da Barra, um cursinho popular preparatório, hoje extinto.”Foi ali que me despertei para a abordagem que a história faz sobre o passado para analisar e ajudar a entender o presente”.
Sobre a atual situação política da esquerda no Brasil, Macarrão fala que ela passa por uma crise muito grande. “Por exemplo, o PT (Partido dos Trabalhadores) se tornou um grande partido, pragmático, que abandonou sua bandeira, seus ideais de origem como o não pagamento da dívida externa e a reforma agrária, que não saiu do papel. Mesmo assim, num provável segundo turno nas eleições 2006, entre Lula (PT) e Alckmin (PSDB), para presidente da República e Marta (PT) e Serra (PSDB) para governador do Estado de São Paulo, o ”Che Guevara da USP” votaria nos candidatos do PT, por oposição aos tucanos”.
Em casa, procura ajudar com o trabalho que pode. Não tem o menor problema em por a mão na massa. Faz consertos e prepara cimento para reformas como um bom pedreiro, lava louça, faz comida e arruma os quartos de vez em quando.
A freqüência com que Marcelo e Shirley, sua mulher, se vêem é todos os dias de manhã ao irem ao trabalho. Ela também trabalha e é técnica de laboratório no Hospital Santa Marcelina. ”A Shirley só pára quando vai dormir”, explica Marcelo. ”Mesmo com alguns conflitos entre nós, existe uma certa cumplicidade de ambos os lados, o que nos ajuda a compreender a correria de cada um”.
Como um estudioso que precisa obter informação, rapidamente solta o verbo e conta que seu veículo de comunicação preferido é o jornal Folha de S. Paulo. Entretanto, ele usa mais a internet, onde lê o Portal Terra e a Folha OnLine.
Para Macarrão, o melhor filme que já assistiu é A hora e a Vez de Augusto Matraga, do diretor Roberto Santos e o pior foi O Homem que Copiava, pois achou a trama “extremamente pobre”.
Na casa desse santista historiador não entra funk carioca, nem Carla Peres. O seu ecletismo musical navega em outros mares. Como Mozart, passando por João Gilberto até Elomar, o cantor do sertão.