Mais de vinte anos se passaram entre a primeira formação do Iron Maiden e a atual, que conta com a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith, que estavam afastados da banda há muito tempo. Eles juntaram-se a Dave Murray, Nicko McBrain, Janick Gers e Steve Harris (fundador e principal compositor) e têm tudo para começar mais uma temporada de sucesso e de novos clássicos, já que a década de 90 não foi muito fácil para o Maiden. Blaze Bayley não conseguiu convencer muita gente como vocalista sucessor de Dickinson, mas desde No Prayer for the Dying as coisas não iam tão bem como antigamente.

O trajetória de sucesso do Iron Maiden começou com a gravação do primeiro disco, lançado em 1980 e chamado simplesmente de Iron Maiden mesmo. Nessa época a formação era a seguinte: Steve Harris, Clive Burr, Dave Murray, Dennis Stratton e Paul Di'anno. O disco foi bem recebido pelos fans e foi aclamado pela crítica, apesar de ser uma produção bem simples. O sucesso inicial foi bem maior do que a banda esperava até o momento. Alguns clássicos do disco: Prowler, Running Free e o hino Iron Maiden.

No ano seguinte foi gravado o disco Killers. Este foi o último com Paul Di'anno como vocalista e o primeiro com Adrian Smith substituindo Stratton e fazendo dupla com Dave nas guitarras. Apesar de mais bem produzido que o anterior, não conseguiu o mesmo sucesso.

Bruce Dickinson é chamado para o substituir Di'anno e não decepciona. Logo no seu primeiro trabalho com a nova banda ele mostra todo o seu potencial e prova que veio para ficar. Depois de alguma rejeição inicial, ele logo ganha o apoio dos fans.
The Number of the Beast (1982) é um álbum dos mais incrívies, com músicas fantásticas, como a faixa-título, Run to the Hills, Children of the Damned e a incrível Hallowed Be Thy Name.
Nessa época, a banda já fazia turnês pelo mundo todo e sua popularidade ficava cada vez maior.

Em 1983 sai o Piece of Mind, que também não ficou devendo nada em relação ao anteirior. As músicas Revelations, Flight of Icarus, Still Life e The Trooper (grande clássico do disco e um dos maiores da banda) são os destaques. Para a gravação desse disco Nicko Mcbrain entra no lugar de Clive Burr na bateria e mantém o nível.

O sucesso já era muito grande, o Iron Maiden ganhava cada vez mais e mais fans pelo mundo e em 1984 grava o disco Powerslave, que seguiria com a maior turnê já realizada pela banda: foram 300 shows em 13 meses e em 28 países. Durante a World Slavery Tour eles tocaram no Rock in Rio 1, no dia 11 de janeiro de 1985 - foi a primeira vez que se apresentaram na América do Sul. O Powerslave seguia a linha do seu antecessor, com músicas rápidas e pesadas. Esse disco tem uma das músicas mais longas que eu conheço - Rime of the Ancient Mariner tem mais de 13 minutos de duração, mas é tão boa que você nem percebe.

O álbum seguinte recebeu o nome de Somewhere in Time, e tinha uma temática relacionada com o tempo. Gravado em 1986, apresentou um Bruce Dickinson no auge absoluto de sua forma e um Adrian Smith muito inspirado, que compôs sozinho três músicas e criou alguns dos solos de guitarra mais incríveis de todos os tempos (Wasted Years e Stranger in a Strange Land, para citar dois exemplos). É realmente impressionante ouvir músicas compostas por Steve Harris, como Heaven can Wait, tanto pelo som quanto pela fantástica letra.

1988 -  Seventh Son of a Seventh Son nasceu para ser considerado por muitos um dos melhores discos do Iron desde 1980 até hoje. Um disco totalmente conceitual, onde todas as músicas têm uma certa relação entre si, abordando temas espirituais e relacionados com a vida após a morte. CLIQUE AQUI para saber mais sobre a "lenda" do sétimo filho.
As músicas são mais melódicas do que as dos discos anteriores, mas nem por isso ficaram "leves". Muitas começam com uma introdução lenta para depois ganharem velocidade e peso, como The Evil that Men Do, Infinite Dreams e The Prophecy. Nesse álbum todas as oito músicas têm um excelente padrão de qualidade, não havendo nenhuma que destoe do conjunto.

Em 1990 o Iron Maiden sofre uma perda muito grande. Adrian Smith anuncia que está deixando a banda, provavelmente por falta de motivação e desacordos quanto ao prosseguimento do trabalho do grupo. Quem entra no seu lugar é Jenick Gers, outro excelente guitarrista, e que anima muito as apresentações ao vivo.

No Prayer for the Dying (1990) não conseguiu ser um sucessor à altura da linhagem dos espetaculares discos da década de 80, apesar de ter algumas boas músicas com Tailgunner, Holy Smoke e Mother Russia. A banda havia chegado a um nível tão alto que seria impossível se manter assim por muito tempo. Qualquer trabalho que fosse realizado após o sucesso absoluto durante a década de 80 receberia uma cobrança muito grande.

Em 1993, depois de mais um álbum gravado (Fear of the Dark, 1992), a pior notícia para os fans do Maiden: Bruce Dickinson estava saindo para seguir carreira solo. Depois de uma difícil escolha, Blaze Bayley tem a oportunidade de ocupar a vaga.
Apesar de ser um bom cantor, é evidente que ninguém que entrasse poderia substituir Dickinson à altura. E Bayley sofreu bastante rejeição por causa dessa comparação.

O primeiro disco da era Bayley foi o The X Factor (1995). É até difícil fazer uma comparação com discos anteriores em função da diferença de estilo entre o novo e o antigo vocalista. Mas a banda continua afiada, exemplo disso é a longa Sign of the Cross, outra bela música com mais de 10 minutos de duração.

Na folga entre um trabalho e outro é lançada a coletânea Best of the Beast em 1996 com uma música inédita: Virus, muito boa por sinal, apesar da introdução enjoativa.

Em 1998, o segundo e último trabalho com Blaze Bayley no volcal: Virtual XI é considerado por alguns como o pior disco da história do Maiden, com uma banda pouco inspirada e abusando de refrôes muito repetitivos. Apesar de tudo, não se pode ignorar que desse álbum surgir mais um grande clássico: The Clansman.

Poucos poderiam imaginar, mas depois de Virtual XI iniciaria-se uma nova fase no Iron Maiden.

Depois de entendimentos entre ambas as partes, Bruce Dickinson estava voltando e trazendo consigo Adrian Smith, isso sem provocar a saída de Janick Jears, ficando assim a banda com 6 integrantes. Inacreditável para os fans...


Em 2000 a nova formação gravou o primeiro disco dessa nova fase. Brave New World é com certeza o melhor disco desde Seventh Son of a Seventh Son, mostrando que os bons tempos estão de volta. Tem belíssimas músicas como The Nomad e Dream of Mirrors (cada uma com mais de 9 minutos de duraçao!) e músicas mais pesadas e rápidas, como The Wicker Man e The Mercenary. Todas com uma sonoridade perfeita. Além da emocionante Blood Brothers.

Em janeiro de 2001 a banda fez uma apresentação inesquecível no Rock in Rio, para matar a saudade dos fans brasileiros.

Iron Maiden forever !

F

F

F

F

F

F

F

F

F

F

F

F

F

F

F

 

DISCOGRAFIA

Iron Maiden Seventh Son of a Seventh Son
Killers No Prayer for the Dying
The Number of the Beast Fear of the Dark
Piece of Mind The X Factor
Powerslave Virtual XI
Somewhere in Time Brave New World
Hosted by www.Geocities.ws

1