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ÁLCOOL
Estima-se
que 2/3 da população mundial consomem bebida alcoólica e que 10%, são
alcoólatras. Pode-se então imaginar o que isso significa para a sociedade em
termos de produtividade, acidentes, crimes, doenças mentais e físicas, e
ruptura da vida familiar 0 álcool é encontrado no sangue cinco minutos após
ingerido e chega à sua concentração máxima após hora e meia a duas horas.
Nos grandes bebedores, isso acontece ainda mais depressa e de modo mais
intenso. Através do sangue, o álcool penetra em vários órgãos, e é
encontrado no líquido da espinha, na urina e na respiração. A água facilita
sua absorção pelo organismo, o leite e as comidas gordurosas a impedem.
Beber moderadamente pode provocar uma leve euforia, mas a continuação leva a
movimentos mais lerdos e reflexos diminuídos, tini estado que progride da
perda da coordenação para a ataxia (reações tentas), o estupor alcoólico
(pessoa fica imóvel, não esboça reações) até a profunda anestesia. Em
maiores quantidades pode produzir a morte. Mesmo em quantidades moderadas,
porém, o álcool contribui para a elevação (Ia pressão arterial e da
freqüência cardíaca. Para um sistema cardiocirculatório já com problemas,
isso pode significar uma série de efeitos prejudiciais.
Vários
tipos de insuficiência cardíaca aparecem associados ao uso abusivo de
álcool. Existe ate mesmo uma síndrome aguda, chamada de "coração em festa",
que é uma arritmia ocasionada pela ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.
Urna doença do músculo cardíaco chamada iniocardiopatia alcoólica, leva ao
enfraquecimento do coração, que perde a capacidade de se contrair. As
estatísticas comprovam que o infarto agudo do miocárdio as arritmias
cardíacas e muitos casos de morte súbita estão diretamente relacionados à
quantidade de álcool consumida. Naturalmente, que está mais exposto a esses
riscos é quem bebe muito há muito tempo. Entretanto, a pressão arterial alta
causada pelo álcool é facilmente reversível quando o doente pára de beber.
Algumas
pesquisas mostram que pequenas quantidades de álcool podem ter um efeito
positivo em relação à doença coronariana pela elevação do HDL colesterol, o
colesterol “bom"”. Ainda assim, o consumo de bebidas alcoólicas em qualquer
quantidade é desaconselhável como terapêutica, porque não faz os mesmos
efeitos em todos, e o que seria bom para um pode ser prejudicial para outro.
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Durante a
gravidez, principalmente no primeiro trimestre, a ingestão de bebidas
alcoólicas é totalmente indesejável, porque pode determinar malformações
congênitas no bebê, inclusive má formações do coração |