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História Courense
Posteriormente, os espanhóis, sob o comando de Baltasar
Pantoja, governador
de armas da Galiza, ocupam Monção e daí abrem
uma frente para o interior minhoto, protegendo a passagem de tropas
que por ali quisessem entrar em Portugal.
É no desenvolvimento destas operações que
vão ocorrer os combates da
Travanca, na serra e portela com este nome, por altura das derradeiras
e
decisivas campanhas espanholas para retomar o trono português.
Era o exército espanhol bem organizado, incluindo a melhor
gente que participou do exército
da Flandres, com 16000 homens de infantaria, 2000 de cavalaria
e 16 peças
de artilharia, além de outros apetrechos. A 12 de Julho
de 1662 iniciaram as
tropas espanholas a travessia do Minho, junto a Lapela, e dirigiram-se
para
Coura, onde estacionavam as tropas portuguesas desde que tinham
cessado
os ataques na zona de Valença, no ano anterior : estas
seriam então 8000
homens de infantaria (4000 de primeira linha e 4000 auxiliares
), 1000 de
cavalaria e 7 peças de artilharia.
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Comandadas
então por D. Francisco de Sousa, terceiro conde do
Prado (depois marquês das Minas), governador das armas
de Entre-Douro-e-Minho, as tropas portuguesas, informadas
do avanço inimigo, vão postar-se na Boalhosa,
donde vigiam os movimentos adversários. As tropas,
espanholas seguem pela portela do Extremo, vão fazendo
sortidas serra acima em que são rechaçadas
e dirigem-se aparentemente para Arcos de Valdevez, talvez
rumo aos centros urbanos do interior. São acompanhadas
pela direita e à distância pelo exército
português que se limita também a fazer sortidas
sobre o inimigo à espera de um combate frontal. Até
que as tropas espanholas, depois de obterem reforços,
desistem de avançar para o interior e sobem o Coura.
Ordena o Conde de Prado, comandante português,
guarnecer de tropas o Corno de Bico, procurando atrair os
espanhóis a combater nos desfiladeiros por ali existentes.
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