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História Courense
Começam então os confrontos que atingem
o ponto mais crucial na zona de
Grijó, com os espanhóis a deterem o passo pelos
combates e pelo incêndio que
os portugueses atearam ao monte. Os combates deslocam-se, então,
um pouco para sudeste, no cabeço de Labrujó, junto
á portela da Travanca.
A 9 de Agosto iniciam-se aí combates ferozes, com os
espanhóis a tentarem romper o fogo da artilharia portuguesa,
com arremetidas sucessivas e diversificadas. No dia 10, os espanhóis
atacam de novo, tentando desalojar a
nossa artilharia das posições mais altas. São
desbaratados pelas tropas portuguesas e com a noite retiram-se
todos. Para Espanha, via Monção ou Tuy, mandam então
os espanhóis um considerável número de mortos,
que fontes coevas fazem oscilar entre 1500 a 2000, fruto dos combates
da Travanca.
As tropas espanholas ainda activas retiram pelo corno de Bico,
cortando de novo pela estrada dos Arcos e tentam atravessar o
Lima. De perseguição em perseguição,
anote-se ainda a tomada de Lindoso pelos espanhóis e depois
da Barca, que é pilhada e incendiada, procurando eles fazer
o mesmo aos Arcos, vila que é defendida pelos portugueses,
com combates renhidos entre o Lima e o Vez.
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Estamos já em Novembro quando os espanhóis
retiram enfim para lá do Minho e os nossos começam
a atacar Lapela e Troporiz, então na posse
espanhola. Só nas vésperas de Natal cessam
os combates, terminando esta campanha do Minho, que teve
nos combates da Travanca o momento decisivo.
Nas imediações da Portela da Travanca, foram
encontradas seis balas, que ao
que se supõem foram entregues à Câmara
Municipal. Três são de artilharia, e outras
tantas de fuzil. As primeiras são de ferro e as segundas
de chumbo.
Duas, de artilharia, tem o diâmetro de 0,77m e outra
de 0,14m.
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