Marcha

Introdução

Marcha normal

Marcha patológica

Dispositivos auxiliares

Reeducação da marcha

  Ficar em pé

  Traçando objetivos

  Método Bobath

  Método FNP

  Tratamento

Considerações

 

 

 

 

 

 

 

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Bibliografia

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Contato

2001 Verônica Nakazawa

Abordagem pelo Método Bobath

 

Para Umphred (1994), se uma das características óbvias da marcha é a automaticidade, o treinar de marcha deve refletir esse fator, Bobath (1978) diz que, o paciente tem que, em primeiro lugar, aprender os movimentos mais primitivos do tronco, antes que seja tentada a reabilitação do braço e da perna. Antes que se encoraje a marcha, o cliente precisa ter praticado e obtido algum controle na posição em pé com os pés paralelos, no apoio do passo, e na sustentação de peso unilateral de cada perna. As posições dos membros inferiores durante a marcha devem ser cuidadosamente escolhidas para facilitar a transferência de peso e inibir a espasticidade de tronco e das cinturas. Nos estágios iniciais, quando a marcha está sendo praticada por curtas distâncias, itens comuns, tais como andadores, permitem o “alcance” dos dois membros superiores e permitem que esse sejam colocados em uma posição que retira o peso do braço do tronco e deixa-lo dentro do campo visual. O uso de objetos estáveis, tais como barras paralelas, encoraja o ato de “tracionar” com o membro superior. Essa tração contribui para o padrão flexor espástico no membro superior.

 

Durante a deambulação, por exemplo, uma pessoa com hemiplegia apresenta um aumento da espasticidade de membro superior devido a reações associadas, controle de tronco deficiente e falta de equilíbrio. Esse aumento na espasticidade bloqueia o desenvolvimento do balanço do braço durante a marcha porque esse balanço é resultado de movimentos contra-rotacionais entre cinturas escapular e pélvica. Essa contra-rotação dentro do tronco não ocorre quando a espasticidade está presente.

 

Durante o retreinamento da marcha no cliente com hemiplegia, por exemplo, o terapeuta deve enfocar três áreas críticas: aceitação do peso (do contato do calcanhar para o pé plano), suporte de membros duplo-simples (apoio médio para retirada do calcanhar), e ajustamento do comprimento do membro (balanço).

 

De acordo com Davis (1997), quando os componentes individuais da ação foram praticados e experimentados de pé, a marcha pode ser facilitada pela terapeuta. A facilitação significa que o paciente é habilitado a sustentar peso sobre a perna hemiplégica sem hiperestender o seu joelho e a oscilar sua perna para frente sem repuxar sua pelve para cima ou circunduzir sua perna e que os comprimentos dos passos são mais semelhantes no tempo e no espaço. A facilitação deve tornar a marcha menos exigente com relação aos esforços e mais rítmica. Qualquer forma de facilitação que ajude o paciente a andar fácil e ritmicamente é adequada durante o tratamento.

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