embora esta secao certamente venha a se enriquecer com colaboracoes de terceiros, vou logo avisando que eu, particularmente, sou adepto do cinema como diversao. quer cultura? va ler um livro
A Historia da musica
no cinema
A necessidade da música no cinema é tão grande, que nem o cinema mudo conseguiu
ser totalmente mudo. Já na primeira exibição, em 1895, houve algum tipo de
acompanhamento musical, e o passar do tempo encarregou-se de demonstrar que sua
função não era apenas abafar o barulho do projetor. São muito poucos - Limite de
Segurança (Fail Safe, 1964), registre-se, é uma dessas raríssimas exceções - os
filmes que não recorrem à música incidental, e não é difícil entender porquê.
Tente imaginar, por exemplo, E o Vento Levou, Psicose ou ET sem o acompanhamento
de Max Steiner, Bernard Herrmann e John Williams, e comprove o que faz a cena
final de Scarlet O' Hara inesquecível, a fuga de Marion Crane angustiante, e a
despedida do alienígena comovente.
O músico é um parceiro fundamental na realização de um filme. Além de sublinhar
o conteúdo emocional da história, a trilha é um instrumento narrativo valioso,
articulando estados psicológicos e até mesmo substituindo personagens, como em
Tubarão, no qual a presença da fera é várias vezes indicada apenas através do
famoso tema de John Williams. Não é por acaso, portanto, que alguns dos maiores
cineastas do mundo estabeleceram relações duradouras com determinados
compositores (Hitchcock e Herrmann, Fellini e Nino Rota, Truffaut e Georges
Delerue, Spielberg e Williams).
Como foi dito, a necessidade de acompanhamento musical ficou evidente desde o
início do cinema. Não era difícil perceber que a relação entre espectador e tela
era fria, carente de real envolvimento. Faltava algo para despertar ou
intensificar a emoção do público, e a resposta não podia ser mais simples; a
música. Nenhuma outra forma de arte é tão eficiente e rápida quando se quer
mexer com os sentimentos de alguém, com a vantagem adicional de ser uma
linguagem universal.
Inicialmente, a música era tocada ao vivo, por um pianista ou uma orquestra,
dependendo da situação financeira do exibidor. E o que eles tocavam? Música
clássica, principalmente, sendo que existiam até livros que catalogavam peças
eruditas de acordo com o tipo de atmosfera ou emoção a que remetiam. Mas desde
1908, quando Camille Saint Saens foi requisitado para musicar O Assassinato do
Duque de Guise, existem acompanhamentos originais.
Em 1926, a música deixou de ser tocada ao vivo. Foi o ano que surgiu uma
tecnologia chamada Vitaphone, patrocinada pelos irmãos Warner. Era um aparelho
que incluía um projetor e um toca discos, este funcionando em sincronia ao
filme. A primeira demonstração foi Don Juan, com música original de William Axt
e David Mendoza, mas o marco do sistema (e do cinema sonoro) é considerado O
Cantor de Jazz (1927), no qual é possível, pela primeira vez, ouvir alguém falar
e cantar (o entertainer Al Jolson). Logo, porém, o Vitaphone foi substituído
pelo Movietone, da Fox, que possibilitava que diálogos, sons e música fossem
registrados no próprio celulóide, paralelamente às imagens. É daí que vem o
termo trilha sonora.
Curiosamente, houve, no início, desconfiança quanto a trilha musical. Se por um
lado, o público aceitava que um pianista ou um grupo de músicos fornecessem ao
vivo o suporte musical, achava estranho que alguém pudesse caminhar pelo deserto
ao som de uma orquestra invisível. Assim, nos primeiros anos do cinema sonoro,
para o público não ficar se perguntando da onde estava vindo a música, os
filmes, sempre que possível, deixavam à mostra um rádio, uma vitrola ou qualquer
outra fonte musical.
Como vimos, era música clássica que geralmente acompanhava os filmes desde o
início. É o caso, por exemplo, de Drácula (1931) que utiliza Tchaikovsky, e do
brasileiro Limite (1930), que utiliza Erik Satie, entre outros. Mas percebeu-se,
gradualmente, que melodias familiares podiam ser prejudiciais ao filme, pois
chamavam demais atenção para si. Assim, como no caso de Saint Saens, outros
compositores foram importados da sala de concerto nos anos 20 e 30 para criarem
trilhas originais: Arthur Honneger (Napoleon, 1927), Shostakovich (New Babylon,
1929), Arthur Bliss (Things to Come, 1936), Prokofiev (Alexander Nevsky, 1936),
Villa-Lobos (O Descobrimento do Brasil, 1937) ...
Muitos filmes posteriores (Desencanto, Deus e o Diabo na Terra do Sol, 2001-Uma
Odisséia no Espaço) continuaram recorrendo a obras clássicas - o cinema, por
sinal, é um ótimo veiculo para educação musical - e outros compositores eruditos
(Aaron Copland, Philip Glass, Cláudio Santoro ...) também incursionaram pelo
cinema. Mas, a partir de meados dos anos 30, as trilhas originais começaram a
prevalecer. E, em sua grande maioria, não eram escritas por esses nomes
badalados da chamada música "séria". Eram criações de um novo tipo de artista, o
compositor de cinema, talvez a mais exigente atividade musical; é preciso grande
versatilidade (para lidar com estilos variados de trilhas e filmes), precisão (a
música deve ajustar-se ao tempo exato da ação) e, em Hollywood, uma produção
industrial.
Por falar em Hollywood, foi lá que desembarcou no Natal de 1929, aquele que pode
ser considerado o primeiro compositor de cinema: um austríaco de 41 anos chamado
Max(imilian) Steiner, um dos vários imigrantes europeus que brilharam na música
do cinema americano dos anos 30 e 40.
Steiner estava nos Estados Unidos desde 1914. Na Broadway, ele deu continuidade
a carreira de maestro que começara ainda adolescente na Europa. Contratado pelo
estúdio RKO para orquestrar o musical Rio Rita, Steiner acabou transformando-se
num fantástico compositor de trilhas. Sua primeira chance na função foi o
faroeste épico Cimarron (1931), mas começou a demonstrar realmente seu potencial
no drama médico Sinfonia dos Seis Milhões (1932). No entanto, a primeira trilha
de Steiner a causar grande repercussão foi King Kong (1933), filme geralmente
considerado como o marco inicial da história das trilhas. E por que? Porque
nunca o impacto de um filme havia estado tão relacionado a sua música
instrumental original. A trilha de Steiner, misteriosa, ameaçadora e, no
desfecho, grandiosa e sentimental, transformou uma história potencialmente
risível - como previam os próprios realizadores - numa aventura de fantasia
fascinante e memorável.
Steiner foi o primeiro músico a criar regularmente para o cinema (alguns dos
inúmeros filmes que musicou para a RKO só tinham música de abertura e
encerramento) e nessa posição, acabou estabelecendo métodos e estilo que
prevaleceram por muito tempo. Entre outras características, ele criava um tema
para cada personagem, técnica introduzida nas óperas de Wagner, e compunha numa
linguagem melodiosa e ricamente orquestrada, herdada dos românticos europeus da
segunda metade do século XIX, mas também dos mestres do teatro musical
americano, como Victor Herbert, cujas raízes estão na opereta européia, Jerome
Kern, Richard Rodgers e George Gershwin. É por isso que Miklos Rozsa, outro
gigante das trilhas, descreveu a música de cinema hollywwodiana como uma mistura
de Broadway com Rachmaninov.
A escolha por essa linguagem musical deve-se a diversos fatores, como a
acessibilidade de sua estrutura melódica e harmônica, sua adequação à temática
quase sempre escapista da época e, principalmente, do background dos homens que
a estabeleceram: Steiner e Alfred Newman, que eram regentes na Broadway, e Erich
Korngold que, embora fosse compositor erudito, não tinha afinidade com a música
orquestral moderna.
Quando Steiner e Korngold tornaram-se, em 1936, colegas no departamento musical
da Warner Bros. - a Hollywood dos anos 30 e 40 é caracterizada principalmente
pelo sistema de estúdios - a música de cinema começou a viver seus dias mais
gloriosos, com trabalhos esplêndidos como A Carga da Brigada Ligeira (Steiner,
1936), As Aventuras de Robin Hood (Korngold, 1938), Vitória Amarga (Steiner,
1939), O Gavião do Mar (Korngold, 1940), A Estranha Passageira (Steiner, 1942) e
Em Cada Coração um Pecado (Korngold, 1942). Curiosamente, foi para o produtor
independente David Selznick - em parceria com a MGM - que Steiner escreveria sua
trilha mais famosa, a belíssima E o Vento Levou (1939).
Outros grandes compositores do cinema americano surgidos nessa época incluem: o
já citado Miklos Rozsa, nascido na Hungria, o alemão Franz Waxman, o russo
Dimitri Tiomkin, o polonês Bronislau Kaper, e os americanos Bernard Herrmann,
Victor Young, Hugo Friedhofer (da celebrada Os Melhores Anos de Nossas Vidas) e
David Raksin, autor da trilha de Laura, popularizada em forma de canção, o que
também aconteceu com os temas de A Estranha Passageira ("It Can't Be Wrong",
Steiner e Kim Gannon) e O Solar das Almas Perdidas ("Stella By Starlight", Young
e Ned Washington), entre outros.
No entanto, Steiner, Newman e seus colegas não contavam com a admiração da
maioria dos críticos da época, para os quais a música de cinema não era nada
mais do que um pastiche dos clássicos. Korngold, por exemplo, que na infância
chegou a ser comparado a Mozart, perdeu grande parte de seu prestígio depois que
passou a compor regularmente para filmes. O público, por outro lado, entupia as
caixas postais dos estúdios com pedidos de gravações de determinados temas.
Alguns faziam questão de registrar que iam ver o mesmo filme até cinco vezes,
para poder ouvir a música novamente.
Mas, apesar dessa demanda, discos com trilhas instrumentais demoraram a aparecer
- o primeiro álbum com música de algum fillme foi o de Branca de Neve e os Sete
Anões (1937), contendo as canções de Frank Churchill e Larry Morey. As coisas
começaram a mudar com o lançamento do disco com a música de The Jungle Book
(1942), composta por Miklos Rozsa. À maneira de "Pedro e o Lobo", de Prokofiev,
também havia narração, feita pelo menino Sabu, astro do filme. Seguiram-se
álbuns com regravações da trilha de Por Quem os Sinos Dobram (1943, Victor
Young), A Canção de Bernadette (1943, Alfred Newman), Quando Fala o Coração
(1945, Rozsa) e Duelo ao Sol (1946, Dimitri Tiomkin), entre outros. Mas a
primeira vez que a versão do filme foi ouvida em disco aconteceu em 1949, com A
Sedutora Madame Bovary, também de Rozsa.
Nos anos 30 e 40, os filmes europeus também inspiraram ótimas trilhas, como A
Grande Ilusão (França, 1937), de Joseph Kosma, mais conhecido pela canção Les
Feuilles Mortes/Autumm Leaves, Luar Perigoso (Inglaterra, 1941), de Richard
Addinsell, que lançou o famoso "Concerto de Varsóvia", A Bela e a Fera (França,
1945), de Georges Auric, Odd Man Out (Inglaterra, 1947), de William Alwyn, While
I Live (Inglaterra, 1947), de Charles Williams e cujo tema ficou popular,
Ladrões de Bicicleta (Itália, 1948), de Alessandro Cicognini, parceiro de
Vittorio de Sica em outros clássicos do neorealismo italiano, e O Terceiro Homem
(Inglaterra, 1949), de Anton Karas. No Brasil, o período foi, de modo geral,
ingrato para a música incidental. Foi a época áurea dos musicais carnavalescos
da Cinédia e da Atlântida, nos quais a canção importava mais do que a trilha
instrumental. Mas logo os filmes dramáticos ganhariam mais espaço no país,
revelando compositores como Enrico Simonetti (Floradas na Serra, 1954), Gabriel
Migliori (O Pagador de Promessas, 1962), Remo Usai (Assalto ao Trem Pagador,
1962).
Como vimos, até mesmo americanos como Alfred Newman escreviam música européia
"clássica", mas isso começaria a mudar em 1951, com o lançamento de Uma Rua
Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire), com trilha de Alex North, compositor
proveniente do teatro. Era a primeira vez que o jazz incorporava-se à música
incidental (não diegética) de um filme de Hollywood. O exemplo foi seguido por
Elmer Bernstein em O Homem do Braço de Ouro (The Man With the Golden Arm, 1955),
e abriu caminho para compositores de formação jazzística como Quincy Jones e
Lalo Schifrin.
A americanização das trilhas não foi a única mudança que os anos 50 trouxeram.
Em 1955, o romantismo musical levou dois golpes duríssimos: Leonard Rosenman,
que havia sido aluno de Schoenberg, utilizou técnicas composicionais modernas (atonalismo,
dissonância) em Vidas Amargas (East of Eden), e Bill Haley introduziu o rock'n
roll em The Blackboard Jungle.
Não é difícil entender o que aconteceu com a música de cinema nos anos 50. Além
do mundo ter perdido a inocência depois da Segunda Guerra, o cinema começou a
enfrentar a difícil concorrência da televisão. Para enfrentá-la, investiu em
tecnologias espetaculares (cinemascope, cinerama, terceira dimensão) e tópicos
que a telinha ainda não poderia levar aos lares americanos, como virgindade,
drogas e delinquência juvenil. Também não se pode esquecer que a caça aos
comunistas na indústria do entretenimento teve impacto no conteúdo dos filmes.
As trilhas apenas refletiram esse novo cenário, que tornava completamente
inadequado o estilo opulento, heróico e sentimental do passado. A música também
passou a ser utilizada com mais parcimônia e discrição, já que, quanto mais
realista o filme, menor a necessidade de suporte musical. Mas é interessante
observar que um dos grandes sucessos instrumentais da década foi o tema de
Amores Clandestinos (A Summer Place, 1959), composto por Max Steiner, o maior
símbolo musical da antiga Hollywood.
No entanto, a tendência mais flagrante na música do cinema americano dos anos 50
foi a consolidação da canção como poderosa ferramenta comercial. Desde o cinema
mudo, canções são utilizadas como valioso instrumento promocional, mas nesse
período, com o fortalecimento da indústria fonográfica, o recurso assumiu uma
proporção nunca vista antes, embora ainda longe do que aconteceu no final dos
anos 60 (A Primeira Noite de um Homem, Sem Destino, Perdidos na Noite, Butch
Cassidy e Sundance Kid) ou do uso indiscriminado dos dias atuais. Repare a
quantidade de filmes dos anos 50 que começam ou terminam com uma canção-título,
mesmo que o título não pareça muito apropriado para inspirar uma canção, como é
o caso do sucesso "High Noon" (1952, composta por Dimitri Tiomkin e Ned
Washington), geralmente creditada como a responsável por desencadear a mania.
Mas sejamos justos; a demanda por canções-título nos legou preciosidades como "Three
Coins in the Fountain" (Jule Styne e Sammy Cahn), "Love Is a Many-Splendored
Thing" (Sammy Fain e Paul Francis Webster), "An Affair to Remember" (Harry
Warren e Harold Adamson), e "Days of Wine and Roses" (Henry Mancini e Johnny
Mercer). Um dos símbolos da chamada "música ligeira", Mancini também foi
importante para transformar estilisticamente as trilhas do cinema americano.
As trilhas instrumentais perderam espaço para as canções, mas não deixaram de
revelar outros grandes talentos, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Mas
é importante dizer que, em alguns casos, o compositor cumpria às duas funções.
John Barry, por exemplo, foi bem-sucedido como autor de trilhas orquestrais e
canções, destacando "Goldfinger", da série James Bond, e "Born Free", ganhadora
do Oscar. Os anos 60 e 70 também foram marcados por nomes como Jerry Goldsmith,
John Williams e Ennio Morricone, que começou a chamar a atenção com trilhas
altamente inventivas para faroestes ítalo-americanos do amigo Sérgio Leone. Foi
também nesse período, que a música de cinema produziu alguns dos maiores
sucessos de sua história, como os temas de Exodus (Ernest Gold), Doutor Jivago
(Maurice Jarre), Um Homem, Uma Mulher (Francis Lai), Romeu e Julieta (Nino
Rota), Love Story (Lai), Verão de 42 (Michel Legrand) e Rocky, um Lutador (Bill
Conti). No Brasil, as trilhas instrumentais começaram a contar com alguns dos
maiores expoentes da nossa música popular, como Tom Jobim (A Casa Assassinada,
por exemplo) e Francis Hime (Lição de Amor, entre outras), que havia estudado
nos Estados Unidos com Raksin e Friedhofer.
Quanto a John Williams, não é apenas um dos maiores talentos que a música de
cinema produziu, mas também o grande responsável pelo renascimento da trilha
sinfônica, em filmes como Guerra nas Estrelas (1977), cujos temas revelam grande
influência de
Korngold e do genial compositor inglês Edward Elgar (1857 - 1934).
Por falar em Korngold, seu filho George produziu na década de 70 a série Classic
Film Scores, discos dedicados aos grandes compositores de Hollywood do passado,
sob a regência do aficcionado Charles Gerhardt. Essencial na coleção de qualquer
interessado em trilhas, a série foi fundamental para salvar da obscuridade esses
artistas geniais e suas criações maravilhosas.
Mas a trilha sinfônica nunca mais voltaria a prevalecer e, pouco tempo depois, o
tradicionalismo de Williams convivia com os sintetizadores de Giorgio Moroder (O
Expresso da Meia-Noite) e Vangelis (Carruagens de Fogo e Blade Runner). A
propósito, a primeira trilha completamente eletrônica foi criada pelo casal
Louis e Bebe Barron, para a ficção Forbidden Planet (1956), mas instrumentos
eletrônicos como o ondes martenot e o teremin já tinham sido usados
anteriormente (A Noiva de Frankenstein, Quando Fala o Coração, O Dia em que a
Terra Parou).
Atualmente, o cinema abriga diversas expressões musicais e o perfil dos
compositores está mudando, com vários nomes tendo começado na música pop e no
rock, como Danny Elfman (Batman). O mais importante, é que continue a inspirar
boas composições instrumentais. E continua, como atestam, entre outros filmes, O
Príncipe das Marés (James Newton Howard), Lendas da Paixão (James Horner, autor
do megasucesso "My Heart Will Go On", de Titanic), Forrest Gump (Alan Silvestri),
Adoráveis Mulheres (Thomas Newman, filho de Alfred), Razão e Sensibilidade (Patrick
Doyle), Regras da Vida (Rachel Portman, a primeira mulher bem sucedida na
história das trilhas instrumentais), Gladiador (Hans Zimmer) e os brasileiros O
Guarani (Wagner Tiso), Quem Matou Pixote? (David Tygel), Lavoura Arcaica (Marco
Antônio Guimarães) e Abril Despedaçado (Antônio Pinto).
(estou localizando a origem e autoria deste texto para cita-la)
VOCE pode idolatrar um ator mesmo tendo visto uma quantidade desprezivel de seus filmes? mesmo nunca tendo-os revisto? mesmo se isto tiver acontecido antes de ter consolidado sua forma de pensar? pois bem, só vi dois filmes de Hurt fora a pequena ponta em Alien (este, off course, vi varias vezes), ouvi falar de o homem elefante e quanto a O HOMEM QUE NÃO SE VENDEU, que fala de Tomas Moore e ganhou um oscar na decada de 60, Hurt teve participacao, mas era inicio de carreira. fora, evidentemente, Alien, não revi ate hoje nenhum destes filmes, e ainda assim tenho Hurt em alta conta. Minha teoria é a seguinte: mais importante que a acao corporal é a atuacao linguistica e facial do ator, e mais importantes que estas sáo as caracteristicas natas da expressao facial de cada um – TEORIA DA ESTRANHEZA – assim, um ator com uma expressao facial estranha e autentica supera em muito um outro que treine e se esforce mais ainda na sua atuacao. são caracteristicas grafico visuais herdadas que não podem ser facilmente interpretadas e que encontram resposta instintiva segundo preceitos evolutivos inerentes a especie humana. por exemplo: uma mae encontra seu filhote em meio a uma miriade de semelhantes. por isso, atores `feios` merecem sempre mais atencao nos filmes que os plasticamente e inocuamente belos. Posso citar como exemplo os diversos filmes em que Connery não se acanha de comer, mastigar, na cena. Ora, antes de ver qualquer cena destas espectador se arrepiaria da ideia, pois comer e mastigar não remete ao glamour do cinema. um ator que empreste poesia ou mesmo autenticidade a uma cena destes certamente traz consigo uma expressao facial forte. connery, a meu ver, se destaca noutro quesito importante, a qualidade do timbre e da diccao... mas esta é outra historia.
o homem elefante
alien
dois tiras muito esquisitos
frankenstein de roger corman
o homem que não se vendeu, sobre a vida de tomas moore
CINEMA SHERLOCKIANO (em edicao, aceitamos colaboracoes)
os primeiros dois filmes que me ocorrem sao o enigma da piramide, excepcional filme da decada de 80 que traz um Holmes ainda em tempos de colegio e nesta versao Watson é seu colega de estudos.
o segundo trata-se de O Ratinho Detetive, de Walt Disney, em que um ratinho Holmes e seu colega Watson moran na Baker Street, mais exatamente embaixo da casa do Holmes original... tambem excelente filme. agradeco se alguem tiver imagens sobres estes dois filmes para me enviar. vamos ampliar esta relacao? mande-me seu conhecimento sobre o assunto, pois na verdade os unicos filmes de Holmes que vi foram dos estudios ingleses da decada de 60 e 50, na infancia, e nao tenho memorias para descrever...
QUADRINHOS CINeMA e TeATRO: ARTe SeQUeNCIAL. os closes e vistas panoramicas distintos encontrados nos quadrinhos foram assimilados, dizem, ao cinema. procurar "arte sequencial" de Will Einser e "Como Escrever Historias em Quadrinhos", de Gian Danton. estes conhecimentos sao uteis nao apenas ao cinema e quadrinhos, mas ao teatro e tambem ao design grafico...
CINEMA E LITERATURA, FILMES BASEADOS EM LIVROS
agradecemos reportes de sites nao funcionais nesta lista
| 2001 - Uma Odisséia no Espaço explica o filme que saiu da história de Arthur C. Clarcke
site do filme baseado em conto futurista de Brian Aldiss
adaptação do livro homônimo de Nick Hornby http://video.go.com/highfidelity
baseado em conto de Jonathan Nolan, irmão do diretor Christopher Nolan www.otnemem.com
a protagonista foi baseada em livro de Daniel Defoe www.mgmua.com/mollflanders
escrito por Margaret Landon em 1944, o livro virou filme em 1946 e 1999 www.annaandtheking.com
Edward Braithwaite escreveu o livro que se tornou célebre no cinema, com Sidney Poitier
clássico do cinema adaptado de história de James Jones www.filmsite.org/from.html
policial adaptado de obra de James Patterson
veio do relato "O Canto dos Malditos", de Austregésilo Carrano www.uol.com.br/bichodesetecabecas
fã-clube do filme que veio do livro "Do Androids Dream of Electric Sheep?", de Philip K. Dick
site de fãs da versão cinematográfica do livro de Nicholas Pileggi www.goodfellasweb.com
clássico infantil de 1968 escrito por Ian Fleming
romance de Nicholas Sparks filmado em 1999
filme que veio do romance de Joanne Harris
inspirado na autobiografia de Frank McCourt
adaptação do livro de Chuck Palahniuk
thriller adaptado de livro homônimo de Jeff Deaver
cenas do filme do livro de Michael Blake www.ozcraft.com/scifidu/dances.html
o mundo feminino de acordo com a autora Helen Fielding www.msn.com.br/bridget
adaptado de "Father of Frankenstein", de Christopher Bram www.godsandmonsters.net
tem como origem um poema da "Odisséia", de Homero http://studio.go.com/movies/obrother
site do filme baseado no livro de Margaret Mitchell
baseado em livro de Lois Duncan www.spe.sony.com/movies/iknowwhatyoudid
site oficial do filme baseado na obra homônima de William Peter Blatty http://theexorcist.warnerbros.com
site de fã do filme, com fotos, sons e curiosidades www.ionet.net/lesinokc/gump/gump.html
relato de Susanna Keysen
adaptação para o cinema de livro de Michael Chabon
adaptação da primeira parte da série de best-sellers de J.K. Rowling www.harrypotter.com
filme inspirado na obra de Alexandre Dumas
sobre o filme de Stanley Kubrick e o livro de Anthony Burgess www.geocities.com/Athens/Forum/3111/aco.htm
site oficial desse filme de horror adaptado do conto "The Legend of Sleepy Hollow", de Washington Irving
site sobre o filme de Spielberg adaptado de livro de Thomas Keneally www.pbs.org/holocaust/schindler
textos sobre o filme e o livro de Hunter Thompson www.lasvegassun.com/dossier/misc/loathing
adaptado para o cinema a partir de livro de Machado de Assis www.memoriaspostumas.com.br
adaptado do livro "American Hero", de Larry Beinhart
site de fãs do filme adaptado do livro de Michael Ondaatje www.geocities.com/Hollywood/Set/6950
filme partiu do romance "Waltz Into Darkness", de Cornell Woolrich www.mgm.com/originalsin
o francês Pierre Boulle escreveu essa história em 1963
site dedicado à trilogia do cinema baseada na obra de Mario Puzo www.jgeoff.com/godfather.html
adaptação da obra homônima de Bret Easton Ellis
veja cenas do filme inspirado em livro de John Irving www.miramax1999.com/ciderhouse
refilmagem de filme de 1975, feito a partir de conto de William Harrison
trilogia de J.R.R. Tolkien que chega às telas dos EUA em dezembro www.lordoftherings.net
animação inspirada em livro infantil de William Steig
fala desse filme e de "Hannibal", ambos baseados em livros de Thomas Harris
adaptação de livro em que Lorenzo Carcaterra conta eventos de sua juventude em um reformatório
livro de 1955 de Patricia Highsmith
site do filme baseado na obra de Jorge Amado
a inspiração vem da literatura chinesa de Du Lu Wang
o caso Watergate, de acordo com os jornalistas Carl Bernstein e Bob Woodward www.teachwithmovies.org/guides/all-the-presidents-men.html
fala da crise dos mísseis, com base em livro co-editado por Ernest May www.thirteen-days.com
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visite também Literatura Criatura
Sites de escritores cujos trabalhos deram origem a filmes
Alex Garland
site do autor de "A Praia", livro que virou filme com Leonardo DiCaprio www.alexgarland.com
Alice Hoffman
Da Magia à Sedução foi escrito por essa escritora
Alice Walker
autora de "A Cor Púrpura
www.luminarium.org/contemporary/alicew
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dedicado à autora cuja obra inspirou "Delta de Vênus"
Anne Frank
escreveu diário que se tornou célebre por mostrar visão adolescente do Holocausto
Anne Rice
escreveu livros como "Entrevista com o Vampiro"
Ariano Suassuna
poemas do autor de "O Auto da Compadecida"
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criador do detetive Sherlock Holmes
Boris Pasternak
escreveu "Dr. Jivago"
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Bram Stoker
"Drácula" é sua criação mais célebre
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vida e obra do autor de "Oliver Twist"
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Diane Fossey
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Dick King Smith
autor de "Babe, o Porquinho Atrapalhado" www.randomhouse.com/kids/dickkingsmith
E.B. White
o filme "O Pequeno Stuart Little" veio da obra desse autor www.harperchildrens.com/hch/author/author/white
Edith Wharton
leia, em inglês, o livro "A Época da Inocência"
E.L. Doctorow
assista a uma entrevista com o autor de "Billy Bathgate" www.rolandcollection.com/rolandcollection/literature/101/W97.htm
E.M. Forster
traz a versão original do livro de que deriva o filme "Retorno a Howard's End" www.litrix.com/howards/howar001.htm
Fernando Gabeira
site do deputado e autor de "O Que É Isso, Companheiro?"
Frances Hodgson Burnett
livros da autora, incluindo "The Secret Garden" e "The Little Princess" www139.pair.com/read/Frances_Hodgson_Burnett
Frederick Forsyth
escreveu "O Dia do Chacal"
George Orwell
análise do livro "1984"
Gustave Flaubert
site em francês dedicado ao autor de "Madame Bovary"
Harry Bates
leia "Farewell to the Master", história que inspirou o filme "O Dia em Que a Terra Parou"
www.dreamerwww.com/master/master.htm
H.G. Wells
"A Ilha do Dr. Moreau" e outros livros do autor
Isaac Asimov
co-autor de conto que inspirou o filme "O Homem Bicentenário" www.clark.net/pub/edseiler/WWW/asimov_home_page.html
Isabel Allende
chilena que escreveu "A Casa dos Espíritos"
James Ellroy
o filme "Los Angeles -Cidade Proibida" veio de um de seus livros www.edark.org/ellroy
James Joyce
página dedicada ao irlandês autor de "Dubliners", que deu origem ao filme "Os Vivos e os Mortos"
Jane Austen
(download de fonte true type caligrafica de Jane Austen)
bom site sobre a autora de "Orgulho e Preconceito" e "Razão e Sensibilidade".
John Grisham
especializado em livros sobre advogados, como "A Firma" e "O Dossiê Pelicano" www.randomhouse.com/features/grisham
John Updike
textos sobre o autor de "As Bruxas de Eastwick" www.nytimes.com/books/97/04/06/lifetimes/updike.html
Joseph D. Pistone
depoimento do policial infiltrado na máfia que escreveu o livro "Donnie Brasco" www.americanmafia.com/Pistone_Testimony.html
Júlio Verne
ficcionista de "A Volta ao Mundo em 80 Dias", "Viagem ao Centro da Terra" e "20 mil Léguas Submarinas"
Ken Kesey
fala do livro "Um Estranho no Ninho" e de seu autor www.nhmccd.edu/contracts/lrc/kc/kesey.html
Laura Esquivel
autora mexicana de "Como Água para Chocolate" http://bluehawk.monmouth.edu/~pgacarti/E_Esquivel_Laura.htm
Leon Tolstói
bom site sobre o escritor de "Anna Karenina"
Lima Barreto
leia "Triste Fim de Policarpo Quaresma" www.vbookstore.com.br/nacional/limabarreto/quaresma.shtml
Marcel Proust
dedicado ao livro "Em Busca do Tempo Perdido"
Marie Brenner
texto publicado na revista "Vanity Fair" que deu origem ao filme "O Informante" www.jeffreywigand.com/insider/vanityfair.html
Mary Shelley
sobre a autora de "Frankenstein"
www.english.udel.edu/swilson/mws/mws.html
Michael Crichton
site do autor de diversos livros que foram adaptados para o cinema, como "Parque dos Dinossauros", "Esfera" e "Sol Nascente"
Oscar Wilde
entre seus livros está "O Retrato de Dorian Gray"
Pat Conroy
conheça o autor de "Príncipe das Marés" www.geocities.com/lowenstein1992/patconroy.html
P.L. Travers
leia "Mary Poppins", originalmente publicado em 1934
www.mary-poppins.co.uk/MPintro.htm
Primo Levi
site que conta os últimos momentos de Levi, sobrevivente de Auschwitz e autor de "A Trégua"
http://bostonreview.mit.edu/BR24.3/gambetta.html
Robert Heinlein
informações sobre o escritor de "Tropas Estelares", autor também de "Master of the Puppets", ou invasores de corpos, classico hollywoodiano refilmado nos anos 80
Scott Turow
seu livro "Acima de Qualquer Suspeita" virou filme com Harrison Ford www.scottturow.com
Stephen King
escreveu diversos livros que ganharam as telas, como "Carrie, a Estranha", "O Iluminado" e "À Espera de um Milagre"
Tom Clancy
perguntas e respostas sobre o autor de "Caçada ao Outubro Vermelho", "Jogos Patrióticos" e "Perigo Real e Imediato"
Tom Wolfe
autor de "A Fogueira das Vaidades"
Umberto Eco
ensaísta italiano cujo romance "O Nome da Rosa" ganhou versão para o cinema www.themodernword.com/eco
Victor Hugo
"Notre Dame de Paris" e "Les Misérables" são livros desse francês
www.ac-strasbourg.fr/pedago/lettres/Victor%20Hugo
Vladimir Nabokov
bom site sobre o autor de "Lolita" www.libraries.psu.edu/iasweb/nabokov/zembla.htm
Walter Scott
em 1819, escreveu "Ivanhoé"
www.kirjasto.sci.fi/wscott.htm
fez o roteiro de "Johnny Mnemonic" com base em um conto que ele mesmo escreveu
os dez melhores filmes baseados na obra de Shakespeare, de acordo com o canal E!
www.eonline.com/Features/Topten/Shakespeare
Ziraldo
em 1994, o livro "Menino Maluquinho" virou filme
agradecemos reportes de sites nao funcionais nesta lista