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COMENTÁRIOS À 1ª FASE
Comentários finais à primeira fase de treinamento:
Bem, você chegou até aqui. Este passo significa que você já se matriculou na
escola de aprendizado de radiestesia. Você já é um radiestesista! Agora tem
que praticar e desenvolver esta sua nova capacidade, como se estivesse cursando
uma escola normal.
Vamos efetuar alguns comentários sobre os exercícios desta primeira fase.
No início tudo nos parece um pouco confuso pelas próprias dificuldades
iniciais, pela falta de prática em segurar o pêndulo, e deixar que ele se
movimente sem nossa interferência; o exercício nos parece de difícil realização.
Comentamos anteriormente a similaridade do aprendizado da radiestesia com o
aprendizado de um instrumento musical. E realmente achamos que as duas coisas são
muito parecidas. Ao segurar um violão, ao nos sentarmos frente às teclas de um
piano pela primeira vez, como é grande nossa incerteza, como achamos difícil
tocar as primeiras notas; por outro lado, como julgamos incertos os primeiros
movimentos do pêndulo!
Somente a prática continuada poderá nos realmente capacitar e dar segurança.
Somente com o estudo persistente poderemos entender o simbolismo da notação
musical e traduzi-la em sons harmônicos. Somente com a prática persistente da
radiestesia podemos aprender a “ouvir” o que o pêndulo tem a nos dizer.
Vamos repassar resumidamente as fases de estudo da radiestesia. Primeiramente
procuramos fazer que este estudo seja uma nova fase de nossa vida. Pela prática
diária, pela preparação cotidiana das condições de realização do nosso
estudo, fatalmente alguma modificação já começará a acontecer em nossa
mente.
Este é um aspecto fundamental do estudo de assuntos desta natureza. Pelo próprio
ato de todos os dias nos centrarmos em uma busca interior de encontro com nosso
eu mais profundo, uma grande modificação pode ocorrer em nossas próprias
vidas.
Este trabalho consigo mesmo, esta interiorização, esta busca de um silêncio
mental, a busca de quietude espiritual, pode ser o primeiro passo de uma grande
transformação mental e emocional. Um novo patamar de equilíbrio certamente se
fará instalar em sua vida.
Sem nenhuma pretensão, ousamos afirmar que os antigos alquimistas se
transformaram e se desenvolviam na busca da pedra filosofal, somente com a
realização do seu trabalho, sem nenhuma consideração quanto ao resultado
final, que tanto podia ser positivo quanto negativo. O que sempre foi importante
foi o processo da busca, o resultado podia variar, mas a evolução interior, em
qualquer dos casos ocorria durante o trabalho continuado; os radiestesistas têm
esta mesma chance de espiritualização através do treinamento diário.
Não duvide desta possibilidade. Encare o ato de treinar como um trabalho
importante no seu desenvolvimento interior, mantenha firme o propósito de
realização desta busca e deste encontro com outras dimensões e outras
entidades, e todo o conjunto de sua existência passará por uma profunda alteração.
Faça do seu treinamento diário uma hora de prazer. Um divertimento, uma
alegria de poder dedicar um tempo à pessoa a quem você mais ama, a pessoa mais
importante para você, você mesmo!
Anseie por esse encontro diário, acalente com carinho esses momentos de
profunda reflexão.
Faça um diário, um registro escrito, de todos os seus estudos. Anote suas
impressões, as condições emocionais anteriores à realização dos exercícios;
as condições posteriores; compare as duas, a cada dia uma nova emoção, um
novo sentimento vai se implantar em seu coração.
Tenha respeito, uma profunda admiração pelos poderes aos quais você está tentando acessar. Faça deste encontro diário uma forma de oração, uma busca de conversa com o CRIADOR, e naquela hora especial em que o pêndulo pela primeira vez procura sozinho o seu caminho, você certamente vai sentir a SUA presença.
Aqui encerramos a primeira fase do treinamento, que tem como objetivo básico
desenvolver o comando do INCONSCIENTE sobre o pêndulo, sem que se faça
presente ação da mente consciente, que durante todos os anos de nossa vida
tem, a todos os instantes, dirigido nossas ações através das impressões
transmitidas pelos cinco sentidos, mas absolutamente não se preza, nem tem a
capacidade de acesso direto ao inconsciente.
Alertamos ao iniciante que no começo do processo de aprendizado é necessário
se manter alerta e cuidar para que um fenômeno muito comum em radiestesia, a
“auto-sugestão”, que tende a fazer com o que empurremos o pêndulo na direção
da resposta que “achamos” correta, ou que acreditamos de antemão seria
indicada por ele; não interfira nem afete a isenção da sua própria resposta.
Não há como resolver esta questão por você. Somente do seu interior, em
algum instante, algum dia na hora da prática dos exercícios, vai brotar a
certeza da sua isenção com relação ao pêndulo. A certeza da atuação de
uma força externa, independente da sua vontade, independente da ação de seus
braços, mãos e dedos, e independente da ação da sua mente consciente.
Pratique, observe-se, procure notar todas as reações e movimento do pêndulo.
Observe seus braços, mãos e dedos, sua imobilidade e aceitação do movimento
do pêndulo, sem interferência.
Busque através da quietude de sua mente consciente encontrar o silêncio
interior através do qual o INCONSCIENTE vai se manifestar. Abra este canal de
comunicação tal qual como se sintoniza uma estação de rádio ou tv.
Chamamos a atenção do leitor que teorizar, ler, conversar e discutir sobre
radiestesia é importante para esclarecer pontos que ficam obscuros em seu
entendimento, porém, para aprender efetivamente a radiestesia, só a prática
continuada e diária pode oferecer resultados.
A leitura de livros pode lhe dar embasamento técnico ou suporte teórico que
lhe ofereça opções de escolha de procedimentos e métodos, mas tal qual um
aprendiz de natação que tem aulas teóricas sobre os diversos estilos de nado,
somente praticando dentro d’água poderá realmente aprender a nadar, somente
segurando o pêndulo e treinando repetidamente poderemos aprender radiestesia. Não
é possível aprender a nadar lendo livros e treinando bater os braços sob o
chuveiro!
Deixe de lado as palavras, o falar vazio e parta para a ação. Esta é a hora
de fazer. Ao invés de falar, faça. Permita que esta parte até hoje adormecida
dentro de você comece a integrar-se ao seu cotidiano.
Procure treinar sempre no mesmo local e no mesmo horário, sem, que isto seja
uma prisão; faça do treinamento um horário de encontro.
Cabe aqui um comentário: somente aquele que faz para si um projeto pessoal de
aprender radiestesia, de procurar abrir uma nova forma de comunicação com o INCONSCIENTE,
com outras dimensões, de realizar um trabalho de desenvolvimento e
aprimoramento interior, conseguirá criar no cotidiano de seu dia a dia, um espaço
de tempo que permita a sua prática continua e persistente.
Pratique, pratique e pratique, esteja certo que a recompensa virá, muito maior
do que você ousa imaginar!
Finalizando cumpre observar algo a respeito do movimento do pêndulo. Se você
seguiu todas as instruções deve ter pendurado o pêndulo em um apoio fixo e
observado o seu movimento oscilatório, sem a ação de nenhuma força externa.
Sobre este aspecto também, logo de pronto, vêm os materialistas/cientistas,
que podem apresentar uma “clara” e aparente contradição nestas instruções
de treinamento. Trata-se do fato de que se nenhuma força estiver atuando sobre
o pêndulo, que é o que nós estaremos treinando o tempo todo, nenhum movimento
além da busca do repouso, pela ação da inércia, deveria ser apresentado por
ele.
Isto pode lhe ficar claro se você pendurar o pêndulo e lhe der um impulso
inicial, de giro ou de oscilação. Logo após este impulso, ele passa a se
movimentar de forma perfeitamente simétrica em relação ao seu centro de apoio
(o limite do cordão), até que, por força da inércia ele chegue à
imobilidade total.
E em nossas mãos, como ele se comporta? Ele parece se mover por conta própria ou somos nós mesmos que o estaremos impulsionando, mesmo que, com imperceptíveis ou involuntários movimentos?
Simulemos uma pequena experiência para ver como isto pode funcionar. Peguemos um suporte de madeira, construído com varetas, de forma que tenhamos uma boa altura para pendurar o pêndulo, no exato centro deste suporte (ver ilustração abaixo).
Figura n.º 3 – teste de oscilação
do pêndulo
Sob o pêndulo, diretamente sob o centro do suporte nós posicionamos um dos
nossos diagramas para fazer alguns experimentos.
Faça uma comparação, mexa com o pêndulo, com um movimento oscilatório ou de
rotação, sem emitir nenhum comando ao se inconsciente. Observe bem o seu
proceder. Se você conseguir, marque um ponto fixo dentro da caixa e mova o pêndulo
até ele e depois o solte; cronometre o tempo em que ele demora a chegar ao
repouso total.
Faça depois o mesmo procedimento seguindo todo o ritual de uma consulta radiestésica,
dando o mesmo impulso inicial ao pêndulo e depois disso não mais o tocando.
Quais são os resultados? Chegou a resultados diferentes? O tempo até a
imobilidade foi diferente?
Em todos os experimentos que fizemos, absolutamente não chegamos a constatar
nenhuma diferença entre resultados obtidos com o pêndulo preso a um ponto
fixo, em uma oscilação normal em contraposição a uma consulta radiestésica!
Conclusão:
O pêndulo sozinho, sem a ação/contato do radiestesista
simplesmente funciona como o esperado pela física. Ou, dizendo de outra forma,
o pêndulo sozinho não funciona na radiestesia.
Se você chegar a resultados diferentes, por favor, entre em contato conosco.
Podem estar em ação forças que desconhecemos, no entanto, não se tratará de
radiestesia.
Ora, diriam os materialistas, então se trata de um embuste! Se o
“inconsciente” não pode mover o pêndulo sozinho, então é o próprio
“radiestesista” que o empurra na direção da resposta que ele próprio
“advinha”! Sinceramente, não podemos dar todas as justificativas nem
explicar como o fenômeno acontece.
Simplesmente sabemos que para que a radiestesia funcione é absolutamente necessário
o concurso do radiestesista. O pêndulo é apenas um instrumento do qual ele faz
uso, enquanto o mesmo se treina para que sua interferência seja a menor possível
na obtenção da resposta.
Será que se trata de pequenos mas imperceptíveis e até involuntários
movimentos de nossos braços, mãos ou dedos, ou se tratará da ação de uma
força telecinésica emitida pela nossa própria mente consciente?
Não temos as respostas!
O que nos importa é nos treinarmos e esforçar para que a nossa atuação seja
absolutamente não influenciável no processo da consulta e da obtenção da
resposta.
Treinamos o nosso afastamento deliberado na hora da indicação do resultado
pelo pêndulo. Procuramos aquietar a nossa mente consciente, relaxar nossos músculos
dos braços, mãos e dedos de forma a não induzirmos, conscientemente, a indicação
da resposta.
Como o fenômeno se dá, não temos como explicar nem comprovar, entretanto
sentimos em nosso próprio íntimo vir de fora de nossa mente consciente a
indicação da resposta.
Quem quiser que creia.
Quem duvidar, que procure outro caminho.