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TRANSPLANTES 

Os transplantes cardíacos começaram a ser realizados em dezembro de 1967 e, depois de uma fase de insucessos, progrediram muito, graças à melhoria do controle da rejeição. Só em 1994, foram realizados cerca de 2.500 transplantes em todo o mundo, 80% dos quais nos Estados Unidos.

A técnica para desse tipo de intervenção não chega a ser das mais complicadas. O maior problema ainda é o doador. Por isso, cerca de 20% dos pacientes não sobrevivem à espera; a média de tempo de espera [e de 202 dias. Além disso, é uma cirurgia muito cara, custando entre 100 e 150 mil dólares, o que significa uma dificuldade para países com recursos escassos na área da saúde, como o Brasil.

Pacientes com doença do músculo cardíaco (cardiomiopatia) são os mais indicados para receber transplantes, constituindo 80 a 90% dos casos. A cardiomiopatia é uma doença que pode ser de origem isquêmica (doença coronariana) ou não ter causa aparente (causa idiopática). O coração perde a força de contração, e as chance que o paciente tem de sobrevive um ano se não receber um coração novo não passam de 50%.

Uma avaliação muito criteriosa definirá o receptor mais adequado para cada órgão doado. Constituem fatores para um possível insucesso, ou mesmo contra-indicações, idade inferior a cinco anos ou superior a 65, função renal ou hepática alteradas, doença vascular cerebral e/ou periférica severa, obesidade severa, amiloidose, osteoporose severa, úlcera péptica ativa, câncer, lúpus sistêmico, instabilidade psicossocial, diverticulite ou diverticulose ativas, doador e receptor que não sejam do grupo sangüíneo. O tempo de isquemia do doador superior a quatro horas e idade avançada do doador.

A mortalidade no transplante é inferior a 5% na fase hospitalar; após um ano, 80 a 90% dos operados continuam vivos e após cinco anos, 60 a 70% deles. Entre os que sobrevivem após um ano, mais de 85% voltam ao trabalho ou teriam capacidade para isso. O sobrevivente mais antigo foi operado em um dos primeiros serviços de transplante do mundo, o da Universidade Stanford, nos Estados Unidos: ele vive com um coração transplantado desde 1977 (há 18 anos).

Infecção pós-operatória e rejeição continuam sendo as causas primárias de mortalidade no transplante, e estão relacionadas à terapia da imunossupressão (medicamentos que bloqueiam a cadeia imunológica). Um ano após a cirurgia, também é comum o aparecimento de uma aterosclerose acelerada, obstruindo as coronárias do coração transplantado.

Para ter sucesso, a operação precisa ser realizada antes que o paciente entre numa fase crítica e enquanto seus outros órgãos ainda funcionam adequadamente. Muitos "transplantados" ficam em condições até mesmo de praticar vários esportes, porém às mulheres recomenda-se não engravidar.

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Este site foi atualizado em 28/06/05

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