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ORAÇÃO ESTRATÉGICA

O que Jesus tem a dizer a seus seguidores acerca da guerra espiritual em nível estratégicos? Algumas de suas instruções mais diretas a esse respeito não se acham no evangelhos, mas no livro de Apocalipse. As setes diferentes igrejas receberam sete diferentes mensagens. No entanto, elas têm algumas coisas em comum. Por exemplo, cada carta começa com algumas frases descrita sobre o Autor Jesus Cristo. Cada carta afirma que o seu conteúdo é aquilo " que o Espirito diz às igreja. " E o mais importante para nós, aqui, é que só é usando um verbo de comando em cada uma dessas sete cartas: vence.

Mas que significa " vencer "? Visto que esse parece ser um item essencial na agenda de Jesus para Igreja em avanço, devemos fazer um estudo no sentido dessa palavra. O termo grego para "vencer" é nikáo, raiz do comum nome grego Nicolau, Significa "conquistar", e é um termo proeminente nas atividades guerreiras. Quando Jesus nos diz para vencer, Ele nos chama para uma guerra espiritual. O Dictionary of New Testament Theology diz que, no Novo Testamento, nikáo " quase sempre pressupõe o conflito entre Deus ou Cristo e os poderes demoníacos opositores." Outras proporções do Novo Testamento registraram o uso que Jesus fez dessa palavra somente em duas outras ocasiões. Uma delas fica em João 16.33, onde Jesus assevera: "Eu venci o mundo." Essa é uma passagem tremendamente reassegurada, pois faz-nos lembrar que a guerra terminou e já foi determinado quem é o vencedor e quem é o vencido. Não é nossa tarefa vencer a guerra ; Jesus a venceu sobre a cruz. A nós cabe apenas a operação de limpeza. Mesmo assim, Jesus espera que sejamos vencedores.

VENCECENDO O VALENTE

A outra vez em que Jesus usou a palavra grega nikáo foi em uma de suas referências a como tratar com o "valente," ou seja, uma força demoníaca opositora. No evangelho de Lucas, Ele falou em vencer (nikáo) o valente, de tal modo que sua residência possa ser invadida e os seus bens despojados. Não somente essa é uma significativa passagem de guerra espiritual, mas também pode ser aplicada a uma atividade demoníaca de muitos níveis. O incidente começa com uma guerra espiritual em baixo nível, quando Jesus expeliu um demônio de um mudo(ver Lucas.11.14). Mas em seguida Jesus prosseguiu, a fim de falar sobre o reino de satanás(ver. Lucas11.18) e então de uma casa (ver Lucas11.21), a de Belzebu, um elevado príncipe de demônios, que perde em hierarquia somente para o próprio satanás. Podemos ver isso como uma escalação do escopo de Jesus em Sua atividade de conquistar e vencer.

Nas passagem paralelas do valente, em Mateus e em Marcos, Jesus não usou o termo " vencer," mas sim, "amarrar"(ver. Mateus12.29 e Maecos3.27). Trata-se da mesma palavra usada em Mateus 16.19, onde Jesus disse:" O que ligares na terra, terá sido ligado no céus." Isso posto, estamos justificados em usar intercambiavelmente os termos "vencer," "conquistar" ou "ligar" (ou o sinônimo deste, "amarrar"), quando descrevemos a nossa atividades ao iniciar ofensiva contra o inimigo, na guerra espiritual.

DIANA DOS EFÉSIOS

Poder-se-ia argumentar que o choque de poder de Paulo com o adivinho Bar-jesus ou Elimas, na ilha de Chipre, envolveu um espirito territorial. Mas o espirito não foi chamado por nome, no texto nada há de específico que nos foce a tal conclusão ou que a negue(ver Atos13.6-12). Tal foi também a situação, quando Paulo expeliu o espirito de adivinhação da jovem escrava, em Filipos(verAtos16.16-24). Suspeito fortemente que esse também foi um espirito territorial, posto que sem prova conclusiva. A historia do ministério de Paulo em Éfeso é diferentes. Pois temos nela o nome do espirito controlador, Diana (seu nome romano) ou Átermis (seu nome grego) dos Efésios. Clinton E. Arnold, da Escola Teológica Talbot, é um erudito do Novo Testamento que se especializou no livros a Efésios, ajudando-nos a ver as implicações de guerra espiritual nessa epístola. Lamenta ele: "Poucos estudiosos do novo testamento têm-se referido ao culto a Átermis como algo relevante ao pano de fundo da epístola aos Efésios, e muito menos como relevante ao ensino sobre os ‘poderes ‘ hostis." Ele sente que tentar entender os principados e as potestades em Éfeso, a parte do culto a Diana, é um erro.

Uma razão que me faz concordar com Arnold é que os líderes da cidade de Éfeso ficaram tão perturbados, ante o ministério do apóstolo Paulo, que temeram que o templo da deusa Diana seria desprezado e sua magnificência fosse destruída (At 19.27). eles jactaram-se que "toda a Ásia e o mundo" adoravam-na (v. 27e 35). A pesquisa histórica feita por Clinton Arnold confirma que Diana era adorada em Colossos, Laodicéia, Hierápolis e por toda a Ásia Menor. O poder de Diana era tremendo. Escreveu Arnold: "Uma característica indisputável da Diana dos Efésios era o poder cósmico inigualável que lhe era atribuído." Disse ele que por causa de seus poderes supra-naturais "ela podia interceder entre os seus seguidores e a sorte cruel que os perseguia como uma praga." Ela usava os signos do zodíaco em volta do pescoço e "era possuidora de uma autoridade e poder superiores ao destino astrólogo".

O historiador de Yale, Ramsay MacMullen concebe muito da cristianização do império romano como um choque de poder entre o cristianismo e as forças demoníacas naqueles residentes. Ele contou a história de um desses choques de poder que envolveu Diana, extraído do livro Atos de João. Supostamente, o apóstolo João, diferente de Paulo, foi ao próprio templo de Diana desfechar a guerra espiritual em nível estratégico. De acordo com aquele livro ele teria feito a seguinte oração de guerra: "Ó Deus... diante de quem fogem todo ídolo e todo demônio e potestade imunda, permite agora que o demônio que está aqui seja posto em fuga, em Teu nome." E, conforme a narrativa continua, naquele momento o altar de Diana partiu-se em pedaço, e metade do templo ruiu! Novamente a história indica que isso exerceu um efeito direto sobre a evangelização. O livro de Atos de João registra que, depois desse choque de poder liderado por João, os efésios disseram: "Queremos converter-nos, agora que vimos tuas obras maravilhosas". O estudo feito por Clinton Arnold também indica que "o influxo e a expansão do cristianismo eventualmente decretou a morte do culto a Diana dos Efésios".

     
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