VEJA
VOCÊ ALGUMAS REPORTAGENS SELECIONADAS!!
*Brasil tenta proteger o nome
da cachaça País quer ter o direito sobre
o nome de sua famosa bebida/jornal The New York Times.....Saiba
mais!
*Sonho Rreal/site Globo Rural...Saiba
mais!
*Expocachaça/site Alternativa FM....Saiba
mais!
*Se você pensa que cachaça é água/site
Museu da Cachaça...Saiba mais!
*Indústrias mineiras terão que se adequar/site
Alternativa FM..Saiba mais.!
"Brasil
tenta proteger o nome da cachaça. País quer
ter o direito sobre o nome de sua famosa bebida."
Uma é argumentar que Diego Maradona, o grande jogador
de futebol argentino, foi melhor que Pelé. Outra é confundir
samba, o ritmo quintessencial brasileiro, com salsa, o gênero
musical popular latino que tem suas origens nos países
de língua espanhola do Caribe. Agora, os brasileiros
têm algo novo para acrescentar na lista: igualar a cachaça,
o forte destilado de cana-de-açúcar do país,
com o rum. Buscando capitalizar na crescente popularidade da
cultura brasileira no exterior, o governo brasileiro está dando
os retoques finais em um decreto presidencial que espera que
eventualmente dará a este país sul-americano
os direitos comerciais exclusivos do nome "cachaça".
O Brasil espera vender seu aguardente nacional para consumidores
de alta renda, dando a ele o tipo de selo que os franceses
obtiveram com o direito exclusivo de chamar seu vinho espumante
de champanhe e o México com a tequila.Ainda mais importante,
disseram as autoridades do governo e executivos da indústria, é uma
forma de distinguir a cachaça do rum em lucrativos mercados
de exportação como Europa e Estados Unidos."Por
anos, toda a cachaça que exportávamos para os
Estados Unidos, por exemplo, precisava ser rotulada de rum
brasileiro, o que era algo que não atendia nem um pouco
aos nossos interesses", disse Ricardo Cavalcanti, um alto
funcionário do Ministério da Agricultura do Brasil
que está ajudando a elaborar a legislação
que classifica a cachaça. "Rum é uma coisa
e cachaça é outra."
Também chamada de pinga, aguardente ou arrebenta peito,
a cachaça é destilada diretamente do suco da cana-de-açúcar.
Por outro lado, a maioria dos runs é produzido a partir
do melaço, um subproduto do refino do açúcar.
Como o prato nacional do Brasil, um cozido de feijão preto
e carne de porco chamado de feijoada, a cachaça era originalmente
um prazer dos pobres, consumida inicialmente pelos escravos nas
plantações de cana-de-açúcar no Nordeste
do país, em meados dos anos 1500.

Hoje, a maioria dos brasileiros bebe cachaça em coquetéis
chamados caipirinhas, uma mistura exótica e letal de limão
socado, gelo e uma generosa quantia de açúcar.
Como a cachaça, a caipirinha começou como um prazer
dos camponeses; o nome é derivado da palavra caipira.
Mas a caipirinha tem desfrutado de uma renascença, se
tornando padrão em bares e restaurantes chiques do Rio
de Janeiro a Nova York.
"As pessoas estão aprendendo a apreciar a cachaça", acrescentou
Mendes, que também envia várias caixas por ano para compradores
na Austrália, Europa e Estados Unidos.
Com o crescimento da popularidade da caipirinha, o governo brasileiro
passou nos últimos anos a proteger os mais de 30 mil produtores
de cachaça do país de imitadores em outros países
onde a cana-de-açúcar é cultivada, especialmente
no Caribe. O governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
foi o primeiro a tentar registrar o nome cachaça em 2001.
Mas a definição foi criticada como vaga demais
pelos produtores locais e uns poucos produtores caribenhos de
rum, incluindo Barbados, República Dominicana e Trinidad
e Tobago.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anulou
o decreto neste ano e deve assinar uma versão modificada
dele nos próximos meses. A nova classificação
busca reservar o nome cachaça exclusivamente para álcool
destilado do suco de cana-de-açúcar produzido no
Brasil, um primeiro passo fundamental no esforço do governo
para elevar o perfil do aguardente nos mercados mundiais. Mas
ele acrescentou: "Para apenas três ou quatro países
na Europa, você precisa de pelo menos US$ 25 milhões
para divulgar a cachaça, e não uns poucos milhões
de reais".
Tradução: George El Khouri Andolfato
Visite o site do The New York Times
Fonte:THE NEW YORK TIMES. EDIÇÃO
DE 24/12/2004.


SONHO
REAL
Para os cachaceiros da associação,
ela é uma ferramenta importante para viabilizar o sonho
de ver a Januária reconquistando uma posição
de destaque nas adegas dos consumidores mais exigentes do país.
Com a renda obtida com a cachaça da entidade, os oito
associados que deixaram a atividade devem ter condições
de retornar a ela, enquanto os produtores que mantiveram seus
engenhos poderão investir no próprio alambique,
criar sua marca, engarrafar e colocar no mercado um produto
artesanal de alta qualidade. Coisa que já tem funcionado
muito bem para Vicente Lopes Carneiro.
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Depois de superar a crise que paralisou e quase levou à venda
uma pequena estrutura de engarrafamento de cachaça, adquirida
na década de 80, no final do ano passado Vicente e sua
família resolveram retomar o projeto de ter uma marca
própria. Hoje, as garrafas de Januária Franciscana,
envasadas pela irmã, rotuladas pela mãe e lacradas
pelo pai de Vicente, já têm um mercado garantido
na região. O negócio tem até sócios,
como o próprio técnico da Emater, que ajuda na
comercialização. A 2,50 reais o litro, o lucro
obtido com a venda dos 35 mil litros produzidos anualmente é de
25%. A extensão desse tipo de iniciativa para os outros
membros da associação deve ser incentivada com
a cessão dos equipamentos de engarrafamento da entidade
para os interessados, uma forma de capitalizar os produtores
e multiplicar os agentes dessa ofensiva januarense na reconquista
do respeito que faz por merecer.
Diferente das beberagens que amortecem a inteligência e
embaralham os pensamentos, a boa cachaça, de se tomar
em pequenos goles e com grande apreciação, é aquela
que eleva o espírito e embriaga pelo perfume. Mérito
que o produto de Januária se atribui sem falsa modéstia,
porque traz em si, como uma vaga lembrança de coisa boa,
o aroma delicado proveniente de um ano de envelhecimento em dorna
de umburana de cheiro.
Árvore nativa do cerrado, a umburana hoje está quase
extinta na região de Januária por conta da exploração
da madeira para a construção das dornas - os
grandes tonéis onde os cachaceiros armazenam sua produção
-, o que obriga José Pereira Dias, o mestre Zezito,
a buscar o material em Rondônia. Carpinteiro há mais
de 50 anos, Zezito fez muita roda-d'água e carro de
boi, mas é bom mesmo em construir dornas, arte que exige
maestria. O segredo, explica ele, é acertar o encaixe
das tábuas para que não haja vazamentos, porque
não pode usar cola ou nenhum outro tipo de isolante.
A parede é tábua grudada em tábua, cada
uma levemente convexa por fora e côncava por dentro,
tudo milimetricamente calculado, e a firmeza é dada
pelo abraço de dois aros de aço. Para não
cair, o fundo também é encaixado, ripa a ripa,
em uma "vala" esculpida na parte interna da dorna.
"E como o senhor define o número de tábuas,
a largura, a envergadura?"
"É fácil. A gente calcula o raio, multiplica
por dois, tira o pi..."
Como todo feiticeiro, mestre Zezito tem ferramentas com inscrições
que só ele sabe decifrar, mas seu grande trunfo é mesmo
a experiência. Tanto que seus produtos têm fama
de durar eternidade, coisa que não acontece com as dornas
industriais. "Vira e mexe estamos trazendo dorna com vazamento
pro mestre Zezito curar", explica Marcos Correia Lopes,
presidente da Associação dos Produtores de Cachaça
de Brejo do Amparo. O trabalho dá prazer e um bom dinheirinho,
garante o carpinteiro, mas um dia é o sobrinho, seu
aprendiz, quem vai ter que assumir. Para os produtores de cachaça, é bom
saber que também essa arte tem herdeiros em Januária.
Fonte: www.globo.com/globorural


EXPOCACHAÇA
A Nona Expocachaça - Feira e Festival Internacional
da Cachaça aconteceu no Expominas, em Belo Horizonte,
de primeiro a 4 de junho.
A Expocachaça reuniu, este ano, mais de 100 estandes de
produtores, associações, entidades de representação
do setor, empresas de serviços, insumos, garrafas, rótulos
e embalagens.
Minas Gerais foi destaque na produção nacional,
com 230 milhões de litros de cachaça de alambique
por ano - 50% da produção nacional.
O Estado reuniu perto de 9 mil produtores e novecentas marcas.
O faturamento com a produção da bebida chega a
2 bilhões de reais por ano.
Fonte:www.alteernativafm.com.br


SE
VOCÊ PENSA QUE CACHAÇA É AGUA...
Cachaça não é água não!
As exportações crescentes da nossa aguardente
que o digam. Só em 2004, dos 1,3 bilhões de litros
produzidos, 10,2 milhões foram exportados. Desse modo,
a nossa água que passarinho não bebe, amansa
corno, bagaceira, caninha, danada, marvada, mé, purinha,
vem sendo apreciada pelo mundo
Além do Brasil liderar o ranking mundial da produção
da cana-de-açúcar (a matéria-prima), a
nossa “purinha”, de acordo com dados do Programa
Brasileiro de Desenvolvimento da Cachaça, já é reconhecida
mundialmente como um produto “made in Brazil”.
Hoje, a “branquinha” já tem até mesmo
um Padrão de Identidade da Cachaça (PIC), que
se assemelha de certa forma aos controles de qualidade empregados
na produção do vinho, o que facilita a sua penetração
no mercado internacional. Nossa caipirinha lá fora já ganhou
o título de bebida “cult”, depois que a
revista norte-americana In Style a nomeou como a bebida mais
quente do século.
Modismos estrangeiros à parte, a mais brasileira das
bebidas tem sua notícia mais remota nos idos de 1610,
quando o navegador francês François Pyrard de
Laval, de passagem pelo estado da Bahia, deu conta de um vinho
de sumo de cana utilizado com freqüência pelos escravos
e, sobretudo, pelos nativos.
De toda maneira, a fabricação da “boa” só foi
descrita com exatidão 30 anos depois, em Pernambuco.
Seria a cachaça a nossa eau-de vie? Nos séculos
XVI e XVII na Europa bebia-se as eau-de-vie de frutas, como
o marasquino, a exemplo. O Brasil passa a fabricá-la
intensamente no século XIX, contudo, existem registros
de exportação da aguardente da Bahia para Luanda
em 1689. A “caninha” era moeda na época
e algumas garrafas valiam um escravo, de acordo com o pesquisador
Câmara Cascudo.
Fonte: Museu da Cachaça e Cachaça
Cambéba


INDÚSTRIAS
MINEIRAS TERÃO QUE SE ADEQUAR
As indústrias mineiras de cachaça que produzem
de 800 a 2 mil litros por dia têm até o dia 22
de novembro para se adequarem às normas ambientais.
De acordo com nova lei do Conselho Estadual de Política
Ambiental, os empreendimentos que não protocolarem o pedido
de licença podem ter suspensas as atividades caso a Fundação
Estadual do Meio Ambiente constate danos á natureza. Já os
pequenos alambiques, que produzem entre 300 e 800 litros de cachaça
por dia, têm o prazo até novembro do ano que vem
para regularizar a situação. Segundo a FEAM produção
da cachaça pode poluir o meio-ambiente se não for
feito da forma correta. As indústrias de fabricação,
padronização, envelhecimento e engarrafamento de
cachaça devem procurar a Feam para regularizar a situação.
Fonte: site www.alternativafm.com

