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OS NOVOS RADIESTESISTAS
Já
se vai longe o tempo em que existiam os "filósofos", na
verdadeira acepção da palavra, aquelas pessoas que dominavam todo o saber de
sua época, tanto nas artes, na política e ainda na religião.
Hoje, ou as pessoas se especializam
em um restrito assunto, tornando-se um expert, um especialista, ou se
contentam em arranhar a superfície de vários assuntos ao mesmo tempo.
O advento da tecnologia, a capacidade
atual de pesquisa e investigação de cada assunto ou ramo de conhecimento é tão
profunda que se torna impossível a qualquer um dominar vários ramos de
conhecimento ao mesmo tempo.
Esta é a nossa forma contemporânea
de cultura e tais observações tratam-se apenas de uma constatação, sem
nenhuma crítica, nem repreensão, apenas a constatação que as coisas hoje
acontecem desta forma.
Devemos, no entanto, apesar de todas
as dificuldades, buscar um equilíbrio entre o saber especializado e uma cultura
geral que nos possibilite, se não deter um conhecimento amplo sobre todas as
matérias ter pelo menos uma idéia geral sobre cada assunto, e também conhecer
fontes de onde se possam extrair dados específicos sobre temas que se queiram
ter conhecimentos aprofundados.
Assim também
é na radiestesia. E não podia ser diferente. Não podemos nos iludir achando
que conseguiremos respostas exatas sobre todos os ramos do conhecimento, sobre
tudo aquilo que perguntarmos. Basta afirmar que de forma geral, a pergunta já
contém em si mesma a metade da resposta, ou ainda, só perguntaremos bem, só
efetuaremos perguntas precisas sobre assuntos sobre os quais tivermos domínio.
E diferentemente para cada pessoa, em
todas as atividades humanas, as capacidades são sempre diferentes. Nossa
individualidade mais ressalta nossas diferenças que aproxima e nivela nosso
conhecimento. Isto é importante na hora de efetuarmos comparações, pois
fulano pode ser muito bom para responder assuntos de saúde, mas absolutamente
pode não conseguir efetuar a mais simples previsão, sem que tal fato lhe seja
um demérito, pois todos nós somos do mesmo feitio.
Da mesma forma que nas profissões
temos os doutores, os mestres, os especialistas, os aprendizes, e muitas outras
classificações, também na radiestesia cada um dos praticantes apresenta um
grau de diferente exatidão nas respostas, em função do seu treinamento e
tempo de prática desta arte, ou ainda podem existir aqueles dotados de uma
capacidade especial, inerente e inata.
A classificação estudada no capítulo
anterior já nos remete a três características básicas que forçosamente serão
diferenciadas em cada pessoa. Primeiramente a capacidade de captar diretamente
as vibrações energéticas através do pêndulo, ou outro instrumento radiestésico;
em segundo lugar uma boa formação dos corpos etéricos que permitam o acesso
ao inconsciente de uma maneira firme e positiva; e finalmente uma capacidade
mediúnica que possa viabilizar o diálogo com entidades que habitam em outras
dimensões vibracionais.
Se o desenvolvimento pleno de uma
destas três faculdades pode tomar todo o tempo de uma vida, imagine agora se
especializar em responder sobre um assunto em toda a sua profundidade.
Pode ser difícil, porém como todas
as outras artes ou profissões, a radiestesia pode ser estudada, treinada e
efetivamente apreendida, e o que até hoje impediu seu pleno desenvolvimento foi
sua característica principal de inicialmente parecer muito fácil, gerando a
seguir um sentimento de desistência ou inconsistência pelo fracasso nas
respostas daquele que não se treinou nem se preparou para estes desafios.
Podemos claramente comparar este caso
com um estudante de curso primário que aos oito anos iniciasse uma tardia
alfabetização. O volume de informações que ele já recebeu, através de
revistas, da televisão e de outros meios de informação, já lhe ensinou
grande parte da fase de conhecimento do alfabeto e de várias palavras escritas.
Daí então, ser alfabetizado nesta idade, as primeiras aulas lhe parecem
brincadeiras muito fáceis. Imagine agora sendo interrompidas as lições, após
um pequeno treino de copiar as letras isoladamente. Como exigir desta criança
que leia um tratado sobre um assunto complexo ou entenda verbetes de uma
enciclopédia, ou ainda lhe seja solicitado escrever de próprio punho um
discurso?
Assim também tem acontecido na
radiestesia. Algumas pessoas escutam dela falar, ou olham alguém pegando um pêndulo
ou uma vareta e logo saem fazendo suas pesquisas, obtendo respostas emanadas não
se sabe de onde. Podem até ser capazes de conseguir acertos, mas isto não é a
regra geral; geralmente escolhem pesquisar acerca de assuntos que não permitam
ter verificação imediata, pois assim podem continuar acreditando estarem
recebendo respostas corretas, sem condições reais de se proceder a uma aferição
dos resultados.
De forma geral, os iniciantes se
evitam perguntas que possam ser checadas na hora, perguntas cuja aferição
imediata dos acertos e erros das respostas obtidas lhes poderão servir de
desencorajamento.
Na nossa visão, esse processo é que
tem gerado as desistências e os abandonos desta incrível arte. Sem passar por
um treinamento não é possível prestar provas de vestibular, sem estudar não
podemos nos submeter a exames de aptidão para cargos específicos!
Esta é a
nossa proposta, uma nova visão da radiestesia e do seu aprendizado, uma técnica
que possa ser treinada, estudada e aprendida, antes de nos aventurarmos e nos
atrevermos a aprofundar em algo que não dominamos.
Passo a passo, começando com exercícios
simples para depois enfrentarmos maiores desafios, um pouco por vez, começando
pelo básico, passando pelo intermediário para só então alcançarmos o nível
avançado, com testes, exercícios de verificação e avaliação do nosso
desempenho, com métodos, disciplina e perseverança, tal qual como se estivéssemos
cursando uma faculdade, e na realidade não é diferente, assim então nos
poderemos formar e nos tornar radiestesistas.
Temos recebido diversas classificações
e sido rotulados em função de nossas atividades e profissões, e não queremos
criar mais uma divisão de classes e castas. Cada um vai descobrir dentro de si
sua maior e melhor potencialidade. Nos exercícios tentaremos permitir o
desenvolvimento de cada uma delas, mas cada praticante vai reagir de forma
diferenciada aos vários tipos de treinamento.
Poderíamos tentar classificar os
radiestesistas em vários tipos, classes e sub-tipos, em função do tipo de
trabalho e perguntas em que são mais capazes. Entretanto preferimos manter
nossa classificação inicial de três formas e três possibilidades de
respostas, e a própria vida e experiência vão mostrar suas especialidades.
Cabe aqui o
comentário que um radiestesista não deve se sentir obrigado a acertar em todos
os ramos do conhecimento e todas as perguntas que lhe são dirigidas. Muitas
vezes ele pode ser altamente capaz na detecção e procura de materiais
(primeira forma) e não conseguir acertar nenhuma previsão que envolva o
futuro.
Acreditamos que cada um deve pelo
menos tentar se desenvolver em todas as potencialidades, entretanto, também
deve aceitar suas próprias limitações. É como um paradoxo, devemos perseguir
sempre a perfeição, acreditando que limites não existem, pois somos filhos do
Criador e temos em nós a centelha divina à qual nada é negado, porém devemos
buscar ter uma consciência de nossas próprias limitações e não transpor os
nossos limites de maneira inconseqüente.
Por outro lado não podemos nos
esconder atrás das nossas limitações nem de perguntas que não possam ter sua
exatidão verificada.
Sempre, em qualquer circunstância
seremos julgados tal qual uma árvore, pelos nossos frutos, pelo resultado que
nossas respostas propiciam, pela exatidão dos nossos acertos e ainda de maneira
muito mais marcante, pelos nossos erros.
Mantenhamos sempre uma atitude de humildade perante nossos acertos e aprendizado perante nossos erros, estudando e treinando sempre para diminuir nossas falhas e aumentar nossa sintonia de comunicação.
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