Os cães ladram e a caravana passa Revista Destaque da AFPB
Ano V - Número 19 - Janeiro/Fevereiro - Ano 2007 - Revista Bimestral

 

Home
Capa
Colunistas
Comportamento
Culinária
Especial
Esotéricos
Expediente
Opinião
Personalidades
Saúde

 

É verão, radicalize

Gabriela Morena

Adrenalina, aventura, muita emoção e contato com a natureza, se você já se sente seduzido por essas palavras, pode imaginar como vai se sentir descendo um rio dentro de um bote inflável com mais cinco pessoas, ou sozinho num caiaque. Talvez interesse mais atravessar o tal rio preso a uma corda, mergulhar e nadar com cardumes, subir morros e curtir o visual, fazer trilhas a pé ou numa bike... de uma forma ou de outra pode começar a se preparar, pois o verão chegou e esta é a melhor época para se aventurar num desses esportes radicais.

As modalidades radicais vem conquistando mais e mais adeptos no Brasil, e ganhando respeito no meio esportivo: muitas equipes estão se profissionalizando, campeonatos sendo disputados, já existe inclusive uma Copa do Mundo, que foi realizada nas Ilhas Fidji, na Oceania. A Eco-Challenge, levou as equipes a se embrenharem por 500 quilômetros de matas fechadas, rios e montanhas, durante dez dias. A equipe neo-zelandesa Seagate.com terminou em primeiro lugar, e duas equipes brasileiras ficaram entre as vinte primeiras colocadas, a Quasar Lontra (10º) e a EMA Brasil (19º).

No meio amador as pessoas com gosto pela aventura que caiam "off-road" para aproveitar a natureza e estimular o corpo e a mente não estão mais sozinhas, porque hoje em dia não é preciso ir longe para viver essa emoção. No Rio de janeiro, cidade privilegiada pela natureza, encontra-se todo o tipo de esportes dentro mesmo do perímetro urbano. Na Pedra Bonita por exemplo, entre os bairros de São Conrado e Barra da Tijuca, pode-se fazer vôos duplos, ou seja acompanhados de um instrutor, de asa-delta e parapente; na Floresta da Tijuca é fácil encontrar pessoas fazendo trilhas, trekking ou rapel, e para os fãs de escaladas a pedra do Pão de Açúcar é o endereço ideal.

A segurança é o maior cuidado a ser tomado antes de se aventurar, equipamentos bons, conhecimento do terreno a ser explorado, alimentação leve e muita água são alguns dos itens a serem checados. Thiago, estudante de geografia, costuma fazer a trilha que vai do Parque Laje até o Corcovado, mas aconselha a nunca entrar numa trilha desconhecida sozinho.

E para radicalizar não tem idade, pelo menos é o que garante o sr. Milton, carioca aposentado, que saltou de asa-delta pela primeira vez aos 68 anos, daí em diante fez mais dois saltos e levou o filho, a neta e mais alguns amigos até o alto da Pedra Bonita para voarem por São Conrado.

Fora dos limites da cidade, mas sem viajar demais, as opções continuam: o Parque do Dedo de Deus, em Teresópolis, tem trilhas e mirantes para aproveitar a vista; a Reserva de Itatiaia tem trilhas, mirantes, cachoeiras e rios para se banhar ou atravessar de tiroleza; em Três Rios é possível descer pelo rio Paraibuna de rafting, caiaque ou acqua ride; e para os amantes do mar mergulhar nas águas geladas de Cabo Frio ou nas transparentes de Parati será inesquecível.

 

 

Este site foi atualizado em 01/02/07

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1