o universo

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O UNIVERSO ENERGÉTICO

        Toda a energia contida no universo tem uma origem única. No princípio a energia era indiferenciada e concentrada de forma incognoscível pela nossa capacidade de conhecimento atual. Ao seu redor só existia o nada. Num dado momento, sem que ao menos possamos imaginar como, nem porquê, houve uma tremenda expansão; com a expansão apareceu a primeira diferenciação.
        Da imobilidade criou-se o primeiro movimento, o movimento gerou o som onde só havia o silêncio. A energia que era pura começou a se transformar e se diferenciar, dando origem às primeiras manifestações de forças de atração e repulsão. Estas forças iniciais começaram a agir sobre a energia pura, condensando-a nas primeiras partículas. As partículas atraíram-se umas às outras formando os primeiros átomos, as primeiras moléculas, os primeiros elementos.
        Formou-se a luz, e a luz criou também as sombras. Os elementos foram se agrupando e surgiram as primeiras formas sólidas, "materiais". As primeiras manifestações de energia condensada.

        O tempo passou, milhares, milhões e bilhões de anos; eternidades se sucederam, tudo se transformou.

        Hoje a energia se apresenta com aparências variadas, inúmeras formas de manifestações que tendem a confundir e nos ocultar a sua única origem. A condensação das energias primordial foi de tal forma se sucedendo que hoje vemos a "matéria" como algo "sólido", imóvel e completamente dissociado do conceito de energia.
        Olhamos para uma mesa, um armário, uma parede e até mesmo para este computador no qual estamos lendo este texto e o vemos como matéria, sólido, impenetrável, estático e imóvel. E assim vamos vivendo sem parar um instante sequer para raciocinar. A nossa própria mente, confinada neste corpo nos induz a estas conclusões; podemos passar pela vida inteira somente a ver, usar e interagir com a matéria, sem nunca vir a questionar tais assertivas, sem nunca nos lembrarmos de nossa origem energética.
        O que vemos como sólido somente o é relativamente à nossa dimensão e ao nosso estado vibracional. Diversas partículas, vibrando em uma outra freqüência estão, neste mesmo momento, interpenetrando e atravessando esta "solidez" aparente. Como exemplo podemos citar as ondas de rádio, de TV, o som propriamente dito, as ondas de calor, as inúmeras partículas cósmicas, para não dizer de outras dimensões e até universos paralelos.
        Como tudo o que acontece no macrocosmo se reflete da mesma maneira no microcosmo, podemos ter uma imagem mais real da aparente solidez da "matéria" se compararmos o sistema solar e as galáxias (MACRO), com os átomos e as moléculas (MICRO).
        É-nos fácil ver que os espaços vazios, as distâncias entre os planetas, são incomensuravelmente maiores que os planetas e estrelas propriamente ditas. A impressão, ao olharmos para um esquema, em verdadeira grandeza, do nosso sistema solar, por exemplo, é que só existe o espaço, o vazio. Os planetas e o sol são pequeninos pontos perdidos no meio da imensidão.
        Da mesma forma, assim é o átomo, que tem o seu núcleo central rodeado pelos elétrons que circulam à sua volta, nas diversas órbitas de energia. Geralmente esquecemos, mas absolutamente um átomo não "encosta" em outro quando se unem na formação de moléculas. Da mesma forma que no sistema solar, o espaço vazio, os buracos, são o dominante em qualquer estrutura dita material. Se observarmos qualquer estrutura em um microscópio, quer seja um pedaço de mesa, de armário, de parede, ou outra coisa qualquer, e irmos pouco a pouco aumentando a ampliação, até um ponto em que pudermos ver os agrupamentos de moléculas (galáxias), as moléculas e os átomos (sistema solar), veremos que da mesma forma que no macrocosmo, o microcosmo é composto de pequeninos pontos rodeados de uma imensidão de espaço vazio.
        Logo, nada é "sólido", a ilusão da dureza da matéria advém da manifestação das energias emanadas pelas forças de atração e repulsão mantenedoras da sua forma. Não existe um equilíbrio estático, como se nos aparenta ao olhar; todo o universo pulsa e vibra dinamicamente no ritmo frenético das transformações de energia e sobre a atuação de forças de tamanho incomensuráveis.
        Atualmente a ciência já começa a compartilhar deste conhecimento e desta visão energética do universo. Durante muito tempo a visão unicamente materialista e dita científica dominou o saber oficial, mantendo a margem todas as opiniões diferentes. Somente os ocultistas preservaram desde tempos remotos esta visão dinâmica e energética do universo. Mesmo sem ter provas concretas dominavam este saber e o repassavam através das gerações. Neste último século, com o grande avanço da tecnologia, puderam ser verificadas algumas das hipóteses que antes pertenciam somente aos filósofos. A física contemporânea já admite ser muito tênue, ou até não existir, o limite entre matéria e energia. A cada vez que descobrem uma nova partícula que constitui o átomo, ou partícula subatômica, aumenta a dificuldade de classificá-la como matéria ou uma emanação energética.
        Atualmente, nas experiências com partículas subatômicas a ciência ortodoxa já admite que o resultado da experiência é afetado pela própria presença do observador; que determinadas partículas têm apenas uma "probabilidade" de existirem neste universo material e ainda que algumas outras parecem se deslocar ao contrário na linha do tempo.
        Parece que estamos chegando a um ponto do caminho em que as estradas estão se fundindo; onde haviam várias estradas paralelas que corriam separadas; - de um lado o misticismo, o ocultismo, a magia e a religião; - de outro as "ciências", os dogmas oficiais, e as instituições de ensino; em alguns conceitos todos já convergem para um mesmo ponto no horizonte.
        Já é quase um consenso que o universo tem que ser entendido de uma forma global, integral, holística, que o homem se inter-relaciona com o meio à sua volta de uma forma muito mais intensa do que em qualquer outra época de sua história já se imaginou. Este conceito de energia, de integração, de interconectividade de todos os fenômenos, já não assusta nem ao mais céptico materialista, entretanto podemos dizer que somente se arrancou a primeira casca de uma cebola, que muitas outras fatias, muitas outras cascas ainda encobrem o seu âmago.
        Poderíamos discorrer e discutir sobre tais temas de forma longa e demorada, mas isto foge ao escopo do nosso trabalho, embora confessemos que tais entendimentos nos fascinem e atraiam. Para o objetivo deste nosso trabalho devemos manter em mente que tudo no universo é energia, que nada é “sólido" e "material", que nada é estático, que tudo é dinâmico e o movimento é uma característica inerente a qualquer processo.
        Devemos procurar manter em nossa consciência o saber que daquela energia primordial, única e indiferenciada em sua essência, foram emanadas múltiplas manifestações que formam hoje o conjunto dos elementos que compõem o universo, cada um com sua identidade própria, com características e propriedades distintas.
        Cada um dos elementos constituintes da matéria vibra de modo único e diferenciado, pois embora emanados da mesma fonte, coados do mesmo caldo, ínfimas variações em sua composição lhes produzem características e propriedades altamente diferenciadas. A física atual construiu uma vasta gama de aparelhos capazes de captar tais propriedades; citamos os experimentos com os grandes aceleradores de partículas, os espectógrafos de massa, os detectores de calor, os medidores de freqüência e de comprimento de ondas, entre outros.
        Exemplificando, lembramos que o azul não se distingue do vermelho só por seu efeito visual, mas cada uma das cores não só absorve a luz e o calor de forma diferenciada, bem como vibram com freqüência e comprimento de ondas diferentes, e ainda, do ponto de vista da cromoterapia, que também já começa a ser aceita pela ciência ortodoxa, provocam efeitos diferenciados sobre o ambiente e as pessoas que estão em sua proximidade.
        Da mesma forma, ampliando o raciocínio, tudo no universo, todos os objetos, cada um de muitos artigos mesmo saídos de uma linha de produção contínua, emitem uma vibração diferenciada, tal como se fosse uma “carteira de identidade”, com “fotografia”, “impressão digital” e “filiação”, permitindo, a qualquer hora e em qualquer meio, seu reconhecimento e identificação, sem o menor erro, desde que se disponha de um instrumento capaz de detectar tais diferenças.
        Não só os objetos, mas todas as coisas, os lugares, as pessoas, emitem vibrações diferentes, passíveis de serem reconhecidas em condições especiais. Infelizmente a maioria de nós não tem ainda condições diretas de reconhecer estas emanações, embora determinados indivíduos com dons especiais possam ver e detectar todas estas manifestações, de forma clara e inequívoca. Embora nós, a grande maioria, o povo “normal", não tenha a possibilidade atual desse acesso direto, não podemos nunca olvidar a sua existência, e a cada momento das nossas vidas nos prepararmos para este acontecimento, esta integração total com a energia universal, com o seu movimento e contínua transformação.
        Como muitas outras coisas do nosso cotidiano, tal qual o ar, que não o enxergamos, mas nunca duvidamos de sua existência, a energia que nos circunda e que emana de todos os objetos ao nosso redor não pode ser esquecida, podendo até não ser percebida, mas nunca desprezada e desconsiderada.
        Este é o ponto que queremos frisar e que gostaríamos que não fosse esquecido e ficasse presente na mente de todos: - a existência de uma emanação energética diferenciada de cada elemento do universo, de cada átomo, de cada molécula, de cada objeto, que embora sejam constituídos dos mesmos elementos básicos, possuem graus de diferenciações e sutilezas capazes de serem percebidas através de instrumentos ou mecanismos especiais.
        Esta é a segunda grande possibilidade da radiestesia. Através de um instrumento radiestésico, em conjunto com a nossa sensibilidade bem treinada, podemos captar as vibrações emitidas por objetos, pessoas, lugares, reconhecendo-os e identificando-os de forma inequívoca.

     

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