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"A
crítica comenta e analisa um produto cultural"
Por
Sergio Batisteli

Você
está preparado para a mudança?
Três
pessoas se cruzam pelas surpresas da vida em que segundos
representam uma decisão com resultados eternos.
21
Gramas (21 Grams. EUA, 2003) é o drama denso que coloca em cheque
os valores de personagens marcados por transformações radicais,
que leva o espectador a refletir com eles até que ponto temos o
controle do que se passa ao nosso redor.
Paul
Rivers (Sean Penn) é um jovem professor de matemática em crise no
seu casamento, com problemas de saúde e que recebe um coração,
depois de passar por um transplante. Cristina Peck (Naomi Watts),
uma linda nadadora, drogada e solitária que vive uma perda irreparável.
Jack Jordan (Benicio Del Toro) faz o polêmico papel de um
ex-presidiário, regenerado graças a religião e encarna um padre
com problemas no alcoolismo e se considera Jesus Cristo.
O
roteiro e a direção ficam a cargo da mesma dupla responsável pelo
longa-metragem “Amores Brutos” (o roteirista Guillermo Arriaga e
o diretor Alejandro González Iñárritu), “21 Gramas” segue um
estilo parecido ao daquela obra, com um roteiro complexo ao narrar
histórias paralelas que acabam se entrecruzando em um momento chave
da trama e resulta numa ótima montagem.
Diferentemente
do filme “Amnésia” (que repetia um trecho de cada seqüência
para ajudar o público na compreensão da história), aqui Iñárritu
não fornece nenhuma pista que nos ajude a decifrar sua estrutura,
nos obrigando a trabalhar às cegas. Com isso, fatos que julgamos
ter acontecido no passado podem se revelar, mais tarde, como ocorrências
futuras.
Com
a incrível atuação da atriz Naomi Watts, que vem comprovando o
seu talento revelado pelo diretor David Lynch, em “Cidade dos
Sonhos”: Cristina é, sem dúvida, a personagem que percorre o
mais tortuoso caminho dramático do roteiro. E pela segunda vez em
2003, assistimos ao excepcional trabalho de Sean Penn, que já havia
deixado sua marca vencendo o Oscar de melhor ator, com o forte –
Sobre Meninos e Lobos.
21
Gramas: marcas, valores e perdas.
21
Gramas – disponível em DVD
Distribuição –
Universal Pictures
Preço médio – R$
19,90
Crítica publicada
no site Jovemcracia:
www.jovemcracia.com.br/index_texto.php?txt=290
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Criatividade e assassinato
Ele
é considerado o pai do romance policial moderno inspirador de
seguidores como: Connan Doyle, 1887(Sherlock Holmes) e Agatha
Christie, 1920(Hercule Poirot).Um escritor que tem fascinação por
orangotangos, vozes agudas e os mistérios da inteligência humana.
Edgard Allan Poe (1809-1849), norte-americano foi o autor do poema
(O Corvo), a aventura gótica (Descida ao Redemoinho), entre outros.
Em
“Assassinatos na Rua Morgue”, em 1841, Poe descreve com prazer e
complexidade as características mentais, a atenção e a perspicácia
da natureza humana como num jogo de xadrez.”O vencedor não é o
jogador mais inteligente, mas sim o mais concentrado”. Poe que
narra essa obra encontra com um jovem de família ilustre francesa,
tão fantástico como os melhores jogadores de xadrez podem ser;
Auguste Dupin.
Eles
partem para um caminho de total identificação um com o outro, que
por vezes, o autor fantasia sobre a existência de um duplo Dupin.
Ocupavam suas almas em sonhos - lendo, escrevendo ou conversando.
Outra
característica muito usada por Poe, é a imprensa, que em inúmeros
momentos aparece nas manchetes de jornais noticiando fatos ocorridos
nos seus livros. É assim que ele e o seu amigo Dupin ficam sabendo
dos “Assassinatos na Rua Morgue”, na cidade de Paris.
Com
uma trama super envolvente, Edgard prende a atenção do leitor e o
transporta para análises criminalísticas extremamentes minunciosas,
com um final pra lá de inusitado.

| Livro: Assassinatos da Rua Morgue
Autor: Edgard Allan Poe - 156 páginas
Editora: L&PM
Preço médio: R$12,00 |
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Acredite, um espírito baixou em mim
Um
acidente acontece. De repente, um espírito gay desencarnado e super
divertido entra em cena - Lolô (Ílvio Amaral), que se vê no céu,
acha tudo muito chato e resolve fugir de volta para à terra. Ele
vai parar num apartamento onde as paredes são cor de pistache, com
sofá vermelho e poltrona cor de creme. O espírito se instala
justamente em Vicente (Maurício Cangaçu), um autêntico machão
que tem verdadeira fobia aos gays. Vicente é o noivo de Normanda
(Luiza Ambiel), uma noiva pra lá de ciumenta, caipira e que vive à
beira de um ataque de nervos.
Eles
são um casal de classe média. O espírito “alegre” não só
bagunça a vida do casal, como também vai aprontar com o irmão de
Normanda, Lucas (Paulo Cezar Melo), que fica em dúvida sobre sua
sexualidade, quando Lolô o encontra.
Para
tentar acabar com a festa, aparece o mensageiro do além (Enzo
Silveira), que tem a missão de levar a alma zombeteira de volta. O
elenco da peça se diverte junto com a platéia e dá algumas
alfinetadas em nossos políticos.
A
direção é de Sandra Pêra, com autoria de Ronaldo Ciambroni e,
apesar do nome, a comédia não é baseada no filme homônimo
norte-americano, estrelado por Steve Martin (Um Espírito Baixo em
Mim,de 1984).
Serviço
Acredite,
Um Espírito Baixou em Mim
Local:
Teatro Bibi Ferreira (387 lugares)
Endereço:
Av. Brigadeiro Luis Antonio, 931 – Bela Vista-São Paulo – SP
Telefone:
(11)3105-3129
Data
e horário: sextas-feiras, às 21h30
Sábados,
às 21h
Domingos,
às 19h
Ingresso:
R$30,00 (sex. e dom.)
R$40,00
(sáb.)
Estacionamento:
R$5,00
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A luta de um
pescador no seu maior desafio
Detalhes
e poesias
Ele
é considerado o grande romancista das décadas de 30 e 40, buscava
uma prosa moderna e calcada na linguagem jornalística. Ernest
Hemingway (1899 – 1961), norte-americano, é autor de obras como:
Morte ao entardecer, Paris é uma festa e Por quem os sinos dobram.
Em 1954, ganhou o Nobel de Literatura com o livro “O Velho e o
Mar“, lançado em 1952.
Nesse
romance, Hemingway logo de início no mostra a construção de uma
linguagem jornalística, utilizando o chamado LEAD (o quê?, quem?, quando?,
onde?, por quê?, e como?).
A
partir dessa estrutura textual, o escritor nos mostra a beleza e a
simplicidade da relação humana, numa aldeia de pescadores em
Havana, Cuba. Santiago é o velho pescador que tem um grande amigo,
um garoto chamado Manolin que assim como o velho, também é fã da
liga americana de beisebol. Ele ajuda o velho a se preparar para uma
longa e tortuosa pescaria.
São
quatro dias de pura poesia e encantamento, narrados por Hemingway,
em que se refere ao mar como um elemento feminino, em espanhol –
la mar, quando o querem bem, “a lua afeta o mar como afeta as
mulheres”, descreve o autor. “A sua escolha inicial fora se
esconder na águas escuras e profundas, para além de todos os laços,
armadilhas e traições. A minha escolha fora ir procurá-lo onde
jamais ninguém ousaria ir” (pág. 54), no momento em que o homem,
representado por Santiago e a sua recompensa - “troféu”, é um
peixe gigante quando estão juntos em alto mar.
Com
um enredo que agrada os românticos e detalhistas de plantão, “O
Velho e o Mar“ é uma ótima dica de leitura.

| Livro: O Velho e o Mar
Autor: Ernest Hemingway - 126 páginas
Editora: Bertrand Brasil
Preço médio: R$30,00 |
Crítica publicada
no site Jovemcracia:
www.jovemcracia.com.br/index_texto.php?txt=158
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