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Exercício n.º 01:
O inconsciente comanda o pêndulo, na oscilação.
Na postura de consulta, após ter feito a preparação inicial, de forma a ter uma condição mental de receptividade e relaxamento, iniciar o treinamento.

Diagrama n.º 01 - oscilação
vertical x horizontal
Imprima em uma folha de papel o desenho acima para que você possa executar o
exercício.
Posicione o pêndulo no centro de diagrama, dê-lhe um impulso na horizontal,
fazendo-o oscilar sobre a linha horizontal, com uma boa amplitude de movimento;
relaxe os dedos, as mãos e os braços, não interferindo mais em seu movimento;
mentalize/verbalize, em voz alta ou baixa, o seguinte comando:
“PEÇO AO INCONSCIENTE QUE ASSUMA O COMANDO
DO PÊNDULO E FAÇA-O BALANÇAR NA VERTICAL“
Repita várias vezes, procurando sentir a ação de alguma força externa sobre
o pêndulo.
Controle seus músculos dos dedos, mãos e braços. Após ter dado o
movimento inicial ao pêndulo, fique absolutamente imóvel, porém cuide para
que este imobilismo aconteça em relaxamento, sem rigidez. Cuide para que não
haja interferência externa enquanto pratica o exercício.
Mantenha sua mente quieta, sem nenhum tipo de interferência sobre a oscilação
do pêndulo. Lembre-se das recomendações, treine um isolamento mental quanto
ao exercício, uma não vontade, um sentimento de aceitação do que for
reservado. Não deixe que sua vontade de “acertar” o exercício seja o
impulsionador do movimento do pêndulo. Estamos treinando exatamente esta não
interferência.
Você “acertará” muito mais não interferindo no movimento do pêndulo até
que ele pare de oscilar, mesmo que seja no sentido do próprio movimento
inicial, do que se ele pretensamente mudar o sentido da oscilação em função
de um movimento dos seus braços ou impulsionado pela sua força mental. Estamos
procurando desenvolver a comunicação do “INCONSCIENTE” com o pêndulo, e
para isto sua mente e membros não podem interferir.
Vamos raciocinar juntos sobre o exercício e o movimento que o pêndulo faz. Ao
você dar um impulso inicial ao pêndulo ele entra no movimento oscilatório,
indo de um lado para o outro seguindo a linha traçada no papel, sem nenhum tipo
de variação. Como a seguir você fica imóvel, nenhuma outra força estaria
agindo sobre o seu movimento, de forma que a sua tendência é a continuar a
oscilação, perfeitamente sobre a linha, a cada vez com reduzindo um pouco a
amplitude do seu movimento, até que venha a se imobilizar sobre o ponto
central, se nenhuma outra força sobre ele atuar.
Faça alguns movimentos desta forma, sem nada comandar; simplesmente faça o pêndulo
oscilar sobre uma das direções e fique observando até que pare. Faça até
outra experiência, pendure o pêndulo em algum ponto fixo, sem o seu contato, e
o faça oscilar, observando seu movimento até que pare. Veja bem como seu
movimento é uniforme, cadenciado, sem nenhum tipo de alteração, observe que a
amplitude da oscilação vai pouco a pouco diminuindo, sem nenhuma redução
brusca, de uma forma suave, até a imobilidade total.
Agora posicione o pêndulo no centro do diagrama e faça o exercício. Observe
se após a emissão do comando para o inconsciente alguma alteração ocorre no
seu movimento oscilatório. Sem se mover procure sentir a alteração de alguma
força agindo sobre o cordão que segura o pêndulo. Procure sentir sua
flexibilidade, seu esticamento, sua rigidez.
Observe bem se o pêndulo ainda percorre exatamente o caminho da linha traçada
no papel. Se nada ocorrer, não desista, de forma calma e tranqüila, insista,
faça o exercício outras vezes, modifique a sua forma de relaxamento e preparação,
releia o texto e tente outras vezes.
Haverá um momento, de intensa emoção, que você, certo de que não moveu nem
um músculo, verá que o pêndulo parece criar vida própria, começando a
inclinar, dando um pequeno giro e tomando a direção vertical de comando.
Geralmente ocorre de foram inesperada, em um momento de tranqüilidade interior,
você olha e sente que uma força exterior, algo vindo de fora de você,
finalmente entrou em sintonia com o seu pêndulo. É um momento de comunhão, de
integração com o universo, com forças que não estão sempre ao nosso
alcance, pelas nossas próprias limitações.
No mais das vezes o pêndulo sob a ação desta força externa, toma um impulso
circular e girando fisicamente começa a oscilar na direção do comando emitido
pelo inconsciente.
Observe bem o que está acontecendo, veja cada movimento,
cada sentimento que passa pela sua mente, sinta o relaxamento das suas mãos,
dedos e braços, e sinta como o pêndulo se movimenta independentemente de você.
Veja, em comparação com o movimento do pêndulo sem a ação desta força
externa, como sua amplitude de movimento parece não diminuir, como em alguns
casos, o que seria impossível explicar pela física, a amplitude do movimento
pode aumentar, observe ainda como o tempo que o pêndulo leva para se imobilizar
é muito maior, ou ainda, em alguns casos, ele simplesmente não pára; oscila,
oscila e continua oscilando!
Quando isto acontecer, quando você sentir esta força externa impulsionando o pêndulo, mesmo que não seja com a perfeição e a força descrita, agradeça, pois neste momento você pode ter certeza de ter contactado algo transcendente à sua própria matéria, seu próprio eu, e um universo novo, com possibilidades ilimitadas agora se abrem à sua vida.
Insista, treine, treine, até que esta comunicação, esta sintonia, ocorra de
uma forma fácil e sem nenhuma dúvida sobre quem efetivamente está comandando
o pêndulo em suas oscilações.
Alterne o movimento inicial da horizontal para a vertical, modificando o comando
ao inconsciente. Ao mentalizar ou verbalizar o comando, emita-o de uma forma
firme, sem vacilação, imbuído de um sentimento de respeito e humildade, porém
com a certeza da possibilidade desta comunicação. O inconsciente se fará
presente, esteja certo disso!