Nome Completo: Nina de Pádua Andrade
Natural de: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
2005 - Improviso nº 3
1996 - Como Nascem os Anjos
1987 - Eternamente Pagu
1986 - Nem Tudo É Verdade
1986 - Obscenidades (curtametragem)
1985 - Aqueles Dois
1985 - Noite
1985 - Avaeté - Semente da Vingança
1984 - Me Beija
1982 - Menino do Rio
1982 - O Segredo da Múmia
1981 - Engraçadinha
Premiações
- Melhor Atriz no 2º Rio Cine Festival, 1984, por Me Beija
Curiosidades
- Funda o Asdrúbal Trouxe o Trombone com Evandro Mesquita, Perfeito Fortuna, Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães e Hamilton Vaz Coelho
- Primeira peça profissional adulta foi uma peça chamada "Calabar", de Chico Buarque e Ruy Guerra, que foi proibida pela censura em 1973. Ela já estava pronta para estrear e a polícia federal censurou, então não houve estréia.
- A atriz chega ao cinema em 1981, interpretando a possessiva Letícia, jovem apaixonada pela personagem de Lucélia Santos em Engraçadinha, adaptação cinematográfica do folhetim de Nelson Rodrigues dirigida por Haroldo Marinho Barbosa.
- Emenda um filme atrás do outro durante a década de 80.
- Nas Tv chega por último, estreando em um programa chamado "Malu Mulher" (Globo, 1979/1980), que era estrelado pela Regina Duarte.
- Depois de várias novelas, a atriz se afastou, atuando mais em programas humorísticos como o "Zorra Total".
- Nina de Pádua transitou pelo cinema juvenil Menino do Rio, pelo "terrir", de Ivan Cardoso em O Segredo da Múmia, pelos dramas :Avaeté - A Semente da Vingança de Zelito Viana e Noite, de Gilberto Loureiro e pelo cinema autoral de Rogério Sganzerla em Nem Tudo É Verdade.
- Marca presença com sua bela voz em dois filmes Aqueles Dois e no curta Obscenidades.
Ela responde a nossa perguntas de maneira rápida e séria.
AFPB- Qual a lembrança mais remota que você tem de você, como gente?
Nina- Tenho muitas lembranças da infância e que rolam em minha mente como um filmezinho, sempre com felicidade.
Provavelmente a minha lembrança mais remota foi quando no Colégio Stella Maris, não fui escolhida para anjo, por ser muito alta. Chorei tanto que resolveram me colocar ajoelhada atrás de uma nuvem.
AFPB-Você sempre pensou em ser atriz ou isso foi circunstância do destino?
Nina- Comecei a trabalhar aos 14 anos de idade, profissionalmente sempre participava de eventos no Colégio e a partir daí, decidi que seria atriz. Estar no palco é tudo que eu gosto.
AFPB-Quais as novelas nas quais você atuou?
Nina-Trabalhos muitos queridos na TV, mas principalmente teatro e cinema. A TV foi a última coisa que entrou em minha vida.
A segunda novela que fiz foi "A Gata Comeu" (atualmente em reprise na Globo), outra novela foi "Dona Beija". Eu sou uma atriz de teatro, mas amo o cinema e compreendo e gosto muito da TV.
AFPB- Você se orgulha do que?
Nina- Da minha trajetória, da minha coerência, dos meus amigos, de uma série de coisas, da minha carreira.
AFPB-Sexo, amor, dinheiro, profissão, Deus. Coloque estas coisas por prioridade, por favor.
Nina- Amor e Deus estão juntos, embutidos um n o outro. Deus é feito de vários "Eus", está acoplado em minha vida, em segundo lugar vem a profissão porque através dela, eu me realizo; em terceiro lugar vem sexo e dinheiro. São duas coisas agradabilíssimas, então, apesar de não costumar juntá-las, parece que o mundo gira em torno destas duas coisas.
AFPB- Qual a sua religião?
Nina- Fui criada na Igreja Católica, houve uma época em que pratiquei budismo, mas respeito todas as religiões. Não freqüento nenhuma designação. Eu acho que a religião está ligada à natureza, a força interior, a sua capacidade e a perseverança. Ter fé em si mesma já é uma grande religião.
AFPB-Alguma coisa lhe trouxe arrependimento?
Nina- Muitas coisas me trazem arrependimento. Eu me arrependo de um monte de coisas. Tudo que eu fiz errado e não pude consertar, eu me arrependo.
AFPB- Um fato curioso que tenha acontecido com você.
Nina-Na cidade do Porto, em Portugal, uma senhora me reconheceu e me parou na rua para pedir um autógrafo.
AFPB- Fale um pouquinho a respeito do seu atual trabalho.
Nina- É uma peça que está em cartaz em São Paulo. Seu nome: "Bonifácio Bilhões". É uma peça de um autor brasileiro João Bittencourt. Faço uma personagem chamada Alzira. No elenco atuam só três atores, comigo. A direção é de Jaqueline Laurence, a produção é de Edmundo Lippe. Futuramente estará se apresentando no Rio.
AFPB-E de amores, como você está?
Nina- No momento não estou com ninguém. Digamos que o meu coração está encantado. Se for a pessoa certa, logo a gente vai saber.
AFPB-Você já sofreu algum assédio sexual?
Nina- Graças a Deus, não. Jamais passei pelo teste do Sofá.
AFPB-Os homens tem medo de você?
Nina-Alguns confessam que tem, outros não confessam, mas tem e podem fazer bobagem.
AFPB-O que você acha do casamento entre homossexuais?
Nina-Acho que é correto, porque se vive no ano 2001 e não há como negar. Esta situação está ai, na cara de todo mundo.
AFPB-Muitos amigos?
Nina-Não, muitos conhecidos, isso sim. Sou muito reservada e gosto muito de estar em casa. Mas tenho amigos queridos.
O Jornal da AFPB agradece e deseja a você Nina de Pádua, boa sorte e sucesso!