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O PÊNDULO
Dentre os vários instrumentos radiestésicos temos
trabalhado quase que exclusivamente com o pêndulo, que a nosso ver é o que
oferece mais possibilidade e variação de uso, além de poder ser utilizado a
qualquer hora e em qualquer lugar, com uma segurança e uma firmeza que não
encontramos em nenhum outro instrumento.
Principalmente para o iniciante, que não
tem nenhuma segurança sobre as respostas e a movimentação do aparelho radiestésico,
o pêndulo oferece muito mais segurança que as varetas ou as forquilhas que
oscilam descontroladamente em sua mão.
Especificamente com relação a este
trabalho, desenvolvemos um sistema próprio de consultas baseados em diagramas
que só podem ser utilizados com o pêndulo, e que permitem uma enorme gama de
variação e extrapolação para quaisquer assuntos que possam interessar ao
pesquisador.
A partir de agora, todas as nossas referências
em relação à radiestesia serão feitas sobre o pêndulo, podendo o leitor
extrapolar e utilizar os mesmos conceitos para os outros instrumentos radiestésicos
de sua preferência.
Ao utilizarmos o pêndulo como instrumento
radiestésico temos uma tendência de supervalorizá-lo, considerando-o como a
parte mais importante da radiestesia. Preocupamos com a sua forma, tamanho,
peso, material, e até a sua beleza e custo podem chegar a nos envaidecer.
É normal que estas preocupações estejam
presentes na mente do iniciante, entretanto em nenhum momento podemos esquecer
que o principal elemento da radiestesia é o próprio radiestesista. Sem
a presença do operador o pêndulo é um pedaço de matéria inerte. Se no início
do treinamento as características do pêndulo são importantes, com a evolução
do radiestesista isto passa a ser secundário.
Por definição, pêndulo é qualquer peso
amarrado a um fio que possa apresentar movimentos de oscilação, a partir de um
ponto fixo. Existem pêndulos para se comprar com diversas formas e de vários
materiais, além de o próprio radiestesista poder moldar e fabricar um que lhe
seja atraente, ou até improvisar um com um pequeno peso amarrado a um pedaço
de linha ou barbante, tais como um anel, um prego, um parafuso, um brinco,
etc...
Em relação à forma existem vários
modelos, esféricos, cônicos, afunilados, cilíndricos, tipo pião, com o
interior oco onde se pode guardar um testemunho (uma amostra do material), os do
tipo vibratório com espirais de metal, e uma infindável variedade de formas.
Ilustramos abaixo alguns tipos mais comuns:
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FIGURA 01 - TIPOS MAIS COMUNS DE PÊNDULO
Quanto ao
material podemos utilizar a madeira, os metais, as pedras preciosas e
semipreciosas, os cristais de rocha, os de vidros, etc...
Quanto ao tamanho temos desde os pequenos
e leves até os exageradamente grandes e pesados, mais indicados para trabalho
ao ar livre.
Não existe uma receita de pêndulo melhor
ou pior, cada radiestesista deve descobrir sua afinidade com este ou aquele
modelo, este ou aquele material. O iniciante pode sentir uma certa dificuldade
na escolha do seu primeiro pêndulo; neste caso deve experimentar alguns modelos
de formas, tamanhos e pesos diferentes e pode por exemplo, começar utilizando
os de madeira, que são mais neutros, porém tendem a gerar insegurança nas
respostas pela sua leveza.
Reiteramos, não há como prever, só com
a experimentação pode-se chegar à escolha que convém a cada pessoa. Logo o
radiestesista vai sentir uma relação de afinidade com o pêndulo de sua
escolha, e só assim vai sentir firmeza em seu uso.
Quanto ao material empregado no fio,
deve-se escolher um que seja flexível de forma a poder mover-se livremente, além
de ser macio e forte. Na radiestesia os movimentos são delicados e têm pequena
amplitude e a espessura do fio deve ser proporcional ao tamanho e peso do pêndulo.
O ideal deve ser um fio bem fino, flexível, macio, que não provoque torção
no pêndulo e possa girar livremente, garantindo a sustentação do peso do pêndulo,
sem rigidez.
Temos utilizado o pêndulo para efetuar
pesquisas sobre um sistema de diagramas; neste caso utilizamos geralmente um pêndulo
de cristal de rocha, branco, com peso variando entre cinco e dez gramas,
suspenso por um fio de algodão macio, porém bastante forte, sem ser muito
grosso, pois geralmente aproveitamos este mesmo pêndulo para executar um
trabalho de energização de chakras, estudo este objeto de outra publicação (ver
livro Os parasitas da Energia Vital, a Radiestesia e a Odomertia, de Clóvis José
Elesbão).
Mostramos a seguir a nossa forma de
utilização do pêndulo, como o seguramos na mão e o tamanho usual do fio.
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posicionamento normal detalhe da mão
FIGURA 02 - FORMA DE CONSULTA
Pessoalmente
temos preferência por um comprimento de fio entre quarenta a sessenta centímetros,
pois o enrolamos na mão deixando pendente do polegar e do indicador um pedaço
com mais ou menos dez centímetros, incluindo o pêndulo, o que nos tem
facilitado e dado firmeza nas pesquisas e no trabalho de energização dos
chakras.
Esta tem sido a nossa forma de uso do pêndulo,
como o nosso grupo de pesquisas o tem utilizado, com pequenas variações
individuais. Nada impede que o leitor use o que melhor lhe convier.
Lembramos aqui nosso conceito, a
radiestesia é uma ferramenta, um instrumento indireto de acesso às vibrações
energéticas do universo, ao nosso inconsciente e a entidades de outras dimensões.
O que é realmente importante é o próprio ser humano, enquanto que a linha, o
pêndulo, os gráficos, são ferramentas dispostas a seu uso.
Advertimos, porém que se a ferramenta
estiver defeituosa ou danificada o resultado do trabalho fatalmente sairá
prejudicado.
Neste ponto apontamos um paradoxo: o pêndulo não é importante, o que importa é o próprio radiestesista; ao mesmo tempo em se tratando deste tipo de radiestesia, o pêndulo é de tal importância que só através dele temos acesso às respostas.
Diversos livros encontrados facilmente em
boas livrarias nos dão inúmeros conselhos sobre o uso do pêndulo, os cuidados
para mantê-lo livre de vibrações negativas e o processo de sua limpeza.
Certos autores fazem sérias advertências
sobre o proceder no uso do pêndulo, tais como descarregá-lo após cada
pergunta ou série de perguntas, encostando-o no chão, lavando-o ou
sacudindo-o; recomenda-se não deixar que ninguém toque seu pêndulo além de
você; um autor recomenda que você deve pesquisar de frente para o norte,
enquanto outro já diz que você deveria estar de costas.
A nosso ver os
ritos são necessários ao iniciante, a fim de que este não varie muito as
condições de sua pesquisa e de seu treinamento, tentando fazer com que influências
exteriores e variáveis não controláveis venham a alterar aleatoriamente o
resultado de suas pesquisas.
Pelo que já dissemos deve ter ficado
claro que não consideramos estas exteriorizações tão fundamentais para a prática
da radiestesia, e tememos que o iniciante se perca em tamanhas preocupações
ritualísticas, esquecendo do principal que é sua preparação interior.
Recomendamos sim um pequeno ritual de
humildade perante os poderes que estamos acessando, simples, mais imprescindível
antes da realização de qualquer pesquisa, os quais serão explicados na medida
em que formos introduzindo o treinamento.
Caso o leitor seja adepto de maiores rituais, ou se sinta inseguro perante a nossa forma de consultas, sugerimos a leitura de bons livros sobre radiestesia onde poderão ser encontrados ritos e recomendações para todos os gostos.
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