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Abordagem
pelo Método Bobath
Para
Umphred (1994), se uma das características óbvias da marcha é a
automaticidade, o treinar de marcha deve refletir esse fator, Bobath
(1978) diz que, o paciente tem que, em primeiro lugar, aprender os
movimentos mais primitivos do tronco, antes que seja tentada a reabilitação
do braço e da perna. Antes que se encoraje a marcha, o cliente precisa
ter praticado e obtido algum controle na posição em pé com os pés
paralelos, no apoio do passo, e na sustentação de peso unilateral de
cada perna. As posições dos membros inferiores durante a marcha devem
ser cuidadosamente escolhidas para facilitar a transferência de peso e
inibir a espasticidade de tronco e das cinturas. Nos estágios iniciais,
quando a marcha está sendo praticada por curtas distâncias, itens
comuns, tais como andadores, permitem o “alcance” dos dois membros
superiores e permitem que esse sejam colocados em uma posição que
retira o peso do braço do tronco e deixa-lo dentro do campo visual. O
uso de objetos estáveis, tais como barras paralelas, encoraja o ato de
“tracionar” com o membro superior. Essa tração contribui para o
padrão flexor espástico no membro superior.
Durante
a deambulação, por exemplo, uma pessoa com hemiplegia apresenta um
aumento da espasticidade de membro superior devido a reações
associadas, controle de tronco deficiente e falta de equilíbrio. Esse
aumento na espasticidade bloqueia o desenvolvimento do balanço do braço
durante a marcha porque esse balanço é resultado de movimentos
contra-rotacionais entre cinturas escapular e pélvica. Essa contra-rotação
dentro do tronco não ocorre quando a espasticidade está presente.
Durante
o retreinamento da marcha no cliente com hemiplegia, por exemplo, o
terapeuta deve enfocar três áreas críticas: aceitação do peso (do
contato do calcanhar para o pé plano), suporte de membros duplo-simples
(apoio médio para retirada do calcanhar), e ajustamento do comprimento
do membro (balanço).
De
acordo com Davis (1997), quando os componentes individuais da ação
foram praticados e experimentados de pé, a marcha pode ser facilitada
pela terapeuta. A facilitação significa que o paciente é habilitado a
sustentar peso sobre a perna hemiplégica sem hiperestender o seu joelho
e a oscilar sua perna para frente sem repuxar sua pelve para cima ou
circunduzir sua perna e que os comprimentos dos passos são mais
semelhantes no tempo e no espaço. A facilitação deve tornar a marcha
menos exigente com relação aos esforços e mais rítmica. Qualquer
forma de facilitação que ajude o paciente a andar fácil e
ritmicamente é adequada durante o tratamento.
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