Uma consequência de termos que aceitar que existe uma velocidade limite, é o fato de estarmos fadados a ter que também lidarmos com o problema de que sempre levaremos tempo para qualquer espaço que queiramos percorrer. Apesar do tempo para o observador que realiza o trajeto acabar sendo zero quando a velocidade alcança a da luz, o tempo para o observador externo, que é exatamente o que nos importa no caso, sempre será maior que zero.
O pior de tudo, é que sempre estará em nossa lembrança a lógica de que podemos nos atrasar para um evento qualquer. Abaixo, temos um exemplo, considerando o tempo de percurso um fator crucial para um evento.

Fig. 13.1: Maria espera ansiosamente João, para um encontro que foi marcado para exatos meio dia. João localiza-se numa plataforma a uma distância S de Mana, equivalente a 600.000km. Porém, João percebe que faltam apenas 1 segundo para o encontro.

Fig. 13.2: João corre a uma velocidade correspondente a da luz, percorrendo a trajetória de uma extremidade a outra da plataforma.

Fig. 13.3: Basta utilizar agora a Mecânica Newtoniana; o tempo necessário para que João atravesse o espaço S, é igual a distância percorrida, correspondente de uma extremidade à outra da plataforma, dividida pela velocidade máxima, que é a da luz. Obviamente João chegará atrasado, perdendo o encontro com Maria