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Sergio Batisteli - Jornalista

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                  Crônicas

"A crônica é um relato sobre fatos do cotidiano na visão do jornalista"

Por Sergio Batisteli

 

A vida de um aluno de jornalismo sem computador e a sua revanche

 

Até hoje nunca havia me dado conta da importância real, que essa maravilhosa ferramenta tecnológica tem em minha vida. Sabe aquela coisa da pessoa só dar valor quando perde?

Pois é, isso aconteceu comigo e na prática, estou no segundo ano de graduação em jornalismo e até o momento sempre usei o computador para me ajudar nos trabalhos acadêmicos (muito Word em construção de textos jornalísticos e bastante a Internet como fonte de pesquisa). Mas um belo dia o dito cujo resolveu não ligar mais e me vi de volta ao “velho mundo”, tendo que escrever meus textos à mão, depois ir numa LAN house, gastar uma grana para digitar e imprimir.

Vida de estudante não é fácil.

Ai, que saudade da internet...

Que falta ela me faz, nos dias de calor que poderia ligar o ventilador, no meu quarto e curtir uma brisa urbana, saboreando um copo com alguma bebida gelada. E nos dias de frio eu ficaria em casa para navegar, pesquisar assuntos rapidamente economizando tempo e dinheiro. Agora tenho que sair ao relento, passar em uma biblioteca e talvez encontrar o livro, que a professora pediu para fazer um trabalho.

Num momento em que se fala muito em comunidades no Orkut, resolvi criar a comuna “Os sem computador”, o único problema é achar justamente um computador, já que o meu está no conserto. Mas pelo visto, essa comunidade não vai dar certo. Não sei como estou vivendo sem entrar no Orkut e teclar com meus amigos, mas estou sobrevivendo, pasmem é possível.

A hora da revanche do homem versus a máquina!

Depois de um mês e meio, entre idas e vindas, diversas tentativas de ajustes no computador, porque houve a incompatibilidade de peças (como memórias e a placa mãe da Matrix).Finalmente ficou pronto, o meu amigo PC.

Mas desta vez, olhei para ele como alguém que pede desculpa, por algo inconsciente.

Ufa! Agora é hora de trabalhar muito, desenvolver idéias e criações.Um dos meus projetos está pronto, a construção de um website na Internet.  

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O crime compensa sociedade
Assaltei o cinema para falar da gente!

 

Desde a época do cinema mudo dos anos 30, o genial Charles Chaplin usou a imagem em movimento para explicar o comportamento da sociedade.

Em "Tempos Modernos", assistimos a revolução industrial, as máquinas começaram a fazer parte da vida humana e as pessoas viraram peças chave na produção das grandes fábricas. Os operários foram os responsáveis pela geração de fortunas para os industriais, que não ofereciam nenhuma condição digna de trabalho ao seu funcionário.

O ser humano do início da era da modernidade viveu em função do trabalho.
Qualquer semelhança com as condições de muitos trabalhadores atualmente não é mera coincidência.

A imagem em movimento do espelho da sociedade atual está representada na polêmica obra, "Clube da Luta" de 1999, Brad Pitt e Edward Norton mostram o outro lado da vida do homem em dependência do trabalho.

Na tela vemos um turbilhão de informações, uma forte influência dos meios de comunicação de massa na vida das pessoas que incentivam o consumo. É incrível a facilidade de se comprar hoje em dia é possível, por exemplo, mobilhar um apartamento inteiro por telefone!

Vivemos o auge do consumismo muita coisa é descartável. Jovens bem sucedidos com bom poder aquisitivo e solteiros perdem o entusiasmo pela vida, quando tudo é: (trabalhar, trabalhar, trabalhar e comprar, comprar, comprar).

“Nós somos os filhos do meio da história, sem propósito ou lugar, não tivemos Grande Depressão. Nossa Grande Guerra é a guerra espiritual, nossa Grande Depressão é a nossa vida”.
Eles partem então, numa busca insana por alucinantes experiências de vida e se questionam esses valores.

No século XXI, a sociedade está totalmente rendida a coisificação, tanto é que a palavra dita pelo homem não tem mais nenhuma importância. Uma outra questão percebida como efeito de tal coisificação é o fato da família estar cada vez mais separada, uma vez que somos escravos do tempo os nossos filhos já cresceram e nem notamos. Portanto cuidado!

“As coisas que você tem acabam dominando você”.  

 

Crônica publicada no site Jovemcracia:

www.jovemcracia.com.br/index_texto.php?txt=159

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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