O barulho e estrondo do zé-pereira nas ruas da cidade
E viva o Zé Pereira
Pois que ninguém faz mal
Viva a bebedeira
Nos dias de carnaval
O zé-pereira surgiu no carnaval de 1846, quando o português José Nogueira de Azevedo Paredes, saudoso das festanças lusas, reuniu um grupo de patrícios no sábado de carnaval com seus tambores e zabumbas, e saiu fazendo algazarra pelas ruas do Centro da cidade. O sucesso foi tamanho que no ano seguinte pequenos grupos munidos de tambores e latas saíram às ruas imitando o português.
Com a remodelação da cidade dirigida pelo prefeito Pereira Passos, a partir de 1904, o zé-pereira, o entrudo e a pilhéria dos mascarados começariam a perder terreno para outras manifestações de rua. A posição contrária do Governo frente às manifestações de cunho popular pode ser explicada pelo contexto histórico da época. Em se tratando do novo período político do país - a República -, o Governo considerava extremamente intolerável à promiscuidade sócio-cultural existente nas festas religiosas e nos dias de carnaval. Tratava-se do momento de instauração plena do capitalismo no Brasil, quando a classe dominante passava a ter como objetivo ajustar os segmentos populares à nova ordem em que o trabalho livre se instaurava.
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