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PRIMEIRA FASE DO TREINAMENTO
Vamos agora oferecer uma nova forma de treinamento,
progressiva, com exercícios diferentes dos normalmente oferecidos por outros
autores. Chamamos a atenção para que os exercícios sejam seguidos à risca e
na ordem apresentada, lembrando que só com o esforço e persistência poderá
advir a boa captação de vibrações nas pesquisas radiestésicas.
Antes de iniciar saiba que a
incapacidade de acerto ou execução deste ou daquele exercício absolutamente não
implica em que você não possa praticar a radiestesia.
Pratique todos, inicialmente sem se
preocupar com o seu desempenho, que certamente tenderá a melhorar com a prática.
Nesta primeira fase do treinamento não existem respostas certas ou erradas, os
exercícios são direcionados para permitir a abertura de um canal de comunicação
com o inconsciente, ocorrência esta de difícil mensuração.
Nossos conceitos explanados ao
explicar a radiestesia nos dão a chave para o esquema inicial de treinamento.
Relembramos, a nosso ver a radiestesia se manifesta de três formas: a primeira
através de detecção das vibrações emitidas pelos objetos, que os
identificam inequivocamente; a segunda através da comunicação com o nosso
inconsciente, emanado dos nossos outros corpos, sutis e etéricos; e finalmente
a comunicação com outras dimensões vibracionais e/ou outras entidades.
No Capítulo IV, formulamos uma
simplificação, ou seja, sem esquecer das três possibilidades acima referidas,
em nossos trabalhos com a radiestesia vamos denominar a quem nos responde, a
quem ou o que impulsiona o pêndulo de “INCONSCIENTE”.
Fundamentados nesta consideração
podemos facilmente concluir que o que temos de treinar é o comando do
“inconsciente” sobre o pêndulo. Temos que treinar para que o pêndulo vibre
em ressonância com o objeto da nossa pesquisa, e nunca, mas nunca mesmo obedeça
a comandos da nossa mente consciente, ou se mova em resposta a movimentos,
voluntários ou involuntários de nossos braços ou mãos.
Devemos treinar inicialmente a
quietude da mente consciente, para quê, com o seu silêncio, o inconsciente
possa se manifestar sem ser perturbado e sem interferência da nossa vontade,
desejos e ansiedades.
Observamos que em todos os outros
livros sobre radiestesia pudemos encontrar exercícios válidos mas, também,
segundo nosso ponto de vista, um erro crasso. Em quase todos os livros os
primeiros treinamentos são de se aprender a comandar o pêndulo através da
nossa própria força mental, o que a nosso ver, cria um vínculo errôneo com o
pêndulo que vem a retardar e dificultar a comunicação direta com o
inconsciente.
Propomos exatamente o contrário. Não
consideramos nossa mente consciente apta nem capaz de nos responder nenhuma
pergunta através do pêndulo. Se assim fosse não precisaríamos deste
instrumento; é bobagem e infantilidade tentar usar o pêndulo para conversar
com nossa mente consciente. Nós vamos usar o pêndulo, a radiestesia, como um
instrumento, uma ferramenta de acesso indireto ao inconsciente.
O exercício de radiestesia é então
um exercício de silêncio, de quietude, de não vontade, onde formulamos uma
pergunta e buscando a quietude silenciosa do não querer, aguardamos uma
resposta isenta de nossa participação consciente.
Elaboramos os exercícios em ordem
crescente de dificuldade e desenvolvimento das capacidades radiestésicas e
antes de iniciá-las pedimos atentar para as seguintes observações:
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PREPARAÇÃO INICIAL - um ritual de humildade
Anteriormente
nos referimos aos ritos e afirmamos que eles são necessários, em maior ou
menor grau, ao iniciante, mas absolutamente não nos devemos deixar impressionar
pelas formalidades, lembrando sempre que no fundo, na realidade, os ritos são
apenas exteriorizações para satisfazer o nosso ego ou o nosso desejo de
fantasia.
Antes de iniciar nossas consultas radiestésicas fazemos um instante de preparação,
uma reflexão interior, onde questionamos nossos motivos e objetivos, com uma
postura de humildade e respeito perante os grandes poderes que estamos
tentando acessar.
Aquele que quer seguir nesta senda,
que pretende se tornar um radiestesista, que tem a intenção de usar a
radiestesia como um caminho para o autoconhecimento tem que procurar criar
dentro do cotidiano de sua vida um espaço de tempo reservado, diariamente, para
sua prática.
Neste tempo atual, em que quase todos
nós vivemos correndo de um lado para o outro, se nos esforçarmos, se realmente
quisermos e tivermos força de vontade para nos dedicarmos a um trabalho novo, a
um tempo de encontro com o nosso mais íntimo interior, saberemos criar este
espaço em nosso dia a dia, por mais ocupado que já estivermos.
Damos nosso tempo para o trabalho,
para a nossa família, para os nossos amigos, para os estudos, para o lazer e
diversão, mas temos nos dado muito pouco tempo para estarmos realmente sós,
para estarmos em busca de um desenvolvimento interior, um encontro, um
aprimoramento e uma busca de evolução espiritual, a qual deveria ser nossa
prioridade.
A partir de agora vamos criar este
tempo diariamente, mesmo que seja de curta duração e que este tempo seja
“roubado” de outra atividade que gostamos muito. Acreditamos que todos nós
temos perdido muito tempo em frente à televisão ou desenvolvendo atividades
que não nos dão nenhum retorno pessoal, portanto basta priorizar nossas
atividades para podermos dedicar algum tempo a este objetivo.
Vamos iniciar este trabalho, tentando
fazê-lo de uma forma ideal, vamos criar em nossas casas um cantinho, um espaço
sagrado, um local reservado a estas práticas, em uma hora em que pudermos estar
sós, quietos e certos de não sermos perturbados, por mais difícil ou
idealista que isto possa parecer.
Vamos tornar este instante um
instante místico; vamos preparar o local da prática da radiestesia para que
seja um lugar de encontro com nosso eu mais profundo, mesmo que seja um pequeno
espaço na mesa da nossa própria sala, em nosso pequeno apartamento, enquanto o
resto da família esteja dormindo. Vamos fazer destes momentos algo sagrado, íntimo
e um trabalho pessoal de aprimoramento interior.
Começamos o nosso trabalho com algumas respirações bem profundas, calmas,
tranqüilas, relaxando o corpo físico e deixando de lado as preocupações do
dia a dia. Vamos usar da respiração para centrar a nossa mente. Embora
pensamentos desencontrados possam passar pela nossa cabeça vamos nos concentrar
unicamente no ato da respiração, inspirando profunda e lentamente, retendo um
pouco o ar em nossos pulmões e expirando também de forma lenta e tranqüila.
Mantendo a mente concentrada inteiramente no ato de respirar, imaginando
visualizar o ar que entra pelas nossas narinas e chega aos pulmões e nos dá
energia, não nos é possível pensar em mais nada, e este será sempre o nosso
primeiro passo para o relaxamento e meditação. Ao mesmo tempo vamos relaxar o
corpo físico, podendo o praticante usar da forma que melhor lhe convier.
A nossa atitude mental deverá ser de independência perante as respostas.
Embora elas sejam nossa meta, manteremos uma certa distância e desprendimento
perante os resultados, quase que como se não nos importássemos.
Se for o seu caso, se bem lhe aprouver, um exercício aprendido em alguma
disciplina ou técnica tipo yoga, shiatsu, biodança, do-in, ou qualquer outra técnica
de relaxamento, poderá ser útil para lhe dar tranqüilidade.
Pessoalmente gostamos muito de relaxar ouvindo uma música suave, um clássico
bem tranqüilo, uma música instrumental de indução ao relaxamento, e também
músicas de efeitos psíquicos indicadas pela musicoterapia, bem como as
chamadas músicas da “nova era” (new
age).
A critério do praticante, de acordo com sua espiritualidade, poderão ser
praticados orações, entoados cânticos religiosos ou mantras, invocadas suas
entidades de proteção, ou qualquer outra atividade que lhe propicie uma
interiorização, uma elevação espiritual, um melhor encontro com seu eu
interior.
Um banho morno, bem relaxante, pode ser um início interessante para este
momento de desligamento do mundo exterior. Tome um banho com calma, com prazer,
feche os olhos sob a água e imagine que além de lavar seu corpo ela também
está fazendo uma limpeza em seu espírito; relaxe e se desligue de tudo o mais.
Todas estas formas são válidas e tendem a criar um estado propício para
interagir com o inconsciente, para captar boas vibrações e entrar em contato
com outras dimensões.
Acender um incenso perfumado, arrumar e enfeitar a mesa sobre a qual se vai
trabalhar serão também maneiras de se ir preparando para este encontro, quase
que uma celebração, uma preparação cerimoniosa que antecede um grande
acontecimento.
Dissemos que não damos importância demasiada a ritos exteriores, e
recomendamos ou sugerimos vários tipos de preparação; parece uma contradição,
mas respondemos que a radiestesia não é uma brincadeira, é algo muito sério
e que deve ser encarado com todo respeito, e que estes cuidados, com amor no
coração são mais capazes de criar um ambiente propício do que complicadíssimos
rituais padronizados. Lembramos ainda que cada praticante poderá utilizar o
tipo de preparação que lhe seja mais indicado, não significando que todas
essas nossas indicações deverão ser seguidas a cada dia em que se for
praticar o treinamento.
Geralmente executamos nossas pesquisas e estudos de radiestesia assentados em
uma posição confortável, com as costas eretas apoiadas no espaldar da
cadeira, sem rigidez. Não damos importância à posição das pernas, se
cruzadas ou não, se com os pés apoiados no chão ou descansando um sobre o
outro; não nos preocupamos com nossa orientação perante os pontos cardeais.
Usamos a mão esquerda para dar apoio e firmeza ao braço direito (para
destros), para que a mão que segura o pêndulo fique isenta de quaisquer tensões,
como mostramos na Figura 1 do capítulo anterior. Esta tem sido a nossa forma
de consulta, e o leitor de outros livros de radiestesia poderá encontrar vários
procedimentos contrários aos que ali são recomendados. Não podemos explicar
claramente o porquê de tais contradições, inclusive entre autores, como já
tivemos oportunidade de observar. Só podemos com toda certeza afirmar que esta
nossa forma de trabalhar tem funcionado muito bem, sem que este aparente jeito
descuidado tenha influência em nossos resultados.
Diríamos, encerrando o assunto e respondendo a quaisquer futuros
questionamentos, que o nosso rito é essencialmente interior, uma postura de
grande respeito e humildade perante os poderes aos quais estamos acessando.
Deixamos aqui bem claro que esta primeira fase do treinamento não se trata de
um vestibular onde o candidato se submete à provas, que serão examinadas e
corrigidas por outras pessoas e nas quais precisaria de uma nota mínima para
ser aprovado.
NÃO SÃO TESTES, SÃO TREINAMENTOS, e
somente o próprio iniciante ou aprendiz de radiestesia poderá julgar a si
mesmo pela segurança das suas próprias respostas.
Nesta primeira fase do treinamento damos ênfase para o aprendizado da mente
consciente a não interferir, para o treinamento da musculatura das mãos e dos
braços no sentido de deixar que o pêndulo gire livremente sem que nenhuma força
emanada deles o conduza.
Buscamos inicialmente o domínio do pêndulo pelo inconsciente, de uma forma
plena, integral e livre das racionalizações da nossa consciência desperta,
deixando que somente na formulação da pergunta, que preferivelmente já deverá
estar escrita quando estivermos pesquisando sozinhos, ela ainda se manifeste e
logo após se cale, como quê se desligando.
Neste ponto, antes de passarmos ao treinamento propriamente dito, vamos fazer
uma reflexão. O pêndulo é um instrumento muito sensível, e qualquer toque ou
pequeno impulso dado pelo pulso ou dedos pode muito bem conduzi-lo em qualquer
direção que quisermos. Também a nossa mente pode interferir, interagindo e
impulsionando o pêndulo na direção da resposta pretendida.
Esta é a primeira dificuldade da radiestesia, e talvez a maior de todas elas.
Devemos estar atentos quanto aos movimentos causados pela nossa própria
interferência, tanto física quanto mental. Podemos, até errar, pois esta é
uma das possibilidades inerentes ao homem, mas enganar a si mesmo, através de
empurrões ao pêndulo para que ele indique a resposta que gostaríamos de
receber é, no mínimo, um absurdo.
Raciocinemos juntos, somente usamos o pêndulo porque não temos acesso direto
às respostas, por isso é um despropósito que venhamos a interferir em suas
indicações. Não é possível admitir que usemos a radiestesia como uma forma
de engodo, como se já soubéssemos a resposta e teatralizemos os movimentos do
pêndulo somente para dar credibilidade à nossa “sapiência”.
A honestidade interior é fundamental, não nos cabe usar da radiestesia se dela
não precisarmos, não nos é possível enganar as leis universais e tirarmos
vantagens pessoais através de artifícios ilusionistas e enganadores, e muito
menos vivermos uma vida fantasiosa através de respostas que partiram de nossos
próprios movimentos das mãos e braços ou impulsos tendenciosos de nossa mente
consciente.
Por isso procuremos estar atentos à nossa própria capacidade inventiva e
fraquezas mentais no sentido de cometer racionalizações infundadas, aceitando
as respostas, ao mesmo tempo em que mantemos um questionamento sobre sua
propriedade, não limitando a possibilidade de aprender algo totalmente novo e
até contra o saber atual, porém efetuando investigações e questionando com
seriedade e mente aberta, cada nova teoria ou sistema.
Ao pegar o pêndulo para iniciar o treinamento façamos três propósitos:
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Todas as vezes que formos praticar radiestesia vamos iniciar com a verbalização dos três propósitos acima, mantendo em mente que de outra forma não teria sentido segurar em um pêndulo, colocá-lo sobre um diagrama ou sobre um objeto desconhecido se já soubéssemos a resposta, se a nossa própria mente consciente pudesse nos responder, absolutamente não precisaríamos de “perder tempo” com a radiestesia.
Passemos aos exercícios:
Clique nos botões abaixo para executar os exercícios desta fase.
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