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Romanos* versus Chineses** Hilário Paulo Parte 1 Os romanos, como atacantes, tinham o direito de colocar, em
primeiro lugar, o terreno e optaram por não colocar nenhuma peça de terreno. Os chineses, como defensores, tinham obrigatoriamente de
colocar terreno e assim o fizeram. Podendo escolher entre 2 e 3 peças, optaram por 2 montes suaves (A) (de ½ de tamanho), 1 monte suave (B) (de 1 tamanho) e 1 mata (C) (de 1 tamanho), colocados da seguinte forma:
Parte 2 Colocação dos Comandos - Geral Os romanos colocaram o seu 3º comando (3) no flanco esquerdo ancorando-o no monte suave e na mata. O 2º comando (2) foi colocado à direita do 3º, tendo o 1º comando (1) à sua direita. O comando aliado (4) foi colocado de reserva ao centro. A bagagem foi colocada na posição "A".
Os chineses colocaram o seu 1º comando (B) ao centro, tendo o 3º comando (D) à direita e o 2º à esquerda (C).A bagagem foi colocada na posição "A". Colocação dos Comandos - Romanos Infantaria - Os romanos colocaram as suas legiões apoiadas por psiloi’s (Bd) ao centro, tendo atrás de si 2 balistas (Art). As legiões tinham os flancos protegidos por auxilias (Palatina à direita e Comitantenses à esquerda). Cavalaria Ligeira (LH) - Colocada à frente da infantaria com o objectivo de atrasar o avanço chinês. De reserva (4º comando) ao centro e no flanco direito com o propósito de flanquear o exército chinês. Cavaleiros (Kn) – Foram colocados entre a infantaria e os LH (do flanco direito) para proteger a infantaria de um ataque dos cavaleiros chineses.
Colocação dos Comandos - Chineses Acampamento (Bg) – Foi colocado em cima de um mote e para lá da crista de forma a não ser visto pelos romanos. Infantaria – Na prática ocupava o centro e a direita do exército chinês. Com um centro forte de lanceiros (Sp) e uma ala direita de archeiros (Bw) e uma reserva de balistas (Art). Cavalaria Ligeira (LH) – Está a ser usada para proteger o flanco direito e o esquerdo e ainda fornece uma pequena reserva ao centro. Cavaleiros (Kn) – Em linha para carregar o mais rápido possível os romanos, aproveitando a sua superioridade numérica. Cavalaria pesada (Cv) – Concentrada no flanco esquerdo,
para apoiar a carga dos cavaleiros.
Parte 3 Chegados aqui convém explicar que por razões desconhecidas os chineses tinham-se convencido que eram os atacantes e que seriam os primeiros a jogar, tendo por isso optado por ter as suas tropas montadas (LH e Cv) em colunas no seu flanco esquerdo, para um ataque em massa às forças romanas. Como os chineses eram os defensores e o primeiro movimento era dos romanos (os atacantes), aquilo que poderia ser um taque devastador, tornou-se uma armadilha para os LH e Cv dos chineses. Parte 4 Movimentação dos Romanos Os romanos movimentaram a sua cavalaria ligeira, com a excepção do comando aliado (Alanos) que por ter tirado 1 do D6 respectivo, tendo ficado um aliado “duvidoso”. A cavalaria ligeira do centro avançou na diagonal de forma a poder atrasar os cavaleiros chineses. A cavalaria ligeira da direita avançou a toda a velocidade de forma a poder atacar o flanco esquerdo dos chineses, porque estes se tinham esquecido que sendo os “defensores” só se movimentariam em 2º lugar, permitindo assim o seu flaqueamento.
Movimentação dos Chineses Os chineses optaram por movimentar os seus cavaleiros e os seus lanceiros em frente e principalmente tiveram de desdobrar as suas colunas de LH’s e de Cv’s, situadas no seu flanco esquerdo, de forma a evitar o ataque romano a esse mesmo flanco. A movimentação dos cavaleiros e dos lanceiros era também
uma tentativa de evitar que os LH’s romanos, do centro, se concentrassem no
flanco direito dos romanos, aumentando assim a superioridade númertica destes,
nesse local.
Parte 5 No final dos primeiros movimentos a situação
geral era a seguinte: Romanos Tinham movimentado os Alanos (9) e a cavalaria ligeira da ala esquerda (5) e do centro (6). Os mercenários hunos (7) tinham completado o seu desdobramento no flanco esquerdo apoiados pela cavalaria ligeira romana (8). A manobra romana estava concluída e o ataque ao flanco chinês poder-se-ia iniciar.
Chineses Movimentaram em frente (E) os seus cavaleiros e lanceiros, tendo desdobrado no seu flanco esquerdo a cavalaria ligeira (F) e a cavalaria pesada (G). Mesmo em inferioridade numérica, consideravam possível
deter o ataque romano ao seu flanco e simultaneamente lançar um ataque aos
cavaleiros romanos, localizados em frente. Parte 6 Movimentação dos Romanos Os Alanos movimentaram-se em direcção ao flanco direito, de forma a constituir uma reserva para aproveitar um eventual desmoronamento do flanco chinês, esperando os romanos que a situação de “aliado duvidoso” fosse alterada (quando o dado dos PIP´s dos alanos tirasse um 6). A cavalaria ligeira do lado esquerdo continuou a sua movimentação e a cavalaria ligeira do centro moveu-se para a esquerda de forma a colocar-se na perpendicular do eixo de ataque dos cavaleiros chineses para atacar o flanco destes. Os Hunos e cavalaria ligeira romana carregaram o flanco chinês.
Movimentação dos Chineses O comandante em chefe chinês optou por um avanço geral do seu centro, constituído por (da esquerda para direita) cavaleiros, lanceiros e archeiros. Simultaneamente movimentava a sua artilharia para a sua ala esquerda de forma a reforçá-la. Como o seu flanco esquerdo aguentou o ataque da cavalaria ligeira romana (10), mesmo em inferioridade numérica, os chineses avançaram mais cavalaria de forma a restabelecer a paridade numérica no flanco. No entanto as suas preocupações viravam-se para o avanço
dos alanos (12) e principalmente para o perigo que representava a cavalaria
ligeira romana (11) ao flanco dos seus cavaleiros.
Parte 7 Movimentação dos Romanos Os romanos retiram a sua cavalaria ligeira do centro, face às movimentações chinesas (M) e avançam os seus próprios cavaleiros, para enfrentar a cavalaria pesada e os cavaleiros chineses (L). Continuam a movimentar os alanos e, movimentando a sua reserva, procuraram alargar a sua linha de cavalaria ligeira no flanco direito, tentando ganhar novamente superioridade numérica face à linha chinesa (H e I). Na ligação entre o centro dos chineses e a sua ala esquerda os romanos penetram com a sua cavalaria ligeira, apesar da movimentação de tropas de reserva chineses (J). No entanto o ataque ao flanco dos cavaleiros chineses não
foi possível de realizar, porque estes protegeram o seu flanco (K).
Movimentação dos Chineses Os chineses vencem a maioria dos combates no flanco esquerdo (21) e têm de reagir com rapidez à penetração das suas linhas pela cavalaria ligeira Roma (17), movimentando a sua artilharia e dois dos seus generais para contra-atacar nessa ruptura.
No entanto a situação não se lhes afigurava vantajosa. Os romanos tinham preparado um ataque ao flanco direito (22) da linha de infantaria chinesa, no caso desta se movimentar para lá da mata. Tinham retirado a sua cavalaria ligeira do centro (20) e tinham já colocado os alanos (15) em posição. No flanco esquerdo chinês os romanos estavam a preparar-se para reforçar o ataque às forças chinesas (16). E principalmente os romanos preparavam-se para lançar os
seus cavaleiros (19) em carga, apoiados pró ataques no flanco (18) e na
retaguarda (19) da cavalaria pesada e dos cavaleiros chineses. Parte 8 Movimentação dos Romanos Os Romanos lançam o ataque ao flanco da cavalaria pesada e dos cavaleiros chineses, vencendo, destruindo a protecção do flanco chinês. Mas simultaneamente, continuam a combater contra o flanco
esquerdo chinês e é aqui que as coisas correm mal com a derrota de toda a
linha romana e o seu consequente recuo.
Movimentação dos Chineses A resposta chinesa não se fez tardar. Para responder à ameaça romana ao seu flanco direito, fez movimentar cavalaria ligeira pela extrema-direita de forma a poder atacar o flanco esquerdo romano. Avançaram também os seus archeiros até ao limite da mata de forma a poder disparar contra os romanos. No flanco esquerdo chinês, depois de vencerem a generalidade dos combates (N e O) provocando uma ruptura da linha de cavalaria ligeira romana, os chineses não foram capazes de explorar essa ruptura, porque a situação no flanco dos seus cavaleiros (23) era muito preocupante e assim a opção foi continuar a mover a artilharia e os generais de forma a poder atacar as forças romanas infiltradas.
Parte 9 Situação no flanco dos cavaleiros chineses Os romanos preparavam-se para atacar os cavaleiros chineses de frente, pelo flanco e pela retaguarda (R) e se tudo corresse bem o jogo seria aí ganho com a desmoralização de todo o flanco esquerdo chinês e possibilitando assim a hipótese de atacar o centro chinês pela retaguarda, até porque a cavalaria chinesa (S) continuava a vencer e a empurrar a cavalaria ligeira huna e romana (24), tendo assim anulado esse primeiro ataque dos romanos. Procurando responder a isto os chineses movimentaram um general e a sua artilharia para atacarem a cavalaria ligeira dos romanos.
Parte 10 Situação no flanco dos cavaleiros chineses O ataque dos romanos foi um sucesso. Os cavaleiros chineses desapareceram (26) ou foram empurrados (25) e apenas conseguiram deter o ataque romano num ponto (Q). Em resposta os chineses fizeram avançar a sua artilharia (P) e um outro general (R) mas a sua situação era complicada e uma ruptura adivinhava-se entre a sua infantaria e o seu flanco esquerdo. Os combates continuavam e, finalmente, os chineses quebraram tendo os seus cavaleiros iniciado a fuga para a retaguarda.
Parte 11 Situação Geral - 1 Apesar dos desaires iniciais no flanco direito que as tropas romanas tinham sofrido, a situação começava a melhorar e a vitória já estava no horizonte dos romanos. O comando “C” dos chineses tinha quebrado e estava em fuga (T). A cavalaria ligeira dos romanos e dos hunos (28) que tinha sofrido bastante às mãos dos chineses lançava-se, agora, em perseguição daqueles que ainda há pouco os iam vencendo. O comando aliado Alano (27) coma desmoralização do
comando chinês perdeu todas as desconfianças* e poderia ser lançado na
batalha. Com a fuga dos chineses (T) os cavaleiros romanos lançaram-se em perseguição (29).
Os chineses tentaram estabelecer uma 2ª linha de defesa com 2 dos seus generais (X), a artilharia (W) e com archeiros (V), de forma a tentar impedir que os romanos explorassem a brecha. No lado direito os chineses procuravam ameaçar o flanco dos romanos com a movimentação da cavalaria ligeira (S). A isto responderam os romanos com a movimentação de Auxilias Palatina (33) para lançarem um ataque ao monte e proteger o flanco das legiões (32). Ao centro a situação era ainda complexa. A infantaria chinesa (U) preparava-se para combater as legiões (31) mas os romanos (30) estavam preparados para atacar o flanco dessa infantaria chinesa.
Situação Geral – 2 A situação dos chineses é deveras preocupante. A estes já só lhes resta contra-aataques localizados por parte dos generais (X) e o combate face às legiões estava a correr bem, mas os flancos desprotegidos, não auguravam nada de bom.
Pelo contrário os romanos viam o jogo a correr de feição. O flanco direito chinês continuava a fugir, perseguido pelos hunos e pela cavalaria ligeira romana (34). Outra cavalaria ligeira romana (36) perseguia os cavaleiros chineses que tinham sido colocados em fuga pelos cavaleiros romanos. Estes, após o combate com os chineses, receberam ordens para se reagrupar (35). Noutro local, outras unidades de cavalaria ligeira romana (37 e 38) preparava-se para o assalto ao flanco da infantaria chinesa que enfrentava as legiões romanas (39). Situação Ger A situação dos chineses continua a piorar. As tropas em fuga (Ab) saem da mesa, apesar de em desespero de causa, algumas das tropas desmoralizadas (Z e Ac) ainda ofereciam alguma resistência. O comandante em chefe chinês consegue ainda formar uma débil linha defensiva constituída por archeiros, artilharia, cavalaria ligeira e generais (Y) e esperava com isto ainda fazer baixas suficientes aos romanos de forma a poder ainda quebrar o comando nº 1 dos romanos, o dos cavaleiros.
Os romanos continuavam a perseguir os fugitivos chineses com a sua cavalaria ligeira (44) e com os Hunos (45). O comandante em chefe romano tinha chamado à liça os Alanos (40) e tinham reformado a formação dos seus cavaleiros (41) e podiam agora lançar um ataque a essa nova linha de defesa chinesa (Y) com grande superioridade numérica. Ao centro as legiões (43) combatiam a infantaria chinesa que podia ser atacada no seu flanco por cavalaria ligeira romana (42). Evidentemente que os romanos preparavam-se para derrotar a infantaria chinesa e assim dar o golpe final no exército chinês. Parte 12 Combate de infantaria no centro - 1 A infantaria chinesa do centro (Ad), mesmo apoiada pelos
archeiros (Ae), via-se atacada tanto de frente (46) como pelos flancos (47),
pelos legionários romanos com o apoio da cavalaria ligeira (48). Parte 13 Situação Geral – 4 Enquanto no flanco direito dos romanos (fora da fotografia) nada de estranho se passava, porque os chineses fugiam e as tropas romanas os perseguiam, no flanco esquerdo a tentativa chinesa (Af e Ag) de flanquear os romanos fracassou pela reacção das Auxilias Palatina romanas (49 e 50).
Ao centro a infantaria chinesa de reserva (Ah)
estava controlada pelas legiões (51) e pouco mais podia fazer do que observar a
batalha. A restante infantaria chinesa (Ai) apesar de apoiada pelos archeiros (Aj)
estava a perder o combate, sendo atacada tanto pelo seu flanco direito (52) como
em toda a linha (53 e 54). Parte 14 Combate de infantaria no centro - 2 O ataque, lançado pelos legionários (55) com
o apoio dos psiloi (56), aos lanceiros chineses levou a que estes tivessem de
rodar (Ak) para enfrentar essa ameaça, colocando as restantes tropas chineses
em perigo e na eminência de no caso de as tropas (Ak) perderem o combate e
terem de recuar, terão de o fazer para cima da restante infantaria (Al). E não é que foi isso que aconteceu! Os romanos (55) ao vencerem o combate empurraram os lanceiros chineses para cima da restante infantaria, provocando a sua destruição e a consequente quebra de todo o comando. Parte 15 O Comandante chinês via-se confrontado com 2 comandos em fuga e a consequente desmoralização de todo o exército.
A vitória sorria assim, mais uma vez, às armas romanas, num jogo muito táctico, em que a capacidade de manobra foi essencial para a vitória. ** Sui and Early T'ang Chinese - Livro 3 - Lista 20
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