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Exercício n.º 04:
O inconsciente dá as primeiras orientações.
Agora vamos executar um exercício um pouco diferente dos anteriores, um pouco
mais complicado, mas já é o primeiro passo no desenvolvimento da comunicação
com o inconsciente.
Você não deve executar este exercício antes de realmente ter certeza que o
inconsciente já se manifesta através do pêndulo. Somente a realização dos
três exercícios anteriores, e a efetiva manifestação daquela força externa
que conduz o pêndulo na indicação do comando verbalizado, pode capacitá-lo a
executar este novo exercício.
Antes do exercício cabem algumas observações que o farão refletir, e para as
quais peço toda a sua atenção:
Não espere respostas imediatas, com movimentos firmes de indicação de
procedimentos, nas suas primeiras tentativas; mesmo que isso aconteça, tenha
calma, procure treinar mais, com humildade perante as respostas, para que seu
desenvolvimento seja sólido;
Somente a prática continuada, a sua própria vivência e experimentação,
poderão ser seu guia e indicativo das respostas, por isso, aceite,
inicialmente, todas as respostas mais como uma possibilidade do que uma certeza,
confie no que o pêndulo lhe indique, contudo não tenha uma fé cega e um
fanatismo de aceitar qualquer resposta ou deixar que o pêndulo conduza todas as
suas decisões; lembre-se que você é a única pessoa responsável por tudo que
lhe acontece, você é quem comanda seu próprio destino;
Por outro lado, se você se dispõe a “perder tempo” com a radiestesia, a
ler este livro, e segurar um pêndulo sobre um diagrama e lhe fazer uma
pergunta, escute-o, siga sua orientação, verifique se sua resposta pode
realmente fazer sentido;
É uma questão de bom senso, de virtude, que sempre está no meio termo; não
tenha uma fé cega, nem aceite as respostas do pêndulo com um fanatismo
religioso, ao mesmo tempo em que nunca despreze simplesmente uma resposta, por
mais absurda que ela possa lhe parecer, avalie cada resposta, pese cada conteúdo,
lhe dando a chance de ser uma possibilidade real.
Quando iniciamos este tipo de pesquisa, onde o espaço de indicação do pêndulo
é pequeno, muitas vezes ficamos em dúvida qual setor do diagrama que
efetivamente o pêndulo está indicando. Muitas vezes fechamos um dos olhos para
mudar o nosso ângulo de visão, para termos certeza de qual trecho do diagrama
que o pêndulo está indicando. Notamos, ainda, que ao alternarmos um olho
aberto e o outro fechado, pode nos parecer que o pêndulo estaria indicando uma
ou outra linha. Não existe uma regra, nem um procedimento padrão. Treine,
treine e treine, até que você tenha segurança da indicação do pêndulo,
independente do seu ângulo de visão ou olho que o está mirando.
Caso as orientações que introduzimos no diagrama não correspondam às suas
expectativas, nada impede que você crie um diagrama com orientações pessoais,
que lhe falem mais fundo ao coração. Utilize os diagramas em branco fornecidos
no final do livro para criar o seu próprio diagrama de pesquisa.
Passemos ao exercício:
Na postura de consulta, após ter feito a preparação inicial, de forma a ter uma condição mental de receptividade e relaxamento, iniciar o treinamento.
Diagrama n.º 04 - primeiras orientações
Imprima em uma folha de papel o desenho acima para que você possa executar o
exercício.
Posicione o pêndulo no centro do diagrama, dê-lhe um impulso de oscilação na
horizontal, fazendo-o acompanhar a direção da linha grossa da base do desenho,
com uma boa amplitude de movimento; relaxe os dedos, as mãos e os braços, não
interferindo mais em seu movimento, relaxe sua mente consciente, e procure
dominar sua vontade, faça um exercício de “não querer”;
mentalize/verbalize, em voz alta ou baixa, o seguinte comando:
“PEÇO AO INCONSCIENTE QUE ASSUMA O
COMANDO DO
PÊNDULO E ME INDIQUE UMA ORIENTAÇÃO”
Há sempre uma tendência de uma “pré-advinhação” da resposta que o pêndulo
vai indicar. Isto deve ser evitado, com a quietude da mente consciente e a
imobilidade total, repetimos, sem rigidez, dos dedos, mãos e braços. Esta
questão é fundamental na radiestesia, se estamos perguntando ao pêndulo,
devemos deixar que ele próprio responda, sem nenhuma interferência da nossa
parte.
Neste tipo de exercício você deve usar um pêndulo que tenha uma ponta não
muito grossa, para que a oscilação na direção da opção escolhida por ele
fique bem clara.
Quando você estiver pesquisando com gráficos deste tipo, que usaremos muito em
todo o nosso trabalho, no início, a separação entre opções é fundamental.
Se as opções estiverem muito juntas, pela nossa própria inexperiência e
dificuldade inicial de contato com o inconsciente, as indicações do pêndulo
podem não ser muito claras, indicando como que duas opções alternadamente, ou
o meio entre elas.
Um pêndulo com ponta bem fina pode ser um excelente auxiliar nesta hora. Como
dissemos antes, temos sempre a tendência de fechar um dos olhos, e abrir o
outro, de forma alternada, modificando assim o ângulo de visão, o que pode
mostrar indicações de diferentes respostas, se as opções não estiverem
suficientemente espaçadas.
Apesar da nossa insegurança inicial, isto deve ser evitado, porém não há
como se ensinar ou ditar regras à formação da certeza interior. Só a prática
continuada e persistente pode afiançar as indicações do pêndulo de forma
segura e consistente.
Existem algumas formas, todas aceitáveis, para se executar uma consulta em
diagramas deste tipo. Você deve experimentar as variantes e decidir qual a que
melhor se adapta a seu próprio caso.
A primeira opção é posicionar o pêndulo no centro do diagrama e dar-lhe um
impulso, na horizontal, segundo a linha base do diagrama, como indicado na execução
do exercício, logo abaixo do diagrama.
Como segunda opção podemos posicionar o pêndulo no centro do diagrama e
dar-lhe um impulso de giro, horário ou anti-horário, tanto faz, e após o início
do movimento, como no exercício número dois, imobilizar mãos, braços e
dedos, sem rigidez, e aguardar até que ele próprio, sem interferência da
nossa mente consciente, escolha uma das opções e a indique claramente através
de um movimento firme naquela direção.
Como terceira opção podemos posicionar o pêndulo
no centro do diagrama, e a seguir imobilizar os braços, mãos e dedos,
esperando que o pêndulo se mova, partindo do repouso, por si só, e venha a
indicar a resposta ao comando efetuado.
Experiente as três opções, e veja em qual delas o pêndulo lhe dá uma
melhor resposta.
A cada nova consulta o procedimento deve ser repetido, desde o seu início. Não
faça uma pergunta logo após a outra, sem antes imobilizar o pêndulo,
movimentar mãos e braços, até fora do diagrama, para relaxamento dos músculos
e para evitar confusão entre as perguntas e respostas diferentes.