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Os
Mistérios do Vodu    
Fernando Augusto Bento e Alexandre Farias |
Maio
é o período do ano mais ativo para os adeptos do vodu,
pois é quando se intensifica o ritual e magias em busca da
“felicidade”.
Quando pensamos em vodu,
sempre nos vem à mente bonecos sendo espetados por
agulhas. Este conceito pode ser visto até mesmo em um
recente comercial de TV, onde uma garota faz uma magia
contra um rapaz lançando mão de uma prática vodu. Contudo,
esse grupo religioso misterioso envolve muito mais que
isso.
Nos Estados Unidos, por
exemplo, o vodu é praticado há mais de cem anos nos
Estados de Louisiana e Mississipi. No Haiti, quase toda a
população se envolve com o vodu – o país tem o voduísmo
como religião oficial. Já no Brasil, o seu exercício foi
veiculado com grande sincretismo, pois se misturou ao
catolicismo nordestino e aos cultos afros.
O fascínio pelo oculto
O pesquisador Josh Macdowell
atribui a busca pelo oculto à curiosidade humana, que
conduz o homem ao esforço pelo conhecimento das coisas
secretas, aquelas que parecem extrapolar os cinco
sentidos. De fato, desde épocas remotas, o homem tem
perseguido desvendar o oculto. Segundo comenta a psicóloga
e professora universitária Any Lílian, “a busca permanente
pelo oculto, em geral, é o que todos fazemos ao tentar
alargar nossos conhecimentos, o que pode ser saudável,
pois muito do conhecimento filosófico e científico
construído pela humanidade se originou de ‘mistérios’
tidos como ocultos no passado, mas que estão desvendados
no presente”.
Entretanto, o que temos
diante de nós aqui é uma manifestação religiosa
rigorosamente ocultista envolvendo elementos que, para
muitos, não passariam de lendas religiosas de filmes de
terror. Serpentes, fetiches, zumbis, cemitérios e outros
itens dão conta de atrair a atenção dos pesquisadores ao
“mundo vodu”. O que pretendemos nesta matéria não é
promover o voduísmo, mas reportar seus mistérios e crenças
exóticas, esclarecendo e informando nossos leitores.
O voduísmo no Haiti
O termo vodum ou vodu, como
chamamos, teve sua origem no Oeste da África, num reino
chamado Daomé, atualmente conhecido como Benin.Com a
escravidão no século 19, os nativos de Daomé foram
capturados e levados para que fossem trocados por armas e
alimentos por mercadores europeus, o que os levou a se
estabelecer em muitas partes das Índias Ocidentais e no
Haiti. Como na época a igreja católica demorou a
constituir um clero que pudesse batalhar pela religião
cristã no Haiti, esta ausência prolongada deu aos escravos
a oportunidade de combinarem a sua religião, o vodu, com o
catolicismo, formando um denso sincretismo (mistura)
religioso. Diz-se que 95% dos haitianos são católicos e
100%, adeptos do vodu. Tanto é assim que, às vezes, é
difícil determinar onde acaba o catolicismo e começa o
voduísmo.
O presidente haitiano, Jean
Bertrand Aristides, ex-padre católico, declarou, em abril
de 2003, o vodu como religião oficial do país. Com essa
posição do governo, os casamentos realizados no vodu
passaram a ser aceitos e considerados oficiais, tendo
valor religioso, como ocorre com as demais religiões ao
redor do mundo.
Contudo, apesar da
proeminência voduísta no país, existe também um trabalho
missionário cristão que tem incomodado o sossego desse
grupo. O fundador da Missão Evangélica do Norte do Haiti,
Jean Berthony, promove anualmente uma campanha
evangelística no país, o que tem gerado bons resultados.
Numa dessas ocasiões, as autoridades locais proibiram o
seu trabalho, declarando que a cruzada evangelística do
pastor Berthony teria sido a responsável por expulsar
todos os espíritos vodus do país durante um tempo.
Mas a importância do vodu no
Haiti ultrapassa o âmbito religioso. O turismo haitiano
tem explorado o voduísmo com afinco. A ministra do
turismo, Martine Deverson, disse: “Hoje em dia existe uma
consciência maior do patrimônio cultural do Haiti, e o
vodu, apesar de freqüentemente ser confundido com magia
negra, pode ser fator de atração para os visitantes”.
A adoração no voduísmo
Como em muitas religiões, o
vodu também possui um templo. Mas o que caracteriza o
santuário é uma coluna chamada poteau-mitan. Localizada no
centro do templo, essa coluna é considerada sagrada pelos
seguidores e é em sua volta que as cerimônias de
comunicação com as divindades são realizadas. Ao redor da
poteau encontram-se desenhos decorativos chamados vevers.
São representações heliográficas de diversas entidades
adoradas no vodu. Aliás, entidades é que não faltam no
vodu, que possui um grande panteão.
Os nomes das divindades se
alteram, dependendo da região onde o ritual é praticado,
mas a maioria dos adeptos dessa prática considera que o
panteão veio do Oeste africano. As entidades desses
panteões, por muitas vezes, são consideradas pelos adeptos
como espíritos de pessoas que já morreram, homens que
tiveram importância dentro da comunidade religiosa,
príncipes ou sacerdotes. Esses espíritos levam o nome de
loas, e podem ser classificados em entidades de dois
grupos:
Rada::
entidades transmitidas por Daomé.
Petros : entidades que, ao longo do tempo,
infiltraram-se na prática religiosa vodu.
Segundo a crença vodu, as manifestações dos grupos petros
e rada têm personalidades e sensibilidades definidas e
procuram sempre seguir uma família específica de adeptos.
Outras divindades são públicas, manifestando-se em
qualquer pessoa.
Hungans e mambos
A maioria das religiões
possui líderes que conduzem seus cultos e rituais. No vodu
isso também existe, eles são conhecidos por hungans. A
mulher também tem a sua participação, porém, a
terminologia a ela conferida é mambo.
Existem algumas informações
que apontam o voduísmo como uma religião matriarcal, na
qual a mambo é conhecida também como rainha, porém, é o
hungan que preside o hunfort, o santuário religioso. O
sacerdote vodu possui várias posições: atua como
curandeiro, adivinho e exorcista. Nas comunidades em que
se observa a falta do sacerdote a mulher toma a frente,
sendo considerada a maior autoridade religiosa.
Cerimoniais vodu
Geralmente, as cerimônias
são realizadas no período noturno. Fazem parte do ritual:
bebidas de rum, frutas e jarros de barros. As bebidas e
comidas são erguidas e oferecidas aos loas, para
invocá-los. No intuito de alegrar essas entidades, os
voduístas lhes oferecem também sacrifícios de aves,
porcos, galinhas, bodes e afins. Após as oferendas com
danças, os loas possuem os corpos de seus súditos. É
interessante que nas possessões os indivíduos não possuem
consciência daquilo que fazem e, conseqüentemente, não se
lembram de nada após o término do ritual.
No vodu, mais ou menos como
ocorre na Umbanda, as danças em volta da ponteau-mitan são
de suma importância, pois servem para se obter a
espiritualidade: as pessoas que envolvem com a dança são
mais rapidamente possuídas. Para cada divindade existe um
tipo de música, instrumento e ritmos específicos, segundo
o gosto de cada loa, que exige que tudo seja purificado e
consagrado para o ritual. Na Umbanda, os atabaques também
são consagrados para fazer que os orixás de Aruanda e Orum
se manifestem.
As serpentes também fazem
parte de alguns cerimoniais. No ritual chamado mambo, o
réptil é retirado de um cesto e posto bem próximo do rosto
da sacerdotisa que, ao tocar no animal, recebe,
supostamente, visão especial e poderes sobrenaturais.
Segundo a crença vodu, os
primeiros homens criados eram cegos e foi justamente a
serpente que conferiu visão à espécie humana.
Boneco vodu
Sem dúvida, o boneco vodu é
o primeiro elemento que vem à mente dos leigos quando se
fala em voduísmo. Tal objeto é empregado para invocar os
poderes dos deuses do vodu e recebe o nome de fetiche, que
significa feitiço. O fetiche é confeccionado por quem irá
realizar o trabalho de magia e, enquanto é feito, a pessoa
tem de mentalizar os objetivos que quer alcançar com o
ritual e “transmitir” sua energia ao boneco.
O fetiche deve ser feito com
a semelhança anatômica de uma pessoa: cabeça, tronco e
membros. Partes indispensáveis para a “eficácia” da magia
são os órgãos genitais masculinos ou femininos. O boneco
precisa ser batizado com o nome da pessoa que irá
representar e, geralmente, é feito de massa de modelar,
nunca de pano ou outro material.
Segundo as sacerdotisas,
tais bonecos são feitos para realizar o bem, para se
alcançar prosperidade e curas. O que pessoa precisa fazer
é perfurá-los com espetos ou alfinetes. Mas na prática as
intenções nem sempre são essas.
Zumbis
Outro elemento do culto vodu
é o zumbi. O cinema norte-americano popularizou esses
“personagens” em seus filmes. Todavia, os seguidores do
vodu dizem o seguinte: “Aquilo que o cinema mostra é
totalmente diferente do que é feito na prática vodu. Os
zumbis não são pessoas mortas, como divulga o cinema”.
Na verdade, segundo os
ensinos vodus, o processo para se chegar a ser um zumbi é
feito por meio de ervas que contêm substâncias capazes de
deixar a pessoa em um estado de “morto-vivo”. Para o
médico Carlos Alberto Serafim, especialista em
cardiologia, esses compostos de ervas deixam o batimento
cardíaco mais lento. As ervas utilizadas pelos sacerdotes
têm a capacidade de dilatar as pupilas, fazendo a pessoa
perder a sensibilidade à luz e deixando-a em um estado de
transe, o que facilita o processo de ritual feito pelo
sacerdote, uma vez que o candidato torna-se totalmente
manipulável.
O pesquisador e antropólogo
do museu botânico da universidade de Harvard, Estados
Unidos, Wade Davis, que se envolveu com a sociedade
secreta do Haiti, foi procurado há algum tempo por dois
psiquiatras que acreditavam existir uma poderosa droga
capaz de transformar uma pessoa em zumbi. Davis explicou o
seguinte:
“O ritual se dá por meio da
magia negra [...] a vítima tem todo o indício de morte
aparente, quase não respira, tem a pele fria, quase não
tem pulsação e, mesmo assim, está viva”.
Isto se deve ao fato de a
pessoa ficar horas sem oxigenação no cérebro, o que reduz
o seu nível de consciência. O curioso é que entre os
componentes da fórmula utilizada pelos feiticeiros podem
ser encontrados narcóticos, tetradotoxina, veneno
neurotóxico e até veneno de rãs.
O feitiço do zumbi
Dentro do sistema de crenças
vodus, o zumbi é um dos feitiços mais temidos. Muito mais
do que a magia dos bonecos.
O bokor, praticante de
magias e feitiços, possuído por uma entidade chamada Baron
Samedi, fornece as diretrizes para a pessoa que deseja
praticar a magia. O “cliente” tem de ir ao cemitério, à
meia-noite, e ali apresentar ofertas especiais às
divindades. Dali, ele deve tomar um punhado de terra para
cada pessoa que deseja matar (esta é considerada uma magia
negra para a morte). Após pegar a terra, o praticante deve
espalhá-la pelos lugares em que suas vítimas costumam
passar. Depois, retira algumas pedras de um túmulo, as
quais servirão como instrumentos para realizar o designo
maligno. Quando o praticante joga a pedra na porta da casa
da pessoa para qual a magia foi direcionada, a vítima
começa a adoecer e a emagrecer, chegando à morte em um
curto espaço de tempo.
Mas, segundo a crença vodu,
o feitiço pode ser desfeito. Se por acaso esta pessoa for
diagnosticada a tempo de que recebeu o tal feitiço, ela
deve procurar um hungan rapidamente para retirar-lhe a
magia e expulsar os maus espíritos.
Biblicamente, sabemos que o
crente não precisa se preocupar com feitiços de nenhuma
espécie, por mais assustadores que sejam. A palavra de
ordem para que o cristão não seja alvo destes e de outros
dardos do diabo é temer a Deus: “O anjo do SENHOR
acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Sl 34.7).
Em nossas vidas, a maldição sem causa não se cumpre (Pv
26.2).
Magia do bem ou do mal?
Apesar de tudo isso, existe
uma certa militância por parte de alguns voduístas em
insistir que a magia vodu trabalha para o bem. No vodu, a
idéia de distinção entre a magia do bem e do mal é
difundida com esmero, pois a sacerdotisa ou o sacerdote
geralmente recusa-se a realizar magia negra que, segundo
eles, se destinaria apenas aos bokors – oficiantes do
ritual com fins maléficos. Assim, hungans e manbos
realizam rituais para o “bem” e os bokors, para o mal.
Analisando algumas
manifestações afro-brasileiras, vemos que existe também
uma grande preocupação em não macular sua prática
religiosa, a fim de que seus conceitos e propósitos não
sejam confundidos. Os umbandistas, por exemplo, se
esforçam em pregar que sua religião desenvolve magias
voltadas para o bem, enquanto que a Quimbanda, para o mal.
Todavia, ao verificarmos as práticas observadas pelos dois
segmentos, constatamos que seus elementos ritualísticos
são rigorosamente idênticos. Por exemplo, as oferendas com
sacrifícios de animais e os toques dos tambores e danças
são partes peculiares dos cultos afros. Semelhantemente,
isso ocorre também no Candomblé, onde a prática de
sacrifícios de animais é “exigida” pelas entidades por
ocasião das possessões dos espíritos.
Rótulo diferente, embalagem
igual
Como o leitor pode perceber,
o nome vodu, em relação a algumas manifestações afros,
pode até ser diferente, mas os fundamentos principais
expressados em suas práticas não são tão estranhos assim,
quando comparados com as práticas exercidas nas macumbas,
independente da linha a que pertencem: Umbanda, Quimbanda,
Candomblé... onde os fetiches do vodu são substituídos
pelos patuás.
Até o sincretismo do
voduísmo com o catolicismo do Haiti pode ser claramente
enxergado no Brasil por meio dos cultos afros. Podem-se
alterar os nomes, mas as castas espirituais são as mesmas:
orixás africanos e santos católicos dividem os mesmos
altares. Se no vodu o lado da “esquerda” existe, no Brasil
temos a Quimbanda. Tal como no voduísmo, nos cultos
afro-brasileiros também são feitos “trabalhos” em
cemitérios e oferendas em cachoeiras, encruzilhadas, etc.
Aliás, muitas iniciações da Quimbanda são feitas em
cemitérios. Enquanto no vodu confeccionam-se fetiches
batizados com o nome da pessoa que se almeja atingir, nos
cultos afro-brasileiros costuram-se as bocas dos sapos com
o nome da pessoa dentro. O vodu pede um período de preparo
para os iniciados, no Candomblé o iniciado deve se
preparar por alguns meses. Os pais e mães-de-santo possuem
os mesmos atributos dos hungans e das mambos.
A herança espiritual muda de
nome, mas não muda de senhor. O rótulo é diferente, mas a
embalagem é igual!
Contra o vodu
A prática vodu é feitiçaria
sem maquilagem. A Bíblia identifica tais práticas como
cultos demoníacos. A história relata que a igreja
primitiva teve de ser submetida a constantes advertências
por parte dos apóstolos porque os cristãos daquele tempo
eram seduzidos a buscar nos feitiços e magias a
“felicidade”. Hoje em dia, é isso o que constatamos entre
aqueles que não têm suas vidas regidas pela Palavra de
Deus. A Bíblia é expressa em apresentar sua oposição aos
sacrifícios dos cultos afro-brasileiros ou voduístas: “Que
digo pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou
que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as
coisas que eles sacrificam é a demônios que a sacrificam e
não a Deus...” (1Co 10.19,20).
Para que possamos alcançar
bênçãos, curas e outros benefícios, seja para nós ou para
nossos amigos, parentes ou irmãos, não precisamos
confeccionar nem “energizar” nenhum objeto, principalmente
bonecos. Tampouco devemos ter medo de magias, pois a
Bíblia nos assegura que contra os crentes o encantamento é
inválido, não tem eficácia (Nm 23.23).
Quando precisarmos de algo,
devemos recorremos ao Senhor nosso Deus, colocando diante
dele nossas necessidades (Mt 21.22; Mc 11.24). Somos
purificados pela luz divina e não por meio de rituais
tenebrosos. Para tanto, devemos apenas andar na presença
de Deus, mantendo comunhão uns com os outros. Agindo
assim, o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado
(1Jo 1.7).
Muitos brasileiros
(inclusive alguns crentes, infelizmente) possuem certa
tendência ao misticismo, o que os leva a assediar o
oculto, e isso, muitas vezes, os torna vítimas de seus
próprios desejos. Aos crentes com essa tendência, devem, a
todo custo, resistir a tais ensinos e seguir a receita
básica diária para a sua vida espiritual: leitura bíblica,
oração, testemunho e santificação. Somente assim
conseguirão sair vitoriosos diante das setas inflamadas do
diabo.
Um homem com duas almas
Os haitianos praticantes do
vodu acreditam que o homem possui duas almas:
Gros bon ange:
cuja tradução é: “grande anjo bom”. Essa alma, segundo
acreditam os haitianos, tem a capacidade de sair do corpo
enquanto a pessoa dorme. E, se não retornar, a pessoa
morre.
Petit bon ange:
traduzido quer dizer “pequeno anjo bom”. Essa alma,
segundo crêem, proteger e guiar o adepto. Quando a pessoa
morre, ela permanece por alguns dias guardando o corpo.
Somente após um período de nove dias, contando a partir do
sepultamento, é realizado um ritual para afastá-la.
Como a reencarnação faz
parte da crença vodu, seus praticantes acreditam que a
petit bon ange se transforma em algum objeto ou animal,
geralmente uma grande serpente. Após a transformação, se
aos rituais de sacrifícios e cerimônias, sob a
responsabilidade dos parentes, forem negligenciados, a
vingança da petit bon ange se volta contra eles.
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Aos interessados em saber
mais sobre vodu e crenças ocultas, segue uma relação de
obras interessantes e alguns sites:
Dicionário de religiões,
crenças e ocultismo, de Nichols & Mather, Editora Vida,
2000.
O império das seitas, de Walter Martin, Editora Betânia,
1993.
Entendendo o oculto, de Mcdowell & Stewart, Editora
Candeia, 1996.
Os fatos sobre os espíritos guias, de Ankerberg & Weldon,
Chamada da Meia-Noite, 1996.
www.icp.com.br – Instituto Cristão de Pesquisas
www.cacp.com.br - Centro Apologético Cristão de Pesquisas.
Interação On-line
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