5) Dilatação do tempo - Parte 2de 2

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Portanto, ainda vale a relação apresentada:

Pitágoras:

finalizando a equação:


Podemos escrever novamente a equação da dilatação do tempo da seguinte forma:

onde substituímos a razão v/c pela letra grega Ò, a qual chamamos de parâmetro da velocidade. Ainda podemos escrever:


Onde a quantidade adimensional g é o fator de Lorentz1.


Como sempre temos (v/c) < 1, teremos sempre t > t0, devido ao fato do aumento do fator de Lorentz.

Agora ocorre uma coisa interessante: se você pudesse viajar num trem que estivesse a velocidade da luz, o tempo para você seria sempre igual a zero, ou seja, simplesmente não existiria! Isso leva ao fato de que então você não envelhece, portanto, permanece jovem em relação a quem não está dentro do trem.

Esse efeito da dilatação do tempo é muito real e não tem nada a ver com defeitos mecânicos produzidos pelo movimento. Isto decorre simplesmente da própria natureza do tempo1.

nota1 - vocé poderá perguntar porque esta última relação não é chamada de equação de Einstein ou o fator de transformação de Lorentz não se chama fator de transformação de Einstein. O grande fisico ho1andês H. A. Lorentz, na realidade, deduziu estas equações antes de Einstein, mas como o próprio Lorentz concordou, ele não foi capaz de dar um passo decisivo na interpretação do espaço e do tempo decorrentes dessas equações. É esta interpretação fisica que constitui o âmago da teoria da relatividade.
(agradecimentos a Willian Limeira pela identificação de correção nesta página)

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