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CORAÇÃO
E AIDS
A miocardite, ou inflamação do músculo cardíaco, é a
doença cardíaca mais encontrada nos portadores da Aids, manifestando-se em
até 77% deles. Em segundo lugar está a pericardite, ou inflamação do
pericárdio, encontrada em 1/3 dos que morrem. O aumento do ventrículo
esquerdo e/ou direito também é freqüente.
O eletrocardiograma de
repouso e os raios X do tórax podem não ser de grande valia em muitos desses
casos, enquanto o ecocardiograma detecta anormalidades em até 2/3 dos
pacientes. A miocardite pode não apresentar sintomas, o que é muito comum, e
levar à morte rápida, em decorrência de insuficiência cardíaca fulminante.
Arritmias cardíacas graves, sintomáticas ou não, também podem causar morte
súbita.
Parece haver alguma
relação entre o grau de deficiência imunológica e a intensidade do
comprometimento do miocárdio. O coração pode ser atingido de várias
maneiras: pela injúria direita do músculo, por infecções oportunistas, pelo
câncer e pela toxicidade dos medicamentos usados para combater a Aids. Do
ponto de vista do prognóstico, a persistência ou a progressão de disfunções
cardíacas caracteriza um grupo de doentes de alto risco a curto prazo.
Deve-se ter em mente a
possibilidade de que o coração seja atingido na Aids; portanto, avaliações
cuidadosas podem descobrir dados que levem o tratamento a correções de rumo. |