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Uma
Perspectiva… Individual… É inegável que existe uma Antiga Tradição. Mesmo os mais cépticos, quando
dotados de um mínimo de inteligência, terão esta percepção. Esta Tradição teve grande influência nas culturas antigas, da qual
destacamos a egípcia, mas o seu início é muito mais remoto. Nestes assuntos, as verdades não são literais, nem objectivas: tudo tem
que ser interpretado. É por isso que cada um de nós tem diferentes
perspectivas acerca das razões e propósito da vida, ainda que, na verdade,
ninguém saiba praticamente nada sobre a origem e finalidade deste fenómeno. Também por essa razão, ninguém possui a autoridade para pretender ensinar
a outro o que quer que seja sobre assuntos desta natureza: seria o mesmo que
designar um cego para guiar outro cego. O que pode e deve ser feito é
apresentar pontos de vista, opiniões. relatos… e eventuais interpretações,
mas sempre com a única e exclusiva finalidade de deixar passar a ideia de que
a verdade é uma experiência pessoal, de cada pessoa, cuja busca pode ser
impulsionada a partir das experiências de outras pessoas. Tudo o que possa
ser dito ou sugerido, não deverá, em circunstância alguma, ser aceite como “uma
verdade”, porque a mesma verdade não
pode servir a duas pessoas. Cada indivíduo vem munido de uma estrutura
racional, a qual serve unicamente a esse indivíduo; se assim não fosse
haveria cérebros colectivos ou pessoas desprovidas dele. Da forma mais humilde e despretensiosa possível, apresentamos uma versão,
de entre milhares, acerca da origem da Antiga Tradição, a qual, conforme
atrás referimos, carece da interpretação que cada um de nós for capaz de lhe
dar, a qual será estritamente pessoal e impossível de transmitir. Ninguém se
sentirá alguma ver seguro sem primeiro passar pela “experiência da verdade” –
aquilo a que outros chamaram “bem-aventurança suprema”, “iluminação”,
“satori”, “experiência directa”, “consciência cósmica”, etc. De outra forma,
tudo não passará de uma absurda, inútil e incoerente abstracção. |