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| Definição |
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Jigaboo - ( Ji/ga/bú) adj. n. -
Palavra de origem africana que significa escravo; |
| História |
| Desde 1983 (quando Nelsão & Funk Cia. ficavam na Rua 24 de
Maio, centro de São Paulo demonstrando uns passos de dança que mais tarde se tornaria o
marco inicial da Breakdance e da cultura Hip Hop no Brasil), o Rap vem se propagando no
país mas só no início dos anos 90 é que se tornaria algo realmente consistente, ativo,
reformulador de opiniões e idéias, dando para a periferia e o povo AfroBrasileiro a
verdadeira Liberdade, a auto-estima, o orgulho e a coragem, de denunciar e criticar tudo e
todo tipo de ação que possa prejudicar o povo. Nesta mesma época em meio aos anos 80 a
febre do break, na cidade de Juiz de Fora - MG, um jovem negro faz sucesso com os seus
passos de breakdance nos salões de bailes e descobre a importância da música Rap. No início dos anos 90 vem para São Paulo tentar a carreira artística e monta o seu primeiro grupo e lança um LP independente: União Break Rap, depois em 94 lança o seu primeiro álbum solo "Revolução De Novos Ideais" e começa deixar popular o seu nome: PMC e Poetas de Rua, em 96 "Sociedade Decadente" ambos pela TNT Records, PMC deixa os Poetas de Rua e junto ao DJ Deco dão outra cara ao trabalho indo assim para a Gravadora Virgin e lançam em 98 "Identidade" onde estouram as faixas: "Alô Brasil" e "Vamo Falá". O caminho começava a ser traçado e PMC conhece o rapper Suave que morou por um tempo fora do país e trouxe em sua bagagem a experiência de Ter gravado um single e um vídeo clip na Espanha com o nome "Black Inside". No Brasil, Suave recebeu a proposta de gravar um álbum e convidou o DJ Deco para produzir seu disco e o encontro com o PMC foi inevitável: " - As idéias bateram e resolvemos montar um esquema, só então criamos o Jigaboo". |
| Discografia |
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| Neste trampo a banda mostra um Rap alternativo e produções
com muito uso de Break Beats definindo assim o seu estilo de Hip Hop, as participações
vão além do que se imagina, vai do Charlie Brown Jr na música "Vai Pirar"um
tremendo hardcore Hip Hop, do Tio Fresh ( do SP Funk) e MC A (do Doctors MCs) na
música " Agora É A Sua Vez", e o Quadrilátero da Febem na música
"Realidade". A crítica e o desafio aos falsos MCs fica claro em
"MCs na Mira". A violência policial que é um dos maiores problemas da
periferia, fica expressa em "Geral" e "Corre-Corre". "...Ninguém
segura essa raça que mata de graça, no fim do mês quem matar mais leva a taça..."
O lado mais leve e irônico está presente em "Fim Do Mundo" que usa o sampler
como música Dazz (da Banda funk dos anos 70 Brick), "Quebra Tudo" e
"Doideira"são dois sons no estilo Bate Cabeça; em "Qual É A Cor"o
rapper Suave deixa claramente explícito o problema de ser branco e fazer Rap, "O
Jigaboo vem para detonar os falsos MCs e rappers". Ouçam a vinheta "Tá
Pensanduque?" e tirem a conclusão! Enquanto na maioria das faixas prevalecm o tradicional Hip Hop, nas músicas "Corre-Corre" versão hardcore e "Para De Falar"o Jigaboo mostra seu lado acústico contando com a performance da banda Surto. A produção e os scratches do DJ Deco, garantem a precisão e a autenticidade da banda, que vem com levadas inovadoras e temas variados, " não partimos para os temas explícitos e violentos, colocamos sentimentos e alma em nossas músicas". Com influências de Funk e a velha escola Hip Hop, críticas sociais, denúncias e idéias para os manos, o Jigaboo com certeza prova que " As Aparências Enganam".
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