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Lápide: A síntese de uma vida
Título e prefácio de livro são as últimas coisas que definimos e
colocamos, mas como tudo se dá início com nossos sonhos, eu já escrevi
este título algumas dezenas de vezes e ainda não me
contentei.
Este livro seria uma auto biografia. Não sei o porque
mas sempre quis encontrar um meio de escrever e perpetuar a
minha trajetória de vida pessoal e profissional.
Sabendo que ao
escrever adquirimos
antes de
tudo, autoconhecimento.
Mas estou consciente de ao
escrever o
que estou sentindo no
momento,
ou
escrever
sobre a minha
sua
história,
principalmente
momentos
que marcaram
a
minha vida.
Isso trará
um
entendimento
mais
profundo de muitas
situações
que foram deixadas de
lado,
mas
nem
por
isso deixam de
machucar.
Da vida pessoal, em especial, falar dos contrastes, da alegria de viver
e das inúmeras decepções que ela nos oferece, das experiências familiar,
das tragédias e dos inúmeros recomeçar.
Do exemplo deixados pelos meus pais à eterna ausência de meus irmãos.
Falar de fatos da infância, da pré adolescência, da descoberta de si
mesmo, do primeiro beijo, da intensidade do primeiro amor e das "loucuras"
dos amores platônicos pelos quais passei.
Nasci na cidade de Osasco, um município próximo à capital de São Paulo,
desta cidade me lembro muito pouco, era uma casinha de dois cômodos, mas
bem arejada, cujas frestas enxergava-se o mundo exterior, lembro-me das
noites em que minha mãe cantava algumas canções para que eu e meu irmão
mais velho pudesse dormir, mas algo me intrigava, muita das vezes,
enquanto cantava, minha mãe chorava. Bem mais tarde, acredito que até
mesmo após a adolescência, vim a descobrir qual seria o motivo destas lágrimas,
a "ausência" de meu pai.
Não sei como se deu a mudança, mas a cidade era pequena, tinha uma
estação de trem, toda feita de madeira, apenas dois trens no período da
manhã e dois a noite, no resto do dia, circulava apenas trens de carga.
Caulim se chamava o bairro, uma chácara bem pequenininha, uma casinha
de bambus entrelaçados e recheados de barro, com cobertura de sapê, na
cozinha um fogão a lenha, no cômodo central uma mesa comprida e um banco,
no canto minha cama, não me lembro de ter outra, no quarto um velho
guarda-roupas e a cama de meus pais, era simples, mas que tinha de tudo um
pouco, uma pequena plantação de batata doce, muita verdura, legumes e
algumas frutas, um pequeno riacho que dividia de um outro imenso sítio;
lembro-me das visitas de meus tios e tias, da alegria que eles tinham em
estar num lugar tão belo quanto aquele. Um fato engraçado que ocorreu, foi
quando um de meus tios, levou para lá uma bicicleta, e me levou para dar
uma volta na garupa, santo Deus, como eu gritava, pois a estrada era de
terra, de um lado barranco e do outro imensos abismos, eu gritava
desesperado, e ele mais pedalava. Ali também nasceu um de meus irmãos mais
novos, não sei dizer se minha irmã ou meu irmão, é...nasceu em casa, a
parteira fez o parto de minha mãe, e daquele dia algumas coisas ficaram
marcadas. Sou sincero não ouvi aquela criança chorar, também pudera,
eu era muito novo e com certeza não me ative a este detalhe, mas além do
nascimento de um de meus irmãos, duas outras coisas me marcaram naquele dia. O
almoço, bem acredito que tenha sido uma vizinha que veio fazer o almoço, e
não sei o porque eu tive nojo, ela fez uma galinha muito gordurosa, rs,
engraçado e hoje eu adoro uma galinha cozida na panela, outra coisa que
marcou foi, nós termos escondido de meu pai o nascimento deste meu irmã(o) até
a hora que ele foi deitar, foi muito engraçado, minha mãe colocou o nenem, para dormir juntinho dela
na cama e meu pai só percebeu quando foi deitar, acredito ter sido uma
grande surpresa para ele. Ah neste bairro, de uma única rua, morava um
senhor que era o único que tinha televisão, me lembro de assistir a copa
de 70 por lá, na verdade nem sei por quanto tempo moramos neste bairro, mas
foi ali, que andei a cavalo pela primeira vez, "roubei" muita pêra do
quintal do vizinho, também, era uma imensa árvore que fazia divisa com o
"quintal" da casa onde morávamos, vi pela primeira vez uma raposa, claro estava
aprisionada com os filhotes dela. Lebre, é...lá existia uma lebre que não
sei muito bem se era nossa e fugiu ou se era da mata mesmo e nos visitava
as vezes, mas foram várias as vezes em que corremos atrás da bichinha,
bem...bem...cobras nem se fala a quantidade,...mudamos para outro bairro
Se chamava 120, talvez pelo fato de o km 120 da estrada de ferro que
por ali passava. A casa era maravilhosa, toda feita de madeira, e o
telhado era de telhas, não me lembro de divisórias entre quartos, tudo me
leva a crer que era um imenso salão e que os poucos móveis que tínhamos
era utilizado para fazer a divisão deste salão. Após um período que ali
morávamos, um dos irmãos de meu pai veio morar com a gente, mas ele
exagerava na bebida, e os dois acabam brigando muito.
O terreno era um pouco menor, apenas uma pequena plantação de verduras,
e uma imensa dificuldade, água "potável" somente retirando de um poço de
cerca de uns 30 metros, mas na maioria das vezes, para ter água para
beber, íamos numa mina (nascente) que existia ha uns 500 metros de casa.
Neste terreno, estavam construindo uma casa de tijolos, local de uma
imensa tragédia que mais tarde relatarei. Este era um bairro que estava
nascendo, e já existia um pouco de famílias que por ali moravam, mas
existia muita dificuldade, minha mãe voltou a trabalhar fora, mas também
não me lembro se ela trabalhava fora antes, e uma vizinha tomava conta de
nós, eu e meu irmão mais velho, pois o mais novo, minha mãe carregava
consigo. As lembranças aqui são um tanto confusas, pois parte da história
foi "queimada" de minha memória.
...lembro-me muito bem, pois este dia é inesquecível, 02 de novembro de 1984,
por volta das 21h00, a rua era deserta, estava somente eu e ela, e eu meio
que sentado e/ou encostado num barranco, os beijos deram início à toda
magia, minhas mãos perdidas procuravam abrigo no corpo dela...
Falar de filhos, da felicidade e da saudade que cada um me traz.
O nascimento, a vida e a "morte" de cada um de meus amores, ah.. se eu
pudesse tecer detalhes do quanto vivi intensamente cada segundo, mas vou
tentar fazê-lo no decorrer do livro, pois acredito ser muito interessante
relatar cada experiência vivida ao lado de pessoas que até hoje mantenho
contato, pessoas com as quais tive o prazer de compartilhar momentos
marcantes de minha vida.
Da vida profissional, falar da saga de um cidadão, oriundo de uma
família humilde, pai nordestino e mãe portuguesa, ele pedreiro e ela
diarista em casa de família, para estudar, se fazer respeitar e se tornar
um profissional, que busca constantemente o reconhecimento.
O início da labuta se deu muito cedo em minha vida, em meus
alfarrábios, pude encontrar fotografias que retratam uma época em que eu
não tinha mais que sete anos e já empunhava uma enxada. Me lembro da caixa
de engraxar sapatos, mas não acredito ter conseguido muita coisa, pois a
timidez não me deixava dizer "vai graxa ai moço?"; também freqüentei a
feira, claro como vendedor de verduras e legumes, colhidos no quintal de
casa, em algumas vezes acompanhei meu irmão mais velho para a capital para
ser carregador em feiras.
Por volta dos quatorze anos comecei a trabalhar registrado, era uma pequena engenharia, bem...digamos apenas um engenheiro que
pegava serviços de órgãos públicos e contratava pessoas para auxiliá-lo no
projeto. Eita servicinho enjoado, abríamos veredas por entre as matas para
realizar medições, ou caminhávamos nos labirintos sob as ruas e avenidas
das cidades onde a "empresa" conseguia contrato. Um fato que me marcou
muito foi quando viajamos para Campos do Jordão, minha missão era
mergulhar num lago, levando uma baliza para medir a profundidade; óh céus,
que água gelada, mas da equipe eu era o único que sabia nadar...
Bem...é mais um sonho a ser realizado que pode parecer mais simples,
mas é neste que estou encontrando mais dificuldade, ainda mais que parte
do material que eu dispunha, talvez por descuido, foi jogado fora.
Mas acredito que mesmo assim, utilizando-se do HD ou Winchester que
cada um tem dentro de si, eu possa realizar este sonho.
A narrativa se decompõe, numa poesia literária e numa cronologia
que acredito venha a apreender e prender a atenção do leitor do começo ao
fim.
Chegarei lá. |
Informática
um esporte Radical
Quando participante da maratona de
pesquisas para a confecção da Tese de Defesa da pós graduação, e diante do
inesgotável material de pesquisa, que muitos nunca foram utilizados. Tenho
como objetivo juntar todos estes materiais, fazer um pequeno briefing e
disponibilizar de forma bem didática.
Sei que não será uma tarefa fácil, mas o
Homem só se completa quando planta uma árvore, é pai e escreve um livro.
As duas primeiras etapas já foram realizadas, me falta a última e é
justamente esta que me parecia mais simples, está se mostrando muito
complexa.
Eu havia convidado um amigo de pós
graduação, mas como tantos outros amigos, nos distanciamos e já faz alguns
anos que não nos falamos, pela distância, pelas responsabilidades
assumidas, pelos compromisso profissionais, mas eu sou Brasileiro, jamais
desisto, estou dando continuidade à minha empreitada.
Estou pensando em algo bem objetivo, ou
seja, um livro de fácil leitura e interpretação, com uma narrativa
singular e que consiga saciar o leitor em todos os teus desejos quando o
assunto é Informática. O poderio bélico desta ferramenta, como meios de
auxiliar na gestão empresarial, que nos seus capítulos iniciais um meio de
situar o leitor no espaço e no tempo, fazendo uma narrativa Histórica de
toda a evolução dos Sistemas e das Tecnologias de Informação. Apresentar ainda uma modelagem de como Criar, Implantar, Implementar e
Utilizar um pequeno Sistema de Informação.
Gostaria ainda de poder escrever sobre
segurança de informação, colocar neste livro todos os passos necessários
para a uma análise crítica dos dados armazenados nos Bancos de Dados,
maneiras de filtrá-los e transformá-los em informações transformadoras de
diretrizes empresarias.
Chegarei lá. |