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DECLARA��ES DIVERSAS SOBRE O TIMOR LESTE
 | "A constru��o de utopias como a democracia, respeito aos direitos humanos em todo
o mundo, e para n�s particularmente no Timor e na Indon�sia, � essencial. Inclusive
para que o mundo n�o se torne um lugar mon�tono, sem desafios, sem vida, onde todos,
globalizados, comem no Mac Donalds, usam t�nis Nike, bebem coca - coca, e se suicidam por
falta de sonhos...". |
.Frei Jo�o Xerri, OP, Promotor de Justi�a e Paz da Fam�lia
Dominicana.
 | "Os babinsas (espi�es indon�sios) est�o em toda parte. Eles s�o os que precisam
saber de tudo o que est� acontecendo nas vilas e aldeias de nova coloniza��o. Tudo tem
que ser relatado a eles". |
. D. Martinho Lopes, Bispo de D�li.
 | "� a nova civiliza��o indon�sia que estamos trazendo. E n�o � f�cil
civilizar pessoas atrasadas". |
. Um antigo comandante militar indon�sio, sobre o processo de
"indonesianiza��o" de Timor Leste.
 | "Come�ou de todos os lados em Timor Leste, todos indo em dire��o a Aitana, perto
de Lakluta, que era para ser o centro do c�rculo. A linha de frente era de timorenses que
tinham sido obrigados a tomar parte(Uns 80 mil timorenses, de 8 a 50 anos de idade eram
obrigados a andar em fila atrav�s da zona rural na frente da tropas da ABRI,
protegendo-as dos ataques dos guerrilheiros da Falintil). Quando o c�rculo ficou
suficiente pequeno, o ex�rcito bombardeou a �rea e depois os soldados foram l� para
acabar com qualquer pessoas que ainda estivesse viva. |
Uma semana depois fui for�ado a ir l� com um grupo de soldados para
fazer uma limpeza final... Pudemos sentir o cheiro dos corpos antes de encontr�-los.
Tinham sido cortadas as cabe�as dos primeiros corpos: uma mulher e quatro homens... Os
outros corpos que vi estavam com as cabe�as. Encontramos tr�s outros homens amarrados
pelos p�, de cabe�a para baixo, em �rvores ... outros dois estavam amarrados, com as
m�os atr�s do tronco de �rvores. Seus rostos pareciam ter sido espancados e parecia que
tinham feridas feitas por facas na barriga. No Ch�o, do lado deles, havia seis outros,
duas mulheres e duas crian�as e um velho e uma velha... Havia sangue seco nesses corpos
... O cheiro era muito forte e as moscas ... N�o era poss�vel identificar essas pessoas;
mesmo que fosse meu pr�prio irm�o ou irm�, n�o poderia reconh�ce - los.
. Cristiano da Costa, sobre a opera��o "cerca de pernas"
lan�ada pela Indon�sia em mar�o de 1981.
 | "Em 1979, toda nossa gente, quase tr�s mil da minha �rea de Laclo, foi capturada
pelos indon�sios perto da estrada costeira principal, onde se passa para ir a Manatutu e
Baucau. Fomos para o ponto mais alto e ficamos l� por um m�s, tentando todos os caminhos
para sair. |
Os indon�sios nos atacaram a partir da praia e de Manatutu, D�li e
Baucau. Todos vieram juntos e nos cercaram. Alguns guerrilheiros escaparam e levaram armas
de volta para outras Falintil. Eu fui capturado porque era respons�vel, esse era meu
cargo, tinha que ficar com minha gente, n�o podia ira embora. Eles me pegaram sem minha
arma, se n�o estaria morto.
Fomos interrogados, mas n�o fal�vamos bhasasa indon�sio, de modo que
um timorense traduzia. Ele disse: N�o tenham medo, digam sempre alguma coisa,
qualquer coisa. O int�rprete inventava respostas para n�s. Ele tamb�m era
timorense, tentou nos proteger. Tinha tanta gente para ser interrogada, e de qualquer modo
est�vamos dando informa��es dando informa��es erradas. Mas quando nos levaram para
D�li, devagar apagaram quase todos n�s que est�vamos lutando. Os espi�es e informantes
tinham tempo para fazer seu trabalho, l�."
. Xavier, guerrilheiro, descreveu assim sua captura pela ABRI, ap�s as
aquisi��es de novas armas pela Indon�sia, fornecidas pelos EUA e GR� BRETANHA,
inclusive jatos F-5 e bombardeiros A-4 e avi�es Hawk para ataque terrestre.
 | "Eu estava em Matebian, ( perto de Baguia ), onde s� tem montanhas e pedras ... No
dia 17 de outubro de 1978. Alguns indon�sios chegaram bem na base da montanha de Matebian
e foi ent�o que come�amos a lutar contra eles. Durante esses dois primeiros meses,
outubro e novembro, tivemos muito sucesso e uns 3 mil indon�sios morreram. Ent�o eles
ficaram zangados e com medo de chegar perto e come�aram a nos bombardear do ar. |
Eles nos bombardeavam duas vezes por dia, de manh� e de tarde, com
quatro avi�es pretos. Agora sei o nome deles � bronco, mas n�s os cham�vamos de
escorpi�es, porque tinham um rabo que se curvava para cima como o desse inseto. Suas
bombas deixavam um buraco grande de uns dois metros de profundidade.
Depois conseguiram novos avi�es supers�nicos. Nosso pessoal tinha
muito medo desses, porque n�o se podia nem sequer ouvir que estavam l�, at� que j�
tivessem ido embora.
Esses supers�nicos passavam ao longo do vale t�o depressa, que n�o
consegu�amos atirar neles...
Soubemos pelo r�dio da zona sul que os indon�sios tinham jogado
quatro bombas incendi�rias (de napalm) l�. Depois jogaram duas dessas bombas em n�s. Eu
vi todas as chamas e ouvi gente gritando e berrando. Estava em outra montanha, mas podia
ser bem ... A p� levou meia hora para descer e subir de novo, e quando chegamos l� tudo
estava completamente queimado. Vimos toda uma �rea de uns cinq�enta metros quadrados
toda queimada, n�o havia nenhuma grama, nada, s� cinzas.
Nas pedra tinha uma cor marrom avermelhada, e na terra tamb�m, n�o
eram de cor cinza normal, mas um tipo de cinzas amareladas, como areia da praia. N�o dava
para ver onde os corpos tinham estado. N�o havia nada a n�o ser cinzas e pedras
queimadas em toda a �rea, mas n�s t�nhamos ouvido aquela gente gritando."
. Louren�o, que tinha apoiado a UDT e passou a trabalhar com a
Fretilin, descreveu assim a aniquila��o de uma ala da zona leste das Falintil.
 | "N�s estamos morrendo, como pessoas e como na��o." |
. Carlos Belo, Bispo de D�li, 1989.
 | "Todos temos consci�ncia do interesse que tem a defesa australiana na situa��o
do Timor portugu�s, mas ser� que o Departamento se certificou do interesse do ministro
de Minas e Energia na situa��o de Timor ? |
A brecha atual no acordo sobre a fronteira mar�tima poderia ser
negociada muito mais facilmente com a Indon�sia... do que com Portugal ou com um Timor
portugu�s independente.
Sei que estou recomendando antes uma atitude pragm�tica do que uma
baseada em princ�pios, mas � disso que trata o interesse nacional e a pol�tica
exterior."
. Richard Woolcott, embaixador australiano na Indon�sia, em agosto de
1975.
 | "N�o � preciso dizer o objetivo n�mero um (da pol�tica exterior) de meu governo
� fortalecer as rela��es com a Indon�sia". |
. Gough Whitlam, primeiro-ministro australiano em 1972.
 | "� desej�vel ... que a pol�tica australiana leve em conta os interesses e
rea��es dos EUA, como aliado importante e principal pot�ncia na comunidade estrat�gia
ocidental". |
. Texto do Departamento de Defesa da Austr�lia em 1974.
 | "Em rela��o � quest�o timorense... estamos enfrentando uma daquelas decis�es
amplas de pol�tica exterior que a maioria das na��es enfrenta, num momento ou outro. O
governo enfrenta uma escolha entre uma posi��o moral, baseada na condena��o da
Indon�sia pela invas�o de Timor Leste e na afirma��o do direito inalien�vel do povo
timorense � autodetermina��o, de um lado, e a aceita��o pragm�tica e realista da
inevitabilidade da situa��o a longo prazo, de outro lado. |
� uma escolha entre aquilo que poderia ser descrito como um idealismo
wilsoniano e o realismo kissigeriano. O primeiro � mais adequado e baseado em
princ�pios, mas o interesse nacional a longo prazo poder� ser bem servido pelo �ltimo.
N�o acreditamos que seja poss�vel ter ambos."
. Richard Woolcott, embaixador da Austr�lia na Indon�sia, em
telegrama que enviou para Camberra em janeiro de 1976.
 | "N�o vejo porque tanto barulho ! O fato real � que s� existem 700 mil
timorenses; n�s estamos preocupados mesmo � com nosso relacionamento com 130 milh�es de
indon�sios." |
. Funcion�rio graduado do Minist�rio de Rela��es Exteriores da
Austr�lia, em meados da d�cada de 70.
 | "� importante para a Austr�lia que o mundo compreenda que os pa�ses grandes n�o
podem invadir seus vizinhos pequenos impunemente." |
. Bob Hawke, primeiro-ministro australiano, em 1990, referindo-se �
invas�o do Kuwait pelo Iraque.
 | "Os Estados Unidos querem que suas rela��es com a Indon�sia continuem a ser
�ntimas e amig�veis. ( � ) uma na��o com quem temos muitos neg�cios". |
. Um alto funcion�rio do Departamento de Estado dos EUA, pouco depois
da invas�o.
 | "Nossa verdadeira tarefa no pr�ximo per�odo � elaborar um padr�o de
relacionamentos que nos permita manter esta posi��o de disparidade, sem preju�zo formal
� nossa seguran�a nacional. Dever�amos fazer um estudo cuidadoso para ver que partes da
regi�o do Pac�fico e do Extremo Oriente s�o absolutamente vitais para nossa seguran�a,
e dever�amos concentrar nossa pol�tica em cuidar para que essas �reas permane�am em
m�os que podemos controlar ou nas quais podemos confiar." |
. Conselho de George Kennan, diretor de Pessoal no setor de
Planejamento de Diretrizes Pol�ticas do Departamento de Estado dos EUA, ap�s constatar
que os EUA sozinho detinham "mais ou menos 50% das riquezas do mundo, mas apenas 6,3%
de sua popula��o.
 | "Essas �reas n�o s� oferecem muitos mercados para produtos norte-americanos,
como tamb�m s�o produtoras substanciais de mat�rias-primas �teis para nossa economia
...Dever�amos dar � nossa marinha mercante e firmas comerciais a oportunidade de assumir
uma grande parte desse com�rcio, anteriormente nas m�os dos japoneses e seus navios. |
. Vis�o dos respons�veis pelas diretrizes pol�ticas dos EUA, sobre a
regi�o ap�s a II Guerra Mundial.
 | "Em termos das rela��es bilaterais entre os Estados Unidos e a Indon�sia,
estamos mais ou menos fechando os olhos � incurs�o em Timor Leste". |
. Um funcion�rio n�o identificado do Departamento de Estado dos EUA,
no in�cio de 1976.
 | "Os Estados Unidos entendem a posi��o da Indon�sia sobre a quest�o de Timor
Leste, e Ford disse que, se tivesse que escolher entre Timor Leste e a Indon�sia, os EUA
teriam de estar do lado da Indon�sia". |
. Kissinger disse a rep�rteres em Jacarta, dois dias antes da Invas�o
de Timor Leste.
 | "Os Estados Unidos poderiam ter alguma influ�ncia sobre a Indon�sia neste
momento, pois a Indon�sia realmente quer e necessita da ajuda dos EUA para seu programa
de renova��o do equipamento militar .... Mas o embaixador (dos EUA) Newsom me disse,
ontem � noite, que recebeu instru��es do (secret�rio de Estado Henry) Kissinger
pessoalmente para n�o se envolver em discuss�es sobre Timor com os Indon�sios,
baseando-se no argumento de que os EUA atualmente j� estavam envolvidos com problemas
suficientes, de maior import�ncia, no exterior ... Sua atitude atual � de que os EUA
deveriam se manter fora da situa��o do Timor portugu�s e deixar que os acontecimentos
sigam seu curso." |
. Telegrama que o embaixador da Austr�lia na Indon�sia mandou para o
Minist�rio do Exterior em Camberra (capital da Austr�lia).
 | "Quando penso na Indon�sia - um pa�s cortado pelo Equador, com 180 milh�es de
habitantes, uma idade m�dia de 18 anos e a proibi��o de consumo de �lcool - eu me
sinto como se soubesse com o que o c�u se parece." |
. Donald R. Keough, presidente da Coca - Cola, por volta de 1992.
 | "Os Estados Unidos continuam, como sempre, contra a agress�o, contra aqueles que
usariam a for�a para substituir o dom�nio da lei." |
. George Bush, presidente dos EUA, 1990, referindo-se � invas�o do
Kuwait pelo Iraque.
 | "Membros permanentes do Conselho de Seguran�a (n�o podiam) ter se abstido num
caso t�o evidente de agress�o armada, envolvendo um aliado da OTAN (Portugal)". |
. Jos� Ramos-Horta, sobre o reuni�o do Conselho de Seguran�a da ONU
em 22/12/75.
 | "Imediatamente depois de reuni�o da assembl�ia, todos foram levados de volta a
seus carros para dar uma r�pida volta pela cidade antes de serem conduzidos diretamente
ao aeroporto ... Ningu�m teve oportunidade de apertar a m�o de qualquer membro da
assembl�ia e os membros do executivo do Governo Provis�rio se recusaram a responder �s
perguntas da imprensa, entrando imediatamente em seus novos carros Volvo." |
. Declara��o de um jornalista, presente a encena��o de 31/05/76, da
assembl�ia fantoche que aprovou a integra��o de Timor Leste pela Indon�sia.
 | "Est�vamos muito assustados e fugimos para o mato ...�ramos 40 mil, segundo
disseram os que lutavam. Eu nunca tinha visto tanta gente junta ...Os javaneses
continuavam a atacar e jogar bombas e n�s �ramos como animais correndo de um lado para o
outro, carregando nossas crian�as, indo para c� e para l�. Dorm�amos em qualquer
lugar, na chuva, na lama, at� perto dos animais mortos. As bombas vinham e n�s
levant�vamos e corr�amos de novo. No caminho com�amos qualquer coisa que crescesse,
qualquer coisa que pud�ssemos encontrar. Durante o dia nos escond�amos em cavernas ou
debaixo de pedras. Sa�amos de noite para dormir ao ar livre e para cozinhar, fazia-se um
buraco para acender um pequeno fogo, sem fuma�a, s� carv�o. As pessoas e os animais
corriam, empurrados para o interior das montanhas, onde n�o havia nenhuma �gua. No
come�o consegu�amos carregar comida, mas depois de algum tempo n�o consegu�amos
carregar isto e tamb�m nossas crian�as. Est�vamos correndo todo o tempo e est�vamos
mais fracos. Quando as pessoas morriam, apenas as coloc�vamos ao lado dos animais
mortos." |
. Edhina, uma das muitas pessoas de Timor Leste, que fugiram para as
montanhas para escapar das tropas da indon�sia chegavam. Invas�o de 07/12/75.
 | "Depois que chegaram a D�li, os indon�sios ... perguntavam por toda parte,
Onde est�o as garotas solteiras ? Quero me casar , e coisas assim. Um tio
sabia falar o bahasa indon�sio ( a l�ngua oficial da Indon�sia ) por causa de neg�cios
com Timor Ocidental. Eles o obrigaram a acompanh�-los, para servir de int�rprete. Ele
voltou e contou como os indon�sios estavam estuprando as mulheres timorenses." |
. Olinda, jovem timorense chinesa, contou o que o seu tio tinha visto,
na �poca da invas�o.
 | "Ao meio-dia ( no dia 7 de dezembro ), eles pegaram seis de n�s (homens) para
trabalhar no porto ... (onde) tivemos que carregar ... cad�veres ... Havia uma por��o
de canos de ferro no cais e precisamos amarr�-los nos cad�veres com cordas de
p�ra-quedas e atir�-los no mar... (Timorenses chineses de um sub�rbio de D�li)
chegavam em grupos de dois, ou tr�s, ou quatro, ficavam em p� no cais e eram mortos �
bala. Um grupo depois do outro, chegando, chegando, sendo mortos e jogados no mar. Dois
eram casais, um com crian�as pequenas que foram com parentes. |
O outro casal era de velhos, e o resto eram homens...
Depois eles pegam os dez (homens que estavam trabalhando conosco) ...
Os indon�sios dizem a eles que fiquem em fila, de frente para o mar, e ent�o atiram
neles com uma metralhadora. Quatro pessoas daquelas primeiras dezesseis de n�s ... eram
pai e filho, mas os indon�sios n�o sabiam disto. L� no cais eles mataram o pai e o
filho teve que amarrar e jogar o pai no mar. Depois mataram o outro filho e seu pai foi um
dos seis de n�s que teve que amarrar e jogar seu corpo."
. O Senhor Siong, um timorense chin�s que morava perto do porto, na
�poca da invas�o.
 | "No dia 7 de dezembro acordamos e ouvimos esse barulh�o de avi�es e vimos
p�ra-quedas e avi�es cobrindo a luz, ficou escuro por causa deles, eram tantos. Mas
ent�o houve tiros e entramos e continuamos a ouvir mais e mais tiros. De tarde, alguns
timorenses vieram e nos disseram que todo mundo precisava se entregar no quartel
general... |
Quando chegamos l�, eles nos separaram: as mulheres, crian�as e
velhos de um lado, e do outro os rapazes (e os homens) ...
Ent�o um indon�sio gritou uma ordem e ouvimos metralhadoras atirando
nos homens. Vimos o rapazes e homens morrendo l� mesmo. Algumas mulheres viram seus
maridos morrerem. Olhamos umas para as outras, chocadas. Pensamos que iam nos matar em
seguida. Todas n�s apenas nos viramos, agarramos as crian�as e o beb�s e sa�mos
correndo como loucas, gritando, para todo lado ...(Mais tarde) minha irm� foi procurar
seu marido e seu filho. No caminho ela se encontrou com uma amiga, chorando, que disse:
N�o adianta ir l�. Acabei de ver meu primo sendo comido por um cachorro. Est�o
todos mortos. S� os cachorros est�o vivos l�."
. Eloise, uma timorense que morava em D�li na �poca da invas�o.
 | "Os soldados que chegaram come�aram a matar todas as pessoas que encontravam.
Havia muitos cad�veres nas ruas - s� o que pod�amos ver eram os soldados matando,
matando, matando, matando." |
. declara��o do Bispo de D�li, D. Martinho Lopes, em dezembro de
1975.
 | "O total mortos pode ser de 50 mil, mas o que isto significa, comparado com as 600
mil pessoas que querem se unir � Indon�sia ? E ent�o, por que tanto problema ? �
poss�vel que tenham sido mortos por australianos e n�o por n�s. |
Quem sabe ? Era a guerra."
. Declara��o do ministro do Exterior da Indon�sia, Adam Malik,
referindo-se ao n�mero de pessoas de Timor Leste mortas durante os primeiros quinze meses
da invas�o".
 | "As for�as indon�sias est�o matando indiscriminadamente. |
Est�o atirando em mulheres e crian�as nas ruas. Vamos todos ser
mortos.
Repito, vamos todos ser mortos...
Este � um apelo por ajuda internacional.
Por favor, fa�am alguma coisa para parar esta invas�o."
. Transmiss�o de r�dio da Fretilin, de D�li, nas primeiras horas do
dia 07 de dezembro de 1975.
 | "Esta estrutura administrativa tinha limita��es evidentes, mas gozava claramente
de amplo apoio e coopera��o da popula��o, inclusive de muitas pessoas que antes
apoiavam a UDT... Na realidade, os l�deres do partido vitorioso foram recebidos de
bra�os abertos, espontaneamente, nos principais centros por multid�es de timorenses. Em
minha longa associa��o com o territ�rio, nunca tinha presenciado tais demonstra��es
de calor e apoio espont�neo por parte das pessoas comuns." |
. James Dunn, antigo c�nsul da Austr�lia em D�li, sobre a recep��o
do povo aos l�deres da Fretilin, ap�s a vencer a guerra civil em 1975.
 | "Era a �ltima coisa que quer�amos, mas com as for�as da Fretilin se aproximando
e sem comida, realmente n�o t�nhamos outra alternativa a n�o ser concordar". |
. declara��o de um antigo l�der da UDT, com rela��o a uma
peti��o( em favor da integra��o de Timor Leste � Indon�sia) que a Indon�sia imp�s
aos membros da UDT e suas fam�lias, pudessem entrar no Timor Oeste, ap�s a derrota
destes na guerra civil de 1975.
 | "Um Timor Leste independente � invi�vel e uma amea�a em potencial para a
�rea" |
. Gough Whitlam, primeiro-ministro da Austr�lia em setembro de 1974.
 | "N�o sonhem em ter ... um pa�s de Timtim(nome dado pela Indon�sia a Timor
Leste). Isto n�o existe! ... De agora em diante, Timtim � o mesmo que outras regi�es.
Por isto n�o tentem ser her�is de �ltima hora, batendo no peito e proclamando.
Sou um patriota de Timtim. N�o existe na��o Timtim, s� existe uma na��o
Indon�sia...Se voc�s tentarem criar seu pr�prio pa�s... ele ser� esmagado pelos
(militares indon�sios)... Rebeli�es maiores t�m ocorrido, t�m havido maiores
diferen�as de opini�o com o governo do que aquelas do pequeno n�mero que se chama de
Fretilin, ou sejam quais forem seus simpatizantes aqui. Vamos esmagar a todos eles !
Repito, vamos esmagar a todos eles ! " |
. Ministro da Defesa da Indon�sia, Benny Murdani, falando em D�li,
fevereiro de 1990.
 | "Sob o dom�nio portugu�s, Timor Leste parecia estar parado na hist�ria. O
rel�gio do desenvolvimento n�o batia l�". |
. Jos� Ramos-Horta, representante do CNRM, para Rela��es Exteriores.
 | "� doloroso falar hoje dos sacrif�cios e fardos que impusemos ao povo de Timor
Leste ... Ordenamos a chefes que mobilizassem pessoas em massa para a constru��o de
estradas ... para trabalharem sem receber comida ou compensa��o. Devido � escassez de
alimentos, pessoas morriam de fome todos os dias. A comida para os soldados japoneses e
cavalos para transportar muni��o eram confiscados do povo e alguns soldados da tropa sob
meu comando estupraram mulheres timorenses." |
. Iwamura Shouachi, comandante de um pelot�o japon�s em Timor Leste
durante mais de dois anos, durante a 2o. Guerra Mundial.
 | "N�o nos arrependemos de nada |
. general Mantriri, comandante regional de Timor, logo ap�s o massacre
de Santa Cruz.
 | "Eu j� n�o tinha cora��o, tanta era a dor" |
.F�tima Guterrez, timorense em reuni�o do Grupo Clamor Por Timor,
sobre a viola��es sofridas pelas mulheres timorenses, praticadas pelos soldados da
Indon�sia.(22/03/97)
obs: retirado do livro TIMOR LESTE - Este Pa�s Quer Ser Livre.
 | "Testemunhas oculares lhe contaram que soldados indon�sios mataram muitos dos
feridos no hospital militar de D�li; eles "esmagaram os cr�nios dos feridos com
grandes pedras, passaram por cima deles com caminh�es, perfuraram-nos com baionetas e
ministraram - na presen�a de m�dicos - desinfetantes venenosos como rem�dios" |
. Max Stahl, jornalista brit�nico, cuja c�mera de v�deo captou o
massacre de Santa Cruz.
Obs: retirado do livro TIMOR LESTE - Este Pa�s Quer Ser Livre.
 | "Soldados ergueram seu rifles e apontaram . Ent�o, agindo em conjunto, abriram
fogo ... Homens e mulheres ca�ram, estremecendo, na rua, rolando devido ao impacto das
balas. Alguns estavam indo para tr�s, e trope�ando, com as m�os erguidas. Outros
simplesmente tentaram virar e correr. Os soldados pularam por cima de corpos ca�dos e
atiraram nas pessoas que ainda estavam em p�. Correram atr�s de jovens, rapazes e
mo�as, e atiraram neles pelas costa". |
. Allan Nairn, Jornalista do New Yorker, testemunha ocular do massacre
de Santa Cruz.
Obs: retirado do livro TIMOR LESTE - Este Pa�s Quer Ser Livre.
 | "massacre a sangue-frio e premeditado" |
. Max Stahl, Jornalista brit�nico, sobre o massacre de Santa Cruz.
 | " Delinq�entes como esses t�m de ser mortos � bala, e vamos atirar neles". |
. general Try Sutrisno, comandante dos militares indon�sios na �poca
do massacre e atualmente vice-presidente da Indon�sia.
" Timor Leste.....Trago de l� a imagem de um povo amorda�ado,
extremamente oprimido mas corajoso e determinado, tal como o seu Bispo, D. Ximenes Belo.
Este, apesar das amea�as de morte e das duas tentativas de assassinato ( por pessoas a
soldo dos ocupantes ) a que escapara, continua a defender os direitos humanos e o direito
a um referendo de autodetermina��o do povo do Timor Leste"
D. Hilton Deakin (Bispo Aux. de Melbourne - Austr�lia)
(Ap�s visita ao Timor Leste)
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