Jogo 2

 

Suevos versus Vandalos

Hilário Paulo

O campo de batalha (visto do lado dos Vândalos)

No lado direito, a cerca de meio da mesa e encostado à sua borda existia uma grande floresta (A). No lado esquerdo, a cerca de meio da mesa e encostado à sua borda existia um monte difícil (B). Encostado ao bordo da mesa existia ainda um grande monte difícil (C).

Na borda da mesa do lado dos Suevos não existia terreno.  

A Colocação

 O Desenvolvimento - 1

Os suevos eram os defensores e portando cabia aos vândalos a 1ª jogada e assim foi.

Os vândalos deram ordem de “Alto” a todos os grupos de cavaleiros e fizeram avançar toda a sua cavalaria ligeira para flanquear o grupo de guerreiros suevos chefiados pelo seu C-C.

Os suevos responderam com um avanço generalizado e com a protecção do seu grupo de guerreiros (que estava flanqueado pela cavalaria ligeira dos vândalos) com um movimento para a retaguarda dos seus psilois a proteger o flanco.

Depois os vândalos fizeram movimentar o seu comando da esquerda atacando os alanos (aliados dos suevos) e a sua cavalaria ligeira atacou os psiloi suevos.

De forma surpreendente os psilois resistiram e aqui começava a sua saga.

Dos combates entre alanos e os vândalos resultou a quebra de ambos os comandos. Ao nível do jogo, este estava empatado, mas no que diz respeito às forças em presença estavam em fuga 1/3 dos vândalos e menos de ¼ do exército suevo.  

O Desenvolvimento - 2

O jogo estava  correr bem para os suevos. Para cima de 10 cavaleiros vândalos tinham sido destruídos ou colocados em fuga. O comando da direita  estava intacto e pronto a atacar a bagagem dos vândalos ou o flanco do comando central destes. Os psiloi do lado esquerdo resistiam bravamente, só os covardes dos alanos fugiam, mas quem confia nuns fulanos que usam cavalos?...

Logo impunha-se atacar. E assim foi feito os 3 comandos suevos avançavam de forma determinada ao encontro da bagagem, do comando central e do comando da direita dos vândalos. A vitória já se via.

O jogo estava a correr mal para os vândalos. Um terço do seu exército em fuga; o seu flanco esquerdo em fuga; a bagagem indefesa e podendo ser atacada pelos suevos. No flanco direito a cavalaria ligeira não conseguia colocar em fuga os psilois dos suevos. Realmente era um dia mau... 

O comandante em chefe dos vândalos fez o que lhe competiu (e o que lhe está no sangue) lançou todas as suas forças ao ataque.

O Desenvolvimento 3

E assim o centro vândalo, sob as ordens do Comandante em Chefe, avançou a toda a velocidade para cima das unidades de archeiros e de cavalaria dos suevos.

À direita o general vândalo iniciava a transformação da sua linha numa coluna de forma a poder infiltrar-se entre os archeiros suevos e o grupo de guerreiros suevos.

A isto os suevos responderam movimentando-se rapidamente para a frente. A sua esquerda  avançava de forma determinada em direcção ao acampamento vândalo, tendo por únicos obstáculos alguns elementos de cavaleiros vândalos desmoralizados que faziam impossíveis para atrasar o ataque suevo ao seu acampamento e principalmente o general vândalo que mesmo enfraquecido atacava sempre, que podia, os flancos das colunas suevas. No centro os suevos avançaram a sua cavalaria e os seus archeiros de forma determinada e à direita o seu Comandante em Chefe avançava teimosamente contra a coluna de vândalos que se ia formando.

À direita a saga dos psiloi suevos continuava e mesmo em inferioridade numérica continuavam a bater a cavalaria ligeira dos vândalos.  

O Desenvolvimento 4

E a batalha continua a desenrolar-se de forma rápida. Na ala direita o general vândalo, com coragem e de forma inteligente, atacava constantemente as hostes suevas, nos seus flancos e pela retaguarda, provocando com isto um número cada vez maior de baixas. Ao centro a carga dos cavaleiros vândalos, sob as ordens directas do Comandante em Chefe, levava tudo à sua frente, como uma onda imparável, levando à destruição e fuga da cavalaria sueva e dos seus archeiros que pobrezinhos nem se aperceberam do que lhes tinha passado por cima, com a honrosa excepção de 2 deles que ficaram a lutar. Com esta carga o Comandante em Chefe vândalo conseguiu colocar em fuga mais um comando dos suevos. Neste momento dos jogo os suevos viam a fugir o seu comando alano e o seu comando de cavalaria e archeiros.

Apenas na ala direita, as coisas corriam mais lentamente e melhor para os suevos. A coluna dos cavaleiros vândalos ia-se formando devagar e a pressão dos suevos aumentava com o seu bando de guerreiros a rodar para conseguir atacar o flanco da coluna. O resultado da batalha iria ser determinado por este combate. De repente os heróicos psiloi suevos, que até este momento tinham conseguido vencer a cavalaria ligeira dos vândalos, foram vencidos, deixando desprotegida a retaguarda do grupo de guerreiros que assim se viu confrontado com a possibilidade de um combate em duas frentes.  

O Desenvolvimento 5

Chegados a este ponto da batalha os comandantes em chefe tiveram de tomar decisões.

O Desenvolvimento 6

O Suevo tinha visto o seu centro ser completamente desfeito pelos vândalos e estes tinham também o acampamento suevo na mira. Na esquerda os seus guerreiros continuavam a aproximar-se do acampamento vândalo e  caso o conseguissem destruir provavelmente ganhariam a batalha. À direita a situação começava complicar-se e as suas tropas estavam situadas entre os cavaleiros vândalos pela frente e a cavalaria ligeira dos vândalos pela retaguarda.

Então decidiu que parte das tropas do lado esquerdo avançaria a toda a velocidade (impetuosos) em direcção ao acampamento vândalo e que a outra parte sob o comando do seu general protegeria esse avanço e atacaria qualquer vândalo que o tentasse impedir. Na direita decidiu que as suas tropas avançariam para atacar a coluna vândala, o mais rápido possível e ao centro as suas tropas que ainda restavam no campo de batalha procurariam deter o avanço vândalo sob o acampamento suevo.

O Desenvolvimento 7

O Vândalo tinha perdido a sua ala esquerda e via os suevos próximos do seu acampamento, mas o comandante dessa ala estava a atacar permanentemente os suevos, atrasando-os. À direita a situação tinha melhorado quando finalmente a sua cavalaria ligeira tinha destruído os psiloi suevos, colocando os guerreiros suevos entre duas forças vândalas. Ao centro as suas forças, sob a sua liderança directa, tinha conquistado todo o centro suevo e estavam agora disponíveis mas outras missões.

À esquerda pouco se poderia fazer e foi decidido nada alterar. À direita o plano deveria continuar a desenvolver-se levando a coluna a colocar-se no flanco do grupo de suevos e depois atacá-los com o apoio da cavalaria ligeira. Ao centro a situação tinha que ser mais ponderada e foi decidido que o Comandante em Chefe vândalo e mais três cavaleiros vândalos iriam dirigir-se a toda a velocidade para a ala esquerda para atacar o respectivo comando suevo, procurando impedi-lo de atacar o acampamento vândalo.

E assim foi feito.

O Fim

Os suevos viam chegar o seu fim. Na esquerda não conseguiam avançar para o acampamento vândalo e viam aproximar-se o Comandante em Chefe vândalo a toda a velocidade. No Centro iam atrasando o avanço dos impetuosos cavaleiros vândalos, com o sacrifício dos archeiros e do seu general. A direita a coluna vândala tendo terminado o flanqueamento estava desdobrar para lançar o ataque.

Os Vândalos já cheiravam o doce arome da vitória. À esquerda o seu comandante em Chefe levava tudo que era suevo à sua frente, despedaçando tudo o que se lhe opunha. Ao centro os suevos não se conseguiam opor e atrasar o avanço dos impetuosos vândalos para o seu acampamento, Para a direita estava guardado o golpe fatal. A coluna depois de se ter desdobrado atacou o bando de suevos por duas direcções.

Os dados estavam lançados....

O bando de suevos começou a ceder. Os cavaleiros vândalos carregavam a toda a volta e finalmente os suevos quebraram, colocando-se em fuga e com este bando todo o exército virou costas e fugiu.  

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