CINEMA

embora esta secao certamente venha a se enriquecer com colaboracoes de terceiros, vou logo avisando que eu, particularmente, sou adepto do cinema como diversao. quer cultura? va ler um livro


a historia da musica no cinema

john hurt, por paulo w

cinema sherlockiano

quadrinhos, cinema e teatro

cinema e literatura, links para filmes baseados em livros

 

 


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A Historia da musica no cinema
A necessidade da música no cinema é tão grande, que nem o cinema mudo conseguiu ser totalmente mudo. Já na primeira exibição, em 1895, houve algum tipo de acompanhamento musical, e o passar do tempo encarregou-se de demonstrar que sua função não era apenas abafar o barulho do projetor. São muito poucos - Limite de Segurança (Fail Safe, 1964), registre-se, é uma dessas raríssimas exceções - os filmes que não recorrem à música incidental, e não é difícil entender porquê. Tente imaginar, por exemplo, E o Vento Levou, Psicose ou ET sem o acompanhamento de Max Steiner, Bernard Herrmann e John Williams, e comprove o que faz a cena final de Scarlet O' Hara inesquecível, a fuga de Marion Crane angustiante, e a despedida do alienígena comovente.

O músico é um parceiro fundamental na realização de um filme. Além de sublinhar o conteúdo emocional da história, a trilha é um instrumento narrativo valioso, articulando estados psicológicos e até mesmo substituindo personagens, como em Tubarão, no qual a presença da fera é várias vezes indicada apenas através do famoso tema de John Williams. Não é por acaso, portanto, que alguns dos maiores cineastas do mundo estabeleceram relações duradouras com determinados compositores (Hitchcock e Herrmann, Fellini e Nino Rota, Truffaut e Georges Delerue, Spielberg e Williams).

Como foi dito, a necessidade de acompanhamento musical ficou evidente desde o início do cinema. Não era difícil perceber que a relação entre espectador e tela era fria, carente de real envolvimento. Faltava algo para despertar ou intensificar a emoção do público, e a resposta não podia ser mais simples; a música. Nenhuma outra forma de arte é tão eficiente e rápida quando se quer mexer com os sentimentos de alguém, com a vantagem adicional de ser uma linguagem universal.

Inicialmente, a música era tocada ao vivo, por um pianista ou uma orquestra, dependendo da situação financeira do exibidor. E o que eles tocavam? Música clássica, principalmente, sendo que existiam até livros que catalogavam peças eruditas de acordo com o tipo de atmosfera ou emoção a que remetiam. Mas desde 1908, quando Camille Saint Saens foi requisitado para musicar O Assassinato do Duque de Guise, existem acompanhamentos originais.

Em 1926, a música deixou de ser tocada ao vivo. Foi o ano que surgiu uma tecnologia chamada Vitaphone, patrocinada pelos irmãos Warner. Era um aparelho que incluía um projetor e um toca discos, este funcionando em sincronia ao filme. A primeira demonstração foi Don Juan, com música original de William Axt e David Mendoza, mas o marco do sistema (e do cinema sonoro) é considerado O Cantor de Jazz (1927), no qual é possível, pela primeira vez, ouvir alguém falar e cantar (o entertainer Al Jolson). Logo, porém, o Vitaphone foi substituído pelo Movietone, da Fox, que possibilitava que diálogos, sons e música fossem registrados no próprio celulóide, paralelamente às imagens. É daí que vem o termo trilha sonora.

Curiosamente, houve, no início, desconfiança quanto a trilha musical. Se por um lado, o público aceitava que um pianista ou um grupo de músicos fornecessem ao vivo o suporte musical, achava estranho que alguém pudesse caminhar pelo deserto ao som de uma orquestra invisível. Assim, nos primeiros anos do cinema sonoro, para o público não ficar se perguntando da onde estava vindo a música, os filmes, sempre que possível, deixavam à mostra um rádio, uma vitrola ou qualquer outra fonte musical.

Como vimos, era música clássica que geralmente acompanhava os filmes desde o início. É o caso, por exemplo, de Drácula (1931) que utiliza Tchaikovsky, e do brasileiro Limite (1930), que utiliza Erik Satie, entre outros. Mas percebeu-se, gradualmente, que melodias familiares podiam ser prejudiciais ao filme, pois chamavam demais atenção para si. Assim, como no caso de Saint Saens, outros compositores foram importados da sala de concerto nos anos 20 e 30 para criarem trilhas originais: Arthur Honneger (Napoleon, 1927), Shostakovich (New Babylon, 1929), Arthur Bliss (Things to Come, 1936), Prokofiev (Alexander Nevsky, 1936), Villa-Lobos (O Descobrimento do Brasil, 1937) ...

Muitos filmes posteriores (Desencanto, Deus e o Diabo na Terra do Sol, 2001-Uma Odisséia no Espaço) continuaram recorrendo a obras clássicas - o cinema, por sinal, é um ótimo veiculo para educação musical - e outros compositores eruditos (Aaron Copland, Philip Glass, Cláudio Santoro ...) também incursionaram pelo cinema. Mas, a partir de meados dos anos 30, as trilhas originais começaram a prevalecer. E, em sua grande maioria, não eram escritas por esses nomes badalados da chamada música "séria". Eram criações de um novo tipo de artista, o compositor de cinema, talvez a mais exigente atividade musical; é preciso grande versatilidade (para lidar com estilos variados de trilhas e filmes), precisão (a música deve ajustar-se ao tempo exato da ação) e, em Hollywood, uma produção industrial.

Por falar em Hollywood, foi lá que desembarcou no Natal de 1929, aquele que pode ser considerado o primeiro compositor de cinema: um austríaco de 41 anos chamado Max(imilian) Steiner, um dos vários imigrantes europeus que brilharam na música do cinema americano dos anos 30 e 40.

Steiner estava nos Estados Unidos desde 1914. Na Broadway, ele deu continuidade a carreira de maestro que começara ainda adolescente na Europa. Contratado pelo estúdio RKO para orquestrar o musical Rio Rita, Steiner acabou transformando-se num fantástico compositor de trilhas. Sua primeira chance na função foi o faroeste épico Cimarron (1931), mas começou a demonstrar realmente seu potencial no drama médico Sinfonia dos Seis Milhões (1932). No entanto, a primeira trilha de Steiner a causar grande repercussão foi King Kong (1933), filme geralmente considerado como o marco inicial da história das trilhas. E por que? Porque nunca o impacto de um filme havia estado tão relacionado a sua música instrumental original. A trilha de Steiner, misteriosa, ameaçadora e, no desfecho, grandiosa e sentimental, transformou uma história potencialmente risível - como previam os próprios realizadores - numa aventura de fantasia fascinante e memorável.

Steiner foi o primeiro músico a criar regularmente para o cinema (alguns dos inúmeros filmes que musicou para a RKO só tinham música de abertura e encerramento) e nessa posição, acabou estabelecendo métodos e estilo que prevaleceram por muito tempo. Entre outras características, ele criava um tema para cada personagem, técnica introduzida nas óperas de Wagner, e compunha numa linguagem melodiosa e ricamente orquestrada, herdada dos românticos europeus da segunda metade do século XIX, mas também dos mestres do teatro musical americano, como Victor Herbert, cujas raízes estão na opereta européia, Jerome Kern, Richard Rodgers e George Gershwin. É por isso que Miklos Rozsa, outro gigante das trilhas, descreveu a música de cinema hollywwodiana como uma mistura de Broadway com Rachmaninov.

A escolha por essa linguagem musical deve-se a diversos fatores, como a acessibilidade de sua estrutura melódica e harmônica, sua adequação à temática quase sempre escapista da época e, principalmente, do background dos homens que a estabeleceram: Steiner e Alfred Newman, que eram regentes na Broadway, e Erich Korngold que, embora fosse compositor erudito, não tinha afinidade com a música orquestral moderna.

Quando Steiner e Korngold tornaram-se, em 1936, colegas no departamento musical da Warner Bros. - a Hollywood dos anos 30 e 40 é caracterizada principalmente pelo sistema de estúdios - a música de cinema começou a viver seus dias mais gloriosos, com trabalhos esplêndidos como A Carga da Brigada Ligeira (Steiner, 1936), As Aventuras de Robin Hood (Korngold, 1938), Vitória Amarga (Steiner, 1939), O Gavião do Mar (Korngold, 1940), A Estranha Passageira (Steiner, 1942) e Em Cada Coração um Pecado (Korngold, 1942). Curiosamente, foi para o produtor independente David Selznick - em parceria com a MGM - que Steiner escreveria sua trilha mais famosa, a belíssima E o Vento Levou (1939).

Outros grandes compositores do cinema americano surgidos nessa época incluem: o já citado Miklos Rozsa, nascido na Hungria, o alemão Franz Waxman, o russo Dimitri Tiomkin, o polonês Bronislau Kaper, e os americanos Bernard Herrmann, Victor Young, Hugo Friedhofer (da celebrada Os Melhores Anos de Nossas Vidas) e David Raksin, autor da trilha de Laura, popularizada em forma de canção, o que também aconteceu com os temas de A Estranha Passageira ("It Can't Be Wrong", Steiner e Kim Gannon) e O Solar das Almas Perdidas ("Stella By Starlight", Young e Ned Washington), entre outros.

No entanto, Steiner, Newman e seus colegas não contavam com a admiração da maioria dos críticos da época, para os quais a música de cinema não era nada mais do que um pastiche dos clássicos. Korngold, por exemplo, que na infância chegou a ser comparado a Mozart, perdeu grande parte de seu prestígio depois que passou a compor regularmente para filmes. O público, por outro lado, entupia as caixas postais dos estúdios com pedidos de gravações de determinados temas. Alguns faziam questão de registrar que iam ver o mesmo filme até cinco vezes, para poder ouvir a música novamente.

Mas, apesar dessa demanda, discos com trilhas instrumentais demoraram a aparecer - o primeiro álbum com música de algum fillme foi o de Branca de Neve e os Sete Anões (1937), contendo as canções de Frank Churchill e Larry Morey. As coisas começaram a mudar com o lançamento do disco com a música de The Jungle Book (1942), composta por Miklos Rozsa. À maneira de "Pedro e o Lobo", de Prokofiev, também havia narração, feita pelo menino Sabu, astro do filme. Seguiram-se álbuns com regravações da trilha de Por Quem os Sinos Dobram (1943, Victor Young), A Canção de Bernadette (1943, Alfred Newman), Quando Fala o Coração (1945, Rozsa) e Duelo ao Sol (1946, Dimitri Tiomkin), entre outros. Mas a primeira vez que a versão do filme foi ouvida em disco aconteceu em 1949, com A Sedutora Madame Bovary, também de Rozsa.

Nos anos 30 e 40, os filmes europeus também inspiraram ótimas trilhas, como A Grande Ilusão (França, 1937), de Joseph Kosma, mais conhecido pela canção Les Feuilles Mortes/Autumm Leaves, Luar Perigoso (Inglaterra, 1941), de Richard Addinsell, que lançou o famoso "Concerto de Varsóvia", A Bela e a Fera (França, 1945), de Georges Auric, Odd Man Out (Inglaterra, 1947), de William Alwyn, While I Live (Inglaterra, 1947), de Charles Williams e cujo tema ficou popular, Ladrões de Bicicleta (Itália, 1948), de Alessandro Cicognini, parceiro de Vittorio de Sica em outros clássicos do neorealismo italiano, e O Terceiro Homem (Inglaterra, 1949), de Anton Karas. No Brasil, o período foi, de modo geral, ingrato para a música incidental. Foi a época áurea dos musicais carnavalescos da Cinédia e da Atlântida, nos quais a canção importava mais do que a trilha instrumental. Mas logo os filmes dramáticos ganhariam mais espaço no país, revelando compositores como Enrico Simonetti (Floradas na Serra, 1954), Gabriel Migliori (O Pagador de Promessas, 1962), Remo Usai (Assalto ao Trem Pagador, 1962).

Como vimos, até mesmo americanos como Alfred Newman escreviam música européia "clássica", mas isso começaria a mudar em 1951, com o lançamento de Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire), com trilha de Alex North, compositor proveniente do teatro. Era a primeira vez que o jazz incorporava-se à música incidental (não diegética) de um filme de Hollywood. O exemplo foi seguido por Elmer Bernstein em O Homem do Braço de Ouro (The Man With the Golden Arm, 1955), e abriu caminho para compositores de formação jazzística como Quincy Jones e Lalo Schifrin.

A americanização das trilhas não foi a única mudança que os anos 50 trouxeram. Em 1955, o romantismo musical levou dois golpes duríssimos: Leonard Rosenman, que havia sido aluno de Schoenberg, utilizou técnicas composicionais modernas (atonalismo, dissonância) em Vidas Amargas (East of Eden), e Bill Haley introduziu o rock'n roll em The Blackboard Jungle.

Não é difícil entender o que aconteceu com a música de cinema nos anos 50. Além do mundo ter perdido a inocência depois da Segunda Guerra, o cinema começou a enfrentar a difícil concorrência da televisão. Para enfrentá-la, investiu em tecnologias espetaculares (cinemascope, cinerama, terceira dimensão) e tópicos que a telinha ainda não poderia levar aos lares americanos, como virgindade, drogas e delinquência juvenil. Também não se pode esquecer que a caça aos comunistas na indústria do entretenimento teve impacto no conteúdo dos filmes.

As trilhas apenas refletiram esse novo cenário, que tornava completamente inadequado o estilo opulento, heróico e sentimental do passado. A música também passou a ser utilizada com mais parcimônia e discrição, já que, quanto mais realista o filme, menor a necessidade de suporte musical. Mas é interessante observar que um dos grandes sucessos instrumentais da década foi o tema de Amores Clandestinos (A Summer Place, 1959), composto por Max Steiner, o maior símbolo musical da antiga Hollywood.

No entanto, a tendência mais flagrante na música do cinema americano dos anos 50 foi a consolidação da canção como poderosa ferramenta comercial. Desde o cinema mudo, canções são utilizadas como valioso instrumento promocional, mas nesse período, com o fortalecimento da indústria fonográfica, o recurso assumiu uma proporção nunca vista antes, embora ainda longe do que aconteceu no final dos anos 60 (A Primeira Noite de um Homem, Sem Destino, Perdidos na Noite, Butch Cassidy e Sundance Kid) ou do uso indiscriminado dos dias atuais. Repare a quantidade de filmes dos anos 50 que começam ou terminam com uma canção-título, mesmo que o título não pareça muito apropriado para inspirar uma canção, como é o caso do sucesso "High Noon" (1952, composta por Dimitri Tiomkin e Ned Washington), geralmente creditada como a responsável por desencadear a mania. Mas sejamos justos; a demanda por canções-título nos legou preciosidades como "Three Coins in the Fountain" (Jule Styne e Sammy Cahn), "Love Is a Many-Splendored Thing" (Sammy Fain e Paul Francis Webster), "An Affair to Remember" (Harry Warren e Harold Adamson), e "Days of Wine and Roses" (Henry Mancini e Johnny Mercer). Um dos símbolos da chamada "música ligeira", Mancini também foi importante para transformar estilisticamente as trilhas do cinema americano.

As trilhas instrumentais perderam espaço para as canções, mas não deixaram de revelar outros grandes talentos, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Mas é importante dizer que, em alguns casos, o compositor cumpria às duas funções. John Barry, por exemplo, foi bem-sucedido como autor de trilhas orquestrais e canções, destacando "Goldfinger", da série James Bond, e "Born Free", ganhadora do Oscar. Os anos 60 e 70 também foram marcados por nomes como Jerry Goldsmith, John Williams e Ennio Morricone, que começou a chamar a atenção com trilhas altamente inventivas para faroestes ítalo-americanos do amigo Sérgio Leone. Foi também nesse período, que a música de cinema produziu alguns dos maiores sucessos de sua história, como os temas de Exodus (Ernest Gold), Doutor Jivago (Maurice Jarre), Um Homem, Uma Mulher (Francis Lai), Romeu e Julieta (Nino Rota), Love Story (Lai), Verão de 42 (Michel Legrand) e Rocky, um Lutador (Bill Conti). No Brasil, as trilhas instrumentais começaram a contar com alguns dos maiores expoentes da nossa música popular, como Tom Jobim (A Casa Assassinada, por exemplo) e Francis Hime (Lição de Amor, entre outras), que havia estudado nos Estados Unidos com Raksin e Friedhofer.

Quanto a John Williams, não é apenas um dos maiores talentos que a música de cinema produziu, mas também o grande responsável pelo renascimento da trilha sinfônica, em filmes como Guerra nas Estrelas (1977), cujos temas revelam grande influência de Korngold e do genial compositor inglês Edward Elgar (1857 - 1934). Por falar em Korngold, seu filho George produziu na década de 70 a série Classic Film Scores, discos dedicados aos grandes compositores de Hollywood do passado, sob a regência do aficcionado Charles Gerhardt. Essencial na coleção de qualquer interessado em trilhas, a série foi fundamental para salvar da obscuridade esses artistas geniais e suas criações maravilhosas.

Mas a trilha sinfônica nunca mais voltaria a prevalecer e, pouco tempo depois, o tradicionalismo de Williams convivia com os sintetizadores de Giorgio Moroder (O Expresso da Meia-Noite) e Vangelis (Carruagens de Fogo e Blade Runner). A propósito, a primeira trilha completamente eletrônica foi criada pelo casal Louis e Bebe Barron, para a ficção Forbidden Planet (1956), mas instrumentos eletrônicos como o ondes martenot e o teremin já tinham sido usados anteriormente (A Noiva de Frankenstein, Quando Fala o Coração, O Dia em que a Terra Parou).

Atualmente, o cinema abriga diversas expressões musicais e o perfil dos compositores está mudando, com vários nomes tendo começado na música pop e no rock, como Danny Elfman (Batman). O mais importante, é que continue a inspirar boas composições instrumentais. E continua, como atestam, entre outros filmes, O Príncipe das Marés (James Newton Howard), Lendas da Paixão (James Horner, autor do megasucesso "My Heart Will Go On", de Titanic), Forrest Gump (Alan Silvestri), Adoráveis Mulheres (Thomas Newman, filho de Alfred), Razão e Sensibilidade (Patrick Doyle), Regras da Vida (Rachel Portman, a primeira mulher bem sucedida na história das trilhas instrumentais), Gladiador (Hans Zimmer) e os brasileiros O Guarani (Wagner Tiso), Quem Matou Pixote? (David Tygel), Lavoura Arcaica (Marco Antônio Guimarães) e Abril Despedaçado (Antônio Pinto).

(estou localizando a origem e autoria deste texto para cita-la)


 


JHON HURT, por paulo w

VOCE pode idolatrar um ator mesmo tendo visto uma quantidade desprezivel de seus filmes? mesmo nunca tendo-os revisto? mesmo se isto tiver acontecido antes de ter consolidado sua forma de pensar? pois bem, só vi dois filmes de Hurt fora a pequena ponta em Alien (este, off course, vi varias vezes), ouvi falar de o homem elefante e quanto a O HOMEM QUE NÃO SE VENDEU, que fala de Tomas Moore e ganhou um oscar na decada de 60, Hurt teve participacao, mas era inicio de carreira. fora, evidentemente, Alien, não revi ate hoje nenhum destes filmes, e ainda assim tenho Hurt em alta conta. Minha teoria é a seguinte: mais importante que a acao corporal é a atuacao linguistica e facial do ator, e mais importantes que estas sáo as caracteristicas natas da expressao facial de cada um – TEORIA DA ESTRANHEZA – assim, um ator com uma expressao facial estranha e autentica supera em muito um outro que treine e se esforce mais ainda na sua atuacao. são caracteristicas grafico visuais herdadas que não podem ser facilmente interpretadas e que encontram resposta instintiva segundo preceitos evolutivos inerentes a especie humana. por exemplo: uma mae encontra seu filhote em meio a uma miriade de semelhantes. por isso, atores `feios` merecem sempre mais atencao nos filmes que os plasticamente e inocuamente belos. Posso citar como exemplo os diversos filmes em que Connery não se acanha de comer, mastigar, na cena. Ora, antes de ver qualquer cena destas espectador se arrepiaria da ideia, pois comer e mastigar não remete ao glamour do cinema. um ator que empreste poesia ou mesmo autenticidade a uma cena destes certamente traz consigo uma expressao facial forte. connery, a meu ver, se destaca noutro quesito importante, a qualidade do timbre e da diccao... mas esta é outra historia.

o homem elefante

alien

dois tiras muito esquisitos

1984

frankenstein de roger corman

o homem que não se vendeu, sobre a vida de tomas moore


 


CINEMA SHERLOCKIANO (em edicao, aceitamos colaboracoes)

os primeiros dois filmes que me ocorrem sao o enigma da piramide, excepcional filme da decada de 80 que traz um Holmes ainda em tempos de colegio e nesta versao Watson é seu colega de estudos.

o segundo trata-se de O Ratinho Detetive, de Walt Disney, em que um ratinho Holmes e seu colega Watson moran na Baker Street, mais exatamente embaixo da casa do Holmes original... tambem excelente filme. agradeco se alguem tiver imagens sobres estes dois filmes para me enviar. vamos ampliar esta relacao? mande-me seu conhecimento sobre o assunto, pois na verdade os unicos filmes de Holmes que vi foram dos estudios ingleses da decada de 60 e 50, na infancia, e nao tenho memorias para descrever...


 


QUADRINHOS CINeMA e TeATRO: ARTe SeQUeNCIAL. os closes e vistas panoramicas distintos encontrados nos quadrinhos foram assimilados, dizem, ao cinema. procurar "arte sequencial" de Will Einser e "Como Escrever Historias em Quadrinhos", de Gian Danton. estes conhecimentos sao uteis nao apenas ao cinema e quadrinhos, mas ao teatro e tambem ao design grafico...


 


CINEMA E LITERATURA, FILMES BASEADOS EM LIVROS

agradecemos reportes de sites nao funcionais nesta lista

2001 - Uma Odisséia no Espaço

explica o filme que saiu da história de Arthur C. Clarcke

www.kubrick2001.com


A.I. - Inteligência Artificial

site do filme baseado em conto futurista de Brian Aldiss

www.aimovie.com


Alta Fidelidade

adaptação do livro homônimo de Nick Hornby

http://video.go.com/highfidelity


Amnésia

baseado em conto de Jonathan Nolan, irmão do diretor Christopher Nolan www.otnemem.com


Os Amores de Moll Flanders

a protagonista foi baseada em livro de Daniel Defoe www.mgmua.com/mollflanders


Anna e o Rei

escrito por Margaret Landon em 1944, o livro virou filme em 1946 e 1999 www.annaandtheking.com


Ao Mestre com Carinho

Edward Braithwaite escreveu o livro que se tornou célebre no cinema, com Sidney Poitier

http://tosirwithlove.co.uk


A Um Passo da Eternidade

clássico do cinema adaptado de história de James Jones www.filmsite.org/from.html


Beijos que Matam

policial adaptado de obra de James Patterson

www.kissthegirls.com


Bicho de Sete Cabeças

veio do relato "O Canto dos Malditos", de Austregésilo Carrano www.uol.com.br/bichodesetecabecas


Blade Runner

fã-clube do filme que veio do livro "Do Androids Dream of Electric Sheep?", de Philip K. Dick

www.bladezone.com


Os Bons Companheiros

site de fãs da versão cinematográfica do livro de Nicholas Pileggi www.goodfellasweb.com


O Calhambeque Mágico

clássico infantil de 1968 escrito por Ian Fleming

www.chittychitty.com


Uma Carta de Amor

romance de Nicholas Sparks filmado em 1999

www.message-bottle.com


Chocolate

filme que veio do romance de Joanne Harris

www.miramax2000.com/chocolat


As Cinzas de Ângela

inspirado na autobiografia de Frank McCourt

www.angelasashes.com


Clube da Luta

adaptação do livro de Chuck Palahniuk

www.foxmovies.com/fightclub


O Colecionador de Ossos

thriller adaptado de livro homônimo de Jeff Deaver

www.thebonecollector.com


Dança com Lobos

cenas do filme do livro de Michael Blake

www.ozcraft.com/scifidu/dances.html


O Diário de Bridget Jones

o mundo feminino de acordo com a autora Helen Fielding www.msn.com.br/bridget


Deuses e Monstros

adaptado de "Father of Frankenstein", de Christopher Bram www.godsandmonsters.net


E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?

tem como origem um poema da "Odisséia", de Homero http://studio.go.com/movies/obrother


...E o Vento Levou

site do filme baseado no livro de Margaret Mitchell

www.franklymydear.com


Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado

baseado em livro de Lois Duncan

www.spe.sony.com/movies/iknowwhatyoudid


O Exorcista

site oficial do filme baseado na obra homônima de William Peter Blatty http://theexorcist.warnerbros.com


Forrest Gump - o Contador de Histórias

site de fã do filme, com fotos, sons e curiosidades www.ionet.net/lesinokc/gump/gump.html


Garota, Interrompida

relato de Susanna Keysen

www.girlinterrupted.com


Garotos Incríveis

adaptação para o cinema de livro de Michael Chabon

www.wonderboysmovie.com


Harry Potter e a Pedra Filosofal

adaptação da primeira parte da série de best-sellers de J.K. Rowling www.harrypotter.com


O Homem da Máscara de Ferro

filme inspirado na obra de Alexandre Dumas

www.ironmask.com


Laranja Mecânica

sobre o filme de Stanley Kubrick e o livro de Anthony Burgess www.geocities.com/Athens/Forum/3111/aco.htm


A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça

site oficial desse filme de horror adaptado do conto "The Legend of Sleepy Hollow", de Washington Irving

www.sleepyhollowmovie.com


A Lista de Schindler

site sobre o filme de Spielberg adaptado de livro de Thomas Keneally www.pbs.org/holocaust/schindler


Medo e Delírio

textos sobre o filme e o livro de Hunter Thompson www.lasvegassun.com/dossier/misc/loathing


Memórias Póstumas de Brás Cubas

adaptado para o cinema a partir de livro de Machado de Assis www.memoriaspostumas.com.br


Mera Coincidência

adaptado do livro "American Hero", de Larry Beinhart

www.wag-the-dog.com


O Paciente Inglês

site de fãs do filme adaptado do livro de Michael Ondaatje www.geocities.com/Hollywood/Set/6950


Pecado Original

filme partiu do romance "Waltz Into Darkness", de Cornell Woolrich www.mgm.com/originalsin


Planeta dos Macacos

o francês Pierre Boulle escreveu essa história em 1963

www.planetoftheapes.com


O Poderoso Chefão

site dedicado à trilogia do cinema baseada na obra de Mario Puzo www.jgeoff.com/godfather.html


Psicopata Americano

adaptação da obra homônima de Bret Easton Ellis

www.americanpsycho.com


Regras da Vida

veja cenas do filme inspirado em livro de John Irving www.miramax1999.com/ciderhouse


Rollerball

refilmagem de filme de 1975, feito a partir de conto de William Harrison

www.rollerball.com


O Senhor dos Anéis

trilogia de J.R.R. Tolkien que chega às telas dos EUA em dezembro www.lordoftherings.net


Shrek

animação inspirada em livro infantil de William Steig

www.shrek.com


O Silêncio dos Inocentes

fala desse filme e de "Hannibal", ambos baseados em livros de Thomas Harris

www.hannibalmovie.com


Sleepers - a Vingança Adormecida

adaptação de livro em que Lorenzo Carcaterra conta eventos de sua juventude em um reformatório

www.sleepers.com


O Talentoso Ripley

livro de 1955 de Patricia Highsmith

www.talentedmrripley.com


Tieta do Agreste

site do filme baseado na obra de Jorge Amado

www.skylight.com.br/tieta


O Tigre e o Dragão

a inspiração vem da literatura chinesa de Du Lu Wang

www.crouchingtiger.com


Todos os Homens do Presidente

o caso Watergate, de acordo com os jornalistas Carl Bernstein e Bob Woodward www.teachwithmovies.org/guides/all-the-presidents-men.html


Treze Dias Que Abalaram o Mundo

fala da crise dos mísseis, com base em livro co-editado por Ernest May www.thirteen-days.com

 

 
 
 
 
 

visite também Literatura Criatura


Sites de escritores cujos trabalhos deram origem a filmes
Alex Garland

site do autor de "A Praia", livro que virou filme com Leonardo DiCaprio www.alexgarland.com


Alice Hoffman

Da Magia à Sedução foi escrito por essa escritora

www.alicehoffman.com


Alice Walker

autora de "A Cor Púrpura

www.luminarium.org/contemporary/alicew


Anaïs Nin

dedicado à autora cuja obra inspirou "Delta de Vênus"

www.anaisnin.com


Anne Frank

escreveu diário que se tornou célebre por mostrar visão adolescente do Holocausto

 www.annefrank.com


Anne Rice

escreveu livros como "Entrevista com o Vampiro"

www.annerice.com


Ariano Suassuna

poemas do autor de "O Auto da Compadecida"

 www.secrel.com.br/jpoesia/ari.html


Arthur Conan Doyle

criador do detetive Sherlock Holmes

www.sherlockian.net


Boris Pasternak

escreveu "Dr. Jivago"

www.rjgeib.com/heroes/pasternak/paster.html


Bram Stoker

"Drácula" é sua criação mais célebre

www.geocities.com/psmcalduff


Charles Dickens

vida e obra do autor de "Oliver Twist"

http://humwww.ucsc.edu/dickens


Diane Fossey

site de instituição que leva o nome da autora de "Na Montanha dos Gorilas" www.gorillafund.org


Dick King Smith

autor de "Babe, o Porquinho Atrapalhado" www.randomhouse.com/kids/dickkingsmith


E.B. White

o filme "O Pequeno Stuart Little" veio da obra desse autor www.harperchildrens.com/hch/author/author/white


Edith Wharton

leia, em inglês, o livro "A Época da Inocência"

www.bartleby.com/1005


E.L. Doctorow

assista a uma entrevista com o autor de "Billy Bathgate" www.rolandcollection.com/rolandcollection/literature/101/W97.htm


E.M. Forster

traz a versão original do livro de que deriva o filme "Retorno a Howard's End" www.litrix.com/howards/howar001.htm


Fernando Gabeira

site do deputado e autor de "O Que É Isso, Companheiro?"

www.gabeira.com.br


Frances Hodgson Burnett

livros da autora, incluindo "The Secret Garden" e "The Little Princess" www139.pair.com/read/Frances_Hodgson_Burnett


Frederick Forsyth

escreveu "O Dia do Chacal"

www.whirlnet.co.uk/forsyth


George Orwell

análise do livro "1984"

www.gerenser.com/1984


Gustave Flaubert

site em francês dedicado ao autor de "Madame Bovary"

www.univ-rouen.fr/flaubert


Harry Bates

leia "Farewell to the Master", história que inspirou o filme "O Dia em Que a Terra Parou"

www.dreamerwww.com/master/master.htm


H.G. Wells

"A Ilha do Dr. Moreau" e outros livros do autor

www.bartleby.com/1001


Isaac Asimov

co-autor de conto que inspirou o filme "O Homem Bicentenário" www.clark.net/pub/edseiler/WWW/asimov_home_page.html


Isabel Allende

chilena que escreveu "A Casa dos Espíritos"

www.isabelallende.com


James Ellroy

o filme "Los Angeles -Cidade Proibida" veio de um de seus livros www.edark.org/ellroy


James Joyce

página dedicada ao irlandês autor de "Dubliners", que deu origem ao filme "Os Vivos e os Mortos"

www.jamesjoyce.ie


Jane Austen

(download de fonte true type caligrafica de Jane Austen)

bom site sobre a autora de "Orgulho e Preconceito" e "Razão e Sensibilidade".

www.pemberley.com


John Grisham

especializado em livros sobre advogados, como "A Firma" e "O Dossiê Pelicano" www.randomhouse.com/features/grisham


John Updike

textos sobre o autor de "As Bruxas de Eastwick" www.nytimes.com/books/97/04/06/lifetimes/updike.html


Joseph D. Pistone

depoimento do policial infiltrado na máfia que escreveu o livro "Donnie Brasco" www.americanmafia.com/Pistone_Testimony.html


Júlio Verne

ficcionista de "A Volta ao Mundo em 80 Dias", "Viagem ao Centro da Terra" e "20 mil Léguas Submarinas"

http://jv.gilead.org.il


Ken Kesey

fala do livro "Um Estranho no Ninho" e de seu autor www.nhmccd.edu/contracts/lrc/kc/kesey.html


Laura Esquivel

autora mexicana de "Como Água para Chocolate" http://bluehawk.monmouth.edu/~pgacarti/E_Esquivel_Laura.htm


Leon Tolstói

bom site sobre o escritor de "Anna Karenina"

www.ltolstoy.com


Lima Barreto

leia "Triste Fim de Policarpo Quaresma" www.vbookstore.com.br/nacional/limabarreto/quaresma.shtml


Marcel Proust

dedicado ao livro "Em Busca do Tempo Perdido"

www.tempsperdu.com


Marie Brenner

texto publicado na revista "Vanity Fair" que deu origem ao filme "O Informante" www.jeffreywigand.com/insider/vanityfair.html


Mary Shelley

sobre a autora de "Frankenstein"

www.english.udel.edu/swilson/mws/mws.html


Michael Crichton

site do autor de diversos livros que foram adaptados para o cinema, como "Parque dos Dinossauros", "Esfera" e "Sol Nascente"

www.crichton-official.com


Oscar Wilde

entre seus livros está "O Retrato de Dorian Gray"

www.oscariana.net


Pat Conroy

conheça o autor de "Príncipe das Marés" www.geocities.com/lowenstein1992/patconroy.html


P.L. Travers

leia "Mary Poppins", originalmente publicado em 1934

www.mary-poppins.co.uk/MPintro.htm


Primo Levi

site que conta os últimos momentos de Levi, sobrevivente de Auschwitz e autor de "A Trégua"

http://bostonreview.mit.edu/BR24.3/gambetta.html


Robert Heinlein

informações sobre o escritor de "Tropas Estelares", autor também de "Master of the Puppets", ou invasores de corpos, classico hollywoodiano refilmado nos anos 80

www.nitrosyncretic.com/rah


Scott Turow

seu livro "Acima de Qualquer Suspeita" virou filme com Harrison Ford www.scottturow.com


Stephen King

escreveu diversos livros que ganharam as telas, como "Carrie, a Estranha", "O Iluminado" e "À Espera de um Milagre"

www.stephenking.com


Tom Clancy

perguntas e respostas sobre o autor de "Caçada ao Outubro Vermelho", "Jogos Patrióticos" e "Perigo Real e Imediato"

www.clancyfaq.com


Tom Wolfe

autor de "A Fogueira das Vaidades"

www.tomwolfe.com/authbio.htm


Umberto Eco

ensaísta italiano cujo romance "O Nome da Rosa" ganhou versão para o cinema www.themodernword.com/eco


Victor Hugo

"Notre Dame de Paris" e "Les Misérables" são livros desse francês

www.ac-strasbourg.fr/pedago/lettres/Victor%20Hugo


Vladimir Nabokov

bom site sobre o autor de "Lolita" www.libraries.psu.edu/iasweb/nabokov/zembla.htm


Walter Scott

em 1819, escreveu "Ivanhoé"

www.kirjasto.sci.fi/wscott.htm


William Gibson

fez o roteiro de "Johnny Mnemonic" com base em um conto que ele mesmo escreveu

www.8op.com/gibson


William Shakespeare

os dez melhores filmes baseados na obra de Shakespeare, de acordo com o canal E!

www.eonline.com/Features/Topten/Shakespeare


Ziraldo

em 1994, o livro "Menino Maluquinho" virou filme

www.ziraldo.com

agradecemos reportes de sites nao funcionais nesta lista


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www.charliechaplin.com

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