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Pescadores e Petróleo no Recôncavo Baiano:

66 anos de perdas sem compensações

Atualizada em 14-02-2008 10:11

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Contribuições e correções são bem-vindas. Contato:[email protected]

CRISE AMBIENTAL E INDIGÊNCIA DOS PESCADORES DA BAIA DE TODOS OS SANTOS

Comunidades de pesca do  Recôncavo


campo dom joão mar

APROFUNDANDO A CRISE SÓCIO-AMBIENTAL: O AFUNDAMENTO DO CAMPO PIONEIRO DO BRASIL: DOM JOÃO MAR, EM 1997

NOVA FASE A PARTIR DE 2004: A RECUPERAÇÃO DOS "CAMPOS MADUROS"

EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL NAS ÁREAS DE EXPLORAÇÃO, REFINO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS E DERIVADOS

O SUCESSO CRESCENTE DA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS NO RECÔNCAVO BAIANO
 


 

 


"Em 1939 foi descoberta a primeira acumulação brasileira de petróleo, o Campo de Lobato, no Recôncavo Baiano (BA), que no entanto, foi considerado não comercial. Dois anos mais tarde, [1941] em Candeias, também no Recôncavo, foi descoberto o primeiro campo comercial de petróleo do Brasil." (Petrobrás, website, 2007)

Há 66 anos começava uma história que tem sido contada apenas pelos vencedores. São eles os representantes da nossa indústria de petróleo, que não parou de acumular sucessos em busca da "auto-suficiência" exigida pela sociedade brasileira.

Mas a cada geração, também se renovam as preocupações com o futuro ambiental de nosso planeta. Embora ainda tenhamos dificuldade de aceitar reduzir nosso consumo supérfluo de energia, sentimos arrepios quando testemunhamos o aprofundamento da crise ambiental a cada derrame de petróleo, a cada praia que encontramos poluída pela indústria petroquímica, a cada notícia da redução da atividade pesqueira nas zonas de exploração de petróleo.  

Nossa proposta neste momento não é remar contra uma indústria considerada pela maioria como um mal necessário, sem substitutos viáveis ao alcance da vista. Ao contrário, queremos apenas dar visibilidade a processos de degradação da vida e da Natureza que poderiam ter sido evitados e que precisam ser compensados, seguindo as regras da própria indústria e as leias criadas pela sociedade.

Queremos legitimar uma relação homem-Natureza que até agora tem sido desigual: apenas a indústria tem lucrado, graças à invisibilidade mantida sobre suas atividades.

Temos certeza de que só a sociedade informada pode forçar a indústria a cumprir suas próprias normas de conduta ética em atividades de elevado risco social, como é a exploração e produção de óleo e derivados.

Estamos seguros de que, conhecendo o que há de pior na nossa indústria, você poderá nos ajudar a torná-la mais competitiva, nos padrões já alcançados pelas concorrentes de outros países. Todos ganharão com uma indústria de petróleo responsável, inclusive os pescadores da Baia de Todos os Santos. Foram eles os vencidos, que emprestaram seu ecossistema, sua fonte de sobrevivência, sem qualquer compensação digna. Deserdados do mar, indigentes, reduzidos a mendigos de políticos e governos corrompidos pelos royalties milionários, que jamais se refletiram em melhores condições de vida para esses profissionais que nos alimentam do mar.

Conheça e ajude a transformar essa realidade.

 

 

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Antiga poço de extração de óleo ou gás do Campo Dom João Mar, São Francisco do Conde, Baia de Todos os Santos (2007)
Estima-se que eram mais de 500 poços e 7 plataformas. Tudo foi afundado há cerca de 10 anos atrás, como estratégia de desativação!


Pescadores profissionais de São Francisco do Conde (2007)
Pesca reduzida, redes destruídas após a desativação do campo.


Grande parte do tempo é gasto no conserto de redes.
As redes danificadas nos destroços afundados, a Petrobrás leva, em média, 5 meses para ressarcir apenas os pedaços danificados. Sem compensações para os dias parados!

(Confira o documento de entrega de pedaços de rede danificadas fornecido pela empresa)

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