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Prolapso da Válvula Mitral

É uma das mais freqüentes anormalidades das válvulas cardíacas, atingindo 5 a 10% da população. Pode se apresentar de várias formas e tem um forte componente hereditário, o que faz com que se manifeste em várias pessoas de uma mesma família. A válvula mitral fica entre o átrio e o ventrículo esquerdo, impedindo que o sangue retorne. O prolapso (deslocamento) acontece quando a válvula fica em um plano mais para dentro da aurícula.

Essa alteração valvular é encontrada em pessoas de todas as idades e em ambos os sexos. Entretanto, é comum em mulheres jovens e saudáveis, sendo detectada em cerca de 6% das que se submetem a um ecocardiograma (ultra-som do coração).

A importância clínica da doença depende do tamanho do prolapso, do seu tipo e da presença ou não de regularização, que vem a ser o refluxo de sangue do ventrículo esquerdo para a aurícula esquerda (sentido inverso ao normal), por falta ou insuficiência do fechamento dos dois folhetos da válvula mitral.

A grande maioria dos portadores desta anomalia é assintomática. Os sintomáticos geralmente queixam-se de palpitações (taquicardia ou outras alterações do ritmo cardíaco) e, menos freqüentemente, de dor no peito semelhante à da angina. A doença coronariana pode coexistir com o prolapso da válvula mitral, porém são doenças absolutamente distintas. Outros sintomas podem aparecer, de acordo com o grau de insuficiência. As alterações do ritmo cardíaco são comuns, porém sem gravidade na maior parte dos casos.

O médico baseia o diagnóstico na história da doença e da família do paciente e no exame físico, detectando pela auscultação os ruídos cardíacos característicos, que depois serão confirmados pelo ecocardiograma. Na maioria dos casos, a doença evolui de modo assintomático e por muitos anos sem alterações clínicas ou laboratoriais; em cerca de 15%, a malformação progride durante 10 a 15 anos sem ser diagnosticada.

O mais importante é que a válvula mitral dos pacientes que têm regurgitação (principalmente os homens) fica mais sujeita a infecções (endocardites) do que as válvulas normais. Esses pacientes precisarão de tratamento com antibióticos específicos quando há alguma possibilidade de liberação de bactérias na sua corrente sangüínea, através de manipulações dentárias ou intervenções sobre o aparelho gastrointestinal ou geniturinário.

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Este site foi atualizado em 28/06/05

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