Os cães ladram e a caravana passa Revista Destaque da AFPB
Ano V - Número 19 - Janeiro/Fevereiro - Ano 2007 - Revista Bimestral
 
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Jesse Owens

Com a aproximação dos Jogos Olímpicas e nas vésperas do Dia da Consciência Negra, resolvemos trazer a história de Jesse Owens, atleta olímpico.

Por ter colocado no ridículo o tirano Adolf Hitler e sua tese da superioridade da raça branca, este negro norte-americano ocupou o mais alto degrau entre os atletas da história das Olimpíadas, em Berlim (1936). Nazismo no poder, terror e barbárie. As Olimpíadas são um imenso painel pronto para propaganda política. Hitler percebeu. Só não esperava por um homem chamado Jesse Owens, daquela raça negra que consideravam "sub-raça" e seria apenas tolerada na Olimpíada - "um degrau acima" dos judeus. Os jornais nazistas não registraram a participação de Owens, que havia quebrado, no ano anterior, quatro recordes mundiais do atletismo em menos de duas horas: 100 e 220 jardas, 220 jardas sobre barreiras e salto em distância (seus 8,13 metros durariam 24 anos). Em Berlim, correria 100 e 200 metros e faria o salto em distância mais o revezamento 4x100 metros. Ganhou quatro ouros, o que só seria igualado por Carl Lewis em Los Angeles - 1984. Ganhou também um grande amigo, loiro de olhos azuis: o alemão rival Luz Long. Os parabéns do adversário pela vitória de Owens no salto em distância, com recorde olímpico de 8,00 metros, fizeram Hitler sair do Estádio Olímpico. Na volta aos Estados Unidos continuou não podendo "entrar pela porta da frente do ônibus", nem foi convidado para ir à Casa Branca ou cumprimentado pelo presidente Franklin Roosevelt. Chegou a competir contra cavalos, cachorros e motos. Apenas mais tarde conseguiu ganhar dinheiro na Bolsa e com Beisebol, o que perdeu, para depois sobreviver com conferências até 1980.

 

Este site foi atualizado em 01/02/07

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