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A
China é o terceiro maior país do mundo e possui a maior
população do planeta. Além disso, as maiores altitudes do
globo encontram-se em seu território. A maior parte da
população chinesa vive na região leste, concentrada
principalmente em 42 grandes cidades, todas com mais de um
milhão de habitantes.
Os chineses se comunicam em mais de 600 dialetos e se
dividem em quase 200 grupos étnicos, dos quais 55 são
oficialmente reconhecidos. Cerca de um quarto da população
é analfabeta. Embora a China seja uma das economias que
mais crescem no mundo, a maioria das pessoas é pobre e a
renda per capita anual é inferior a US$ 500.
A história da China remonta a 22 séculos antes de Cristo e
o povo chinês orgulha-se de pertencer a uma das mais
antigas civilizações do mundo. O nome China surgiu
na dinastia Qin (221-206 a.C), quando Qin Shi Huang era
imperador, e significa "Reino do Meio", pois os antigos
chineses se consideravam o centro do mundo. Uma sucessão
de dinastias governou o país até 1911, quando o médico Sun
Yat-sen derruba a dinastia que detinha o poder e é
proclamado presidente. Nos anos 20, Chiang Kai-shek, do
Partido Nacionalista (Kuomintang), chega ao poder. No
entanto, o Partido Comunista, fundado em 1921, entra em
luta contra o partido de Chiang pelo controle do país. Por
um breve período, as duas facções promovem uma aliança
para combater a invasão japonesa, mas retomam o conflito
após a rendição do Japão na II Guerra Mundial. Mao
Tsé-tung e os comunistas alcançam a vitória em 1949,
enquanto o Partido Nacionalista, de Chiang, batia em
retirada para Taiwan. Ambos os partidos, porém, ainda
reclamam a soberania sobre toda a China.
Embora oficialmente a China tenha um governo comunista, na
prática ela é governada por homens e não por sistemas ou
leis. Aqueles no poder anseiam por estabilidade acima de
tudo e esmagam impiedosamente qualquer um que julguem ser
uma ameaça. Talvez isto explique porque a igreja é alvo de
implacável perseguição em áreas onde cresce rapidamente,
enquanto sofre apenas um controle moderado em outras
regiões. O Partido Comunista mudou de forma significativa
desde os dias de Mao. Durante a gestão do último líder,
Deng Xiaoping, as portas da China se abriram novamente
para o resto do mundo e o comércio exterior com países
ocidentais tem sido encorajado. Hoje, as ideologias
comunistas permanecem firmes em suas raízes, porém
economicamente o capitalismo é a ordem do dia.
Mais de 60% dos chineses professam não ter nenhuma
religião. As religiões locais e o budismo perfazem quase
30% da população, enquanto os cristãos são estimados em
cerca de 6%. A igreja chinesa é uma das que crescem mais
rapidamente no mundo. Teoricamente, os cristãos chineses
têm o direito à liberdade religiosa, mas o espaço para
evangelização é limitado. Apenas pessoas com mais de
dezoito anos podem ser evangelizadas e todas as igrejas
devem ser registradas. Os cristãos não podem se reunir em
centros de culto não registrados e tampouco evangelizar
fora dos templos.
A Igreja
O cristianismo chegou à China por intermédio de
missionários procedentes do Oriente Médio em 635 d.C. O
número de cristãos hoje é estimado em cerca de 70 milhões
de pessoas. A vida da igreja é marcada por um paradoxo:
embora seja rica, vibrante, permeada de renovação e cresça
em ritmo acelerado, ao mesmo tempo é perseguida e
extremamente carente de recursos e treinamento. Estima-se
que 50 milhões de cristãos chineses ainda esperam por sua
primeira Bíblia e, sem a posse de sua própria cópia das
Escrituras, muitos são presas fáceis de heresias e falsos
ensinamentos. Não falta entusiasmo aos evangelistas, mas a
maioria é mal treinada e pouco equipada. Além disso, há
conflitos entre os líderes cristãos. Acredita-se que
atualmente a pior tentação enfrentada pela igreja chinesa
seja o materialismo, particularmente dentro do contexto da
explosão econômica do país.
A
Perseguição
O objetivo principal do governo é manter a estabilidade e
o poder. Esta é a principal motivação que está por trás do
controle populacional, da reforma econômica e da política
religiosa chinesa, que consiste em domínio e opressão. O
Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), também
conhecido como Igreja dos Três Poderes, é a igreja
oficial, controlada de perto pelo Partido Comunista. As
igrejas locais não registradas recebem ataques esporádicos
do governo. A perseguição depende principalmente do grau
de perigo que o governo enxerga em cada grupo religioso.
Alguns observadores acreditam que o maior temor do governo
chinês é que os religiosos e ativistas democráticos se
unam aos desempregados, cujo número cresce a cada dia. Os
cristãos não são os únicos a serem perseguidos. Em alguns
casos, muçulmanos e budistas têm recebido o mesmo
tratamento rigoroso dado aos cristãos e é comum que muitas
seitas ou grupos religiosos de menor expressão sejam
extintos. A perseguição ao cristianismo abrange desde
multas e confisco de Bíblias até a destruição de edifícios
de igrejas. Evangelistas são detidos, interrogados,
aprisionados e torturados, o que resulta em morte em
alguns casos. Além da perseguição governamental, as
tentativas de evangelizar muçulmanos no extremo noroeste
do território chinês têm enfrentado resistência e alguns
ataques. Os budistas localizados na antiga região do Tibet
são bastante organizados em sua oposição ao cristianismo.
No fim de 1998, Ah King, líder feminina de uma igreja no
noroeste da China, havia acabado de expor a sua mensagem
para a congregação quando oficiais do Departamento de
Segurança Pública a levaram e a jogaram em uma cela
gelada. Seu interrogador, Wu Pei Fu, tomado por uma súbita
e injustificada antipatia por ela, começou a espancá-la e
a chutá-la ao invés de utilizar técnicas psicológicas mais
tradicionais e sutis. Ele perguntava aos gritos: "Diga-me
quem são os outros líderes! Quem fornece Bíblias a vocês?"
A recusa de Ah King em responder era seguida de mais
golpes sobre seu corpo.
Enquanto isso, os cristãos permaneciam em oração e Wu, o
interrogador, também passou por momentos difíceis. Ele
interrogou Ah King por 24 horas e esse curto período de
tempo reservou-lhe muitas surpresas desagradáveis.
Primeiro, ele recebeu a notícia de que sua mãe havia
sofrido um grave acidente de carro e estava internada no
hospital. Depois, soube que seu filho estava muito doente,
acometido de uma enfermidade estomacal. Finalmente, quando
chegou à sua casa, discutiu seriamente com a esposa, que
ameaçou abandonar-lhe.
Pela manhã, Wu descarregou toda a sua frustração em Ah
King, espancando-lhe continuamente. Então enviou a
seguinte mensagem à congregação: "Se vocês não pagarem 20
mil iuanes pela libertação de Ah King, eu vou enviá-la a
um campo de trabalho por três anos." A quantia era muita
alta (cerca de US$ 2.500) e a congregação não podia pagar,
já que na região o salário anual médio era inferior à
metade daquele valor. Assim mesmo eles oraram e um contato
em outra cidade concordou em levantar o dinheiro. No
final, Ah King foi libertada.
Ao descobrir que a mãe de seu algoz estava enferma, Ah
King foi diretamente ao hospital vê-la. Ah King encontrou
a mulher deitada na cama, com outro filho cuidando dela, e
começou a testemunhar para os dois. Ela pregou o Evangelho
e mandou chamar outros cristãos que estavam por perto.
Todos se reuniram na cabeceira da cama e oraram. Poucas
horas depois, mãe e filho haviam aceitado a Cristo. Os
cristãos também oraram por Wu Pei Fu e por sua esposa e
filho, o qual foi curado. Wu ficou surpreso com a ousadia
e eficácia dos cristãos, e não colocou nenhuma objeção
quando sua mãe passou a freqüentar a igreja de Ah King, a
quem ele havia tratado de forma tão cruel.
O
Futuro
A perseguição e as restrições religiosas têm sido
ineficientes para conter a igreja chinesa, conseguindo
apenas diminuir ligeiramente seu crescimento. Acredita-se
que em 2050 a igreja chinesa somará mais de cem milhões de
membros, podendo se tornar uma das maiores forças de
evangelismo no mundo caso haja uma maior abertura. Quando
as dificuldades para viajar diminuírem o suficiente ara
que os chineses se aventurem livremente no exterior, a
igreja chinesa poderá ser uma das maiores bases de envio
de missionários de todos os tempos.
Motivos de Oração
1. A igreja chinesa está enfrentando dores crescentes.
Louve a Deus pelo assombroso crescimento da igreja. Ore
para que a perseguição seja atenuada, para que materiais
de treinamento sejam desenvolvidos e para que as Bíblias
tornem-se cada vez mais acessíveis, impedindo assim o
avanço de heresias.
2. Os líderes cristãos chineses sofrem muito pelo
Evangelho. Ore pelos milhares de evangelistas e
pastores chineses que enfrentam noites de insônia,
separação de suas famílias, reuniões secretas e risco de
prisão a fim de pastorear seus rebanhos. Muitos têm
treinamento insuficiente e poucos recursos, mas ainda
assim viajam constantemente para compartilhar o que sabem.
3. O crescimento econômico chinês é visto como um
grande desafio para a igreja. Os cristãos chineses
julgam que a perseguição é uma bênção. A principal
preocupação dos pastores é o efeito que o materialismo
decorrente da crescente economia chinesa pode provocar nos
membros da igreja.
4. Muitos pastores têm sido enviados a campos de
trabalho. A comida é ruim e o trabalho é muito pesado,
porém muitos têm sido capazes de pregar e formar igrejas
dentro dos campos. Alguns o fazem de forma tão eficiente
que têm sido confinados na solitária para evitar que
preguem o Evangelho.
5. A igreja sofre com a grande falta de unidade.
Muitos líderes das igrejas registradas e das não
registradas têm medo e desconfiança entre si. Alguns
acusam o Movimento Patriótico das Três Autonomias de
traição, enquanto seus líderes acreditam que as igrejas
não registradas estão em pecado por agir contra o governo.
Ore para que estas divisões entre os líderes sejam
eliminadas e haja reconciliação entre eles.
6. A China sofre com a falta de Bíblias. Esta é uma
das maiores necessidades da igreja chinesa. Embora haja
dezenas de milhões de cristãos na China, poucos possuem
sua própria Bíblia. Alguns nunca viram uma. O resultado
pode ser uma heresia inconsciente. Ore para que mais
exemplares da Bíblia sejam entregues aos cristãos
chineses.
7. A China também sofre com a falta de recursos para a
evangelização. Louve a Deus pelas muitas ferramentas
de evangelismo que são levadas ao país todos os anos.
Materiais impressos e vídeos resultam em inúmeros novos
convertidos por cópia distribuída. Ore para que a
quantidade de materiais levados ao país aumente
 
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