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O HOMEM E SEUS CORPOS SUTIS
Infelizmente
aos nossos olhos somente é dado ver a parte aparente "sólida"
daquilo que somos. Enxergamos e acreditamos na maior parte do tempo ser esta
parte material, tangível pelos nossos cinco sentidos, o único envoltório da
nossa essência espiritual.
Além disso, e pior ainda,
costumeiramente temos o hábito de confundir e misturar este corpo físico,
degradável e mortal, com a nossa verdadeira essência, imortal, divina e
transcendental.
Dizemos sempre: - eu estou doente; eu
estou cansado; eu estou com fome; enquanto sabiamente deveríamos dizer: o meu
corpo físico está cansado; o meu corpo físico tem fome; e daí por diante,
sem nenhuma afetação ou pedantismo.
Esta deveria ser sempre a nossa forma
de tratamento para com o corpo, pois assim efetivamente passaríamos a
compreender que não somos o nosso corpo, que o temos como também temos outros
corpos, que embora ele nos pareça único, é como uma espécie de vestimenta
que em uma época qualquer abandonamos, e seguimos em frente usando outro veículo
de manifestação, tal qual como quando trocamos uma roupa usada e suja por uma
nova e limpa.
Diversas escolas de pensamento, de
diferentes origens, têm descrito em inúmeros livros suas explicações sobre o
conjunto do homem e seus corpos visíveis e invisíveis. Embora haja aparentes
contradições com relação ao número de corpos e suas funções e
propriedades, há o consenso absoluto que além e acima do corpo físico existem
outros, tão ou mais importantes para o seu equilíbrio total e sistemas de
manutenção da vida.
No escopo deste nosso trabalho não
nos cabe julgar ou criticar nenhuma daquelas hipóteses e muito menos tentar dar
aqui uma última palavra ou um modelo definitivo. Temos sim uma visão pessoal,
não diferente de algumas já descritas, que gostaríamos de explicar com nossa
própria linguagem, pois este modelo é base fundamental para o entendimento da
nossa proposta global de entendimento dos fenômenos que cercam a radiestesia e
a interação do homem com o universo energético.
Compartilhamos da visão setenária
dos corpos do homem, mas neste livro nos ateremos aos primeiros quatro, por
serem os três últimos por demais sutis e fora do nosso entendimento atual.
Primeiramente temos o Corpo Físico
Denso e visível, o que todo mundo vê e reconhece pela ação dos nossos cinco
sentidos. Consideramos que intrinsecamente ligado a ele temos um outro corpo, o
qual preferimos chamar de Corpo Físico Etérico. Pode parecer um simples jogo
de palavras, mas ao nosso ver pode ajudar a acabar com a visão unicamente
materialista, e melhor compreender suas funções inseparáveis. Explicando
melhor, temos então como se fosse um só corpo, um conjunto de dois corpos,
isto é: o Corpo Físico Denso e o Corpo Físico Etérico. Os dois são
“um”, ambos são "físicos", interligados e inseparáveis.
O Corpo Físico Etérico é a
contrapartida etérica, sutil, do Corpo Físico Denso, reproduzindo todas as
suas formas e todos os seus órgãos constituintes, interpenetrando e
ultrapassando-o em aproximadamente um centímetro, em todas as direções.
É importante entender que os dois
ocupam o mesmo lugar no espaço, ao mesmo tempo; são interdependentes e
interpenetrantes. Enquanto o Corpo Físico Denso é feito de matéria "sólida"
e visível, o Corpo Físico Etérico é feito de matéria sutil e muito menos
densa, além de invisível aos olhos e não palpável diretamente. Sua
diferenciação reside apenas na densidade das matérias, ou energias
condensadas que entram em suas constituições.
O Corpo Físico Denso nunca existe
sozinho, e somente pode funcionar como veículo de manifestação da nossa
consciência quando unido aos outros corpos. Quando ocorre a morte, pela perda
das energias vitais e reguladoras das suas atividades, imediatamente ele começa
a se decompor e as células que o constituíam, isentas de coordenação
separam-se uma das outras desagregando a sua forma original para constituir
outros organismos, no eterno ciclo de renovação da natureza.
O Corpo Físico Etérico pode
subsistir, por um breve espaço de tempo, à morte ou destruição do Corpo Físico
Denso, inclusive nessas ocasiões, não raro, podendo dar origem a fenômenos de
aparições e outros sustos. Entretanto, mesmo sobrevivendo por um curto período
isolado do outro corpo, o etérico não tem autonomia nem individualidade, nem
serve como veículo independente à manifestação da consciência. Quando
tomamos conhecimento da existência do Corpo Físico Etérico começamos a
pensar de uma forma diferente, e quando dizemos: o nosso corpo, ou o nosso corpo
físico, já entendemos que se trata de um conjunto de dois corpos e nunca mais
pensamos no "corpo" como uma coisa só feita de carne e ossos.
Poderíamos simplificadamente dizer
que a função principal do Corpo Físico Etérico é ser o veículo de
transmissão das energias sutis e informações reguladoras que dão vida e
orientam o funcionamento do Corpo Físico Denso, através de mecanismos que serão
descritos e estudados em outra oportunidade.
Logo a seguir aos corpos físicos,
Denso e Etérico, envolvendo e interpenetrando-os, temos o Corpo Astral, ou
Corpo Emocional, ou ainda Corpo dos Desejos, que também é uma cópia exata do
primeiro, na forma, porém é constituído de matéria astral, luminosa e bem
mais sutil e tênue que as anteriores. Nem todos nós temos um Corpo Astral bem
formado. O Corpo Astral do homem ainda pouco evoluído apresenta aspectos
incoerentes, com contornos indefinidos, sem uma formação estrutural que lhe
permita agir como veículo independente e consciente.
Ao contrário, o homem que alcançou
um razoável nível de cultura e desenvolvimento espiritual tem o seu Corpo
Astral bem conformado e pode aprender a dele fazer uso para, isolado dos grilhões
que lhe impõe o Corpo Físico, atingir outras esferas e vivenciar outras
experimentações vedadas à densidade elevada e aos níveis inferiores de vibração
da matéria.
Pela nitidez e conformação do Corpo
Astral pode-se avaliar e conhecer o grau de desenvolvimento e o estágio de
evolução espiritual alcançado pelo ser que dele faz uso, desde que,
obviamente possa-se ter a capacidade de visualizá-lo. Como todos nós possuímos
o Corpo Astral, mais ou menos desenvolvido, bem ou ainda mal formado, devemos
estar sempre buscando faze-lo funcionar coordenadamente e sobre controle da
nossa consciência plenamente desperta.
Não nos deve bastar usar o Corpo
Astral como intermediário entre os corpos mais sutis e os mais densos, nem
esperar que ele se desenvolva sozinho e espontaneamente, mas sempre procurarmos
através da purificação dos nossos corpos físicos fazer deslocar nossa consciência
para conseguirmos utilizá-lo isoladamente.
O Corpo Astral, como já dissemos
também chamado Emocional ou dos Desejos, é a sede de todas as nossas paixões
e desejos, donde brotam e refletem todas as nossas emoções. É estritamente
relacionado aos corpos físicos, sofrendo imediatamente a influência de suas
impurezas e desequilíbrios, e transmite, também imediatamente, todas alterações
e ocorrências emanadas dos planos superiores e cósmicos.
A seguir ao Corpo Astral, também
envolvendo e interpenetrando-o e aos outros, com sua atmosfera resplandecente e
sua forma já diferenciada do corpo físico, temos o Corpo Mental, ovóide, de
tamanho variável em função do grau de evolução e desenvolvimento
espiritual.
A sua composição é de uma matéria/energia
extremamente tênue e sutil, muito menos densa que a matéria astral e etérica.
É invisível à visão física e astral, sutil a ponto de não ser percebido
por clarividentes pouco desenvolvidos, que somente conseguem visualizar o plano
astral. Apresenta ainda uma particularidade em relação aos outros corpos, pois
a cada vida, a cada evolução/encarnação, o Corpo Mental cresce, aumentando
em volume e em atividade.
O Corpo Mental é desenvolvido a
partir das emanações dos nossos pensamentos. Da qualidade daquilo que pensamos
é criado o material da construção cotidiana deste corpo. Só exercendo a
nossa própria inteligência, só utilizando as nossas próprias faculdades de
uma forma produtiva e em um esforço contínuo é que o Corpo Mental se
desenvolve e realmente se forma.
O Corpo Mental tem como característica
a capacidade de sintonizar e atrair os pensamentos que vibram na mesma faixa de
freqüência, ou seja: semelhante atrai semelhante, e o resultado de só
acolhermos pensamentos bons e úteis e nos recusarmos a admitir vibrações
negativas, será afluírem à nossa mente, cada vez mais vibrações positivas e
belas intuições, ao passo que os pensamentos baixos, maus e as vibrações
negativas se afastarão à procura de quem delas tem afinidade.
Outro modo de auxiliar a formação e
o desenvolvimento do Corpo Mental é através da prática da meditação e da
concentração. Se educarmos e treinarmos a nossa mente a pensar de uma maneira
contínua, ordenada, de uma forma metódica, seguindo os pensamentos à medida
que se sucedem uns aos outros, não lhes permitindo que errem e vagueiem ao
acaso e sem destino, este processo se refletirá no Corpo Mental, cujos
contornos se tornarão mais definitivos e isto possibilitará o seu uso como veículo
de manifestação da nossa essência e abrir-se-nos-ão também vários canais
de acesso às intuições superiores.
Com o desenvolvimento e aprendizado
de uso do Corpo Mental, novas vidas se abrem dentro da nossa própria vida
possibilitando ao homem vivenciar e ter acesso ao saber inconsciente, à novos
mundos de experimentações e visões inacessíveis ao corpo físico.
Considerado como o segundo corpo
mental, temos a seguir o Corpo Causal, que integra o conjunto dos quatro corpos
ou veículos de manifestação do ego. Sobre o Corpo Causal pouco discorreremos,
entretanto é de suma importância conhecê-lo e às suas características. O
Corpo Causal é o corpo que serve de reservatório e receptáculo das experiências
acumuladas para a eternidade. É nele que são armazenadas tanto as experiências
das vidas passadas, nas suas inúmeras encarnações, quanto as sementes de
todas as qualidades a serem transmitidas à próxima vida. Tem forma ovóide,
semelhante ao Corpo Mental e sua constituição é ainda mais tênue e de
energia ainda menos densa que os anteriores, embora seja exuberante e
resplandecente quando visto na sua totalidade; e da mesma forma que os
primeiros, envolve-os e os interpenetra até o mais ínfimo recôndito.
Resumindo, afirmamos que o homem,
embora à maioria, ou quase totalidade das pessoas seja somente possível ver o
corpo físico, é constituído de várias outras matérias/energias que formam
outros corpos/veículos de manifestação que podem agir isoladamente como
envoltório da sua consciência, possibilitando-o entrar em sintonia com outros
níveis de vibração.
Na nossa visão e classificação não
separamos o homem do conjunto dos corpos físicos e sutis que funcionam como veículo
de manifestação da sua consciência, centelha divina emanada do Criador, e
somente podemos compreender como ele se relaciona com o universo ao seu redor a
partir desta concepção multicorpórea. A este conjunto de corpos sutis que
envolvem e estão ao redor do corpo físico, tem se dado o nome de Aura, embora
muitas vezes se tenha confundido o objeto pelo seu efeito, ou seja, considerada
erroneamente a Aura como uma coisa ou camada externa ao nosso corpo e não como
as manifestações visíveis ou detectáveis dos diversos corpos além do Corpo
Físico Denso.
Nesta nossa era tem-se já
demonstrada evidência científica da existência de alguma coisa ao redor do
nosso corpo físico, inclusive com fotografias e medições de campos energéticos
e eletromagnéticos, pouco faltando para em um futuro não muito longe a ciência
ortodoxa conseguir demonstrar e entender estas realidades ainda consideradas
ocultistas.
Estas explicações absolutamente não
encerram o assunto e são apenas uma ínfima parcela da descrição do homem e
seus corpos sutis e etéricos. Em muitos outros livros os leitores poderão
encontrar melhores e mais completas explicações além de detalhes
esclarecedores de cada um dos corpos e de suas propriedades e características.
Para o objetivo deste trabalho
basta-nos saber que não somos somente este corpo físico feito de carne e ossos
e que além dele existem vários outros, com características próprias, e que
em condições especiais podem servir de veículo a manifestação da nossa
consciência.
Como normalmente não temos acesso
direto a estes outros corpos e na maior parte das vezes, no cotidiano das nossas
vidas nem nos lembramos da sua existência, estamos perdendo diariamente, em
cada instante, grandes oportunidades de acesso à outros níveis de vibração e
esferas de conhecimento. Não estamos efetivamente utilizando nem uma pequena
parte do nosso imenso potencial existente nestes outros veículos de manifestação
do nosso próprio ser.
Neste ponto entra a radiestesia como
um instrumento magistral que permite, indiretamente através do pêndulo ou de
outro aparelho radiestésico, esta comunicação, este acesso a estes outros
corpos, às informações contidas e armazenadas no nosso Corpo Causal,
possibilitando um conhecimento muito difícil de alcançar através de outros
meios.
Este é o primeiro grande trunfo e a
primeira possibilidade da radiestesia, permitir ao homem, embora preso no corpo
físico, se conhecer melhor, poder conversas com o seu eu passado, ter acesso ao
seu inconsciente e a todas as informações que ali estão armazenadas. A
radiestesia possibilita ainda, pela integração do corpo físico com os corpos
sutis, o acesso a tudo o que acontece e vibra nas dimensões daqueles corpos,
através de mecanismos que serão descritos nos próximos capítulos.