HISTÓRIA

 

    Há documentos que comprovam a realização de ostomias, pôr Proxógoras de Kos (350 a.C), em casos de traumatismos intestinais com instrumentos incandescentes, principalmente, em casos de hérnias encarceradas, atresia anorretal e ileal, criando-se fístulas que não ocasionam grandes transtornos metabólicos.

    Posteriormente, Palfyn (1726), sabendo da tendência do peritônio em formar aderências, fez aproximação peritônio/intestino lesionado (fístula), cessando o processo infeccioso pela cicatrização espontânea.

    Foi em 1710, com Lithrë, que surgiu a sistematização para realizar uma colostomia. O paciente, antes portador de carcinoma obstrutivo, sobreviveu à cirurgia, mas faleceu 28 dias depois por retenção de mercúrio (utilizado no pré-operatório como laxante), sendo, cecostomia inguinal transperitoneal a técnica utilizada.

    A primeira colostomia inguinal esquerda foi realizada em 1793 por Duret, num paciente com ânus imperfurado.

    Em 1893, Amussat baseando-se nos estudos do anatomista Callisen (1798 – 1817), realizou colostomia lombar extraperitoneal, porém, tinha grandes chances de prolapsar – era muito sensível à pressão e desconfortável, devido à localização, não podia ser limpa pelo próprio paciente.

    A forma moderna de ostomia lateral surgiu em 1888, com Carel Maydl prolapsando uma alça intestinal sobre um cilindro. Em países anglo-saxões, considera-se o método de Allinghan (1887) como a primeira colostomia lateral.

    Até 1879, constatavam-se 262 colostomias (165 pela técnica de Amussat e 84 por Lithré). A mortalidade era em torno de 40%, devido a peritonites causadas por obstrução prolongada pré cirúrgica que levavam à paralisia, caquexia e não pela abertura do peritônio durante o ato cirúrgico, como pensava-se antes.

    Observa-se que houve evolução na técnica inicial de ostomia, ocorrendo mudanças significativas, principalmente na tentativa de se reduzir na serosite risco de estenose e infecção. Chegando-se em 1952, através dos trabalhos de Bryan Brooke, à técnica de inversão e maturação ainda utilizada.

    Desconhece no Brasil o número de pessoas portadoras de ostomias, como também as implicações que interferem nas necessidades humanas básicas afetadas, levando à insegurança, fragilidade física e sobretudo psicológica. Faz-se necessário, portanto, uma assistência de enfermagem holística, que seja capaz de identificar as necessidades físicas, psíquicas, sociais e espirituais desse paciente, colaborando com sua reabilitação e reintegração familiar e social.

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