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A NOVA RADIESTESIA
Tendo
desenvolvido nos três capítulos anteriores os conceitos de que não estamos sós,
que o universo é essencialmente energético e que o homem além do corpo físico
tem outros corpos sutis e etéricos, podemos agora estudar o fenômeno da
radiestesia à luz destas premissas.
Basicamente afirmamos que existem três
tipos de comunicação através da radiestesia, cada uma das três relacionadas
com um daqueles três conceitos já explicados.
Vimos que neste universo energético
cada objeto, natural ou manufaturado, emite uma vibração própria, peculiar e
individual, tal qual uma impressão digital energética que permite o seu
reconhecimento a qualquer hora e em qualquer lugar.
Analogamente, a própria física já
dispõe de tecnologia e aparelhos desenvolvidos para fins semelhantes, que
conseguem identificar substâncias à partir da análise de seus espectros de
massa, radiações de calor ou comprimento de onda.
Esta é a
primeira das possibilidades da radiestesia.
Através dos aparelhos radiestésicos
podemos identificar a fotografia e impressão digital de qualquer objeto
pelas vibrações que ele emite, mesmo que ele esteja oculto, misturado no meio
de muitos outros e até à distância não visível pelos nossos sentidos
comuns.
Esta é uma forma de investigação
direta; usando nossa sensibilidade e o aparelho radiestésico, captamos
diretamente a vibração emitida pelo objeto pesquisado, sem interferências ou
concursos externos.
Este tem sido o tipo de radiestesia
sobre o qual os livros mais têm tentado treinar os iniciantes, com exercícios
de formas variadas, sempre com fácil verificação de erro e acerto.
A segunda
forma de radiestesia envolve além da vibração a ser captada algum julgamento
sobre o estado do objeto pesquisado.
Torna-se claro entender que
qualquer pergunta feita através da radiestesia que não seja referente ao
primeiro caso, que não se atenha ao reconhecimento puro e simples da vibração
do material de pesquisa, vai exigir como resposta uma "opinião",
uma análise, que em menor ou maior grau, implica em ponderações subjetivas,
fora do nosso alcance e conhecimento direto.
Tomemos como exemplo a elaboração
de uma pesquisa a respeito de um local para se construir uma casa. Através de
um pêndulo e de gráficos podemos efetuar perguntas sobre a energia que circula
no local, sobre o estado do terreno, sobre a ocorrência de fenômenos climáticos
favoráveis e, ainda, pesquisar se o ambiente local, a vizinhança e tudo o que
poderia se relacionar com aquele novo lar nos seria favorável.
Ou seja, além de captar as vibrações
energéticas que emanam do local, se positivas ou negativas, ainda buscamos
conhecer através da radiestesia uma análise global da situação do imóvel já
construído e da vizinhança, o que obviamente depende de conceitos subjetivos.
Fica evidente que alguém, ou alguma
coisa além de nós mesmos, enquanto mente consciente, enquanto corpo físico,
é que emitirá, através de seu próprio julgamento, as respostas às perguntas
que formulamos.
Neste segundo tipo de radiestesia
consideramos que o nosso próprio inconsciente, emanado dos nossos outros corpos
sutis, é que conduz o pêndulo e fornece a resposta. Poderíamos até dizer que
o nosso inconsciente busca em outras fontes de saber, talvez um grande
inconsciente coletivo, ou um grande reservatório de sabedoria universal,
aquelas respostas que fogem à sua capacidade, ou até a outras entidades ou
dimensões, mas é ele mesmo que serve de veículo à informação.
Vimos que nos nossos corpos sutis estão
armazenadas todas as nossas experiências de vidas passadas. Conseguindo abrir
este canal de comunicação através da radiestesia podemos ter um acesso direto
a todo este saber e todas estas informações acumuladas durante todas nossas
outras vidas.
A terceira
forma de radiestesia é a comunicação com entidades que estão em outra dimensão,
com os seres elementais, os seres desencarnados ou entidades espirituais.
Esta possibilidade abre um
campo infinito de pesquisas e nos permite ter acesso a um novo horizonte de
saber e conhecimento permitindo, ainda, uma total integração com o universo ao
nosso redor, através das informações que podemos obter nesses diálogos.
Estas três formas de radiestesia
poderão estar sempre presentes em nossas consultas, variando em graus
diferentes a participação de cada uma delas, em função do objeto da
pesquisa.
Pergunta-se muitas vezes quem está
dando as respostas, quem está impulsionando o pêndulo para encontrar o caminho
da indicação correta; nesta nossa nova visão, quando se tratar de detecção
direta de materiais, poderá estar envolvido somente a nossa resposta de ressonância
à vibração do objeto pesquisado; quando se tratar de pesquisas que envolvam
julgamentos subjetivos além da análise vibratória do objeto da pesquisa,
tanto poderá ser o nosso próprio inconsciente emanado do conjunto dos nossos
corpos, quanto informações e indicações de outras entidades.
Sem jamais esquecer tais
possibilidades, em nosso diálogo com o pêndulo preferimos denominar o
INCONSCIENTE como o responsável pelas respostas. Trata-se de uma escolha, uma
simplificação que nos permite uma maior intimidade nas consultas ao mesmo
tempo em que não nos deixa esquecer que a resposta vem de algures, fora de
nosso alcance direto.
Portanto, quando formulamos as
perguntas e pedimos ao "INCONSCIENTE" ou ao "PÊNDULO" que
nos responda, mantemos abertas todas as possibilidades.
Explicar a radiestesia através
destes nossos conceitos abre um campo novo, cheio de alternativas que podem vir
a esclarecer diversas contradições e dificuldades que esta ciência/arte
encontrou para sua divulgação e popularização, apesar de ter mais de quatro
mil anos de idade.
Se esta nossa hipótese estiver
correta, para nos tornarmos bons radiestesistas devemos treinar três diferentes
faculdades:
1. Para captarmos corretamente as vibrações emanadas de outros objetos devemos tentar desenvolver como quê um sentido de “antena”, nosso e do pêndulo que vai registrar a resposta com movimentos oscilatórios e vibracionais;
2. Para deixarmos que o inconsciente fale através do pêndulo devemos aquietar nossa mente consciente (impedindo-a de interferir) e desenvolver e estimular os nossos corpos sutis para permitir a sua perfeita interconexão com o corpo físico.
3. Para nos comunicarmos com outras entidades e as permitir responder através do nosso pêndulo temos que desenvolver, além da quietude da mente consciente, um canal mediúnico e de sintonia com seus campos vibratórios.
Nenhum de nós ao começar o treinamento e aprendizado de radiestesia poderá
saber em qual das formas poderá melhor se desenvolver. Acreditamos que dentro
de cada um reside toda a potencialidade e que o grau de desenvolvimento vai
depender tanto do esforço desprendido no treinamento quanto do merecimento
interior de que cada um faz jus.
Por isto você deve tentar tudo, se
esforçar para passar por todas as etapas do treinamento, executando todos os
exercícios, em todas as suas variantes, pois só assim poderá efetivamente
descobrir qual a sua afinidade com os vários tipos de pesquisa. Saiba que
dentro de você existe a capacidade de tudo conseguir.
Lembre-se que de acordo com estes
conceitos, algumas vezes você poderá entrar em sintonia com seres de outras
dimensões e poderá obter surpreendentes respostas, absolutamente perfeitas,
mesmo sem estar suficientemente treinado e convencido de que é capaz de
praticar a radiestesia, embora isso não seja regra geral, pois a maioria de nós
tem que se treinar por horas e horas afim.
Todo um mundo novo de possibilidades
se abre à sua frente. De repente, através da radiestesia você poderá obter
as respostas que sempre sonhou, que sempre procurou, bastando saber fazer as
perguntas e conseguir/merecer obter as respostas corretas.
Um campo enorme de trabalho e ajuda ao próximo e a Humanidade se abrirá como
um novo horizonte para a sua vida; você através da radiestesia poderá servir
fraternalmente a todos ao seu redor.
Importante é assinalar que você
deve sempre manter o seu senso crítico, tanto do seu desempenho, quanto da
aparente sabedoria das respostas.
Saiba que uma pergunta mal feita
poderá conduzir a uma resposta restrita, que não contenha todas as
possibilidades envolvidas, o que fatalmente poderá conduzi-lo à conclusões
precipitadas e até erradas, sem nenhuma depreciação de quem lhe responde.
Tente
desenvolver em si mesmo um senso de equilíbrio, mantendo sempre as
possibilidades abertas a informações novas e que até podem contrariar o saber
atual, mas ao mesmo tempo duvidando de sua própria capacidade enquanto
Instrumento indireto de acesso a esse tipo de consulta.
Pela própria limitação do sistema
de resposta, através de gráficos com palavras previamente escritas e/ou
afirmativas de sim/não, as perguntas têm que ser diretas e de fácil
entendimento, absolutamente não podendo ser de caráter dúbio ou detentoras de
duplo sentido de interpretação.
Outro ponto que merece atenção
redobrada e quase sempre se torna uma armadilha para os grandes radiestesistas
consiste em progressivamente irem abandonando a sua responsabilidade própria e
inerente, em qualquer decisão, a favor de uma consulta ao pêndulo.
Não há como estabelecer um limite
justo ou razoável para as consultas e sobre o tipo de perguntas que podem ou
devem ser feitas ao pêndulo, entretanto julgamos que absolutamente não se pode
transferir à ele a responsabilidade sobre decisões cotidianas e, há toda
hora, lançar mão de consultas do tipo:
- devo fazer isto?
- devo fazer aquilo?
Não caia neste erro, não
transfira para o inconsciente/pêndulo a responsabilidade cotidiana sobre o seu
próprio destino. Assuma-o, você tem o seu livre-arbítrio, que é o seu e
absolutamente intransferível.
Use a radiestesia como a poderosa
ferramenta de acesso indireto às questões inacessíveis à nossa consciência
normal que ela efetivamente é, mas nunca se deixe dominar e fazer-se dependente
em qualquer decisão sobre a indicação do pêndulo.
Você
é e sempre será o único responsável por seu próprio destino e muitas das
vezes deverá mesmo caminhar por lugares desconhecidos, sem outra ajuda que não
seja sua própria capacidade de enfrentar e vencer desafios.
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