Jogo 3

 

Suevos versus Egípcios

Hilário Paulo

A colocação das forças

O Início

O jogo inicia-se com o avanço dos alanos (A) em direcção do 3º comando egípcio. Os alanos entusiasmam-se e parte deles avança mesmo para cima dos núbios (infantaria ligeira) emboscados no monte (B).

Os suevos avançam os seus bandos de guerreiros (C e D) em direcção às forças egípcias, de forma lenta e optam por não mover a sua cavalaria e archeiros.   

Ao avanço dos alanos responderam os egípcios  passando a maior parte dos seus carros para a protecção dos archeiros (2), deixando apenas 1 carro a servir de isco. Os núbios (1), saíndo dos seus esconderijos, atacaram imediatamente os alanos, provocando-lhes baixas... 

A ala direita dos egípcios, sob o comando do faraó avançou a toda a velocidade (3) de forma a poder atacar o flanco esquerdo dos suevos antes que ele se desdobrasse.

Desenvolvimento 1

Os dados estavam lançados. Os suevos iriam tentar quebrar o 3º comando egípcio (o mais fraco, tanto em número de elementos como pela dispersão no terreno, enquanto os egípcios iriam tentar quebrar a cavalaria dos suevos. 

Desenvolvimento 2

Na direita dos suevos os alanos após o ataque dos núbios, respondem atacando os carros egípcios e  vão conseguindo vencê-los apesar das baixas que sofrem. O C-C suevo ao ver que os alanos podem fugir a qualquer momento lança o seu bando de guerreiros para a frente, em marchas forçadas, mas simultaneamente manda avançar (E) o seu S.G. para pressionar o centro egípcio, decidindo-se mover a cavalaria (F).

Os egípcios completam o movimento da sua ala direita (6), adiantam o seu elemento de cavalaria ligeira (5) para impedir a cavalaria sueva de manobrar, e mandam avança as tropas auxiliares (4) para deter o avanço do 2º bando de guerreiros suevos.

Desenvolvimento 3

Os suevos continuaram a pressionar o 3º comando egípcio com o seu C-C à frente dos seus guerreiros. No centro atacam as tropas auxiliares egípcias com o seu S.G. e a cavalaria forma em linha para poder atacar os carros egípcios.

Os egípcios nesta fase limitam-se a defender com o 3º comando, envolvendo os archeiros desse comando no combate com os alanos. As tropas auxiliares, ao centro, escaramuçam com os suevos enquanto retiram e os carros na sua ala direita, sob o comando do Faraó, carregam de forma determinada a cavalaria sueva.

Desenvolvimento 4

Os suevos com o envolvimento activo do bando de guerreiros do seu C-C atacam os archeiros e os carros 3º comando egípcio. Os alanos, por sua vez, continuam o combate com o 3º comando egípcio, até que não suportam mais as baixas e quebram fugindo do combate.

Ao centro o S.G. suevo empurra à sua frente as tropas auxiliares egípcias. A cavalaria sueva resiste muito bem à primeira investida dos carros do Faraó e aproveita para atacar os flancos dos carros egípcios coma  infantaria ligeira que se encontra localizada no monte próximo.

O 3º comando egípcio coloca em fuga os alanos, mas vê-se atacado pelo próprio C-C suevo e tenta reorganizar-se de forma a opor-lhe o máximo de resistência possível. Ao centro as tropas auxiliares mesmo que empurradas conseguem manter alguma coesão e principalmente conseguem que o bando de guerreiros se fragamenta em grupos mais pequenos, perdendo coesão.

Ao centro a linha de infantaria egípcia mantêm as fileiras e os archeiros avançam numa diagonal para a direita, preparando um ataque ao S.G. suevo e o apoio aos carros do faraó.

O faraó não consegue levar de vencida a cavalaria sueva, no entanto consegue rechaçar todos os ataques ao seu flanco.

Apesar da vitória face aos alanos, a situação começa a ser delicada para os egípcios.

Desenvolvimento 5

O C-C suevo leva finalmente de vencida o 3º comando egípcio, mas os eus guerreiros deixam-se levar pelo entusiasmo e perseguem os sobreviventes egípcios perdendo toda a coesão e assim todo o seu valor combativo.

O S.G. suevo ao observar a progressiva perda de coesão das suas forças acelera o movimento para o ataque à linha de infantaria egípcia.

A cavalaria não suporta a pressão conjunta do faraó e dos archeiros e sofre muitas baixas.

Com o 3º comando em fuga, com o centro muito pressionado, aos egípcios só lhes resta apostar na derrota da cavalaria sueva e na derrocada de toda essa ala dos suevos.

Com o apoio dos archeiros é lançado mais um ataque, que finalmente resulta. Parte da cavalaria sueva é destruída criando uma brecha nas linhas, suficientemente grande para permitir a penetração dos carros e o ataque à retaguarda da restante cavalaria.

Desenvolvimento 6

O C-C suevo, sem conseguir controlar o seus guerreiros que se lançam desenfreadamente em direcção à bagagem egípcia, começa a concentrar a sua atenção no comando do seu S.G., até porque a sua cavalaria está em maus lençóis e acaba por quebrar.

Ao S.G. suevo é ordenado que ataque (G) o centro egípcio.

O 3º comando egípcio tenta apenas atrasar o ataque dos suevos à sua bagagem. O 2º comando (o centro) manobra (7) com parte das suas forças para provocar a dispersão das forças suevas e poder contra-atacar em força os pequenos grupos de suevos que se venham a criar.

O Faraó ataca (8) a retaguarda da cavalaria sueva provocando a sua destruição total.

Desenvolvimento 7 / Suevos

O bando de guerreiros do C-C (H) continua a tentar atingir as bagagens egípcias, mas de forma desorganizada e dispersa.

Sob o olhar dos archeiros (K), que já estão a fugir, a cavalaria (I) , ou melhor o que resta dela, encontra-se cercada e em vias de extinção, criando uma enorme brecha que facilitará o acesso à retaguarda dos bandos de guerreiros..

O bando de guerreiros do S.G. (J) encontra-se extremamente vulnerável por se encontrar disperso e desorganizado.

O jogo está a correr mal e a última esperança reside no facto de ser necessário aos egípcios eliminar um grande número de elementos suevos e na tomada da bagagem aos egípcios.

Desenvolvimento 7 / Egípcios

Pelo lado dos egípcios as coisas estavam a correr melhor. Ao quebrarem a cavalaria sueva cercando os sobreviventes (9) conseguiram abrir uma brecha no dispositivo suevo, que foi aproveitada para lançar os carros na retaguarda dos suevos (10).

Mas o objectivo era tentar sofrer o mínimo de baixas e provocar o máximo, porque de outra forma não seria possível levar de vencida os suevos.

Assim, os egípcios manobravam para atacar a retaguarda (11) e/ou os flancos (12) dos suevos.

Paralelamente os egípcios mantinham as suas linhas (13) de forma a poderem combater em superioridade numérica os ataques das colunas suevas, assim como manobravam as suas reservas (14).

O Fim

Aos suevos já nada restava. A derrota estava no seu horizonte próximo. Aos guerreiros, isoladamente ou em pequenos grupos, restava baterem-se, bravamente, atrasando o inevitável.

Os egípcios procuravam cada guerreiro ou grupo de guerreiros isolado, manobrando de forma em que, em superioridade numérica, os pudessem derrotar um a um, provocando um cada vez maior número de baixas, até que o moral dos suevos cedesse.

E assim aconteceu, os suevos colocaram-se em fuga, deixando os egípcios donos e senhores do campo de batalha.

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