![]()
INTRODUÇÃO
São inúmeras as publicações, antigas e recentes, que tratam do tema
"Radiestesia". Alguns a definem como ciência, outros como arte,
outros ainda a mistificam e cercam de mistérios só acessíveis a iniciados.
Desde a Antigüidade se
usavam varinhas e forquilhas para se descobrir vibrações e localizar água no
subsolo. Efetivamente a forquilha foi o precursor de todos os aparelhos usados
na radiestesia.
Tem-se tentado explicar o que é
radiestesia, e como ela funciona, por diversos autores teorias têm sido postas
à mesa para debates e discussões acaloradas. Não nos compete julgar esta ou
aquela proposição, mas sim dar o nosso testemunho que a radiestesia pode ser
de imensa valia à qualquer pessoa, de qualquer ramo profissional ou atividade
de pesquisa, seja científica, filosófica ou esotérica.
Hoje nós vamos introduzir uma nova
visão da radiestesia, diferente das tentativas de explicações até hoje
apresentadas, pois, a partir de agora vamos tentar entendê-la tendo como base a
visão energética do universo, o conjunto do homem e seus corpos sutis e etéricos
e a pluralidade de seres existentes ao nosso redor.
Após termos vivenciado o saber de
que não somos somente este corpo físico, aparente e material, e sim uma essência
espiritual que o habita temporariamente, todo e qualquer raciocínio, qualquer
análise de fenômenos associados, fica a estes conceitos intrinsecamente
interligado.
Sabendo que somos um conjunto de
corpos, que temos dentro de nós uma centelha da essência primordial do
universo, que nos nossos outros corpos, sutis, está armazenado todo o
conhecimento de nossas vidas anteriores, e ainda, maravilhosamente, através
desses nossos outros corpos podemos ter a possibilidade de acesso ao
conhecimento universal, àquilo que já aconteceu, está acontecendo e ainda
acontecerá, em qualquer ponto do universo, podemos, a partir disso tentar tecer
uma outra imagem de radiestesia.
Vamos tentar transmitir neste livro o
nosso conceito de que vivemos em um universo energético, que tudo é energia e
até mesmo a matéria assim chamada é uma forma condensada da energia. O próprio
conceito de energia, o próprio sentimento que a palavra desperta induz a alguma
coisa não estática, à alguma coisa que está se mexendo, à algo que vibra.
Se você já partilha deste conceito
energético do universo fica muito fácil perceber que tudo é energia, em suas
diversas formas de manifestações e condensações, e se a nossa visão pudesse
captar e "ver" a energia pulsante, "caminhando" e se
transformando a cada instante, muitos mistérios seriam desvelados.
Daí podermos afirmar com segurança
que tudo que existe no universo vibra, que cada objeto, natural ou manufaturado,
tem uma energia que lhe é peculiar, própria, inconfundível como se fosse um "documento
de identidade", com "fotografia e impressão digital", que o
possibilita ser reconhecido à qualquer hora e em qualquer lugar.
Complementando o conceito do universo
energético, entendemos ainda que ele é multidimensional e pluralista, sendo
que o "uni-verso” mostra
somente uma de suas faces, aquela que nas nossas condições atuais conseguimos
enxergar. E em todos os universos, neste e nos possíveis outros, o espaço
multidimensional, absolutamente não está desabitado, vazio; muito pelo contrário,
inútil seria a existência dessas muitas moradas sem usuários para delas
usufruírem. Nada no universo foi criado sem a finalidade maior de servir aos
desígnios do Criador, aos seus filhos.
Em todos os locais, em todas as
dimensões, em todos os níveis de energia, em todos os seus estágios de vibrações,
habitam seres de inúmeras formas, a maioria delas ainda inconcebíveis por nós,
que muitas das vezes, pretensiosamente, nos julgamos seus únicos filhos, os únicos
habitantes de tamanha imensidão, tendo infinitos mundos e recursos à nossa
solitária e egoística disposição.
Isto acontece pela incapacidade de nós,
o povo comum, os humanos normais, não conseguir ter acesso direto tanto às
informações emanadas dos nossos corpos sutis, quanto não ter capacidade de
leitura direta das vibrações emitidas pelos materiais, quanto ainda não
conseguir perceber e "conversar" com todas essas outras consciências
multidimensionais que estão ao nosso redor.
À nossa frente, obliterando os
nossos sentidos, existe como que um véu que não nos deixa enxergar nada além
da "matéria", dessa grosseira forma de energia condensada. Diríamos
até que não conseguimos "ver" através dos cinco sentidos
considerados normais e precisamos tocar as coisas materiais através das impressões
que eles nos transmitem para senti-las como "reais".
Aqui, ao nosso ver, entra a
radiestesia como uma ferramenta, um instrumento magistral que nos permite, de
uma forma indireta, acessar a esse universo vibracional e energético.
Entusiasma-nos a capacidade inventiva do ser humano, ou quem sabe, a benevolência
do Criador, que presenteia-nos com a possibilidade de, embora presos neste corpo
material, através de um artifício indireto, podermos obter respostas às
nossas indagações e alcançarmos através deste caminho, algum dia, a
sabedoria de grandes mestres.
É simples e engenhoso, não podemos
ver diretamente as vibrações, não temos acesso direto ao nosso inconsciente
nem a outras dimensões, então usamos a RADIESTESIA, os instrumentos radiestésicos
que podem, em conjunto com a nossa sensibilidade, captar essas vibrações e
abrir um canal para essas comunicações. Com a radiestesia podemos chegar ao
nosso objetivo de conhecer aquilo a que os nossos cinco sentidos não têm a
capacidade de alcançar; através dela, inclusive podemos nos comunicar com
outras dimensões e outros seres.
Esta é a nossa visão da
radiestesia, um instrumento, uma ferramenta que podemos aprender a utilizar para
acessar o mundo energético invisível aos sentidos normais e acreditamos que
algum dia ela não mais se fará necessária, pois tal qual um bebê deixa de
engatinhar quando adquire o equilíbrio necessário ao caminhar, seremos evoluídos
o suficiente para ter acesso direto à todo o universo sem depender de
ferramentas externas e procedimentos ritualísticos.
Radiestesistas todos nós somos, ou
podemos nos tornar, entretanto como qualquer outra coisa se vai praticar, desde
o mais simples esporte até a mais refinada arte ou ciência, é imprescindível
um aprendizado inicial de algumas regras básicas e, muito treinamento. Somente
uns poucos privilegiados já nascem com o dom de praticar alguma arte, como se a
tivessem exercido sempre, a maioria de nós tem que se dedicar com esforço e
afinco no aprendizado e estudo de qualquer disciplina.
Este é o mesmo caso da radiestesia.
É necessário o atendimento inicial de um ritual mínimo e de um treinamento
contínuo e perseverante, até que a segurança das respostas faça o praticante
estabelecer os seus próprios limites e suas próprias regras.
Podemos fazer uma comparação do
aprendizado da radiestesia com o estudo de um instrumento musical, como por
exemplo, o violão. Ao pegarmos pela primeira vez em um violão dele nada
sabemos e parece-nos estranho aquele objeto nas mãos. Tentamos tirar as
primeiras notas e nossos dedos custam a se encaixar nos lugares corretos. Quando
fazemos soar o primeiro acorde o som quase que nos fere os ouvidos. Se
desistirmos nesta hora, nunca poderemos sequer tocar uma pequena peça musical.
Olhamos outras pessoas, que já sabem tocar, e nos parece tão fácil que
estranhamos nada conseguirmos, mas quase sempre desprezamos e desconhecemos as
muitas horas de estudo a que aquele instrumentista dedicou no aprendizado da sua
arte.
Em tudo na vida acontece desta forma.
Sem estudo, sem esforço, sem a prática continuada, ninguém se torna um
concertista. Podemos falar a vida inteira sobre radiestesia, escrever vários
livros, mas se não a praticarmos diariamente, nunca conseguiremos ler na
partitura do universo uma só nota correta, e nem a reproduziremos no
instrumento da nossa mente.
Continuando a comparação com o
aprendizado musical, as primeiras lições são as mais difíceis. Quando
tentamos ler as primeiras notas, os símbolos da notação musical nos parecem
hieróglifos impossíveis de identificação. Quando o pêndulo oscila
descontrolado pela primeira vez em nossa mão, desconfiamos de quase tudo, de
movimentos do nosso próprio braço, do vento, do nosso próprio desejo de
apontar a resposta e de tantas outras coisas que não sabemos se o movimento de
resposta foi sim, não ou talvez.
Até as perguntas somem da nossa
mente nas primeiras vezes em que tentamos praticar a radiestesia. Ficamos
confusos e não conseguimos firmar em uma só pergunta, fazemos duas ou três ao
mesmo tempo e chegamos a emitir os comandos tão confusamente que a resposta só
poderia ser sim e não ao mesmo tempo.
Mas com perseverança, no segundo
dia, nas próximas lições, já poderemos tocar algumas notas musicais. Pouco a
pouco fomos aprendendo a reconhecer a localização das notas no braço do violão
e nossos dedos já quase que se posicionam nos locais certos automaticamente. Da
mesma forma, com o treino continuado, aprendemos a controlar melhor a nossa
mente, a nos abstrair de outros problemas e pensamentos enquanto fazemos uma
pergunta de cada vez.
O aprendiz de instrumentista não
tenta logo de início tocar uma sinfonia, com movimentos difíceis e que exigem
apurada técnica e rapidez. Começa com pequenos estudos e peças especialmente
escritas para treinamento. Da mesma forma que na mãe natureza nada dá saltos,
não é também possível queimar etapas de treinamento sem ressentir-se disto
na hora da execução dos concertos.
Também assim o radiestesista deve
proceder, um treinamento contínuo, com pequenas e simples perguntas e comandos
iniciais, que inclusive possam sempre ser verificados, sem a vaidade de alçar
altos e longos vôos nem tentar obter respostas de assuntos complexos que ainda
não domina, com humildade perante os acertos e perseverança perante os erros,
serão por semelhança, as primeiras peças soladas em seu instrumento interior.
Poderemos perceber que ultrapassada a
dificuldade inicial o progresso advém de forma rápida, e com o treinamento
continuado ganhamos confiança e segurança em nossas consultas. Mesmo que os
primeiros passos sejam algumas vezes difíceis devemos enfrentar os desafios,
pois vencida a primeira batalha, cada vez mais estaremos revigorados e capazes.
Cabe aqui uma advertência: - não podemos nunca nos deixar levar pela vaidade
dos acertos e encher-nos de soberba pela apresentação de uma resposta correta.
As leis universais são regidas por um código de ética extremamente rígido e
impossível de ser ludibriado. A radiestesia, como tudo que emana do campo de
energia universal, somente pode ser praticada com o objetivo maior de servir, e
nunca em proveito próprio de forma mesquinha e egoísta.
O pêndulo tem demonstrado ao longo
dos tempos que aqueles que são seduzidos pelo lado negro do poder e se
bravateiam de seus feitos, logo caem no ridículo de serem incapazes de prever
sua própria e meteórica queda.
A radiestesia pode ser praticada com
vários instrumentos, mas neste trabalho dedicaremos atenção especial ao uso
do pêndulo e a um sistema próprio de consulta, por nós desenvolvido e de fácil
entendimento e alcance a qualquer pessoa.