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NÃO ESTAMOS SÓS

        No mesmo momento em que se deu a primeira expansão do universo, daquela energia primordial que a tudo deu origem foram emanadas infinitas partículas de sua própria essência espiritual, transcendente às manifestações puramente energéticas. Estas centelhas se espalharam pelos mesmos caminhos daquelas energias diferenciadas, acompanhando e partilhando o seu processo mutacional.
        O tempo passou, as eternidades se sucederam, tudo se transformou; miríades de seres habitam hoje as incontáveis galáxias espalhadas pelo universo. Tanto as energias, quanto a individualidade desses seres hoje se manifestam de inúmeras formas, a maioria das quais ainda completamente ignorada pelo nosso saber atual.
        A raça humana, habitante de um pequeno planeta, o terceiro de um pequeno sistema solar, situado numa das extremidades de uma pequena galáxia, sente-se pretensiosa o bastante para julgar-se grande perante mesmo a toda esta imensidão.
        Na sua quase totalidade acredita ser o único ser consciente de todos os mundos. Julga-se proprietária de todo o universo, sozinha e poderosa o bastante para mudá-lo, transformá-lo a seu bel prazer e é tão pretensiosa e irresponsável que até corre o risco de destruir seu próprio planeta de residência.
        Quando paramos para racionar e tentamos fazer uma imagem do tamanho do universo, esbarramos com grandezas que fogem à nossa compreensão. Estima-se hoje que o universo (este) contenha bilhões de galáxias, cada uma com bilhões de estrelas, com inúmeras delas com possibilidade de existirem planetas à sua volta.
        Continuamente tem-se alterado a estimativa de idade do universo, hoje alcançando aproximadamente entre dez a quinze bilhões de anos. Como nada permanece estático, o próprio universo está em expansão em contínua formação de novas estrelas e galáxias. Têm-se tentado calcular o tamanho total do universo, mas ainda não temos instrumentos que alcancem distâncias tão incomensuráveis. Basta dizer que as luzes emanadas de algumas estrelas ainda não alcançaram nosso planeta devido à limitação da idade de sua criação, pois estariam a mais de dez bilhões de anos luz de distância. Se formos traduzir tal distância em números de quilômetros, que é uma medida para nós compreensível, o número de zeros praticamente ocuparia toda uma linha deste livro, gerando um número além da nossa percepção.
        E ainda julgamos estar sozinhos nesta imensidão. Quanta pretensão, quanto menosprezo da capacidade inventiva do Criador. Isto se falarmos apenas deste universo; e de outros possíveis? Por que limitamos a Criação à nossa pequena capacidade de raciocínio? Se este universo tem apenas quinze bilhões de anos, pergunta-se: - o que existiria a cinqüenta bilhões de anos atrás, a cem bilhões de anos, a um trilhão de anos? Se este universo, que segundo nossos cientistas, algum dia vai ser destruído, o que vai existir depois? O que é o tempo senão uma limitação de nossos próprios sentidos?
        É muita pretensão, é tudo ilusão. Nos sentimos sozinhos porque não temos a capacidade de enxergar um palmo além do nosso próprio nariz. Somos apenas uma das infinitas faces da criação. Somos apenas uma das infinitas consciências que habitam todos estes mundos.

        Não estamos sós! 

        À nossa volta pulula uma variedade incomensurável de outros seres, outras consciências, outros filhos do Criador, outras centelhas emanadas daquela mesma energia primordial, todos convivendo juntos em níveis de vibração e dimensões diferenciadas.
        Este aparente isolamento tem nos trazido muitos problemas e nos levado a conclusões errôneas. Nos sentimos sós, separados do resto do universo e deixamos de vivenciar experiências importantes para o nosso crescimento e compreensão dos fenômenos que acontecem ao nosso redor. Temos agido isolados, com egoísmo e egocentrismo, pois temos acreditado não existir ninguém ao nosso redor. Agimos como se todo o tempo do mundo estivesse concentrado nesta pequena existência, e dela temos tentado tirar todo o proveito material como se este fosse o objetivo único de nossas vidas.
        Deixando de lado toda a grandeza do universo, vamos nos concentrar em analisar pelo menos aquilo que acontece ao nosso redor, fazendo um esforço para conseguir entender um pouco mais da vida além daquilo que nos transmite os nossos olhos físicos.
Inicialmente vamos relembrar que somos um espírito que habita em um corpo físico. Somos uma centelha daquela energia primordial, emanada do Criador, transcendental e sobrevivente a este corpo físico.
        Embora nossa consciência esteja aprisionada no aqui e agora, podemos desenvolver a capacidade de perceber e relembrar de nossas outras vidas, bem como ter acesso e possibilidade de comunicação com outras consciências. Diversas culturas e religiões têm tentado explicar e desenvolver esta questão da sobrevivência do espírito ao corpo, denominando essa essência fundamental, transcendente ao corpo físico, com uma gama de nomes diferentes, porém professando em princípio o mesmo conceito.
        Os materialistas têm-se debatido e tentado refutar tais afirmações, afirmando que a vida cessa com a morte. Não nos cabe convencer e muito menos doutrinar a quem quer que seja; este trabalho é dirigido àqueles que sentem que dentro de si habita uma centelha divina e que a morte não passa de uma transformação, através da qual, terminada esta fase de experimentação, de vida, passaremos a uma outra fase, a um outro nível de energia.
        Tente imaginar agora, todos os espíritos que foram emanados do Criador. Todas as centelhas que Dele emanaram e que algum dia já encarnaram neste planeta. No grande ciclo de encarnação e reencarnação, períodos são vivenciados em que o espírito desencarnado tem que vivenciar experiências que lhe são necessárias para a sua evolução e aprendizado.
        Enquanto estamos com nossa consciência aprisionada neste corpo físico estamos deixando de perceber todos aqueles que estão ao nosso redor vibrando em outra dimensão, habitando em outro nível de energia. Deixamos também de perceber todos aqueles que já compartilharam conosco um ou outro período desta vida terrena e que por uma lei e fatores ainda não conhecidos tiveram que partir antes.
        Como se sentir só no meio de tamanha multidão, como se sentir isolado se a todo instante temos companheiros ao nosso lado, que carinhosamente tendem nos dar um pouco de luz, guiando-nos, intuindo-nos e instruindo-nos no caminho do correto proceder. É somente o véu da ilusão que não nos deixa perceber tais companhias, ao que nos parece, de uma maneira sábia, pois se ainda não estivermos preparados para enfrentar toda a nossa própria verdade, poderíamos também conviver com visões que nos assustariam e poderiam nos desequilibrar ainda mais do que já somos.
        Como já comparamos antes quando tratamos da energia, apesar de não a vermos, apesar de não vermos os seres etéreos à nossa volta, não podemos olvidar a sua presença. Não devíamos, ao menos, em respeito para aqueles que nos tentam ajudar, rejeitar de antemão esta possibilidade, a qual deveríamos avaliar consultando nosso próprio coração, que com certeza nos dará uma resposta inquestionável. No nosso cotidiano, nesta correria pela vida e pela busca da sobrevivência tais verdades são menosprezadas e esquecidas, e temos a tendência de seguir em frente sentindo-nos solitários e desamparados.
        Mas esta hora é uma hora de reflexão, um momento de voltarmos para dentro, para buscarmos encontrar no interior mais profundo de cada um de nós aquela verdade, aquele sentimento de reconhecimento da verdadeira essência divina, também encontrável em cada um daqueles que nos cruzam o caminho.
        Esta é uma das facetas da vida, nossos irmãos, nossos pais, nossos avós e outros antepassados já desencarnados podem neste mesmo instante estar rindo à nossa volta, sorrindo-nos com um enorme sentimento de amor, de carinho e de paciência com a nossa ignorância e incapacidade de perceber a sua presença e proteção. Se pudéssemos ouvi-los nos diriam da organização e funcionamento do mundo espiritual, suas leis, suas normas, sua beleza e capacidade de percepção ampliada do universo, sua enorme variedade de espíritos desencarnados, suas falanges, seus inúmeros graus de evolução, sua capacidade para comandar e a responsabilidade para com o nosso planeta.

E as outras dimensões, e os seres de outros mundos, outras moradas da casa do Criador? 

        Em nenhum ponto do universo a matéria reina só. Entidades espirituais, seres de compleição inimagináveis pelo nosso saber atual comandam a todas as atividades e fenômenos. Uma perfeita hierarquia de conhecimento e poder rege todas as relações dos mundos espirituais do mesmo modo de um governo organizado em nosso mundo visível. Sempre de acordo com a ética universal os mais poderosos e sábios guiam e orientam os menos dotados e aprendizes.
        E ainda assim, desprezando esta multiplicidade de seres habitantes do universo poderemos algum dia nos sentirmos outra vez sós? Esta sensação de isolamento não deveria desaparecer de nossas vidas, não deveríamos buscar nos saciar em tais fontes de sabedoria, nos instruir sobre os caminhos corretos da evolução, do amor e da fraternidade universal? Voltando ao nosso planeta, a esta maravilhosa e sábia natureza que nos cerca, temos ainda que refletir sobre uma outra classe de seres que ainda não comentamos.
        Mais uma vez é a nossa incapacidade de enxergar que nos faz desprezar toda uma gama de outros seres que nos circundam e convivem com o nosso orgulho e procedimentos equivocados. Julgamo-nos senhores da terra, do mar e do ar, das plantas, dos animais e de todo planeta. Quanta pretensão, quanta incapacidade de perceber a pluralidade de seres que cuidam de todo este planeta, lutando para preservar aquilo que irresponsavelmente estamos a ponto de destruir.
        Em algumas oportunidades pessoas já puderam perceber estes outros seres, denominando-os de fadas, elfos, gnomos, duendes, salamandras, elementais e muitos outros nomes, sem no entanto compreendê-los e respeitar seu enorme papel no cumprimento dos desígnios do Criador.
        E ainda assim julgamo-nos sós! Um pouco só de bom senso nos daria a clareza e compreensão da nossa pequenez perante a grandeza da criação, permitindo-nos assim nos sentirmos como apenas mais uns dos filhos do Criador.
        Esta é a terceira grande possibilidade da radiestesia, nos possibilitar o encontro com estes seres, nos permitir uma “conversa” diretamente com eles, tendo somente como intermediário o instrumento radiestésico e a nossa própria sensibilidade, desenvolvida e treinada para este contato.

     

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