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Cinemateca Sylvio Back
Sylvio Back, um dos maiores cineastas brasileiros,
apresenta a sua Cinemateca: seis filmes em três DVDs!

Com apoio da TV Cultura , através da Cultura Marcas, a Versátil Home Vídeo promove agora nesta segunda quinzena de maio o lançamento da CINEMATECA SYLVIO BACK, pacote em embalagem de luxo que reúne seis filmes deste notável cineasta em 3 DVDs:

DISCO I – O Brasil na II Guerra Mundial

ALELUIA,GRETCHEN (1976)
Saga de uma família de imigrantes alemães que,fugindo do Nazismo,vem se radicar numa cidade do Sul do Brasil, por volta de 1937. Às vésperas e durante a II Guerra Mundial, membros da família se envolvem com a Quinta Coluna e o Integralismo. Nos anos 50, os Kranz são visitados por ex-oficiais da SS em trânsito para o Cone Sul.

RÁDIO AURIVERDE (1991)
Com imagens e sons inéditos de Carmen Miranda e do Brasil na II Guerra Mundial, o filme penetra no desconhecido universo da guerra psicológica que conturbou a presença da Força Expedicionária Brasileira (FEB)na Itália. Através das musicalmente alegres e debochadas transmissões de uma rádio clandestina, tema-tabu entre os pracinhas, são reveladas as tragicômicas relações entre os Estados Unidos e o Brasil durante o conflito.

DISCO II – Duas polêmicas:a Guerra do Contestado e a Guerra do Paraguai

A GUERRA DOS PELADOS (1971)
Outono de 1913, interior de Santa Catarina, Campanha do Contestado. A concessão de terras a uma companhia da estrada de ferro estrangeira e a ameaça de redutos messiânicos de posseiros expropriados geram um sangrento conflito. Por exigência dos "coronéis", forças militares regionais e o Exército nacional intervêm. Mas, os "pelados"(assim chamados por rasparem a cabeça)se revoltam, protagonizando uma resistência à semelhança de Canudos.

GUERRA DO BRASIL (1987)
Entre 1864 e 1870,a América do Sul é palco do maior e mais sangrento conflito armado do século, conhecido como a "Guerra do Paraguai", pela primeira vez no cinema. Misturando realidade e ficção,o filme debate este "ensaio" da I Guerra Mundial, que envolveu Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, vitimando em torno de um milhão de pessoas.


DISCO III – O índio brasileiro no cinema e nosso maior poeta negro

CRUZ E SOUSA – O POETA DO DESTERRO (1999)
Biografia do poeta brasileiro,filho de escravos, João da Cruz e Sousa (1861-1898), fundador do
Simbolismo no Brasil e considerado o maior poeta negro da língua portuguesa. Através de trinta e quatro "estrofes visuais",o filme rastreia desde as arrebatadoras paixões do poeta em Florianópolis ao seu emparedamento social, racial e intelectual e trágico fim no Rio de Janeiro.

YNDIO DO BRASIL (1995)
Colagem de dezenas de filmes nacionais e estrangeiros – de ficção,,cine-jornais e documentários – revelando como o cinema vê e ouve o índio brasileiro desde quando foi filmado pela primeira vez em 1912. São imagens surpreendentes, emolduradas por músicas temáticas e poemas, que transportam o espectador a um universo idílico e preconceituoso, religioso e militarizado, cruel e mágico do nosso índio.


Entre o farto material extra (textos,depoimentos e fortuna crítica), destaque para o making of de Cruz e Sousa– O Poeta do Desterro .

                   A IMPORTÂNCIA DA CINEMATECA SYLVIO BACK

Com temáticas que vão da desmistificação da história oficial do Brasil, passando pela colagem de soberbas imagens de arquivo, ao confronto memorial da saga de homens e eventos que pareciam nunca ter existido, a CINEMATECA SYLVIO BACK promove uma releitura crítica única e original da história e da realidade do país, dada a sua abordagem eqüidistante das paixões de seu tempo.
Os seis filmes (Aleluia,Gretchen ,Rádio Auriverde ,A Guerra dos Pelados , Guerra do Brasil ,Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro e Yndio do Brasil ), reunidos neste pacote da Versátil, se caracterizam exatamente pela assinatura autoral que cada um dos seus milhares de fotogramas ostenta, fruto de um estilo de cinema comprometido com o imaginário do espectador, e só com ele.
Ao colocar agora esta prestigiosa obra de Back à disposição de todos os cinéfilos famintos de informação, cultura e diversão; seja com seus instigantes documentários, seja com sua ficção que não guarda equivalência no cinema brasileiro, a Versátil está convicta do alcance moral do olhar humanista e poético do autor, cuja filmografia tem inequívoca aprovação da crítica e avalizada por seus setenta prêmios nacionais e internacionais.
Investindo intensa e extensamente nesta CINEMATECA SYLVIO BACK, a Versátil vê coroados todos os esforços de sua equipe de produção, veiculação e atendimento, acrescidos da vitoriosa parceria com a TV Cultura de São Paulo, por meio de Cultura Marcas, o que vem tanto ampliar o espectro de público, quanto reforçar a presença do cinema brasileiro na televisão pública do país – ambos braços do mesmo anseio por uma cultura diversificada, independente e poderosa.

Assessoria de Imprensa

Versátil Home Vídeo
Fernando Brito
Tel.(11)3670-1954
e-mail:[email protected]

O cineasta Sylvio Back está disponível para entrevistas sobre sua cinemateca nos telefones (21)2522-4574 (res.)e (21)9614-6435 (cel.),e-mail:[email protected]

Imagens em alta resolução de todos os filmes para download:
www.dvdversatil.com.br/imprensa

A CINEMATECA SYLVIO BACK tem preço sugerido de R$120,00 .Os DVDs dacoleção também serão vendidos individualmente ,ao preço sugerido de R$45,00 cada .

Fonte: Sylvio Back - Florianópolis - SC
 

Peter Greenaway
Mais uma vez o realizador inglês provoca polêmicas morais. No seu novo filme 8 Mulheres e Meia coloca pai e filho na mesma cama e explora a fundo condições perversas da natureza humana. Para ele, nada mais natural do que a nudez, o fetichismo, a perversão.

"Quantos diretores fazem filmes para satisfazer a suas fantasias sexuais?". Esta é uma das perguntas lançadas pelo personagem Philip Emmenthal, uma espécie de alter-ego de Peter Greenaway, no seu último filme 8 Mulheres e Meia. "A maioria dos filmes são sobre o que as pessoas não tem: felicidade e sexo. Nós temos os dois", continua a dizer o narcisista Philip, interpretado por John Standing que no filme encarna um pai que confessa ao filho sua insatisfação sexual. Storey (Matthew Delmare), o filho, sugere assim que o pai transforme seu chateau suíço em um bordel. 8 e 1/2 tipos de mulheres seriam escolhidas para corresponder ao arquétipo ideal da fantasia sexual masculina. A freira, a mulher que monta cavalos, a italiana fogosa, a empregada, as japonesas etc... E a meia-mulher literalmente: a mulher sem pernas.

Com uma referência explícita e irônica a 8 e Meio de Fellini que é sabiamente introduzido pelo filho ao pai, mais uma vez o esteta e intelectual da imagem Peter Greenaway provoca polêmicas morais. Coloca pai e filho na mesma cama e explora a fundo condições perversas da natureza humana. Para ele, nada mais natural do que a nudez, o fetichismo, a perversão. Claro que tantas mulheres juntas em uma espécie de harém pós-moderno que alia oriente e ocidente com frivolidades sexuais logo vai se ruir. As mulheres começam a se manifestar, dominam, suicidam, se libertam, se escravizam em nome de um desejo do outro numa real indulgência sexual.

Nesta bombástica entrevista, o diretor de O Livro de Cabeceira fala sobre a busca da alma, necrofilia, o puritanismo calvinista americano que condena a nudez e trata o fetichismo como algo pejorativo. Além disso, reafirma a intenção de seu filme de explorar de maneira escancarada e avançada a fantasia masculina e se defende da acusação de misogenia. "O cinema tradicional e ortodoxo de Hollywood lida com a nudez de forma limitada, apenas do ponto vista do corpo de uma mulher jovem entre 16 e 30 anos. O que acontece com o resto das outras pessoas?". Greenaway sabe o que quer e como chegar lá, conta também os planos de seu projeto para terminar a trilogia começada com A Última Tempestade.

Pergunta - Seus filmes levantam sempre questões sobre o que é a vida. Especialmente Zôo, Um Z e Dois Zeros (1985) em que há uma certa obsessão pela decadência. Em filmes como American Psycho e nos romances de Dennis Cooper, as pessoas são dissecadas na busca de suas almas. Estes heróis estariam procurando localizar a alma para curar a sociedade e a si mesmos dessa ausência de alma. A localização da alma estaria supostamente em algum lugar do corpo físico. Você também tem se perguntado onde se encontra a alma?  
 

Peter Greenaway - Você está procurando me fazer as perguntas certas da maneira mais correta possível. Na minha trilogia inacabada, todos os filmes tratam de certa forma do mesmo assunto. A Última Tempestade (1991) é sobre os usos e abusos da sabedoria e O Bebê Santo de Macon (1993) sobre os usos e abusos da religião. O terceiro é um projeto que será basicamente sobre necrofilia e sobre a busca e a localização da alma. Na história européia, a alma viajou da barriga, onde os romanos a localizavam, para o coração, onde os cristãos acreditavam ser a sua localização. Acho que agora ela está localizada mais para cima e simultaneamente em algum lugar fora do corpo. A história deste filme acontece durante a Guerra dos 30 Anos, quando a Europa estava cheia de cadáveres e um anatomista procurava pela alma nos corpos mortos. Ele acreditava que a alma podia estar fisicamente localizada em um órgão como o baço ou em uma parte do cérebro. Estava determinado a achar a sua localização exata. Acreditava que assim poderia erradicar a maldade através de uma operação cirúrgica. Mas as pessoas à sua volta também estavam muito interessadas em achar a alma, então elas o enganavam. Homens e mulheres trapaceavam com ele nessa procura. Não elaborei nada mais além disso.Também estou interessado em necrofilia. Queria fazer um filme que se passasse neste período e sobre os problemas desta guerra. Como a guerra é conduzida por homens mais velhos, e temos um número extraordinário de ótimos atores velhos na Inglaterra, eu gostaria de utilizá-los neste filme. Todo o elenco estaria acima de 65 anos e teria que fazer tudo com próteses, já que seria extremamente difícil abrir inúmeros cadáveres com o tipo de orçamento que temos. Assim, a maior parte do filme seria filmado no escuro. Daí, você pode imaginar o que os financiadores pensaram sobre um filme sobre necrofilia com todos os atores com mais de 65 anos e todo filmado no escuro. Não foi possivel levantar o dinheiro ainda. Mas o filme já está no rascunho e o faremos mais cedo ou mais tarde.

Mudando de assunto para o seu recente lançamento, o herói, o pai, no filme 8 Mulheres e Meia, tem 55 anos de idade. Eu estou quase certo que você está perto dessa idade.

Estou com 57.

No roteiro, você descreve Philip Emmenthal como um homem muito bonito e atraente que te diz mais do que o próprio ator que você escalou para o papel. Então quão autobiográfico é este filme?

Eu sou basicamente um inglês, natural de Londres e criado de forma burguesa. Se eu realmente criei um alter ego, ele será maior do que a vida e maior do que nós mesmos podemos nos ver. As circunstâncias e as aventuras que o meu alter ego estará sujeito vão ser mais fantásticas do que aquelas que eu poderia criar para mim mesmo. Algo assim parecido com a relação Fellini/Mastroianni. Fellini não podia trepar com todas as mulheres que ele desejava, então colocou em Mastroianni essa possibilidade.

iExistem algumas cenas em 8 Mulheres e Meia que são um pouco chocantes.

Como por exemplo?

Bem, antes de mais nada, o pai e o filho fazem sexo juntos. Então existe uma fala no roteiro, que eu não sei especificar se está no final do filme, sobre um personagem que ama as vaginas e que gostaria que ele pudesse extirpá-las, dessa maneira ele poderia observá-las todas às vezes que ele quisesse. (Philip, depois de uma de sua mulheres cometer suicidio: “É tão terrivel perder a mais bela vagina que eu já vi na vida. Isto não pode ser verdade. A vagina de Palmira é grande e me acaricia e perfuma como se eu estivesse no céu. Ela me segura como se fosse um polvo. Eu me pergunto se poderia extirpá-la e mantê-la? Num congelador, talvez...”).

Mas isso não foi filmado não.

Em um certo sentido essas cenas não deveriam ser chocantes no ano 2000, mas aqui nos EUA, toda vez que uma atriz faz uma cena de nudez acontece uma entrevista coletiva. A pergunta que sempre se faz é: “Como é atuar pelado?”. Sendo assim, você não acha estranho que mostrar o sexo de forma tão aberta seja considerado pouco convencional ou ofensivo para muita gente?

Eu presumo que você está perguntando isso apenas retoricamente porque já sabe a resposta. Vocês têm um background puritano. O fato de serem protestantes ou mesmo calvinistas tem a ver com todos estes problemas e dificuldades. A melhor forma de responder a isto seria: eu sou europeu. Vemos todas essas questões de uma perspectiva diferente. Fui treinado como pintor. Tenho muita familiaridade com o corpo nu, feminino ou masculino. Tenho uma postura discursiva e estou certo de que o corpo humano está no centro disso. Sua fisicalidade é importante e positiva. Acredito que esta fisicalidade perderia sua perspectiva sobre todos os outros sentidos. Estas são as posições mais polêmicas, tanto quanto a enorme curiosidade sobre situações e políticas que envolvam os gêneros masculino e feminino.

Não sei se você viu o filme “The Idiots” de Lars von Trier, em que os pênis dos atores foram cobertos com retângulos pretos. No seu filme, os pênis são apenas uma coisa normal. Tem uma grande fala na qual o pai diz como o pênis o inspirou a ser um arquiteto. (Philip: “Contemplando o pênis de meu pai, eu ficava interessado na engenharia do pênis. O pênis é uma das máquinas de engenharia mais impressionantes – estrutura sólida, hidráulica, propulsão, pistons, compressão, inflável, sensibilidade ao calor – praticamente tudo que caracterizam as máquinas. Não existem máquinas feitas pelo homem que se equiparem a ele.) Como o pênis te inspirou a tornar-se um diretor?

(Risos). Novamente uma ironia. Meu filme irritou muita gente porque é uma espécie de avanço da fantasia sexual masculina. Penso que se você vai trabalhar com esta fantasia é melhor escancarar tudo. Organizamos 9 estereótipos sexuais masculinos que são bastantes explícitos no seu significado: o desejo de transar com uma freira, o desejo de transar com uma mulher que está sempre montando a cavalo etc... É politicamente incorreto imaginar um cena na qual dois homens, pai e filho, são capazes de criar um bordel particular. Isso está quase fora do limite do que é considerado civilizado. Isto pode ser tanto um sonho sexual de um ou de ambos os sexos.

Todos os homens de seus filmes parecem ser normais ou bem dotados. Alguém poderia pensar que se o diretor tivesse um pênis pequeno, nenhuma nudez masculina seria tão facilmente exibida.

Você acha isto?

Sim. Alguém poderia ter a impressão e intuir, ao observar as sutilezas dos seus filmes, que você deve ser satisfatoriamente bem dotado.

Me sinto muito confortável em discutir assuntos sexuais nessas circunstâncias e contexto. Acho que venho desenvolvendo em meus filmes um paradigma e a confiança vai crescendo a cada filme. O fato de você me fazer esse tipo de pergunta sugere que existe uma legitimidade que possibilita discutir qualquer assunto dessa natureza. Talvez com um outro diretor e em outra circunstância não fosse tão fácil tratar desses assuntos tão abertamente. Acredito também que, em outro nível, e fico muito irritado com isso, o cinema tradicional e ortodoxo de Hollywood lida com a nudez de forma limitada, apenas do ponto vista do corpo de uma mulher jovem entre 16 e 30 anos. O que acontece com o resto das outras pessoas? O que acontece com toda a massa de homens e mulheres, dos tipos masculinos e femininos que não estão representados neste contexto? Nós devemos ir mais além...

Como você reage quando taxam os seus filmes de misóginos? Isso te incomoda?

Existe uma tênue fronteira o tempo todo. Temos que ser bastantes cuidadosos ao fazer um filme. Me lembro em “O Cozinheiro...” (1989), o personagem de Helen Mirren termina o filme literalmente e metaforicamente por cima. Ela é uma vitoriosa. Mas foi incrivelmente humilhada para conseguir chegar lá. Será que a humilhação de Helen Mirren é um argumento misógeno ou é uma via natural a ser seguida para se alcançar uma conclusão? Eu tendo, é claro, a concordar veementemente com a segunda alternativa.

Em “O Livro de Cabeceira” (1996) você trata a homossexualidade e a bissexualidade de forma natural e esplêndida. Poucos outros diretores seriam capazes de fazer parecer tão natural e como parte do dia a dia das pessoas. Isso seria porque qualquer coisa ligado a sexualidade é algo normal e corriqueiro para você?

Sem dúvida nenhuma. Eu posso te provocar perguntando o que significa a perversidade para você?

Coisas que os seus pais não gostariam que você fizesse.

(Risos). Um outro comentário curioso e que sempre me surpreende é sobre os críticos americanos e como eles me vêem como um fetichista. Posso perceber a maneira como usam esta palavra, ela tem um significado profundo e pejorativo na cabeça deles. Por quê devemos acreditar que o fetichismo é pejorativo? Por quê os americanos pensam assim?

Nós somos uma nação muito contida. Nós temos muito medo do sexo.

Por quê isso? Poderíamos falar sobre uma herança puritana, sobre os valores da família etc. Mas isto ainda não responde realmente a estas questões.

Bem, nossos ancestrais vieram para cá supostamente para separar a religião do estado e eles falharam. E como a religião está sempre envolvida...

Mas isso foi há muito tempo atrás.

Edmund White uma vez disse que os franceses achavam os americanos loucos porque ¾ da nossa população acredita piamente que conversa com Deus. Nós realmente acreditamos no pecado. Talvez o pecado faça o sexo ser mais prazeiroso para nós, uma vez que acreditamos que seremos punidos por fazer alguma coisa proibida e suja.

Talvez.

Bem, eu gostaria de agradecer...


Foi um prazer..

 
Entrevista: Brandon Judell - Tradução: Francesca Azzi
Fonte: indieWIRE
 
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