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homo digitalis
esta area do site se destina a discussao de temas envolvendo os rumos da internet no que diz respeito as indagacoes sobre comunicacao conhecimento e saber, mas tambem as perplexidades de um novo tipo de especie: o homo digitalis, que luta para se manter neste ambiente selvagem de tecnologia enquanto o mundo organico vai se esfarelando
lugar ideal para discutir por exemplo a violencia dos dias atuais, a sociedade da informacao mas tambem o que ela traz junto: a alienacao...
PENSAMENTO DA SEMANA, por paulo w
Diz-se e repete-se muito por aí que o livro e as publicacoes impressas ainda sao mais duraveis que a comunicacao digital pelo simples fato de que a velocidade das transformacoes desta ultima levam ao estranho fato de que documentos hoje criados com os softwares da moda amanha ja nao poderao ser lidos pelas maquinas mais potentes e novas. eu mesmo as vezes passo dificuldade para abrir um simples documento criado com o Write, que vinha no extinto Windows 3.1, e nao foi há duas decadas... Vivemos numa torre de babel em que tantas linguas, ideias e formatos parecem estar nos levando novamente a desentendimentos sobre diversos assuntos. a desagregacao da paz social movida por ideologias, religiosas ou nao, no mundo arabe, ja extravazaram quaisquer fronteiras, ha ainda as recentes guerras balcanicas, que parecem sepultadas na memoria contemporanea, o separatismo, o crescimento de ideias nazistas, inclusive no Brasil nos deixam pensando...
E a grande rede, a Internet, parece ser mais capaz de divulgar a confusao do que semear a verdade, até por uma questao formal da mesma: A PROFUSAO DE FONTES IMPOSSIBILITA UMA AVALIACAO REAL DA VERDADE PARA PESSOAS COMUNS. e aliás, nisso somos todos comuns...
Mas, sobre o envelhecimento da midia digital e a perenidade do livro penso ainda outra coisa. Um livro escrito em portugues nos idos do descobrimento está certamente conservado. Mas ilegivel para nos. Contudo, paleografos e linguistas conseguem ler textos sumerianos, por exemplo, dos quais nem a lingua falada existe mais. Nossos documentos digitais talvez estejam sofrendo de um processo acelerado de fossilizacao. Nao serao perdidos como cinzas do passado (o medo que leva a aumentar a impressao de documentos e a destruicao acelerada de florestas tropicais, ou, diria, mais certamente, o crescimento das florestas de eucaliptos sobre ecossistemas antes mais ricos). Nao, nao serao perdidos os documentos e a informacao do dia de hoje quando os popularissimos DOC e PDFs da vez derem lugar a novas companhias e siglas. Contudo, nossos textos nao serao lidos por leitores comuns, terao perdido a funcao que hoje acreditamos ter a Internet como difusora, confundidora e guardia de ideias. Nosso escritos só serao acessiveis, entao, a ciberpaleografos. (levar para pagina principal)
LISTA BRASILEIRA DE DOMINIO PUBLICO
GNU
XOOPS
ANALISES SOBRE INTERFACES GRAFICAS EM CD ROM
A
brutalidade a serviço das emoções
A manipulação digital aponta novos rumos para a representação cinematográfica da
violência física, mas não é de hoje que o cinema choca platéias do mundo inteiro
Hiper-violência real
Por Bruno Cahú
Reduto de obras que não encontram espaço nas salas comerciais da cidade, o
Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Recife, tornou-se o lugar
preferido dos que gostam dos chamados "alternativos". Anualmente, desde 1998, o
Cinema da Fundação realiza uma mostra não competitiva de filmes intitulada
Retrospectiva/Expectativa. No ano de 2002, o folheto de programação trazia o
longa-metragem francês inédito Irreversível (Irréversible, França, 2002). Na
sinopse, o texto: "Exercício virtuoso em técnica e ultraviolência que também
celebra em imagens a delicadeza e a feminilidade. Quem não abandonar a sessão
nos primeiros 10 minutos (e também aos 45), verá as conseqüências brutais de um
estupro. Idéia central é O Tempo Destrói Tudo. Sessão de Cinema Extremo. Seleção
Cannes 2002". Uma descrição que, teoricamente, afastaria boa parte do público.
Meia hora antes do início da projeção, às 22h do dia 7 de dezembro de 2002,
porém, o corredor que dá acesso à sala do cine-teatro José Carlos Cavalcante
Borges já se encontrava lotado. Pessoas de todas as idades e tribos se
amontoavam para conferir a experiência extrema. O termo "ultraviolência" pareceu
exercer um magnetismo que atraiu grande público para aquela sessão, provando
que, mesmo quando cinema não é "a maior diversão", a audiência marca presença e
não se intimida. A curiosidade pelo grotesco parece ter movido aqueles seres
humanos a deixar o conforto de suas casas para presenciar altas doses de impacto
na tela de um cinema.
Na trama, Alex, personagem da atriz Monica Belucci, sofre um estupro enquanto
tenta cruzar uma passarela subterrânea. Durante nove dolorosos e intermináveis
minutos, a mulher é humilhada, violentada e gravemente espancada. O
plano-seqüência é filmado com a câmera parada e esta só se move para acompanhar
um ângulo que permite ao espectador visualizar o agressor chocando a face da
vítima contra o solo.
Após tomar conhecimento do fato, o parceiro de Alex clama por vingança. Pierre,
amigo do casal e ex-namorado da mulher, tenta dissuadi-lo em vão. Percorrendo as
ruas em busca do agressor, a dupla chega a uma boate gay chamada Rectum. Lá,
durante uma briga, Marcus leva a pior e, quando está prestes a ser também
estuprado, Pierre reage violentamente. Com um extintor de incêndio, o até então
pacífico Pierre esmaga a cabeça do homem que eles acreditam ser o culpado. Ao
todo, 18 golpes duríssimos afundam e destroçam o crânio do homem que, deitado no
chão, grita desesperado por piedade.
Apesar da escuridão, o espectador não é poupado de uma das cenas mais
perturbadoras e repulsivas da história do cinema. A manipulação digital permite
que o diretor Gaspar Noé, auxiliado pelo técnico em efeitos especiais e
maquiagem, Jean-Christophe Spadaccini, recriem com perfeição esta que talvez
seja a mais perfeita representação cinematográfica de um assassinato já filmada.
Um misto de tensão, susto, desconforto, ansiedade e nojo parece tomar conta do
público durante a apresentação desse tipo de conteúdo. Entretanto, esse conjunto
de sensações mostra-se irresistível e, cada vez mais, as platéias do mundo
inteiro lotam as "sessões extremas", buscando saciar instintos tão primitivos
quanto os que moviam os freqüentadores do Coliseu, na Roma antiga. Espetáculos
nos quais a morte e o sofrimento ditam as regras fascinam o público há séculos.
E por falar na Roma Antiga, nem Jesus Cristo escapou da hiper-violência real –
termo cunhado por uma corrente de estudiosos, que tenta discriminar essa nova
tendência cinematográfica. Com intenções bastante questionáveis, Mel Gibson,
diretor de A Paixão de Cristo (The Passion of the Christ, EUA, 2004), lançado no
começo de 2004, conseguiu levar um snuff film aos shopping centers. Famílias
inteiras pagaram para conferir a lenta morte do maior mártir da história. James
Caviezel, como Jesus, sofre uma longa sessão de chibatadas que arrancam nacos de
carne de sua pele. Gibson opera sua câmera a fim de obter o máximo de impacto e
o resultado é uma platéia que chora e se contorce diante de um espetáculo
monstruoso.
Enganam-se, porém, os que acreditam que esses cineastas estão apenas fazendo
sensacionalismo ao tentar agredir a audiência. Apesar de não enxergarem limites
quando o assunto é crueldade, autores como Gaspar Noé, Michael Haneke, Mel
Gibson, Bertrand Bonello e mais alguns, acreditam estar combatendo a banalização
da brutalidade filmada, oferecendo-a em estado bruto. Mostrar as verdadeiras
conseqüências de atos violentos seria uma proposta que visa desglamourizar cenas
de impacto no cinema. A ausência de cortes nas tomadas e os avanços da
manipulação digital são algumas das armas empregadas nessa tarefa.
Evolução rápida e indigesta
Mas não foi hoje que a violência tornou-se notória na sétima arte. A partir da
década de 1960, com a abolição do Código Hayes – um estatuto moralista que
censurava basicamente a apresentação de sexo e violência nos cinemas
norte-americanos – cenas impactantes pontuam uma evolução rápida e indigesta, na
maioria dos casos. Irreversível e outros títulos que exploram esse tipo de
exposição podem causar muita controvérsia por onde passam, mas eles são apenas
fruto dessa evolução.
Para competir com a chegada da televisão e atrair o público jovem novamente aos
cinemas, a violência tornou-se produto valioso para a indústria do
entretenimento nos anos 60. Bonnie e Clyde (1967), de Arthur Penn e Meu Ódio
Será Tua Herança (1969), de Sam Peckinpah materializavam de forma mais incisiva
a brutalidade nas telas. Derramamento de sangue e a câmera lenta foram
largamente utilizados na tentativa de aumentar a carga dramática das cenas.
Na década de 1970, a sensação de liberdade começava a inspirar vários cineastas
adeptos de cenas impactantes. A queda do Código Hayes abriu várias
possibilidades no sentido do que mostrar em termos de violência. A ordem era
tornar a brutalidade mais convincente aos olhos do público. Laranja Mecânica
(1971), de Stanley Kubrick e Taxi Driver (1976), de Martin Scorsese mancharam de
sangue e crueldade a história do cinema para sempre. A fotografia mais realista
obtida nesse período tentava retratar dramas essencialmente humanos e sociais.
Nem mesmo a ficção competente Robocop (1987), de Paul Verhoeven, salvou a década
de 1980. Nesse período, o público masculino foi o grande alvo de Hollywood.
Tramas com argumentos pífios destacavam a presença de lutadores de artes
marciais e brutamontes do calibre de Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone,
Steven Seagal, entre outros menos famosos. Comando Para Matar (1985), de Mark
Lester, e Rambo (1987), de Ted Kotcheff, são verdadeiras aulas de massacre.
Explosões mirabolantes e arsenais gigantescos dizimavam exércitos inteiros.
Contar o número de corpos não era uma tarefa das mais fáceis.
Esse momento esquecível da história da representação cinematográfica da
violência perde força no começo dos anos 90. Com Cães de Aluguel (1992) e Pulp
Fiction (1994), dois marcos da década, o ex-balconista freak de locadora,
Quentin Tarantino, criou um estilo único, no qual a glamourização da violência
não obedece limites. Unindo humor negro, doses cavalares de cultura pop e cenas
de impacto inegável, Tarantino redefiniu o conceito de violência
cinematográfica, apontando noutra direção. É bom lembrar que outras produções
também agrediram substancialmente a audiência. Clube da Luta (1999), obra-prima
de David Fincher, e Doberman (1997), filme escandaloso de Jan Kounen, que foi
massacrado pela crítica francesa, não são fáceis de digerir.
Neste princípio de século XXI, o cinema como espelho social reflete apenas a
história bárbara da humanidade. Talvez a visão de Freud sobre os instintos
sexuais e agressivos inerentes aos seres humanos, reprimidos para que a
civilização aconteça, indiquem um caminho para a compreensão do sujeito como
consumidor voraz da violência na tela. A brutalidade a serviço das emoções
continua testando os nervos da audiência, mas ela não parece nem um pouco
incomodada. (originalmente saido em continente multicultural)
LINKAR EM antropologia
Neuromancer: o
futuro sempre próximo
Clássico da literatura, desviou o foco da Ficção Cientifica do espaço, para as
disputas entre homem e maquina na terra
Por Bruno Nogueira
Até certo ponto da história, Ficção Cientifica era sinônimo de naves espaciais
imensas e reluzentes, recheadas de alienígenas, em planetas distantes e
bizarros, com nomes impronunciáveis. Mas ao contrário dessas histórias, onde
nunca fica realmente claro quando foi que tudo começou, o ponto de mudança que
estamos falando aqui tem um nome: Neuromancer. Escrito por William Gibson em
1984, o livro trouxe o foco da ficção para a Terra e criou o gênero Ciberpunk,
onde mesmo num "futuro distante", o conflito maior é a ambição do próprio homem.
Mesmo escrito há 20 anos, o futuro descrito pelo livro não parece brega ou
ultrapassado. Ele guarda alguma coisa de próximo, mas inalcançável e reproduz
uma mentalidade que dura até o século XXI. A paranóia das guerras, a maneira
como culturas antigas permanecem superiores as novas, a expectativa que o Japão
seja a próxima capital mundial são alguns dos temas que passeiam junto a Case,
um hacker literalmente viciado no ciberspaço (termo criado pelo próprio Gibson e
usado até hoje como referência a Internet).
A revolução criada por Neuromancer está, principalmente, na saga do herói.
Costumava ser regra na Ficção Cientifica histórias onde um personagem precisa
enfrentar grandes dificuldades sozinho, para salvar um enorme grupo de pessoas
(geralmente o mundo ou até universo inteiro). Aqui, os conflitos têm proporção
muito mais intimista, até mesmo egoísta, entre em os capítulos. Faz questão de
mostrar que questões maiores poderiam estar em jogo, mas, para os personagens,
isso realmente não importa.
A narrativa de William Gibson é gigante. Um tema central [Case é contratado por
um militar chamado Armitage para invadir uma Inteligência Artificial] reúne
vários focos menores de histórias, que não são centralizados em um único
personagem. Muitas vezes lembra um seriado americano de TV, onde cada capítulo
poderia ser um episódio. Neles, o protagonista tem seu passado revistado, é
jogado para lados distantes da trama principal, com direito a antagonistas
próprios.
William Gibson
Apesar das influências declaradas a William Burgess (Laranja Mecânica) e outros
companheiros literários, o estilo de Gibson é muito pouco ou nada pós-moderno.
Ele abre mão de neologismos e prefere usar termos reais para dar nomes a novos
objetos. Bons exemplos são suas descrições do céu como estática de uma televisão
sem sinal ou a substituição simples de palavras, como pele por carne, deixando o
leitor mais próximo da realidade dos personagens.
Por falar em influências, o legado de Neuromancer é vasto. Apesar de hoje ser
mais associado a filmes como Matrix (termo que Gibson usou para chamar a
realidade virtual), o livro é encontrado facilmente no cinema em histórias como
Blade Runner e Johnny Mnemonic – que teve colaboração de William Gibson no
roteiro. Na vida real, as comparações são irônicas. Já são vários vírus de
computador que levam o nome de Punho Cortante, Armitage1 e outros usados pelo
livro.
Curiosamente, apesar de ter aproveitado a geração punk que nascia na época onde
o livro foi lançado, o sucesso de Neuromancer não atraiu rápido os jovens. Ao
quebrar a estética do estilo na época, o livro caiu no gosto da academia,
desesperada por um novo rumo para seguir. Não é a toa que Gibson foi o primeiro
a ganhar a chamada "santíssima trindade" dos prêmios de ficção cientifica: Hugo,
Nebula e Philip K.
Aproveitando os 20 anos do lançamento, a editora Aleph lançou uma nova versão em
português – já que ele não durou muito mais que cinco anos nas prateleiras
quando foi traduzido, ainda década de 80. A tradução é competente – considerando
o desafio que é não alterar o sentido do texto de Gibson – e está acompanhada de
várias notas de tradução, que ajudam o leitor menos antenado a se situar nos
termos usado na história.
Neuromancer - Neuromancer / 1984, William Gibson. Editora Aleph,
304 páginas. R$ 39
linkar para literatura
SABER E PODER
Saber não é poder
As relações entre saber e poder demonstram que os acadêmicos pátrios vêem seu
acesso a idéias importadas e termos empolados como instrumento de poder. Por
meio de seu código restrito, controlam as relações sociais ao seu redor
Por Daniel Piza
As relações entre saber e poder têm muitas formas. No Brasil, uma das mais
ostensivas tem sido a presença de intelectuais em cargos públicos, desde
professores das universidades estaduais e federais (quem disse que só é
intelectual quem faz carreira acadêmica?) até diplomatas e políticos, para não
falar de autores de discursos, como José Guilherme Merquior para Fernando
Collor. Desde Machado de Assis, que foi funcionário de ministérios como o da
Agricultura e o da Viação (Transportes), até Haroldo de Campos, que era
procurador do Estado (assim como seu irmão Augusto), passando por Drummond,
Graciliano, Rosa e muitos, muitos mais, o escritor brasileiro quase sempre optou
e opta por um cargo público para garantir sua renda. Roberto Campos trabalhou
para o regime militar. Augusto Frederico Schmidt vivia nas franjas do poder.
Etc., etc. Golbery, ele também um "highbrow", cunhou o lema dessa turma: "Saber
é poder". Raro é ver no Brasil um intelectual que tenha feito carreira sem tirar
sustento do dinheiro público.
Mas outra forma de os supostos amigos do saber lidarem com a noção de poder, no
Brasil, está em sua visão da própria função. Há intelectuais que acham que sua
missão na Terra é definir os rumos do país e do mundo até o paraíso social,
aquele onde não existe lucro nem culpa, onde todos são ricos e livres com a
mesma exata dose. Eles podem até não trabalhar muito, mas seu pensamento
pretende apontar para a solução de todos os males, para a utopia que o povo, se
liberto do feitiço ideológico dos donos do poder, abraçará encantado. Do outro
lado, os intelectuais se dividem entre os que abandonaram qualquer convicção do
passado e aderiram ao cinismo do presente instantâneo. Muitos afogam os últimos
fiapos de idealismo nas canecas de chopp. Outros, quase sempre economistas,
rezam por uma "técnica" supostamente não contaminada por vícios ideológicos; são
os tecnocratas cuja receita para os problemas brasileiros é estipulada em
números, dos quais o mais importante é o crescimento do PIB – mesmo que do tipo
dominante desde o regime militar, que mal divide a renda, não cria empregos no
ritmo necessário e exclui um terço da população.
O maior exemplo desse "descolamento" em relação à realidade é a maneira como os
intelectuais brasileiros se expressam. Escrevem mal, sem charme, sem
originalidade e sem clareza. Falam mal nas TVs e na rádio, porque prolixos e
previsíveis. Produzem teses de pós-graduação que são mais impenetráveis que a
Floresta Amazônica, com seu cipoal de citações, jargões e inversões. Tratam,
enfim, o saber como uma espécie de código privado, utilizando uma linguagem
cifrada cuja premissa é a de ser acessível apenas aos privilegiados, aos
iluminados, aos iniciados.
Com isso, ironicamente, não poderiam estar mais desatualizados. O conhecimento
na Era Digital é cada vez mais acessível; está cada vez mais saindo de guetos e
viajando à velocidade da Internet de banda larga. Grupos multidisciplinares se
juntam para somar conteúdos e romper barreiras formalistas, levando suas
pesquisas quase em tempo real para o público interessado. Como Einstein, mais e
mais pessoas acham que o conhecimento que não consegue ser traduzido em
linguagem simples (e tudo menos simplória, banal, superficial) é um conhecimento
que tende a morrer. Saber não é poder; é, na maioria das vezes, remar contra o
poder, contestá-lo, expandindo os horizontes de quem não o detém.
(Leia mais na edição 54 da Revista Continente Multicultural)
inserir aqui uma procura na internet sobre o neuromancer alemao
pensamentos em construcao. editando-se
extraidos de uma correspondencia minha
(...)você levou para a rede suas
angústias e dúvidas acerca da comunicação digital, e acho que são bastante
pertinentes (...) não tenho um idéia precisa do que seja um site de literatura e
concordo com suas reflexões acerca do tema. Na verdade, além da idéia de que
cada site deve suscitar o seu próprio formato com o correr do tempo a rede se
transformará e muita coisa mudará - e as mudanças que ocorrerão serão tão
profundas que todos os assuntos relacionados à publicação de livros, patentes,
imagens, bem como questões acerca de direitos autorais terão de ser repensadas.
(Tenho descoberto escritores que estão enviando quase toda a sua obra para a
rede, simplesmente porque acreditam no poder de democratização de idéias que
nela está implicado.)
O domínio publico é fato certo para autores falecidos ha mais de 70 anos, você
sabe. Existem, também, os casos, como falas, daqueles autores (e não falamos
apenas de escritores de literatura, provavelmente) que terminarão por
CONSCIENTEMENTE disporem toda a obra na Internet. Mas existe um terceiro tipo de
autor: aquele que talvez jamais publique um livro no formato clássico, mas
COMECE DESDE SUA PRIMEIRA OBRA A PUBLICAR NA INTERNET.
O que suscita interessantes constatações: muitas desta pessoas, inclusive por
fatores econômicos (a vida ;é breve) JAMAIS PUBLICARIAM EM SUAS VIDAS nos
processos anteriores. Segue dai que o volume de informações mundiais tendera a
crescerão apenas pela natural multiplicação de seres pensantes, mas pelo mercado
produtivo aberto para e por estas pessoas.
Interessante ver como a tecnologia amplia capacidades latentes, naturais. Quando
comecei a escrever poesia usava uma maquina de escrever. Quando tive meu
primeiro computador (um TK 3000) minha produção teve um salto gigantesco.
Da mesma forma, existem artistas digitais que não teriam enfrentado os pincéis
paletas e telas. E quanto geniais designers gráficos (eu excluído, certamente)
são totalmente autodidatas, tendo aprendido e ainda evoluindo com técnicas
digitais...
As utopias sempre me interessaram. Li a de Morus, o Admirável Mundo Novo e falta
agora o 1984. Li também Uma Revolução no Futuro e os Despossuídos, que também
são utopias. Acho que foi na década de 60 que começou a divulgar-se a
inteligente observação da realidade (umberto eco escreveu muito sobre isso e o
joelmir betting formou-se com a tese O CAPITALISMO UM PROCESSO, NÃO UM PROJETO,
o jabor também fala muito disso em suas crônicas) que diz que os eventos
acontecem independentemente dos planejamentos, políticas e previsões. Asimov
descreve apenas que a psico-historia (ou seria psicociencia ???, acho que ;e
esta ultima), poderia, num processo inverso, compreender o movimento de
populações muito gigantescas em processos temporais mais distendidos. São
processos oriundo das interações da atividade humana impossíveis d prever senão
em curtíssimos lapsos de tempo.
Como as formigas que pensam que dirigem uma folha numa correnteza de rio não
importa o que os sistemas judiciários e executivos pensem em fazer a modificação
da distribuição de cultura, comunicação e informação vai seguir desafiando
previsões. Me perdoe se as vezes pareço não ser original ou ter minhas próprias
idéias, pois lhe garanto que já é suficientemente complexo acreditar nas dos
outros e tentar mante-las coerentes com o que acredito...
Eu por exemplo, como falava lá em cima, vou colocar todo meu pobre pensamento e
poesia na rede. Farei isso com minha arte digital. E já começo a pensar em fazer
o mesmo com design corporativo (logos). Mas há questões senão de direitos
autorais, ao menos econômicas a considerar:
vivemos em tempos demóticos como dizia um historiador (acho que é o Barzun). a
democracia esta sedimentada aparentemente em diversos países mas ;é engano
atribuir aos sistemas de convívio políticos atuais as acepções puras do termo em
português. na verdade somos uma democracia que opera por procurações. pode
talvez haver democracia em pequenos núcleos de pessoas. mas não em republicas.
pois não fazemos nossas leis (elegemos quem as faz). não administramos (elegemos
quem o faz). e e certo de que na quase totalidade das vezes os votos no senado e
congresso diferem daqueles que os eleitores dariam se lá estivesses. mesmo
porque a maioria não conduziria mesmo necessariamente ao acerto, prova e que de
quando em vez se elege um Collor. a maioria pode sim errar, o caso da vacinação
publica a época de Osvaldo Cruz é bem emblemático: ele é que estava certo. O
voto da maioria, ainda que o senso comum, a constituição, o bom senso, a
legislação, a historia, a pressão dos países já democratizados sobre outros não,
mesmo eu e você, afirme ser o melhor, ainda estará sujeito a erros de avaliação.
Talvez trate-se de errar em grupo e dividir a culpa!
mas não vim aqui falar de política mas sim de democracia e democratização, que
não são a mesma coisa. a democratização ou a demotizacao pode se dar de diversas
formas, inclusive sistêmicas ou por decreto. acredito alias que um dos pre
requisitos para a democracia e a democratização é a riqueza, que torna uma certa
"generosidade" mais possível. tenho ate uma teoria abstrusa de que a sociedade é
uma invenção dos mais fracos (slogan bom para nazistas, certamente). Sim,
porque, ainda que acreditemos piamente em direito natural, contrato social,
tabula rasa, homo homini lupus, ou o que quer que seja, é claro que o grandalhao
da tribo se apossa dos recursos quando hão poucos. Como diria um personagem de o
nome da rosa, o macrocosmo é sempre uma expansão do microcosmo. Nele tudo se
repete.
e aqui é que chego a questão da democratização do saber e dos custos do
conhecimento voltando a análise aos tempos duro e sombrios da Europa medieval, a
alfabetização em massa, as políticas de ensino publico, das quais, você,
Suttana, sabe melhor que eu os contornos e chego a Internet como barateamento da
informação, ainda que a custa de um equipamento CARO que não chegou nas
favelas... MAS CHEGARA, CERTAMENTE CHEGARA, como chegou o radio e a televisão.
Com a diferença de que não poderia haver controle na emissão de conteúdo na
Internet como ha nos outros sites
O que quero dizer é que nem existiam livros à época dos monges copistas. Um
monge produzida no máximo meia dúzia de copias de determinado livro, mais da
metade destas era trocada entre os monasterios e outra parte vendida a preços
inimagináveis para alguns nobres
Gutenberg tornou o livro mais barato ao ponto de poder ser vendido para os
burgueses (um novo mercado em expansão). Estes burgueses se alfabetizaram,
criaram suas próprias idéias, investiram em pensadores e artistas que geraram
novas idéias (os Suttana e Paulos W da época). Foram criadas instituicoes de
ensino em moldes mais universais e modernos e com isto já sabemosa: a informação
foi caindo de preço
A cada tecnologia nova o preço da informação foi baixando. Depois o radio e
depois a televisão. A televisão traz informação a custo irrisório. Infelizmente
uma pessima informação, concordo, mas ainda assim de baixo custo
O que a Internet fez foi juntar todas as tecnologias numa uma única pedra
sensitiva e os custos caíram ao ponto de ser melhor arriscar escrever na
Internet do que publicar uma edição de 50 exemplares de uma obra qualquer
de certa forma ainda somos como que filhos de nobres, com acesso aquelas poucas
copias dos livros das abadias... pois temos acesso a estes grimorios
proibidos... eu faço a minha parte. downlodeei 222 obras mas vou distribuir meu
primeiro livro gratuitamente pela rede. Me sinto as vezes como os personagens de
o nome da rosa, ou de Fahreinheit 451, ou ainda de cântico para leibowitz... Em
nosso esforço pra disseminar arquivar e gerar cultura
Mas para tudo isto existir existe por trás um sistema mais complexo tem de haver
um sistema mais amplo que permita existir os que pensam, os que não fazem sexo,
os jogadores de futebol, os padres e os militares... Como talvez tenha escrito
um marx ou um Engels (não sei nunca li) as interações econômicas permitem que
madames alimentem cachorros com dinheiro que poderia alimentar uma tribo inteira
na África e este mesmo sistema permite o surgimento de gente que parece não
produzir nada como os militares e em certa medida os padres ate chegar nesta
espécie rara que é o escritor que vive de escrever e a mais incrível das
categorias: o escritor diletante e/ou desesperançado. Este barateamento da
informação pode permitir que muitos mais escritores escrevam e publiquem mais
vai dificultar ainda mais viver de escrever. Como sempre houve, parece que
sempre vai haver ainda a necessidade de viver de outras coisas e escrever sem
pretensões econômicas de retorno
Pensa-se erroneamente alguns que publicar numa rede ainda que gratuitamente e
esperar algum donativo (como nos casos de fontes shareware) pingar na conta
corrente ;''e viável, uma vez que milhões de pessoas podem ler seu livro. Mas
tudo isto é só potencial. Milhões podem ler realmente seu livro. Mas milhares de
escritores estão ai agora dividendo esta atenção, ainda que uma parcela ínfima
downlodeie sua obra nestas condições acima sugeridas, uma parcela menor ainda
estará interessada dada a facilidade da coisa a mandar alguma coisa a você,
pobre escritor.
Fico perdido. Sites como o do Feitosa podem facilmente espelhar 4000 poetas e o
que fazer. Uni duni te para escolher o poeta da vez e tentar ler sua obra e suas
angustias.
Como disse, o negocio é relaxar. Sempre foi difícil viver de escrever. As
profissões, cada uma, tem seus ossos do oficio. Talvez este seja um dos da
escrita. Ha ainda uma ultima analise mas que deixarei para a frente, ou para meu
site. A de que acima da literatura existe a escrita, se é que não sejam a mesma
coisa. O que quero dizer é que me sinto mais empolgado as vezes lendo Carl
Sagan, ou Stephen Jay Gould do que um romance ou conto ou poema. As idéias
existem em muito s e infinitos campos. Quando empolgam, viram literatura. Acho
que Poe ;é que sempre esteve certo: o livro, o conto, a literatura TEM DE SER
UMA MAQUINA DE LEITURA. Se um relatório sobre descoberta de vida animal num
deserto qualquer empolgar ESTA SERÁ A LITERATURA. E AQUI FAÇO UM ELOGIO AO TEU
TEXTO "SEGUNDA PÁGINA DE DIÁRIO" que descreve justamente a dogmatizado que
permeia os meios em geral para defender este ou aquele autor, ou julgar
imprescindiveis certos corpos de conhecimento em detrição de outros. Eu tenho
muito orgulho de nunca ter lido Engels e marx. Se os tivesse lido teria muito
orgulho em te-los tido lido. Eu me orgulhava d, morando em recife, não conhecer
olinda. Agora eu me orgulho de conhecer olinda. Nenhum conhecimento é
imprescindível salvo o conhecimento em si. Mas nunca se consegue abandonar o
conhecimento adquirido. Pelo menos não facilmente, e muito menos agora. Neste
mundo com poucos califas e poucos santos papas. Por pensar assim eu vasculho a
Internet a procura de um texto chamado O CONHECIMENTO É UM ALUCINÓGENO, saído
num correio da UNESCO na década de 90, cujo titulo por si já é muito
instrutivo...
(LINKAR EM DESIGN)
O desenvolvimento da interface gráfica do Cd-Rom Patrimônio da Fé – Igrejas
Tombadas pelo Patrimônio Histórico da Ilha de Santa Catarina
Rebecca de Farias Nunes 1
[email protected]
Universidade Federal de Santa Catarina, SC
Vânia Ribas Ulbricht 2
[email protected]
Universidade Federal de Santa Catarina, SC
Resumo
Com o advento das novas tecnologias na era atual e com o crescimento na
utilização da linguagem visual, criou-se a necessidade que os projetos de
interface gráfica priorizassem a decodificação correta das mensagens pelo
público-alvo. Através, desses novos recursos gráficos pode-se atingir
um universo maior e mais diversificado de pessoas, difundindo assuntos como a
história e a cultura
de uma região. Este artigo apresenta o desenvolvimento da interface gráfica do
Cd-Rom Patrimônio
da Fé – Igrejas Tombadas Pelo Patrimônio Histórico da Ilha de Santa Catarina.
Palavras-chave: interface gráfica, hipermídia, cultura.
Abstract
Actually with the news technologies and the increase on the use of visual
language, the first worry in
projects of graphics interfaces should be decode rightly the messages for the
target audience.
Throw these news graphics resources a biggest and difference group of people
could have knowledge about
subjects like history and culture of a region. This article presents the
development of the graphic interface of
the CD-ROM Faith’s Property – Churches Aquiver for the Government Property of
the Santa
Catarina´s Island.
Key words: graphic interface, hypermedia, culture.
1. Introdução
A revolução tecnológica transformou o mundo
da mídia. A sociedade vive hoje na chamada
“Era da virtualização”, da “Cibercultura”, que
segundo Lévy (1999) proporcionou novas
formas de disseminar informações.
Com o advento das novas tecnologias torna-se
cada vez mais importante o uso dos recursos da
linguagem visual na transmissão de mensagens,
visando facilitar e incrementar a comunicação
entre os produtos e o público (Lage, 2001).
Diante destes novos fatos, cabe aos projetistas
de ambientes virtuais utilizar mensagens visuais
que possam ser decodificadas sem “ruídos”
pelos usuários, levando em consideração que o
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que vemos não é realmente o que percebemos.
Gomes (2000) destaca o fato de que a percepção
humana é regida por um conjunto de fatores
externos e internos e cita dentre esses fatores: as
emoções, os sentidos e a bagagem cultural do
indivíduo.
Na produção de aplicativos hipermídia os
designers devem desenvolver interfaces gráficas
que atendam também as questões de
usabilidade. A fim de, facilitar a navegação do
usuário e dinamizar o acesso às informações.
Procurando, difundir a cultura e uma parte da
história da Ilha, e atendendo os princípios
citados, foi desenvolvido o CD-ROM,
denominado Patrimônio da Fé, que enfoca as
igrejas da ilha de Santa Catarina tombadas pelo
patrimônio histórico.
2. O tema abordado
Nos séculos passados as comunidades viviam
afastadas, porém aconteciam reuniões que eram
realizadas nas Igrejas, a qual detinha grande
parte do poder sobre a sociedade. A influência
da Igreja sobre as comunidades antigas pode ser
vista na arquitetura e nas artes. Desse modo,
através dos templos religiosos pode-se conhecer
muito sobre a história e a cultura da
humanidade.
Também no Brasil a arquitetura das Igrejas
revela muito sobre a história, a cultura e o
desenvolvimento social em muitas
comunidades.
Macowieck (1994), aponta que a arquitetura
Catarinense, assim como à de todo sul do
Brasil, sofreu três influências principais que
são: a Paulista Bandeirante1, a dos Tropeiros 2 e
a Açoriana 3. O mesmo autor, destaca ainda que
as Igrejas Catarinenses possuem algumas
peculiaridades arquitetônicas como: a tendência
ao uso de formas simples e de composições
retilíneas, plantas de nave única, paredes
caiadas de branco e poucas aberturas.
Com o tempo, a sociedade passou a observar o
valor cultural e a importância histórica dessas
construções e monumentos datados do início de
suas civilizações e através da criação de leis,
buscou incluir a preservação como um dos
elementos integrantes do planejamento urbano.
Seguindo esta tendência, em 1974, o governo
do município de Florianópolis, a fim de,
conservar a identidade cultural da cidade,
iniciou o processo de preservação instituindo o
instrumento de tombamento.
Logo, na tentativa de perpetuar a história
cultural e disponibilizar para um grande público
essas informações, surgiu a proposta do
desenvolvimento de um aplicativo hipermídia
sobre as Igrejas de Florianópolis tombadas pelo
Patrimônio Histórico da Ilha de Santa Catarina..
Para tanto, foi realizada uma pesquisa de
campo, onde foram coletados os seguintes
dados: história da construção, festas e datas
comemorativas, santos padroeiros, horário de
funcionamento das paróquias, localização
geográfica, entre outros. Também, foi realizada
a captura de imagens fotográficas das igrejas.
3. A organização da informação no ambiente
hipermídia
Após essa coleta de dados, seguiu-se para a
etapa de organização das informações
levantadas, que foi realizada hierarquicamente,
e foi representada através do mapa de
informação.
Vilela (2002) afirma que os mapas quando
utilizados adequadamente, são um grande
instrumento na organização da informação,
facilitando o aprendizado e a produtividade.
1 Força e Aventura do homem primitivo com o
empreendimento agrícola.
2 Condutores de tropas e animais.
3 Influência com papel preponderante na arquitetura
religiosa sulista.
3
Para Kawazaki (1996) o mapeamento da
informação representa a divisão do documento
em partes que podem ser facilmente
compreendidas pelo usuário, essas são
denominadas blocos de informação. Todavia,
cada bloco de informação deve conter apenas
um tipo de informação.
A figura 1 apresenta o mapa das informações,
que compõem o CD-Rom em questão.
Figura 1 – Mapa de Informações
Fonte: Alves e Nunes, 2003.
4. Desenvolvimento da IHC
No projeto de um aplicativo hipermídia merece
grande atenção o desenvolvimento da interface,
pois ela é “o ponto de contato do ser humano
com uma máquina” (RADFAHRER, 2003,
p.92). O layout de uma interface, deve permitir
ao usuário uma fácil navegação pelo aplicativo
e acesso rápido às informações.
Para a criação dos objetos de interação com o
usuário, assim como os ícones para o menu
principal (figura 2) foram considerados
princípios da Gestalt, como: unidade,
semelhança, fechamento e pregnância da forma.
Figura 2- Ícones Menu Principal.
Fonte: Alves e Nunes, 2003.
Segundo Amaral (2003), os objetos de interação
são componentes básicos da IHC (Interface
Homem Computador), portanto cada plataforma
deve possuir uma linha de objetos desse tipo.
No CD- ROM estão presentes 12 mapas de
localização animados das diferentes igrejas, os
quais por possibilitarem uma interação entre o
usuário e a máquina, são classificados por
Amaral (2003) como características de primeiro
plano. (ver figura 3)
Figura 3 – Mapa de Localização Igreja Nossa Senhora da
Lagoa da Conceição
Fonte: Alves e Nunes, 2003.
Na escolha do estilo a ser utilizado no
desenvolvimento do layout da interface, foram
consideradas categorias conceituais eleitas por
Gomes (2000) como: clareza, simplicidade e
coerência.
Macowieck (1994) ainda, observa presente na
arquitetura religiosa catarinense composições
retilíneas, formas simples e utilização da cor
branca. Desta forma, optou-se por um layout no
estilo “clean” e moderno, com formas simples,
composições retilíneas e o uso da cor branca.
5 Altar central e principal da igreja, localizado na
extremidade oposta a porta de entrada.
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A resolução da tela foi feita em 800X400, sendo
a informação principal centralizada, nas laterais
o menu-fixo (lateral esquerda) e botões de
navegação- saída, avançar e voltar- (lateral
direita) remetendo assim o usuário à mesma
estrutura organizacional utilizada no altar-mor 5
das igrejas. (ver figura 4)
Figura 4 – Tela Início.
Fonte: Alves e Nunes, 2003.
As grades de alinhamento ou grids são uma das
opções para organizar os elementos em uma
página ou tela, pois apóia à legibilidade,
reconhecimento, alinhamento e compreensão da
mensagem. Para Radfahrer (2001) sua função é
padronizar os espaços e auxiliar o usuário a
encontrar o que procura, no local esperado
sempre que o desejar. Além de, auxiliar o
designer no estabelecimento de uma ordem no
projeto do documento. Neste projeto o desenho
do grid foi baseado em retângulos
proporcionais. (ver figura5)
Figura 5 – Tela Mapa de Localização Igreja Nossa
Senhora da Lagoa da Conceição com o grid.
Fonte: Alves e Nunes, 2003.
E a fim de, respeitar às convenções de leitura
ocidental a localização do menu fixo foi na
lateral esquerda, com os ícones centralizados.
(ver figura 6)
Figura 6 – Tela Igreja Catedral.
Fonte: Alves e Nunes, 2003.
5. Hipertexto, fonte tipográfica e cor
Considerando que a velocidade de leitura na
tela do computador é 25% menor do que em um
documento em papel, o uso do texto deve ser
minimizado, ou seja, deve-se escrever 50%
menos em aplicativos hipermídia (Parizotto.
1997).
Procurou-se, assim, evitar a utilização de barras
de rolagem, para dinamizar a navegação do
usuário e acelerar o processo de leitura e
compreensão da informação. (ver figura 7)
Figura 7 – Tela Arquitetura
Fonte: Alves e Nunes, 2003.
Segundo Parizotto (1997), as interfaces gráficas
devem utilizar uma variação de três a sete cores.
Neste projeto a seleção das cores, foi baseada
nas cores do patrimônio (azul, amarelo, verde e
branco). Além dos tons de cinza e branco que
garantiram a composição de um layout sóbrio,
porém atual.
O branco como cor de background compôs um
cenário de espiritualidade, mas principalmente
por ser uma cor neutra e que não viria interferir
nas imagens aplicadas nas telas. (ver figura 8)
5
Figura 8 – Tela Galeria de Fotos Igreja Catedral
Fonte: Alves e Nunes, 2003.
Estas cores, também, foram escolhidas por
serem cores neutras e com boa legibilidade para
leituras em interfaces gráficas.
Cada link do menu fixo possui uma cor
específica, assim quando o usuário está numa
determinada sala todos os títulos de textos e
hotwords seguem esse padrão de cor
selecionada. (ver figura 9)
Figura 9 – Tela Patrimônio.
Fonte: Alves e Nunes, 2003.
Conforme Stein (2003), as fontes sem serifa e
não condensadas são as mais legíveis e
preferidas pelos usuários para aplicação em
meios virtuais. Assim, após alguns testes foram
escolhidas as fontes: Futura para os textos e
Century Gothic para os títulos. As fontes sem
serifa podem ser vistas segundo Santa Maria
(2002) como exemplo de fontes que se
adaptaram mais facilmente as novas
tecnologias. (ver figura 10)
Figura 10 – Tela Glossário.
Fonte: Alves e Nunes, 2003.
6. Considerações finais
Na sociedade atual, o predomínio da linguagem
visual confere aos projetistas a responsabilidade na
decodificação da linguagem verbal em imagens,
as quais possam ser compreendidas por um
universo diverso de indivíduos.
Para a transmissão de mensagens em um aplicativo
hipermídia, deve-se considerar primeiramente a
organização da informação e como essa estará
disposta no layout da tela. O desenvolvimento da
interface deve ter como objetivo principal facilitar
a navegação do usuário pelo aplicativo e
possibilitar o acesso rápido às informações.
O aplicativo desenvolvido procurou respeitar os
princípios da gestalt, a legibilidade e a usabilidade
do sistema, visando beneficiar a navegação do
usuário. Enfim o produto Patrimônio da Fé –
Igrejas Tombadas pelo Patrimônio da Ilha de
Santa Catarina, que visa difundir a história e
cultura catarinense, permitindo que não só a
população de Florianópolis, mas aqueles que
estão em visita à cidade possam conhecer as
diferentes igrejas tombadas da ilha.
7. Referências Bibliográficas
ALVES, Tamara; NUNES, Rebecca. Cd-Rom
Patrimônio da Fé – Igrejas Tombadas pelo
Patrimônio Histórico da Ilha de Santa
Catarina. Florianópolis, 2003.
AMARAL, Daniella. Ergonomia de Interface.
Anotações de aula. Florianópolis, 2003.
6
GOMES FILHO, João. Gestalt do Objeto:
Sistema de leitura visual da forma. São Paulo,
Escrituras Editora, 2000.
Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis.
<http://www.ipuf.org.br > Acessado em fevereiro,
2004.
LAGE, Nilson. Teoria da Comunicação e da
Mídia. Anotações de aula. Florianópolis, 2001.
LÉVY, Pierre. Cybercultura. São Paulo, 1999.
MACOWIEK, Sandra. As Igrjas e Capelas de
Florianópolis: Séculos XVIII e XIX. Dissertação
de Mestrado, Universidade do Estado de Santa
Catarina. Florianópolis, 1994.
PARIZOTTO, Rosamelia; CYBIS, W.A. Guia
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UFSC.
RADFAHRER, Luli. Design/web/design. São
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SANTA MARIA, L. Eduardo. A tipografia
está morta? A adaptação imposta por novas
tecnologias redireciona os novos critérios
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VILELA, Virgílio Vasconscelos. Mapas
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www.mapasmentais.com.br
. Consultado em
nov/2002.
WATSON, Charles. Workshop O Processo
Criativo. Anotações de aula. Florianópolis,
2003.